Cidades

REPOSIÇÃO JÁ

Professores perderam um terço do salário nos últimos anos e param aulas na UFMS

Categoria busca avanço nas negociações em relação ao reajuste salarial de 19,99%, que deveria ser de 33,7%

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Nesta quinta-feira (28), em apoio ao movimento nacional, professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) também paralisaram as atividades e realizaram ato vestindo camisetas pretas e entregando panfletos. Em pauta, a busca pelo avanço nas negociações em relação ao reajuste salarial de 19,99%.

Conforme o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Adufms), Marco Aurélio Stefanes, todos os câmpus da UFMS no Estado aderiram à paralisação.  

Ele aponta que o chamado "reajuste emergencial" solicitado corresponde à inflação dos últimos três anos. "De 2019, 20 e 21, relativo ao governo Bolsonaro. Nós, professores das universidades federais, desde 2015 que foi nossa última campanha salarial, nossa perca está em torno de 33,7%", aponta ele.  

Marco salienta que, desde dezembro a categoria tenta audiência com o Ministério da Economia e não foram atendidos. Com isso, em 18 de janeiro foi protocolada a pauta de reivindicação, que abrange o reajuste da inflação, reforma administrativa e teto de gastos.  

"Nós aqui, na UF, estamos com um orçamento da ordem de 10% de investimento do que a universidade tinha em 2014. Isso têm estrangulado a qualidade do trabalho nosso, como professor e pesquisador, e da universidade como instituição", afirma ainda

busca por respostas

Marco aponta que, após quatro meses, somente no final de março o Governo sinalizou uma reunião para receber a classe e ouvir as reivindicações, sem dar uma proposta.  

 "Ele anunciou na mídia uma possibilidade de 5% de reajuste, mas não é oficializada para o fórum. Então hoje, estamos em Brasília pedindo uma audiência na Secretaria de Planejamento, para que a gente sente e negocie", diz o presidente da Adufms.  

Segundo ele a paralisação é uma forma de "pressionar" o Governo para que as reivindicações sejam minimamente atendidas, ressaltando que a inflação de dois digítos está cada vez mais insustentável.  

"33% significa que perdemos um terço do nosso salário nos últimos anos, o que é muita coisa muito significativa. Mas não é só isso, tem o corte no orçamento, e ele prejudica a qualidade do serviço que a gente presta", afirmou.

Por fim, Marco expõe que além da falta de incentivos, dos cortes nos orçamentos, o setor de pesquisas sofre um fenômeno chamado "fuga de cérebros".  

"Muitos pesquisadores, por conta de uma política negacionista, de dizer que a ciência não surte efeito, etc. Já fomos chamados zebras gordas; já foi dito pelo próprio ministro que vai colocar uma granada em nossos bolsos... esses ataques constantes à profissão de pesquisador e professor, faz com que a gente seja agredido, como a gente se sinta dessa forma. Vindo de quem deveria defender o serviço público e não atacar dessa forma, porque no fundo a população é prejudicada com essa situação", finaliza. 

BR-267

Motorista fica preso às ferragens e morre após tombamento de caminhão em Nova Alvorada do Sul

Marcos Rogério Benedicto, de 58 anos, era natural de Botucatu, São Paulo

14/10/2026 14h15

Motorista ficou preso às ferragens e não resistiu aos ferimentos

Motorista ficou preso às ferragens e não resistiu aos ferimentos Foto: Divulgação / Jornal da Nova

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Marcos Rogério Benedicto, de 58 anos, motorista de um caminhão Mercedes-Benz, morreu após o veículo tombar na manhã desta quarta-feira (14), na BR-267, na altura do km 166, entre o distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina, e o município de Nova Alvorada do Sul.

Conforme apuração do Jornal da Nova, veículo local, o condutor, natural de Botucatu, interior de São Paulo, ficou preso às ferragens após o tombamento.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar  foi acionada para atender à ocorrência, mas o motorista não resistiu e morreu ainda no local do acidente.

Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Civil de Nova Andradina e a Polícia Científica também estiveram no local para os procedimentos necessários. As circunstâncias que provocaram o tombamento ainda serão investigadas.

determinação do stf

Embora mais tímidos, supersalários ressurgem entre juízes de MS

No início deste mês, pelo menos 162 dos cerca de 230 magistrados estaduais receberam acima do teto de R$ 71,1 mil. Um teve salário bruto de R$ 156 mil

14/10/2026 12h25

A folha de pagamento do Tribunal de Justiça teve um acréscimo de quase R$ 10 milhões em setembro, chegando a R$ 139,1 milhões

A folha de pagamento do Tribunal de Justiça teve um acréscimo de quase R$ 10 milhões em setembro, chegando a R$ 139,1 milhões

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Embora em valores menores do que aqueles que apareciam no portal da transparência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul até abril deste ano, os supersalários pagos a magistrados estaduais voltaram a aparecer na folha de pagamento relativa a setembro, que subiu para R$ 139,1 milhões, ante R$ 129,8 milhões do mês anterior.

Em agosto, quando pelo menos 35 juízes e desembargadores receberam salário bruto superior a R$ 100 mil, o valor mais alto havia sido de R$ 112 mil. Em setembro, ao menos 37 romperam a barreira dos R$ 100 mil e um deles recebeu pouco mais de R$ 156 mil. O segundo colocado recebeu R$ 10 mil a menos. O terceiro colocado, R$ 135 mil. 

No começo de maio, antes de entrarem em vigor as restrições ao pagamento dos altos salários,  em torno de 170 dos cerca de 230 magistrados receberam acima de R$ 140 mil, com o máximo de R$ 227 mil. 

Agora, porém, somente dois passaram dos R$ 140 mil. Além do salário-base de R$ 41.845,49, o desembargador com o maior salário de setembro recebeu R$ 16.952,64 a título de “vantagens pessoais”, outros R$ 29.291,84 classificados como “indenizações”, mais R$ 54.773,65 descritos como “vantagens eventuais” e, finalmente, mais R$ 13.947,10 identificados como “gratificações”.

Conforme o site da transparência, o primeiro valor (R$ 16,9 mil) é referente a “adicional por tempo de serviço, quintos, décimos e vantagens decorrentes de sentença judicial ou extensão administrativa, abono de permanência”. O segundo penduricalho (R$ 29,29 mil) é justificado em uma ou mais modalidades denominadas como  “Auxílio-alimentação, Auxílio-transporte, Auxílio Pré-escolar, Auxílio Saúde, Auxílio Natalidade, Auxílio Moradia, Ajuda de Custo, além de outras desta natureza”.

O maior dos acréscimos salariais, superior a R$ 54,7 mil, foi explicado como sendo relativo a “abono constitucional de 1/3 de férias, indenização de férias, antecipação de férias, serviço extraordinário, substituição, pagamentos retroativos, além de outras desta natureza”. Os últimos R$ 13,9 mil são explicados somente como sendo “gratificações de qualquer natureza”.

A soma destes valores deu exatos R$ 156.810,72. Deste montante, porém, pouco mais de R$ 54 mil foram descontados, principalmente para a previdência social (R$ 33 mil). De acordo com os dados do site da transparência, no começo de outubro o desembargador recebeu em sua conta bancária pouco mais de R$ 102 mil.

A restrição ao pagamento dos chamados supersalários a integrantes do Judiciário e do Ministério Público foi definida no dia 25 de março deste ano pelo Supremo Tribunal Federal. A decisão permitiu que os magistrados recebam até 70% acima do teto salarial (R$ 41,8 mil em MS) a título de indenizações. Então, o valor máximo do salário em Mato Grosso do Sul deveria ser de R$ 71,13 mil.

Mas, apesar desta determinação do STF, ao menos 162 desembargadores ou juízes tiveram salário bruto acima de R$ 71,13 mi, conforme evidenciam os dados oficiais do próprio Tribunal.

O retorno de alguns supersalários ajuda da explicar, em parte, o aumento da ordem de R$ 10 milhões na folha de pagamento do Judiciário na comparação como o mês anterior. A principal explicação está na disparada das chamadas indenizações, que também foram repassadas a assessores e servidores concursados da instituição. Em agosto elas haviam custado R$ 22,1 milhões aos cofres públicos. Em setembro este valor saltou 33% e passou para R$ 29,4 milhões

As chamadas vantagens eventuais, aquela que garantiu mais de R$ 54 mil ao primeiro colocado no ranking salarial de setembro, teve um salto percentual ainda  mais significativo, de 54%. No pagamento que saiu no início de setembro o Tribunal desembolsou R$ 3,5 milhões. Agora em outubro, R$ 5,4 milhões. 

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