Cidades

Queimadas

Queimadas: Em uma semana, fogo devastou 282 mil hectares do Pantanal de MS e MT

Até o momento, fogo devastou cerca de 3 milhões e 461 mil hectares do Pantanal

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Em uma semana, o fogo que devasta a região do Pantanal destruiu cerca de 282 mil hectares do bioma. Até semana passada o fogo teria consumido cerca de 3,1 milhões de hectares, divididos em 1,941 milhões de hectares no Pantanal de Mato Grosso e 1,238 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul.

Informações repassadas pelo analista ambiental Alexandre Pereira, do Prevfogo/Ibama (Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais) são de que até o dia 27 de setembro, o fogo consumiu cerca de 3,461 milhões de hectares, cerca de 282 mil a mais que semana passada.

Ainda de acordo com o analista, a destruição da região de MT, nesta semana, foi de 2,53 milhões de hectares e 1,408 milhões de área consumida na região de MS.

Desde o começo do ano, o fogo já destruiu cerca de 3,4 milhões de hectares nos dois estados que abrigam o bioma do Pantanal.

Também na semana passada, o Governo Federal liberou R$ 3,8 milhões para combate às queimadas no Mato Grosso do Sul. Recurso será utilizado para contratação de 200 horas de voo para o combate às chamas, locação de helicópteros e compra de equipamentos para a extinção do fogo.

Os dados divulgados são provenientes do Laboratório de aplicações de Satélites Ambientais (Lasa) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Polícia

MPMS denuncia neto de ex-vereadora por mandar matar a própria tia em MS

Segundo o Ministério Público, crime foi motivado por disputa pela herança da família; suposto mandante e executor responderão por homicídio qualificado.

30/07/2026 19h01

Maria José de Oliveira Bezerra, de 70 anos, foi morta em Ribas do Rio Pardo; o Ministério Público denunciou dois investigados por envolvimento no homicídio.

Maria José de Oliveira Bezerra, de 70 anos, foi morta em Ribas do Rio Pardo; o Ministério Público denunciou dois investigados por envolvimento no homicídio. Foto: Reprodução

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou à Justiça Fábio Santos Fogoça, apontado como mandante do assassinato da própria tia, Maria José de Oliveira Bezerra, de 70 anos, e Rogério Nascimento da Silva, acusado de executar o crime.

Segundo a acusação, o homicídio foi motivado por uma disputa envolvendo a herança da família. Com o oferecimento da denúncia, o caso entra em uma nova fase, cabendo agora à Justiça analisar a acusação apresentada pelo Ministério Público.

De acordo com a denúncia do MPMS, Fábio Santos Fogoça teria planejado a morte de Maria José e contratado Rogério Nascimento para executar o homicídio. A Promotoria sustenta que o crime foi premeditado e motivado por interesses patrimoniais relacionados aos bens da família.

Segundo o Ministério Público, a motivação do crime estaria relacionada a uma disputa patrimonial no âmbito familiar.

Após a morte da ex-vereadora Magnólia Fogaça Marques, avó de Fábio Santos Fogaça, Maria José de Oliveira Bezerra e a irmã, Maria Jeni de Oliveira, ingressaram na Justiça com uma ação de reconhecimento de maternidade socioafetiva post mortem.

Para a acusação, caso o pedido fosse acolhido, haveria alteração na divisão da herança, reduzindo a participação dos demais sucessores no patrimônio deixado pela ex-vereadora.

Maria José de Oliveira Bezerra de 70 anos, foi morta com 14 golpes de faca dentro da própria residência, em Ribas do Rio Pardo, no dia 28 de junho de 2026.

A violência do crime mobilizou a Polícia Civil, que reuniu provas, colheu depoimentos e realizou perícias para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do homicídio.

As investigações avançaram no início de julho. No dia 5, Rogério Nascimento da Silva foi preso em Campo Grande após protagonizar um episódio em um restaurante, onde manteve uma funcionária sob ameaça com uma faca.

Durante a ocorrência, ele confessou o assassinato de Maria José e afirmou que teria cometido o crime a mando de Fabio Santos. Enquanto era conduzido para a delegacia, Rogério ainda incendiou o compartimento destinado aos presos na viatura policial.

No dia seguinte, Fabio Santos Fogoça foi preso em Ribas do Rio Pardo durante o andamento das investigações.

Durante as investigações, a polícia reuniu depoimentos, perícias e outras provas que levaram à conclusão de que o homicídio teria sido contratado. Rogério Nascimento afirmou, em depoimento, que receberia R$ 5 mil para executar o crime e que parte do valor já havia sido paga.

Fábio Santos, entretanto, nega qualquer participação e sustenta que é inocente.

Na denúncia, o Ministério Público descreve que o homicídio foi praticado com qualificadoras, entre elas motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Caberá agora ao Poder Judiciário analisar o recebimento da acusação e decidir se os denunciados responderão ao processo criminal, etapa que poderá culminar no julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável pelos crimes dolosos contra a vida.

A Promotoria considera que os elementos reunidos ao longo da investigação são suficientes para dar prosseguimento à ação penal. Entre as provas citadas estão laudos periciais, depoimentos de testemunhas e os interrogatórios realizados durante o inquérito policial.

O caso ganhou grande repercussão pela violência empregada na execução e pelo vínculo familiar entre vítima e investigados. Para os investigadores, a suposta motivação financeira revela um contexto de conflito patrimonial que, segundo a acusação, terminou de forma trágica.

Com o oferecimento da denúncia, o processo entra em uma nova fase. Se a acusação for recebida pela Justiça e os réus forem pronunciados ao final da instrução, eles serão submetidos ao julgamento pelo Tribunal do Júri, que decidirá sobre eventual condenação ou absolvição. 

Família

Maria José de Oliveira Bezerra, era filha adotiva de Magnólia Marques Fogoça, reconhecida como a primeira vereadora da história de Ribas do Rio Pardo.

Eleita no primeiro mandato da Câmara Municipal, em 1944, ano da emancipação política do município, Magnólia voltou a exercer o cargo em 1959 e tornou-se uma das principais referências da vida pública local.

Além da atuação no Legislativo, também foi professora, parteira, empresária e liderança comunitária, deixando um legado que marcou a história política do município.

Investigação

Ossada humana é encontrada em mata; Polícia apura caso em Campo Grande

Restos mortais foram localizados após incêndio atingir área de vegetação no Bairro Zé Pereira; vítima ainda não foi identificada.

30/07/2026 18h21

A ossada humana foi localizada em uma área de mata no Bairro Zé Pereira e encaminhada ao Imol para exames periciais.

A ossada humana foi localizada em uma área de mata no Bairro Zé Pereira e encaminhada ao Imol para exames periciais. Foto: Divulgação

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O encontro de uma ossada humana em uma área de mata de Campo Grande deu início a uma investigação da Polícia Civil para esclarecer a identidade da vítima e as circunstâncias da morte. O achado mobilizou equipes da Polícia Militar, da Perícia Oficial e do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), responsáveis pelos primeiros levantamentos técnicos no local.

Os restos mortais foram localizados por um homem que passava pela região da Rua Alexandre Marques, no Bairro Zé Pereira. Ao perceber a presença de um crânio e de outros ossos espalhados pelo terreno, ele acionou a Polícia Militar.

Após a confirmação do achado, a área foi isolada para o trabalho da perícia criminal. Durante a análise do terreno, os peritos localizaram a ossada no ponto indicado pelo homem.

Embora a causa da morte ainda seja desconhecida, os investigadores trabalham com a suspeita de que os restos mortais estivessem no local havia bastante tempo, já que a vegetação alta dificultava a visualização da área.

A ossada só foi localizada após um incêndio, ocorrido há quatro dias, atingir o terreno e reduzir a cobertura vegetal.

Além do crânio, foram encontrados praticamente todos os demais ossos do corpo, incluindo fêmures e costelas, o que indica que a ossada está praticamente completa.

Até o momento, não há indícios suficientes que apontem para a ocorrência de um homicídio.

A identidade da vítima também permanece desconhecida. Os restos mortais foram encaminhados ao Imol, onde serão submetidos a exames antropológicos e, se necessário, a testes genéticos que poderão permitir a identificação da pessoa e eventual comparação com registros de desaparecidos.

A Polícia Civil instaurou procedimento para apurar o caso e aguarda a conclusão dos laudos periciais.

Somente após os resultados dos exames será possível determinar a causa da morte, estimar há quanto tempo o corpo permaneceu no local e verificar se há relação com algum registro de desaparecimento na Capital ou em municípios da região.

O caso foi registrado inicialmente como morte por causa indeterminada e segue sob investigação. As autoridades destacam que todas as hipóteses permanecem em aberto até a conclusão dos trabalhos periciais.

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