Cidades

MAIOR MATADOR DE MS

Promotor desmaia, e júri de Nando é cancelado

Serial killer também foi socorrido após se auto ferir

RAFAEL RIBEIRO

23/08/2019 - 16h17
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O juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, decidiu cancelar o décimo júri de Luiz Alves Martins Filho, mais conhecido como Nando, 54 anos, que acontecia nesta sexta-feira (23), no Fórum da Capital, na região central. Além do próprio Nando precisar de atendimento médico após começar a se auto agredir, o andamento dos trabalhos foi prejudicado pelo fato do promotor Douglas Oldegardo dos Santos passar mal, desmaiar e precisar de atendimento médico.

Segundo o Tribunal de Justiça, foi uma decisão em conjunto com a Promotoria, defesa de Nando e os próprios jurados.

Santos dissolveu o conselho de setença. Ou seja, será necessária a marcação de outro júri, com novos jurados, em data ainda a ser definida.

Serial killer acusado da morte de mais de dez pessoas na Vila Danúbio Azul, na região norte da Capital, Nando desta vez enfrentaria julgamento pelo assassinato de Eduardo Dias Lima, morto em 2015 por, segundo a polícia, furtar garrafas de vidro.

A decisão de adiar o júri aconteceu após uma sequência de acontecimentos 'estranhos' no Fórum.

Primeiro, Nando, que vinha sendo ouvido por vídeo-conferência, começou a se estapear no rosto dizendo que "era assim que a polícia forçou ele a confessar os crimes." Ele foi retirado do plenário para uma sala, onde bateu diversas vezes a cabeça contra a parede, se cortando e precisando ser socorrido até o pronto-socorro do bairro Tiradentes, na região leste.

Cerca de duas horas depois, por volta das 14h, quando o promotor começou a fazer sua fala final e pedia a condenação de Nando, desmaiou após mal súbito.

Ainda de acordo com o TJ, Douglas Santos já tinha se recuperado e queria as continuação dos trabalhos, alegando ter terminado a sua fala, mas o magistrado entendeu que seria melhor o adiamento.

O TJ ainda vai definir a nova data do júri.  

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Mulher vive terror após ex-namorado invadir sua casa e sequestrá-la em Dourados

O suspeito cometeu o crime, pois suspeitava de traição quando estavam juntos

15/04/2026 09h30

O suspeito deixou a vítima na casa da sua tia e fugiu do local

O suspeito deixou a vítima na casa da sua tia e fugiu do local Osvaldo Duarte/ Dourados News

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Na tarde desta terça-feira (14), a Guarda Municipal de Dourados (GMD) deslocou até o bairro Residencial Bonanza para averiguar uma situação onde uma mãe relatou que recebeu ligação da sua filha pedindo socorro, pois seu ex-namorado estaria dentro da sua casa. O rapaz foi identificado como Giovane Henrique Rodrigues Matozo 

A mãe disse que quando chegou na sua casa, o suspeito já havia deixado o local levando a sua filha. A denunciante tentou lgiar para a vítima, que não atendeu, mas em um determinado momento, teve uma resposta por mensagem do WhatsApp dizendo: " OII MÃE", às 08:42 e não obteve mais contato.

Às 10 horas a guarnição recebeu uma mensagem da mãe da vítima informando o endereço onde sua filha estaria pedindo socorro e ajuda novamente. A equipe deslocou até o bairro Dioclecio Artuzi, na Rua Professor Ronaldo, onde encontrou a mulher acompanhada tia de Geovane. 

Invasão e sequestro

De acordo com a ocorrência registrada pelos policiais, a vítima relatou que, no momento da invasão, estava sozinha, dormindo em seu quarto por volta das 8h, quando acordou ao ouvir o portão abrindo e do lado de fora estava seu ex-namorado chamando por seu nome.

Como a vítima não respondeu ao chamado, o homem começou a forçar as janelas da casa para abrir, conseguindo abrir a do quarto da vítima. Após isso, a mulher conseguiu se trancar no banheiro e pedir socorro por telefone para sua mãe. 

O acusado arrombou a porta do banheiro e retirou de suas mãos o celular. Em seguida, arrastou a mulher para fora da casa. Em todo momento o autor dizia "agora você vai junto comigo", conseguindo jogar a vítima para dentro do carro, com roupas íntimas que estava dormindo e sair do local. 

Segundo relatos da vítima, Geovane dirigiu pela BR-463 sentido oeste/leste até ao bairro Greenvile, próximo a uma mata e pediu para ela descer do veículo. Os dois permaneceram neste local por aproximadamente 40 minutos, onde o homem acusava a mulher de traição e não aceitava o fim do relacionamento que ocorreu há uns 15 dias depois de uma discussão. 

Geovane vasculhava o celular da vítima procurando mensagens ou indícios de traição. Também foi neste momento que o autor mandou mensagem para a mãe da vítima, se passando como a filha. 

Segundo a vítima, na área de mata, o acusado tentou enforcá-la pressionando sua cabeça contra o encosto do banco do veículo, causando lesões no pescoço e cabeça lado direito. Ela disse que no momento que estava com o acusado, pensou que iria ser morta, pois ele estava muito agressivo e violento. 

Após GEOVANE receber uma ligação de sua irmã, ele saiu com a vítima do local e deixou-a na casa da tia dele, onde a mulher foi encontrada pelas autoridades. 

O acusado deixou a vítima, sem roupas apropriadas, em frente a residência e fugiu. Diante dos fatos e relatos, a vítima foi conduzida pela equipe da GMD até a Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), com lesões nos dois lados do pescoço e no lado direito da cabeça.

A mulher solicitou medidas protetivas de urgência para se manter sem nenhum tipo de contato e aproximação com autor.

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MATO GROSSO DO SUL

Operação revela uso de empresas de fachada em esquema milionário

Ação cumpre dezenas de mandados em MS, MG e SP e investiga esquema de tráfico, lavagem de dinheiro e uso de empresas de fachada

15/04/2026 09h10

Operação cumpre mandados em MS e outros estados e mira esquema milionário de tráfico e lavagem de dinheiro

Operação cumpre mandados em MS e outros estados e mira esquema milionário de tráfico e lavagem de dinheiro Arquivo/ Polícia Federal

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Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (15) contra o crime organizado cumpre dezenas de mandados judiciais e bloqueia cerca de R$ 61 milhões em bens ligados a um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que atuava em diferentes regiões do país.

A ação ocorre simultaneamente em municípios de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, incluindo Campo Grande, Dourados, Ribas do Rio Pardo e Vista Alegre, além de cidades mineiras e da capital paulista.

Ao todo, são cumpridos 22 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 39 de busca e apreensão, além do sequestro de patrimônio atribuído aos investigados.

As investigações tiveram início em abril de 2025, após a apreensão de aproximadamente 1,1 tonelada de maconha em Minas Gerais. A partir daí, o avanço das diligências levou à identificação de uma estrutura criminosa mais ampla, resultando na apreensão de quase 6 toneladas da droga ao longo do período investigado.

De acordo com as autoridades, o grupo é suspeito de atuar de forma organizada no tráfico interestadual de entorpecentes, além de utilizar estratégias para ocultar a origem ilícita do dinheiro obtido com a atividade criminosa.

Entre os métodos identificados estão o uso de empresas de fachada e a utilização de terceiros para movimentação financeira, prática que caracteriza lavagem de dinheiro.

A operação é coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG), sob liderança da Polícia Federal, e conta com a participação de forças de segurança estaduais e federais.

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