Cidades

ESTELIONATO

Quadrilha aplicou mais de 40 "golpes do aniversário" em idosos de Campo Grande

Organização criminosa agia sempre do mesmo modo, cobrando valores abaixo de R$ 10 para entregar presentes, mas maquininhas eram adulteradas e vítimas perdiam muito dinheiro

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Uma organização criminosa especializada em aplicar golpes em idosos foi desarticulada pela Polícia Civil, nessa quarta-feira (23), em Campo Grande. Mais de 41 ocorrências foram registradas e os criminosos foram presos em flagrante no momento em que tentavam aplicar mais um golpe.

Investigações do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) apontaram que os integrantes da quadrilha eram de São Paulo, mas se deslocavam várias vezes até a capital sul-mato-grossense para aplicar os golpes, que consistiam em falsas entregas de presentes de aniversário.

O estelionato era praticado no dia de aniversário das vítimas, que recebiam ligações dos criminosos, informando que eles haviam ganhado um presente, que seria entregue nas residências.

No entanto, para receber o suposto presente, era solicitado um pagamento de taxa de entrega, entre R$ 5,50 e R$ 5,90, exclusivamente via cartão de crédito ou débito.

Os idosos que aceitavam a proposta eram enganados pelos golpistas, que usavam maquininhas de cartão adulteradas, sendo cobrados das vítimas valores muito acima do informado.

Em um dos casos, registrado na última terça-feira (22), uma vítima de 62 anos passou o cartão acreditando que pagaria a taxa de entrega de R$ 5,90, mas teve R$ 1.545,90 debitados de sua conta.

Investigação e prisões

De acordo com a Polícia Civil, com base em inúmeras denúncias, foi iniciada a investigação, que envolveu o monitoramento do veículo utilizado pela quadrilha e que levaram à prisão de diversos estelionatários.

Dois criminosos foram presos após tentativa de fuga e resistência à ação policial e outros dois  foram detidos após uma perseguição em Campo Grande.

Neste caso, a equipe policial conseguiu evitar que uma idosa de 61 anos, caísse no mesmo golpe. Os criminosos já estavam na rua da residência dela e ela já estava aguardando pelo "presente".

Na ocasião da prisão, em um dos imóveis utilizados pelos golpistas, foram encontrados equipamentos usados no crime, como maquininhas de cartão, celulares e mochilas de entregador. 

As investigações revelaram ainda que a quadrilha atuava de maneira estruturada, com divisão de tarefas, incluindo operações logísticas, obtenção de informações pessoais das vítimas e a prática dos crimes.

"A quadrilha demonstrou um padrão claro em suas operações, sempre agindo em datas de aniversário das vítimas e utilizando o mesmo esquema de pagamento de taxa via cartão. Além disso, a organização criminosa deslocava-se frequentemente entre São Paulo e Campo Grande, o que reforça a hipótese de uma operação planejada", diz a Polícia Civil, em nota.

Os golpistas foram autuados pelos crimes de integrar organização criminosa, estelionato contra idoso, desobediência, direção perigosa e resistência à prisão.

Segundo o Dracco, a investigação continua em andamento para identificar e prender outros membros da organização criminosa, além de tentar recuperar o prejuízo causado às vítimas.

Oportunidade

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu

31/10/2026 16h00

Divulgação/IFMS

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Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

Declaração

Apenas ameaça de envenenamento de água tem viés político, diz ministro

Comitiva contou com o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello e a deputada federal por SP, Sônia Guajajara

31/10/2026 15h00

Coletiva realizada na manhã deste sábado, em Dourados

Coletiva realizada na manhã deste sábado, em Dourados Foto: Reprodução / Redes Sociais - Ministro Eloy Terena

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Das quatro denúncias recebidas pelo Governo Federal e que englobam indígenas em Mato Grosso do Sul, há ligação preliminar com violência política apenas na ameaça de envenenamento da água dos Guarani-Kaiowa, em Tacuru, avaliação apresentada pelo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, neste sábado (31), durante coletiva em Dourados, interior do Estado.

A comitiva federal contou também com o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello e a deputada federal por SP, Sônia Guajajara (PSOL), motivada por uma série de denúncias de violência e intimidações pós a eleição do último domingo (25).  Para além da apuração sobre o possível envenenamento, o Governo Feral apura denúncias de atropelamentos. 

Cabe destacar que o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) já havia instaurado procedimentos para investigar as acusações sobre ataques, hostilidades e intimidações contra comunidades indígenas no Estado.

As apurações tiveram início após denúncias encaminhadas pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) a órgãos federais, relatando o aumento de episódios de violência, atropelamentos, ameaças, além das suspeitas de contaminação de água após o 2°tunno das eleições presidenciais de 2026. 

Eloy afirmou que buscará ampliar o debate junto à Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), para apurar o controle da qualidade da água consumida pelos moradores da região.

“No universo das 189 denúncias que chegaram pelos canais do Ministério dos Direitos Humanos e do Ministério dos Povos Indígenas, recebemos dez casos relacionados a indígenas, desses dez casos, quatro são de Mato Grosso do Sul”, afirmou Eloy Terena em coletiva. "Apenas nesse caso da ameaça de envenenamento se enxerga uma ligação direta com crime político, assédio ou violência política”, complementou o ministro. Cabe destacar que os acusados foram ouvidos ontem pela Polícia Federal. 

Apuração 

Para apurar a veracidade das acusações e garantir a proteção dos territórios, o MPF-MS distribuiu frentes regionais de investigação em cidades do interior do Estado.

Em Naviraí, o procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida instaurou apuração para averiguar denúncias de supostos homicídios motivados por conflitos políticos na região. Contudo, uma investigação detalhada conduzida pela assessoria do 1º Ofício da PRM Dourados derrubou a alegação, segundo MPF-MS.  

Em resposta a pedidos de informação, a 4ª Promotoria de Justiça de Naviraí e a Prefeitura Municipal esclareceram que o caso registrado na cidade foi uma tentativa de duplo homicídio decorrente de um desentendimento familiar e interpessoal, sem qualquer motivação política ou étnica.

Em Tacuru, a recomendação foi de que a prefeitura afastasse os servidores responsáveis pelos áudios que ameaçam envenenar a água fornecida aos indígenas do município. 

Dentre as medidas tomadas, o Ministério Público solicitou averiguação da autoria, autenticidade e divulgação de gravações com intimidações direcionadas aos povos originários, além de medidas adotadas para garantir a segurança e a manutenção do atendimento essencial prestado às comunidades.

A administração municipal acolheu o pedido do MPF e abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso, assim como afastou os servidores. 

O grupo cumpre agendas também na Aldeia Taquapery em Coronel Sapucaia e Aldeia Sassoró em Tacuru.

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