Cidades

CORONAVÍRUS

Quarentena de um dos primeiros casos de Capital termina amanhã; três continuam internados

Neto de Ueze Zahran e namorada ficaram 14 dias trancados no quarto, ele em SP e ela em Campo Grande

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A jovem Thayany Silva, de 23 anos, que foi uma das primeiras pessoas a ter o resultado positivo para o Covid-19, o novo coronavírus, em Campo Grande deixará o isolamento total a partir de quinta-feira (26), quanto terminam os 14 dias de quarentena que lhe foram indicados.

Segundo a estudante, durante este período ela não desenvolveu nenhum sintoma da doença, apesar de ter tido o resultado positivo. Já o namorado, Ueze Zahran Stamatis, que mora em São Paulo, teve febre, dor no corpo e nos olhos. “Ele teve sintomas leves, mas eu não senti nada”, contou.

Thayany conta que seguiu as orientações do médico no período e ficou esse tempo trancada no seu quarto, na casa dos pais, em Campo Grande. Mesmo assim não teve contato com a família nem na hora de se alimentar. “Eles colocavam minha comida na porta, quanto eles saiam eu pegava e depois devolvia. Eles lavavam minha louça separada e com luvas”, explicou.

O diagnóstico de novo coronavírus da jovem foi confirmado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) no dia 12 deste mês, entretanto, como o namorado já havia tido o resultado antes, os 14 dias foram contabilizados dessa data. Em entrevista ao Correio do Estado, Ueze lembra que um tempo antes de saber que estava com Covid-19 viajou com a namorada para o Rio de Janeiro, então os dois não sabem se contraíram a doença na capital paulista ou na carioca.

Apesar de já poder voltar ao convívio da família, a jovem parece um pouco receosa, pelo fato de não saber se está realmente sem a doença. De acordo com a jovem, ela gostaria de fazer um segundo exame, de pós quarentena, para saber se não está mais com a enfermidade. “Eu queria fazer o exame, mas os médicos disseram que não tem necessidade e que a preferência são para os casos graves”.

A situação de Thayany, entretanto, é diferente do primeiro caso de Campo Grande, o do cônsul da Síria Kabril Youssef, que foi primeiramente internado no Proncor e depois transferido para o hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Ele continua internado e seria transferido para uma unidade semi-intensiva nesta quarta-feira.

Com 66 anos, o cônsul faz parte do grupo de risco da doença, que afeta principalmente pessoas acima dos 60 anos ou com algum tipo de comorbidade. Apesar de a confirmação da SES ter se dado apenas no dia 14 deste mês, o Proncor afirmou que o Youssef foi o primeiro paciente com a doença a passar pelo hospital.

Durante toda a semana passada o cônsul sírio esteve entubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Sírio Libanês. Porém, na terça-feira o irmão de Kabril, Michel Youssef, afirmou que o quadro dele teve uma melhora. “Meu irmão foi desentubado, e amanhã (quarta-feira) vai sair da UTI para semi-intensiva. E isso já é uma grande vitória, ele está se recuperando, graças a Deus e as orações de todos vocês”, publicou em sua rede social.

O segundo paciente de Campo Grande que segue internado, um homem de 38 anos, segue em estado grave na UTI do Proncor. Segundo o hospital, ele tem evoluído bem nos últimos dias, mas o quadro segue sendo grave e ele continua respirando com a ajuda de equipamentos.

Já o terceiro internado, também no Proncor, tem 46 anos, é do grupo de risco por ter doenças preexistentes, mas está estável e já foi levado para o quarto.

acréscimo

TJMS prevê 200 novas vagas para estagiário de nível superior

Com o acréscimo, o Tribunal pretende chegar a 1.000 acadêmicos a partir de novembro de 2026

22/10/2026 11h30

Fachada da entrada do Tribunal de Justiça de MS, localizado no Parque dos Poderes, em Campo GRande

Fachada da entrada do Tribunal de Justiça de MS, localizado no Parque dos Poderes, em Campo GRande MARCELO VICTOR

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Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) vai criar 200 novas vagas para estagiário de nível superior, conforme publicado no Diário da Justiça nesta quinta-feira (22).

O custo mensal adicional será de R$ 266.580,00. O percentual acumulado corresponde a 25% do valor atualizado do contrato.

Com acréscimo no número de estagiários, o Tribunal pretende chegar a 1.000 acadêmicos a partir de novembro de 2026.

As vagas abrangem as áreas administrativa, técnica e operacional e pode contemplar os cursos de Direito, Administração, Tecnologia da Informação e outras graduações.

Além de ampliar o número de vagas, o TJMS vai prorrogar o prazo de vigência do contrato por 12 meses, com início em 02/04/2027 e término em 01/04/2028.

Universidade Patativa do Assaré (UPA) é a responsável por intermediar a relação entre estudantes x órgãos públicos. Neste caso, a UPA encaminha estagiários ao TJMS.

Conforme apurado pela reportagem, o salário de um estagiário no TJMS gira em torno de R$ 1.300,00 (bolsa + auxílio transporte).

Segundo o Diário da Justiça, sem a aplicação da variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE), o valor da Taxa de Administração Unitária permanece R$ 28,30, sendo garantido o reajuste estabelecido na Cláusula Quinta do Contrato, quando da celebração do próximo Apostilamento ou Termo Aditivo, após disponibilizado o índice do mês de janeiro de 2027, com efeitos financeiros a partir de 17/01/2027.

Confira o trecho redigido em Diário Oficial:

Fachada da entrada do Tribunal de Justiça de MS, localizado no Parque dos Poderes, em Campo GRande

sistema prisional

MS tem 599 mulheres presas trabalhando, aponta Agepen

Levantamento mostra que 50,89% das 1.177 mulheres em custódia exercem atividades remuneradas ou não nas unidades femininas do Estado

22/10/2026 11h00

Oficina de produção de fraldas e absorventes do Projeto Dignidade Menstrual

Oficina de produção de fraldas e absorventes do Projeto Dignidade Menstrual Foto: Divulgação/Agepen

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A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, a Agepen, revelou em uma pesquisa liberada em agosto de 2026, que Mato Grosso do Sul possui 1.177 mulheres em custódia. O levantamento aponta que 50,89% estão exercendo atividades de trabalhos dentro das penitenciárias, equivalente a 599 custodiadas.  

As vagas incluem atividades remuneradas e não remuneradas, nas unidades femininas dos regimes semiaberto e fechado. De acordo com a Agepen, o intuito das atividades é desenvolver habilidades profissionais, estimular a autonomia e preparar as presas para retornar à sociedade. 

Entre as atividades disponibilizadas pela Agepen estão oficinas industriais, produção de alimentos, artesanato e serviços diversos, a Agência mantém convênio com empresas e órgãos públicos e fecham parcerias para parte das vagas de trabalho. 

O levantamento ainda aponta que dentro do estado, considerando homens e mulheres, Mato Grosso do Sul tem 36,46% da população prisional trabalhando. 

O trabalho prisional é previsto na Lei de Execução Penal (LEP) e tem finalidade educativa e produtiva. Além de qualificar, as atividades podem ampliar as chances de inserção no mercado após o cumprimento da pena e favorecer a reintegração social.

Entre os dias 7 e 9 de outubro, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) fez uma visita técnica a unidades da Agepen para conhecer projetos de trabalho e ressocialização. A agenda reuniu representantes dos sistemas prisionais de São Paulo e do Paraná.

A comitiva passou pelo Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, pelo Instituto Penal de Campo Grande e pelo Centro Penal Agroindustrial da Gameleira. Também foram discutidos aspectos técnicos e sanitários necessários para implantar oficinas de absorventes em outros estados.

Além das atividades voltadas para o trabalho e contribuição dentro e fora da unidade prisional, as presas ainda contam com projetos voltados para a higiene e dignidade pessoal. 

No Irmã Irma Zorzi, maior unidade feminina do estado, a oficina do Projeto Dignidade Menstrual tem seis mulheres presas. Juntas, elas produzem cerca de 6,4 mil unidades de fraldas e absorventes por mês. O projeto é desenvolvido em parceria entre a Senappen e a Agepen e os absorventes produzidos abastecem as unidades penais femininas de Mato Grosso do Sul.

Além das oficinas de absorventes, a Agepen mantém frentes de trabalho em malharia, marcenaria, serralheria, panificação e fabricação de artefatos de concreto.

No Instituto Penal de Campo Grande, a comitiva conheceu projetos de musicoterapia, com orquestra e coral, e um salão de beleza voltado à população LGBTQIA+. 

No Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, viu a Horta da Esperança, que fornece hortaliças para a própria unidade e doa a escolas públicas e instituições sociais.

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