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Projeto quer aumentar pena para quem tentar matar juízes

Projeto quer aumentar pena para quem tentar matar juízes

folha

16/08/2011 - 07h00
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Representantes dos magistrados de todo o país estarão no Senado nesta semana defendendo a aprovação de projetos de interesse da categoria. O presidente da Associação dos Juízes Federais, Gabriel Wedy, avalia que o assassinato da juíza Patrícia Acioli, na quinta-feira (11), em Niterói (RJ), poderá sensibilizar os parlamentares.

Wedy lembrou que em abril sete juízes ameaçados participaram de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Na ocasião, pediram a aprovação do projeto que cria um colegiado de magistrados para julgar acusados envolvidos com o crime organizado.

Desta maneira, a decisão sobre prisão, transferência ou inclusão do preso no Regime Disciplinar Diferenciado será de três juízes, não apenas de um. Wedy defende ainda que os senadores incluam novamente nesse projeto o artigo que cria a Polícia Judiciária.

Segundo ele, os agentes de segurança já atuam nos tribunais, mas não têm poder de polícia nem porte de arma, o que os impede de fazer a segurança dos magistrados e até da população. Wedy disse que a resistência ao projeto se deve ao corporativismo por parte da Polícia Federal.

"Se esse projeto já estivesse aprovado e os juízes estaduais estivessem dentro dele, será que a juíza estaria morta? Certamente não, ela estaria viva porque teria um corpo de policiais da Polícia Judiciária ao seu lado, uma vez que a PF não tem estrutura nenhuma, imagine as polícias civis e militares nos Estados, que estão sucateadas e sem condições de dar segurança aos magistrados", disse.

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) deverá votar na quarta-feira (17) o projeto do senador Pedro Taques (PDT-MT), que aumenta a pena para integrantes de bandos ou quadrilhas que atentarem contra a vida de magistrados, integrantes do Ministério Público e auditores do Trabalho e da Receita Federal. Pela proposta, os acusados desse crime serão punidos com prisão de dois a seis anos.

Taques defendeu a criação de uma agência de segurança para agentes públicos e lamentou que o projeto ainda não tenha sido votado.

"Mais uma vez, estamos correndo atrás do prejuízo. E o prejuízo agora é a vida de uma cidadã, de uma juíza. Quando um juiz e um servidor público federal, estadual e municipal morre no exercício da função, quem está morrendo é o próprio Estado. A cidadania é alcançada por esta morte", disse.

Segundo um levantamento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), cerca de 100 juízes estão ameaçados de morte em todo o país.

SAÚDE

Morre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no Brasil

Médico atuou na criação de políticas de prevenção e tratamento

19/09/2026 23h00

Paulo Roberto Teixeira

Paulo Roberto Teixeira EMI SHIMMA/DIVULGAÇÃO

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Morreu neste sábado (19), aos 77 anos, o médico Paulo Roberto Teixeira, uma das referências em saúde pública no Brasil. Ele foi protagonista na criação da primeira resposta de governo à aids no Brasil, em 1983, época em que a doença era ainda pouco conhecida e marcada pelo estigma.Paulo Roberto TeixeiraPaulo Roberto Teixeira

Quando os primeiros casos da doença foram confirmados em São Paulo, Teixeira estava à frente do programa de hanseníase do estado. A experiência com uma doença que também era marcada pela exclusão, ajudou a desenhar para a aids uma política pautada no direito à saúde e ao respeito, que passava pela prevenção e assistência, incluindo o acesso aos antirretrovirais, e o trabalho em parceria com sociedade civil.

Em 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira passou a denunciar que os preços dos medicamentos eram inviáveis para a manutenção do acesso universal ao tratamento de aids pelo SUS e passou a defender a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos.

Defendeu que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, limitou o acesso à saúde e organizou um programa internacional de transferência de tecnologia entre países do Sul global para a produção de antirretrovirais genéricos.

Esse movimento foi fundamental para que em 2001, a Organização Mundial do Comércio reconhecesse que o direito à saúde está acima das regras de propriedade intelectual e fortaleceu a luta dos países pobres pelo direito de acesso ao tratamento.

A luta pelo acesso universal ao tratamento seguiu na OMS, quando Paulo Roberto Teixeira, assumiu em 2003 o Departamento de HIV/Aids da OMS e integrou a estratégia 3 by 5 que estabeleceu a meta de 3 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento até o fim de 2005.

Em nota, o Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo que ele foi um dos "nomes fundamentais da resposta do país à epidemia" e que Paulo Teixeira "dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento".

COMBUSTÍVEL

Petrobras recebe parcela de R$ 448 milhões, referente à subvenção à gasolina

Com esse pagamento, o montante acumulado recebido pela empresa no âmbito dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões

19/09/2026 21h00

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito Gerson Oliveira

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A Petrobras informou hoje que recebeu parcela do Programa de Subvenção Econômica à comercialização de gasolina. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foram repassados à estatal R$ 448 milhões, referentes à comercialização de gasolina no período de 16 e 31 de julho.

"Com esse pagamento, o montante acumulado recebido pela Petrobras no âmbito dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões", diz a empresa.

Além disso, a estatal informou que seu Conselho de Administração, em reunião realizada a sexta-feira, aprovou a adesão à subvenção econômica de produtores e importadores de óleo diesel e suas correntes, instituída pela Medida Provisória nº 1.391, de 11 de setembro de 2026. Segundo a empresa, a adesão ocorre nos termos da regulamentação aplicável estabelecendo o valor unitário da subvenção em R$ 1,00 por litro de óleo diesel "A", de uso rodoviário, pelo prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período.

"A adesão à subvenção econômica de que trata a MP nº 1.391/2026 não afasta o direito ao recebimento das subvenções econômicas já devidas ao produtor ou ao importador, tampouco revoga a adesão da companhia à subvenção autorizada pela MP nº 1.363/2026, no valor de R$ 1,12 por litro de óleo diesel "A"", disse a Petrobras. "Dessa forma, os benefícios previstos em ambos os programas são cumulativos."

De acordo com a estatal, diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia. "A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e à análise do regulamento previsto na MP nº 1.391/2026, necessário à operacionalização da subvenção econômica", informou.

Cabe destacar que a Petrobras mantém sua estratégia comercial, orientada pela participação de mercado, pela otimização de seus ativos de refino e pela busca de rentabilidade de forma sustentável, evitando o repasse imediato aos preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio, informou a estatal.

"A companhia segue comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente, preservando a flexibilidade necessária para a execução de sua estratégia comercial e para a geração de valor de longo prazo", afirmou a Petrobras.

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