Dez dias depois de a Polícia Federal prender um conhecido comerciante que vivia fazia 15 anos com nome falso em Ponta Porã e que estava a serviço do narcotráfico, agentes voltaram às ruas na manhã desta quinta-feira para prender outras duas pessoas que supostamente estavam destruindo provas que poderiam incriminar esse comerciante, conhecido como Lucas Bonitinho.
O comerciante Lucas Barbosa de Almeida, que em Ponta Porã vivia tranquilamente como Lucas de Almeida Alencastro, foi preso no dia 31 de julho acusado de usar seu comércio para lavar dinheiro do tráfico de drogas da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em São José do Rio Preto (SP), “Bonitinho” foi condenado a 10 anos e 10 meses de prisão por tráfico de drogas em fevereiro de 2012. Antes disso, porém, já fugiu para Mato Grosso do Sul, onde passou a viver com documentos falsos na companhia da esposa e filhos.
Conforme nota da Polícia Federal distribuída na manhã desta quinta-feira (10), após a primeira fase da Operação Iporã, “membros da organização criminosa adotaram medidas para embaraçar as investigações, como a destruição de provas”.
Por isso, justifica a Polícia Federal, dois mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, foram cumpridos nesta manhã “com o objetivo de neutralizar as citadas condutas”. Os nomes dos dois presos não foram divulgados.
No dia 31 de julho foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, sendo 11 em Ponta Porã e um no Estado de São Paulo. Duas pessoas foram presas em flagrante e uma terceira que era foragida da Justiça.
Ainda foram apreendidas três pistolas, dois revólveres, um rifle, 200 munições, R$ 50 mil em espécie, além de valores em contas bancárias que foram sequestradas.
Além disso, naquele dia PF apreendeu 18 veículos, cumpriu o sequestro de seis imóveis, avaliados em pelo menos R$ 10 milhões, e interditou quatro empresas.
A Justiça Estadual ainda autorizou que seis dos investigados sejam monitorados por tornozeleiras eletrônicas. A intenção é identificar maiores desdobramentos desta quadrilha, que, conforme apurou a PF, é uma das ramificações do PCC.



