Os protestos marcaram a quinta-feira em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Por volta das 19h40min, no Rio de Janeiro, houve um princípio de correria. Manifestantes jogaram cones da CET no chão e tentaram derrubar postes que seguram as placas com nomes das ruas do Centro. Eles tentaram fechar a pista central da Presidente Vargas, no sentido Praça da Bandeira.
Ativistas mascarados cantam músicas e provocam a Polícia Militar em frente à Prefeitura do Rio, deixando o clima mais tenso. Não houve confronto até o momento, mas professores já começam a deixar a manifestação.
Em São Paulo, na Rua Bela Cintra, manifestantes depredaram lixeiras e atearam fogo em sacos de lixo. A Tropa de Choque da Polícia Militar está no local. A manifestação fechou também a Rua Augusta. Grupo segue em confronto com a PM.
No Rio Grande do Sul, manifestantes se reuniram no centro de Porto Alegre na noite desta quinta-feira (15) para protestar contra a realização da Copa do Mundo.
A concentração se iniciou por volta das 18h em frente ao Paço Municipal, no centro da Capital, e reúne cerca de 80 pessoas, segundo o Centro Integrado de Comando de Porto Alegre (Ceic). A Guarda Municipal e a Brigada Militar acompanham o protesto.
Em Minas gerais, policiais acompanham a manifestação na região central de Belo Horizonte. Por ser uma informação de planejamento estratégico, a PM não informou o número de militares que estão nas ruas da capital na noite desta quinta-feira (15).
Os protestos do Dia Internacional de Lutas contra a Copa, que ficou conhecido como 15 de Maio - 15M, acontece em diversas capitais do país nesta quinta (15), e foram programados no início do mês durante o Encontro dos Atingidos – Quem Perde com os Megaeventos e Megaempreendimentos, organizado pela Associação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop). As cidades-sede da Copa confirmaram participação nos atos convocados pela internet no decorrer do mês.
Manifestações
As manifestações ocorrem também no Distrito Federal, Fortaleza, e Salvador, além de Vitória, no Espírito Santo e, Santiago, no Chile.
Os manifestantes tomam as ruas, como ocorreu em junho do ano passado, quando uma série de atos mobilizou milhares de brasileiros durante a Copa das Confederações.
Em manifesto, ativistas e movimentos que convocaram o 15M apresentam 11 reivindicações, dentre as quais, o arquivamento dos projetos de lei que tipificam crime de terrorismo ou ampliam penas para danos causados durante manifestações.
Os atos também cobram a desmilitarização das polícias, pensão vitalícia para as famílias dos nove operários mortos trabalhando na construção de estádios da Copa, bem como a responsabilização das construtoras.
Os movimentos também reivindicam o fim dos despejos e das remoções forçadas, a realocação de todas as famílias atingidas e a garantia de moradia digna. Defendem a democratização dos meios de comunicação, com ênfase nas transmissões dos jogos, que será feita com exclusividade pela Rede Globo, e investimentos em transporte público de qualidade, além da tarifa gratuita nos transportes públicos – pauta que movimentou o país, no ano passado.


