Cidades

MANIFESTAÇÕES

Quarta-feira sem bloqueios de manifestantes bolsonaristas em rodovias de MS

Entretanto, ainda há 22 pontos de manifestação nas rodovias federais do Estado, todas sem obstruir a passagem

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Esta quarta-feira (02) é marcada pelo aumento de desobstrução das rodovias estaduais e federais ante as manifestações bolsonaristas realizadas nos últimos dias. 

Segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado de Mato Grosso do Sul (Sejusp), hoje, não há pontos de bloqueios nas rodovias estaduais, o que existe é somente pontos de manifestações, porém  o trânsito de veículos e caminhões continua fluindo. 

Além disso, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) que atua no Estado informa ter autuado que e continuará autuando veículos que causem interrupções da rodovia. 

A equipe do Correio do Estado foi até o trecho da BR 163, próximo ao anel viário de saída para Cuiabá, não encontrando mais nenhum ponto de aglomeração, apenas restos de lixo deixados pelos manifestantes bolsonaristas. 

Multas  

Segundo a PRF, usar qualquer veículo para, deliberadamente, interromper, restringir ou perturbar a circulação na via sem autorização do órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre ela incide em multa de R$ 5,860 mil por pessoa. 

No caso dos organizados, a multa é de  R$ 17.608 mil por pessoa. 

Até o momento, mais de R$ 5,5 milhões em multas já foram aplicadas contra manifestantes que bloqueiam rodovias por todo o país. 

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (2) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). 

Em nota, a pasta disse que os valores das 912 multas variam, conforme o tipo de infração, entre R$ 5 mil e R$ 17 mil.

A PRF informou, ainda, que divulgará balanço das multas ao final das interrupções ainda existentes.

Pontos de aglomeração 

Conforme a última atualização da PRF, em Mato Grosso do Sul, há 22 pontos de manifestação nas rodovias federais do Estado. Confira abaixo:

Nota da PRF

Brasil 

Um levantamento divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) logo no início da manhã desta quarta-feira (2) aponta que 563 manifestações em estradas federais espalhadas pelo país já haviam sido desfeitas. 

Até o momento, 17 estados ainda registram bloqueios em rodovias. Com 37 bloqueios, Santa Catarina, seguida por Mato Grosso, com 30, e Pará, com 17, são os estados com mais interdições.

*Com informações da Agência Brasil 

 

Violência

Bebê é encontrado morto dentro de lixeira em MS

Corpo foi localizado por coletores durante a madrugada no Jardim Primavera; caso é investigado

21/04/2026 11h00

Área foi isolada após trabalhadores da limpeza urbana encontrarem o corpo da criança

Área foi isolada após trabalhadores da limpeza urbana encontrarem o corpo da criança Divulgação

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Um caso de extrema violência e que gerou forte comoção foi registrado na madrugada desta terça-feira (21), em Ponta Porã, município localizado na região de fronteira com o Paraguai. Um bebê foi encontrado morto dentro de uma lixeira no bairro Jardim Primavera.

De acordo com o portal Ponta Porã News, o corpo foi localizado por coletores de lixo que realizavam o serviço de rotina nas primeiras horas do dia. Ao perceberem a situação, os trabalhadores acionaram imediatamente a Polícia Militar, que isolou a área para o início dos procedimentos.

Equipes da perícia técnica estiveram no local para levantamento de informações que possam ajudar a esclarecer o caso. Após os trabalhos, o corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames que devem apontar a causa da morte, além de auxiliar na identificação.

A Polícia Civil abriu investigação e busca elementos que levem à identificação dos responsáveis. Até o momento, não foram divulgados detalhes como o sexo, a idade do bebê ou possíveis suspeitos envolvidos.

O caso segue sob apuração.

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SAÚDE PÚBLICA

Em Brasília, Nelsinho busca reforço urgente para Dourados em meio à crise da chikungunya

Mato Grosso do Sul concentra maioria das mortes pela doença no Brasil e vive cenário crítico em 2026

21/04/2026 10h55

O ministro de Saúde, Alexandre Padilha, recebeu o senador sul-mato-grossense Nelsinho Trad (PSD) para tratar da epidemia da doença no município de Dourados (MS)

O ministro de Saúde, Alexandre Padilha, recebeu o senador sul-mato-grossense Nelsinho Trad (PSD) para tratar da epidemia da doença no município de Dourados (MS) Divulgação

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Em meio à situação de calamidade pública na saúde em Dourados (MS), o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) intensificou a articulação política junto ao Ministério da Saúde para garantir apoio emergencial ao município, que enfrenta avanço expressivo de casos de chikungunya.
 
Na manhã desta terça-feira (21), o parlamentar entrou em contato direto com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçando demandas já apresentadas anteriormente em reuniões presenciais.
 
A iniciativa faz parte de uma mobilização contínua do senador em Brasília para acelerar a liberação de recursos, tecnologias e suporte operacional à rede local de saúde.
 
Como resultado dessas tratativas, Nelsinho Trad já havia obtido, na última semana, o compromisso do ministério para a adoção de novas tecnologias no combate ao mosquito Aedes aegypti, incluindo soluções desenvolvidas em parceria com a Fiocruz.
 
Ele também solicitou a inclusão de Dourados em testes de vacinas contra a chikungunya, além do envio de reforço da Força Nacional do SUS para ampliar a capacidade de resposta no município.
 
Dourados começou a receber, de forma escalonada, 43,5 mil doses de imunizantes, que devem ser aplicadas nos próximos dias. A medida é considerada estratégica diante do avanço da doença.
 
“Estamos diante de uma situação muito séria em Dourados e isso exige atenção total. Desde dezembro temos buscado a inclusão do município em iniciativas com novas tecnologias e reforçado pedidos por mais estrutura para enfrentar o mosquito com eficiência”, afirmou o senador.
 
O decreto de calamidade pública tem validade de 90 dias. Dados municipais apontam mais de 6,1 mil casos prováveis de chikungunya, com taxa de positividade de 64,9%. A pressão sobre o sistema de saúde é crítica: a ocupação de leitos já chegou a cerca de 110%, elevando o risco de colapso.
 
Nelsinho Trad também alertou para a gravidade da situação no Estado. “Crianças estão morrendo por chikungunya em Mato Grosso do Sul. É uma doença antiga, transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, e mesmo assim estamos enfrentando esse cenário”, declarou.
 
Aliado do prefeito Marçal Filho, o senador defende uma atuação integrada entre os entes federativos. Segundo ele, a articulação política tem sido fundamental para acelerar as respostas.
 
“Já enfrentei epidemias como gestor e sei que a demora agrava a crise. Por isso, estamos atuando diretamente para garantir prioridade a Mato Grosso do Sul. O momento exige resposta rápida, coordenação e investimento em tecnologia e estrutura”, concluiu.

Epidemia

Mato Grosso do Sul enfrenta uma grave epidemia de chikungunya em 2026, com 12 mortes confirmadas até meados de abril — número que representa 63% de todos os óbitos registrados pela doença no país. O cenário acende alerta das autoridades de saúde diante do avanço acelerado da doença e da alta incidência de casos no estado.

Dados atualizados apontam que já são mais de 6 mil casos prováveis de chikungunya em território sul-mato-grossense, com uma incidência cerca de 15 vezes superior à média nacional. A situação é considerada crítica, especialmente pela rápida disseminação do vírus e pela pressão sobre o sistema de saúde.

Entre os municípios mais afetados, Dourados concentra a maior parte das mortes, com oito registros. Também foram confirmados óbitos em Jardim (2), Bonito (1) e Fátima do Sul (1), evidenciando a interiorização da epidemia.

O perfil das vítimas reforça a preocupação das autoridades sanitárias: a maioria dos mortos são idosos com mais de 60 anos, além do registro de duas mortes de bebês, o que demonstra a vulnerabilidade de extremos de idade diante da doença.

Outro fator que agrava o cenário é o alto índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya, dengue e zika. Atualmente, 67% dos municípios do estado estão em nível de alerta para a presença do vetor, aumentando o risco de novos casos e dificultando o controle da epidemia.

Diante do avanço da doença, especialistas reforçam a necessidade de intensificação das ações de combate ao mosquito, eliminação de criadouros e atenção redobrada aos sintomas, principalmente entre os grupos mais vulneráveis.

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