Cidades

OPERAÇÃO PANDORA

Profissionais liberais estão
na mira da Receita Federal

Operação Pandora começa quinta-feira em MS e outros quatro estados

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Começa nesta quinta-feira, em Mato Grosso do Sul, a Operação Pandora, que tem como objetivo complementar as ações de fiscalização da regularidade fiscal de pessoas físicas que desenvolvem a atividade de profissionais liberais. A operação é realizada em toda a 1ª Região Fiscal da Receita Federal, que abrange também o Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e
Tocantins.

Conforme informações apuradas pelo Correio do Estado, são investigadas despesas escrituradas em Livro Caixa, de caráter fraudulento e/ou sem documentação idônea. Um total de 494,09 mil profissionais liberais em atividade na 1ª Região Fiscal transmitiu Declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) de 2015 a 2018, informando ao Fisco um montante de mais de R$ 26,5 bilhões em rendimentos tributáveis decorrentes de suas atividades sem vínculos empregatícios e escriturando R$ 8,8 bilhões em Livro Caixa.

O grupo selecionado, que corresponde a aproximadamente 0,5% do universo de interesse, informou despesas de R$ 4,8 bilhões, as quais representam aproximadamente 55,13% das deduções de Livro Caixa declaradas por todos os profissionais liberais. Enquanto para todos os profissionais a média dessa dedução representa em torno de 33,14% dos rendimentos, observaram-se discrepâncias relevantes para o grupo.

COMUNICADOS

Aos contribuintes selecionados será enviado comunicado informando sobre potencial irregularidade ou erros nas despesas informadas em Livro Caixa, referente aos anos-calendário 2014 a 2017, solicitando a retificação de suas declarações de Imposto de Renda.

Após o prazo concedido, aqueles que não regularizarem espontaneamente sua situação fiscal ou apresentarem DIRPF retificadora com indícios de irregularidades serão intimados para apresentar a documentação relacionada ao Livro Caixa e poderão ser autuados com aplicação de multa punitiva que varia de 75% a 225% do imposto apurado, caso sejam detectados omissões, lançamentos indevidos, erros e afins, sem prejuízo do envio de Representação Fiscal para Fins Penais ao Ministério Público Federal, nos casos de sonegação e fraude.

CRIME

Pastor é condenado a 71 anos de prisão por estuprar a filha

Réu começou a abusar da filha em 2017, quando ela tinha 13 anos; ele se aproveitava de momentos em que ficavam sozinhos ou dopava membros da família para estuprá-la

05/05/2026 11h10

Cela - foto de ilustração

Cela - foto de ilustração DIVULGAÇÃO/MPMS

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Pastor evangélico, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 71 anos, sete meses e 22 dias de reclusão em regime fechado, por estuprar a própria filha desde os 13 anos de idade dela.

Além da prisão, teve que pagar indenização mínima de R$ 10 mil por danos morais à vítima.

Ele vai responder pelos crimes de estupro de vulnerável (reiteradas vezes), estupro qualificado (vítima menor de 18 anos), estupro (após a maioridade da vítima), stalking (perseguição) e violência psicológica contra a mulher.

De acordo com o Ministério Público (MPMS), o réu começou a abusar da filha em 2017, quando ela tinha 13 anos. Ele se aproveitava de momentos em que ficavam sozinhos ou dopava membros da família para estuprá-la.

Após o falecimento da mãe da vítima em 2021, o autor intensificou o horror, forçando a filha a assumir um papel de "esposa" dentro da residência.

Por vários anos, praticou agressões físicas, manteve a vítima em cárcere e isolamento, causou danos emocionais por meio de xingamentos como "mentirosa" e "vagabunda" e a proibiu de visitar familiares.

Ele utilizava sua "autoridade espiritual", como pastor evangélico, para silenciar a família e perpetuar as agressões físicas, sexuais e verbais.

A condenação do réu foi garantida pela 65ª e 66ª Promotoria de Justiça – Ministério Público de Mato Grosso do Sul – de Campo Grande.

INFRAESTRUTURA

Sem desconto, obra de R$ 19 milhões contra voçoroca é homologada

Única empresa habilitada venceu licitação sem reduzir valor; contrato prevê 540 dias de execução para conter erosão que já consumiu mais de R$ 8 milhões

05/05/2026 11h00

Erosão no Horto Florestal já provocou danos à MS-473 e segue como um dos principais desafios urbanos de Nova Andradina

Erosão no Horto Florestal já provocou danos à MS-473 e segue como um dos principais desafios urbanos de Nova Andradina Reprodução: Vale do Ivinhema Agora

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A obra de quase R$ 20 milhões para tentar conter a gigantesca voçoroca de Nova Andradina foi oficialmente homologada pelo Governo do Estado sem qualquer redução no valor previsto. O resultado da licitação foi publicado nesta terça-feira (5) no Diário Oficial, confirmando deságio zero no processo.

De acordo com o edital nº 023/2026 da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), a vencedora foi a Construtora Alvorada Ltda., com proposta de R$ 19.288.728,80, exatamente o teto estipulado pelo governo.

Apesar de três empresas terem participado da concorrência, duas foram inabilitadas durante a análise, o que deixou apenas uma proposta válida e inviabilizou a disputa de preços.

O contrato prevê prazo de execução de 540 dias para a realização das obras de reconformação de bacias e contenção do processo erosivo no bairro Horto Florestal, área considerada o ponto de origem do problema.

A intervenção é mais uma tentativa do poder público de conter o avanço da erosão, que há anos compromete estruturas urbanas e já consumiu mais de R$ 8 milhões em recursos públicos somente nos últimos cinco anos.

Histórico

A voçoroca ganhou ainda mais atenção após afetar diretamente a rodovia MS-473, que liga a área urbana de Nova Andradina ao Instituto Federal.

Durante a pavimentação da estrada, concluída em 2021, cerca de R$ 3,5 milhões foram destinados a obras de drenagem e contenção de águas pluviais. Ainda assim, poucos meses depois, dois trechos da rodovia cederam.

Para tentar recuperar os danos, o Estado executou uma obra emergencial de R$ 4,6 milhões. No entanto, a intervenção também apresentou falhas após novos episódios de chuva.

Na época, o deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil), ex-prefeito do município, classificou o caso como um dos maiores desastres ambientais de Mato Grosso do Sul e chegou a questionar a qualidade das obras, além da existência de garantias ou estudos técnicos sobre as falhas.

A nova obra agora contratada tem como foco justamente controlar o escoamento da água da chuva — principal fator que alimenta a erosão e provoca o avanço da cratera.

A situação no Horto Florestal não é isolada. Nova Andradina possui ao menos outra grande voçoroca, localizada nas proximidades do bairro Argemiro Ortega.

Em dezembro de 2020, uma cratera de cerca de 18 metros de profundidade chegou a engolir uma casa na região, forçando famílias a abandonarem suas residências.

As duas erosões deságuam no Córrego Baile, que já teve o leito alterado pelo acúmulo de terra ao longo dos anos.

A voçoroca que será alvo da nova intervenção tem cerca de três quilômetros de extensão. 

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