Cidades

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PT decide se Azambuja ou Mochi vai presidir a CCJ

PT decide se Azambuja ou Mochi vai presidir a CCJ

Redação

24/02/2010 - 06h42
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Passados 23 d ias da abertura do ano legislativo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Assembleia Legislativa, reúne-se hoje para eleger o presidente e dar início à análise dos projetos, que se amontoam nas mesas dos parlamentares. Disputam o cargo, os deputados Júnior Mochi (PMDB), atual presidente, e Reinaldo Azambuja (PSDB). A definição está nas mãos do deput ado A ma ri ldo Cruz (PT), líder da bancada de oposição ao governador André Puccinelli (PMDB). Apesa r de a d isput a estar acirrada, levandose em conta a corrida em busca do apoio dos cinco integrantes da comissão, Mochi e Azambuja ainda falam em consenso. Eles acreditam alcançar o entendimento minutos antes da reunião prevista para as 8h15min desta quartafeira. “Se for consenso, eu aceito presidir a comissão”, minimizou Azambuja. “A comissão dá muito trabalho e, como estamos em ano eleitoral, não me importaria de sair da presidência, mas o PMDB faz questão que eu fique”, explicou Mochi. Com a maior bancada na Assembleia, o PMDB geralmente comanda a CCJ. Além de Mochi, representa o partido na comissão o deputado Maurício Picarelli (PMDB). Também fazem parte do grupo Azambuja, Antônio Carlos Arroyo (PR) e Amarildo Cruz (PT). Picarelli vai votar em Mochi e Arroyo fez compromisso com o deputado tucano. Portanto, está nas mãos do petista o nome do futuro presidente da CCJ e a questão também divide a bancada do PT. Paulo Duarte (PT) e Pedro Kemp (PT) preferem Azambuja. “O Mochi é o candidato do governador e, como somos bancada de oposição, vamos contra a opinião do governo”, explicaram Duarte e Kemp. Já Amarildo e Teruel, por questão de afinidade, estão a favor da continuidade de Mochi na presidência da comissão. “Ele vem fazendo um bom trabalho”, frisaram. Dessa forma, até ontem, o peemedebista levava vantagem na disputa, já que por estar dividida, a bancada de oposição deve dar ao seu representante na comissão o direito de escolher o presidente da CCJ. “Tufo” de projeto Enquanto a disputa movimenta os corredores da Assembleia, a votação dos projetos está praticamente parada. Desde o início do ano, só passaram pelo aval dos parlamentares poucas matérias, analisadas no ano passado pela CCJ. Já para serem votadas em plenário, as propostas precisam passar obrigatoriamente pela comissão. “Tem um tufo de matérias para serem analisadas e isso só será possível após eleger o presidente, que distribui os projetos entre os membros da CCJ”, contou Mochi.

Decisão Judicial

Acusado de matar jovem em emboscada é condenado a 17 anos de prisão

Segundo o MPMS, crime foi motivado por ciúmes e ocorreu após o fim do relacionamento do réu com uma amiga da vítima

05/10/2026 11h40

Divulgação: MPMS

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O Tribunal do Júri de Campo Grande condenou a 17 anos de prisão, um homem acusado de feminicídio contra uma jovem baleada nas costas em 2024. A pena deve ser cumprida de forma imediata, e o condenado terá de pagar R$ 10 mil de reparação mínima à família da vítima, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O MPMS teve sua tese acolhida pelo Conselho de Sentença e e reconheceu as três qualificadoras da denúncia, motivo torpe, emboscada que impediu a defesa da vítima e crime cometido em razão da condição de gênero.

O réu também respondia por porte ilegal de arma de fogo. No plenário, a acusação foi feita pelo promotor de Justiça Luiz Eduardo de Souza Sant'Anna Pinheiro, da 21ª Promotoria de Justiça da Capital.

Como foi o crime?

A vítima morava com uma amiga que namorava o réu. Segundo a Polícia Civil e as provas periciais, ele criava conflitos constantes na casa, movido por ciúmes da amizade entre as duas mulheres. A convivência ficou insustentável, o namoro terminou e ele saiu do imóvel.

Cerca de duas semanas depois, a jovem esperava um carro de aplicativo na calçada quando foi surpreendida pelo agressor armado. Ela levou dois tiros no pescoço, pelas costas, sem chance de defesa. O homem fugiu e a vítima ficou quatro meses internada, onde veio a falecer, deixando um filho pequeno.

Contra o acusado havia mandado de prisão preventiva, mas ele permaneceu foragido por quase um ano, até ser localizado e preso. Com a prisão, o processo foi retomado.

O acusado negou o homicídio e afirmou ter viajado para Presidente Prudente (SP) antes do crime. De acordo com o MPMS, ele não apresentou dados nem testemunhas que comprovem a viagem. A promotoria sustentou que a versão era contraditória e incompatível com as provas do processo.

A defesa recorreu pedindo a anulação do julgamento, mas o MPMS contestou o recurso, e a sessão do Tribunal do Júri foi realizada.

Ainda internada, a vítima prestou depoimento à Polícia Civil, reconheceu o agressor por fotografia e relatou as ameaças de morte que já havia recebido. Testemunhas confirmaram na Justiça a rotina de conflitos na casa.
 

BURAQUEIRA

Em Ivinhema, forte chuva causa estrago e abre cratera em avenida

Prefeito Juliano Ferro publicou um vídeo, onde mostra que a rede de esgoto foi mal instalada por uma empresa terceirizada da Sanesul

05/10/2026 11h30

Cratera abriu depois de forte chuva no município de Ivinhema

Cratera abriu depois de forte chuva no município de Ivinhema Reprodução: Ivinotícias

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A forte chuva que atingiu o município de Ivinhema, neste domingo (4), abriu uma cratera no cruzamento das avenidas Antônio Travain e Fermino Alves de Souza, no bairro Piravevê. O prefeito Juliano Ferro (PL), o "Mais Louco do Brasil", visitou o local e explicou a causa do problema. 

Em vídeo divulgado nas suas redes sociais, o 'Mais Louco' diz que uma empresa, contratada pela Sanesul para prestar serviço de implantação de esgoto na cidade, passou o cano da rede por dentro do tubo de água da chuva e não fechou de maneira adequada o buraco. Com isso, o volume acumulado da precipitação passou por debaixo do asfalto e causou o estrago, abrindo a cratera na avenida.

O prefeito disse que o trecho será interditado e acionou a Sanesul, a qual informou ao gestor que enviará uma equipe de Campo Grande para resolver o problema.

Segundo a Defesa Civil, o município recebeu cerca de 55 milímetros de chuva durante a madrugada de sábado (3) para domingo (4), com ventos de aproximadamente 90 km/h.

O temporal também causou danos em Nova Andradina, onde árvores, outdoors e placas foram derrubados. Houve destelhamentos em diferentes regiões da cidade e interrupções no fornecimento de energia, problema registrado também em Batayporã.

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