Cidades

DECISÕES JUDICIAIS

Questões médicas 'tiram' tornozeleiras de 2 investigados em MS

Fahd Jamil, o rei da fronteira, supostamente ligado ao crime organizado deve ficar sem monitoramento por 1 mês; Waldir Neves, conselheiro do TCE, afastado por corrução, também

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Determinação judicial permitiu a Fahd Jamil, 81, em prisão domiciliar, em Campo Grande, desde agosto de 2021, se livrar, por período de um mês, da tornozeleira eletrônica, equipamento que usa por ser acusado pelo MP-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), de ter, supostamente, chefiado organização criminosa.

Fahd alegou que precisa de viajar para cuidar da saúde.

Decisão do juiz da 1ª Vara Criminial de Campo Grande, Roberto Ferreira Filho, diz que:
 

"Em razão dos motivos alegados e comprovados - pedido de internação para cirurgia e comprovante de agendamento de consulta - e considerando que o requerente vem cumprindo adequadamente as medidas cautelares diversas da prisão (não havendo notícias de descumprimento até o presente momento) defiro que Fahd Jamil se ausente desta comarca [Campo Grande] para tratamento médico na cidade de São Paulo (SP) por até 30 dias, sem prejuízo de novo requerimento para prorrogação do período mediante comprovação de necessidade médica".


Ainda de acordo com o magistrado:

"Outrossim, determino que a cada 10 dias sejam enviados relatórios médicos sobre o andamento dos exames e cirurgia, bem como informando a previsão de finalização destes, sob pena de decretação da prisão".

O juiz diz também que:

"Por fim, em razão da informação que haverá realização de exames os quais necessitam da retirada da tornozeleira eletrônica (fl. 1289), autorizo a medida, devendo a monitoração ser recolocada em seu retorno a Campo Grande".

Para deixar a prisão e seguir para o regime domiciliar, Fahd Jamil, em junho de 2021,  pagou uma fiança de R$ 990 mil.

Sustentou sua defesa que o réu precisava de cuidados médicos diários.

Além disso, para manter a respiração, Fahad é amparado por um cilindro de oxigênio, equipamento que faz uso frequente.

De acordo com o MPE, Fahd e o filho Flávio Correia Jamil Georges, foragido, seriam integrantes de organização criminosa que agiriam em Ponta Porã, cidade sul-mato-grossense situada na regiâo de fronteira com o Paraguai.


OUTRO CASO


A Justiça aceitou, também, o pedido de suspensão temporária do monitoramento eletrônico imposto ao conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul), Waldir Neves, afastado do cargo desde o dia 8 de dezembro por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

No caso de Waldir, a autorização foi concedida no dia 21 de dezembro passado, 13 dias depois dele ter sido tirado do cargo, por suspeitas de corrupção.

Waldir foi afastado por seis meses da Corte Fiscal, junto com os também conselheiros Iran Coelho das Neves e Ronaldo Chadid, acusados pela Polícia Federal por suposta prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Os três teriam que usar a tornozeleira eletrônica.

O juiz Alessandro Carlos Meliso Rodrigues foi quem concordou com o pedido da defesa do conselheiro para que o monitoramento fosse interrompido.

Waldir Neves, por meio de seu defensor,  afirmou que o conselheiro precisava de se submeter a um tratamento de urgência numa unidade de saúde, em São Paulo.

Consta na solicitação que Neves desenvolveu câncer de próstata. O pedido foi concordado também pelo Ministério Público.

O conselheiro comprometeu-se a retomar o uso do monitoramento assim que passar pelo procedimento médico.

alívio

Em cheia antecipada, rio mais piscoso do Pantanal sobe mais 50 cm

Rio Miranda chegou a 6,5 metros na manhã desta terça-feira na régua instalada próximo da cidade com o mesmo nome

13/10/2026 11h56

No final da semana passada, a Defesa Civil teve de retirar galhos presos aos pilares da ponte na MS-339

No final da semana passada, a Defesa Civil teve de retirar galhos presos aos pilares da ponte na MS-339

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O nível do Rio Miranda subiu mais 50 centímetros entre a manhã de segunda-feira e esta terça-feira (13), chegando a 6,5 metros na régua instalada na ponte próximo à área urbana de Miranda. E, segundo a coordenação municipal da Defesa Civil, apesar de não ter chovido forte nas cabeceiras nas últimas horas, o nível continuava subindo por volta da 8 horas, quando foi feita a medição.

O Rio Miranda é considerado o rio com a maior quantidade de peixes do Pantanal e um dos mais piscosos do mundo. Antes das recentes chuvas, cardumes com cententas de milhares de peixes foram flagrados subindo o rio, que há meses estava enfrentando a falta de água.

Com a cheia de agora, lembra o chefe da Defesa Civil, Flávio Nogueira Machado, estes peixes ficam praticamente livres de uma possível pesca predatória, já que o período de defeso ainda não começou. 

Apesar da constante alta e da aproximação da água, as famílias que residem às margens do rio na área urbana de Miranda continuavam todas em seus imóveis, segundo o coordenador da Defesa Civil. “É sempre assim, elas só saem das casas depois que a água invade tudo”, lembraFlávio Nogueira Machado. 

A situação fica mais grave quando o nível passa dos sete metros. Mas, como o nível na região das cabeceiras já estava baixando desde ontem, a previsão é de que as águas comecem a baixar nas próximas horas.  No distrito de Águas do Miranda, às margens da MS-345, por exemplo, o nível baixou em torno de um metro nesta segunda-feira.

Cheia do Rio Miranda nesta época do ano, segundo o coordenador da Defesa Civil, é alto totalmente atípico. Flávio tem 49 anos e sempre viveu em Miranda. Ele diz nunca ter visto tanta água em um mês de outubro como agora.

“Normalmente nesta época a gente está preocupado com as queimadas no Pantanal e a falta de água até para os rebanhos nas fazendas”, lembra. Cheias em janeiro, fevereiro e março são recorrentes na região, mas isso porque são os meses em que as chuvas fortes são normais. 

As chuvas mais fortes começaram no dia 4 de outubro e ao longo da semana foram em torno de 300 milímetros, acredita Flávio. Em nove dias o nível do rio subiu 4,4 metros, passando de 2,1 metros, na segunda-feira da semana passada (5), para 6,5 metros nesta terça-feira (13). 

O Rio Aquidauana também subiu em pleno mês de outubro e chegou a superar os 8,2 metros no último sábado (10) na cidade com o mesmo nome. Por conta da cheia, o córrego João Dias ficou represado e se espalhou na região mais baixa em Aquidauana, invadindo imóveis de ribeirinhos.

Na região sul do Estado, o Rio Dourados também está está cheio e transbordando nas regiões mais baixas, como é o caso de Fátima do Sul, onde as águas estão encobrindo pastagens e lavouras nas quais deveria estar crescendo soja.

E para esta terça-feira a meteorologia prevê o retorno de chuvas fortes nas regiões sul e central do Estado, incluindo cidades como Maracaju, Sidrolândia, Dourados, Ivinhema, Iguatemi e outras. Se a previsão se confirmar, os rios Miranda e Dourados devem voltar a receber volume significativo de água.

A chegada antecipada das chuvas fortes está fazendo até o Rio Paraguai começara a subir cerca de dois meses mais cedo que em anos anteriores. Nesta terça-feira ele amanheceu com 1,23 metro. No dia 4 o nível estava 13 centímetros mais baixo.
 

VOLUME ELEVADO

Rio Dourados tem cheia atípica após setembro e outubro chuvosos

Para os últimos meses do ano, o Cemtec projeta uma precipitação acumulada entre 300 e 500 mm no Estado

13/10/2026 10h45

O Rio Dourados costuma ficar com volumes elevados durante os meses de fevereiro e março, no verão

O Rio Dourados costuma ficar com volumes elevados durante os meses de fevereiro e março, no verão Reprodução: Planet Hobby

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Uma cheia atípica no Rio Dourados, no município de Fátima do Sul, chegou durante a primavera, neste mês de outubro. Imagens de drone da página Planet Hobby, feitas durante esta segunda-feira (12), mostram o nível elevado do rio após as chuvas que atingiram a região em setembro e até esta terça-feira (13).

De acordo com Cláudio Justino, proprietário da página e morador de Fátima do Sul, o normal é que essa cheia aconteça no período de Carnaval, no mês de fevereiro a março, quando o acumulado de chuvas de verão atinge o ápice e eleva drasticamente o volume do rio. Porém, as chuvas de setembro e outubro fizeram com que o rio transbordasse fora de época.

O boletim mensal do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) aponta que, em setembro, Mato Grosso do Sul apresentou chuvas acima da média histórica em diversas regiões do Estado. Os maiores volumes foram registrados principalmente nas regiões sul, centro-sul e oeste, com destaque para Anaurilândia (223,6 mm), Campo Grande (220,0 mm), Itaporã (200,0 mm), Dourados (194,6 mm), Nova Alvorada do Sul (190,6 mm) e Ivinhema (190,2 mm).

Para os últimos 3 meses do ano, o Cemtec projeta que a precipitação dos acumulados estarão acima da média climatológica, com valores de referência entre 300 e 500 mm, variando conforme a região do Estado.

Em relação a temperatura, estas devem ficar acima da média histórica, cuja referência varia entre 22 °C e 26 °C, indicando um trimestre predominantemente aquecido em Mato Grosso do Sul.

O Rio Dourados começa no município de Antônio João e banha diretamente 12 municípios sul-mato-grossenses ao longo de seu percurso até desaguar no Rio Brilhante:Antônio João (nascente), Ponta Porã, Laguna Carapã, Caarapó, Dourados, Itaporã, Fátima do Sul, Deodápolis, Glória de Dourados, Vicentina, Jateí, Ivinhema.

Previsão

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, há chances de enchentes em Fátima do Sul, com precipitações que podem ficar acima dos 30 milímetros. Além disso, há alerta para mudanças significativas de tempo para esta terça-feira (13), com pancadas de chuva, trovoada e raios no centro-sul do Estado.

Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju, Rio Brilhante, Dourados e Ponta Porã até extremo sul tem previsão de rajadas de ventos de 60km/h.
 

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