Cidades

SEM RESPOSTA

Promessa de muralha na Penitenciária Federal em Campo Grande está no papel

Presídio na Capital está na fila desde o ano passado para receber obra que promete mais segurança contra fugas

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Promessa feita no ano passado, após a fuga de detentos da Penitenciária Federal em Mossoró (RN), a construção da muralha com blindagem e reconhecimento facial na Penitenciária Federal em Campo Grande ainda não saiu do papel.

O projeto foi apresentado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, em fevereiro de 2024, quando os detentos Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento fugiram da Penitenciária Federal em Mossoró, a primeira fuga de uma penitenciária do governo federal.

Na época, o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, afirmou que a investigação apontou que a fuga foi resultado de “falhas estruturais, tecnológicas e procedimentais”, por isso, o governo federal preparou um pacote de modernização para as penitenciárias, porém, só a de Mossoró está com obras em andamento.

A obra em Mossoró começou em janeiro deste ano. Ela ganhou prioridade por causa da fuga e é tocada ao mesmo tempo que a construção da Penitenciária Federal em Porto Velho (RO). A previsão inicial era de que a construção tivesse início no ano passado e fosse concluída em março deste ano, no entanto, houve um atraso.

Segundo a mídia nacional, o problema teria ocorrido no projeto original da muralha, o que contribuiu para a demora. A previsão é de que a obra dure até 18 meses.

Já em Campo Grande não há previsão, pois ainda é necessário fazer o processo licitatório, assim como em Catanduvas (SC). A estimativa é de que a construção na Capital custe cerca de R$ 42 milhões, com o mesmo prazo de execução.

Em fevereiro deste ano, Lewandowski afirmou que as obras em Campo Grande e Catanduvas começariam no segundo semestre deste ano. Porém, como é necessário fazer o processo de licitação, que no caso do presídio em Mossoró durou mais de seis meses, não há confirmação se este prazo será cumprido, já que faltam apenas cinco meses para o fim do ano.

O Correio do Estado procurou a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), responsável pelas penitenciárias federais, no entanto, mesmo após duas semanas da solicitação, a secretaria não respondeu sobre o cronograma para as obras na unidade de Campo Grande até o fechamento desta edição.

PROJETO

Segundo o projeto anunciado pelo governo federal, as novas muralhas da Penitenciária Federal em Campo Grande deverão contar com blindagem e tecnologia de reconhecimento facial dos detentos. A blindagem poderia suportar “ataques de guerra” e seria semelhante à que já existe em Brasília.

Além das muralhas, segundo o governo federal, também vão ser feitas mudanças estruturais nos presídos, como reforço na iluminação, instalação de grades, câmeras digitais, segurança eletrônica, leitores faciais, catracas e aparelhos de raios X.

“Não é um muro comum, é um muro que se aprofunda na terra, é um muro que tem uma blindagem, é um muro que tem um efeito dissuasório, para evitar invasões e evitar fugas”, disse o ministro Lewandowski, em fevereiro.

“CENSO”

Matéria publicada no Correio do Estado na semana passada mostrou que as Penitenciárias Federais em Campo Grande e Porto Velho são as que abrigam mais presos entre os cinco presídios federais do País, com 130 custodiados cada. 

No total, são 549 presos no sistema federal, que aloja nomes considerados da alta hierarquia das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

As estatísticas fazem parte de um levantamento obtido, via Lei de Acesso à Informação (LAI), do Ministério da Justiça e Segurança Pública pela organização sem fins lucrativos Fiquem Sabendo, especializada em transparência pública.

Além dos custodiados em Campo Grande e Porto Velho, também há 125 presos em Catanduvas, 88 em Mossoró e 76 em Brasília. Cada uma das penitenciárias têm capacidade para receber 208 detentos, ou seja, todas estão abaixo da capacidade e não há superlotação, como acontece nos presídios estaduais.

O Sistema Penitenciário Federal, coordenado pela Senappen, é um regime de execução penal concebido com a finalidade de combater o crime organizado, isolando as lideranças criminosas e os presos de alta periculosidade.

O principal nome preso atualmente em Campo Grande é Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, pai do rapper Oruam e uma das lideranças do CV.

Também está custodiado na Capital o autor da facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, Adélio Bispo, que está no local por não haver vagas em hospitais de tratamento psiquiátrico.

Os dados apontam também que MS é o quinto estado que mais envia presos ao sistema federal.

(Colaborou Glaucea Vaccari)

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Conservação da Biodiversidade

Kadiwéus de MS estão entre 15 terras em projeto federal de 'plano de vida'

Com recurso de R$1.500.00 destinado ao Território Indígena Kadiwéu, essa proposta segue até 2030

10/05/2026 08h24

Em Tupi

Em Tupi "Ywy Ipuranguete" significa "terra bonita", com o intuito do projeto voltado para o reconhecimento das terras indígenas na conservação ambiental.  Reprodução/Wetlands International Brasil

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Durante esta semana houve reunião, no município de Bodoquena, envolvendo os povos originários do Território Kadiwéu em Mato Grosso do Sul, uma vez que essa população aparece entre 15 Terras Indígenas (TIs) em cinco biomas brasileiros contempladas em um projeto federal de "plano de vida" para conservação da biodiversidade. 

De abrangência nacional, essa iniciativa é desenvolvida em 15 Terras Indígenas e beneficia aproximadamente 57 mil pessoas em um alcance total de mais de seis milhões de hectares, nos biomas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga e Pantanal. 

Batizado de Ywy Ipuranguete – Conservação da Biodiversidade em Terras Indígenas, o projeto em Mato Grosso do Sul é realizado no município de Bodoquena, em encontro que reuniu representantes das comunidades e instituições parceiras envolvidas.

Com coordenação pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI), essa iniciativa é implementada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), com execução pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). 

Financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o projeto que conta com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) têm ainda ao seu lado as organizações Mulheres em Ação no Pantanal (Mupan) e Wetlands International Brasil como seus facilitadoras das iniciativas.

Entenda

Durante a primeira semana de maio os representantes reuniram-se no município distante aproximadamente 265 quilômetros da Capital, para apresentação dos novos objetivos e cronograma das oficinas realizadas nas aldeias do território, bem como as estratégias de atuação voltadas à construção participativa das ações.

Nesse ponto houve escuta das lideranças, o que permite o alinhamento com as principais demandas que surgem e são repassadas diretamente pelas comunidades.  

Com a Wetlands International Brasil e a Mupan, desde 2018 os Kadiwéus de Mato Grosso do Sul começaram a desenvolver o chamado Plano de Vida Kadiwéu, que teve sua primeira edição publicada um ano depois e já atualizada em 2022. 

Agora, por meio de um novo ciclo de oficinas participativas conduzidas pelas instituições no território, esse Plano de Vida passa a ser estruturado como Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) Ejiwajegi. 

Áurea Garcia, que é Diretora Geral da Mupan e coordenadora de políticas da Wetlands no Brasil, considera o programa como de extrema importância. 

“Este momento representa mais um passo em um processo que vem sendo construído desde o início do PGTA e agora se fortalece com o projeto Ywy Ipuranguete. A Mupan atua no território há mais de 10 anos e foi convidada para facilitar essa ação, que está em construção desde 2018 com o Programa Corredor Azul. E hoje nosso papel é facilitar os processos, fortalecer parcerias a partir das demandas das comunidades e apoiar essa construção coletiva", afirma. 

Conforme consta nas edições do PLano de Vida, esse programa Corredor Azul concentra ações em quatro grandes eixos:

  1. Geração de conhecimento;
  2. Ações de campo;
  3. Mobilização de pessoas e de conhecimento; e
  4. Atuação sobre políticas e investimentos.

Com uma área de 538.536 hectares, a Terra Indígena (TI) Kadiwéu representa cerca de 5% da maior área úmida continental do mundo, por isso a Wetlands destaca a importância do uso racional dos recursos naturais. 

Localizada quase que totalmente em Porto Murtinho, e uma pequena parte em Corumbá, a TI Kadiwéu é considerada regularizada pela Funai, contando com seis aldeias no total, sendo: 

  1. Alves de Barros, 
  2. Campina, 
  3. Córrego do Ouro, 
  4. Tomázia, 
  5. São João e 
  6. Barro Preto

Em Tupi "Ywy Ipuranguete" significa "terra bonita", com o intuito do projeto voltado para o reconhecimento das terras indígenas na conservação ambiental. 

Com recurso de R$1.500.00 destinado ao Território Indígena Kadiwéu, essa proposta segue até 2030 e busca fortalecer a gestão territorial, bem como apoiar a proteção dos recursos naturais e valorizar os conhecimentos tradicionais.

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Observação

Chefe da OMS supervisionará evacuação de passageiros e tripulação do cruzeiro com hantavírus

Espera-se que o MV Hondius, de bandeira holandesa, chegue à ilha na madrugada de domingo

09/05/2026 22h00

Tedros Adhanom, diretor da OMS

Tedros Adhanom, diretor da OMS Foto: Divulgação

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O diretor da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, deixou a capital da Espanha hoje para supervisionar a evacuação de mais de 140 passageiros e tripulantes de um cruzeiro afetado por hantavírus nas Ilhas Canárias, em Tenerife.

"Vamos supervisionar o desembarque seguro dos passageiros, dos membros da tripulação e dos peritos sanitários", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, da OMS.

Espera-se que o MV Hondius, de bandeira holandesa, chegue à ilha na madrugada de domingo. Tedros afirmou que, por enquanto, ninguém a bordo do cruzeiro apresentava sintomas do hantavírus.

"A OMS continuará monitorando ativamente a situação, coordenando o apoio e os próximos passos, e manterá informações sobre os Estados-membros e a população a respeito. Por enquanto, o risco para a população das Ilhas Canárias e o nível mundial será baixo", publicou a organização no X.

Três pessoas morreram desde o início do surto, e cinco passageiros que saíram do barco estão infectados com hantavírus. Tanto os Estados Unidos quanto o Reino Unido enviaram aviões para evacuar seus cidadãos do cruzeiro.

A responsável pelos serviços de emergência da Espanha, Virginia Barcones, explicou que os passageiros serão transferidos para uma zona completamente isolada assim que desembarcarem.

O governo holandês trabalha com as autoridades espanholas e com a navegação para organizar a repatriação dos passageiros e tripulantes do País o mais cedo possível após a chegada a Tenerife, dependendo do seu estado de saúde e das recomendações do Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Enfermidades

Aqueles que não apresentam sintomas permanecerão em quarentena domiciliar durante seis semanas e serão vigiados pelos serviços sanitários locais.

Como o barco tem bandeira neerlandesa, a Holanda tem ajudado a alojar temporariamente pessoas de outras nacionalidades e vigiá-las em quarentena.

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