Um rapaz, de 22 anos, foi encontrado morto, na madrugada desta sexta-feira (5), no Bairro Lageado, na Capital. Alexsandro Barcelo do Carmo foi morto com um tiro nas costas. A polícia não tem pista do assassino.
Cidades
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Rapaz é morto com um tiro nas costas
Um rapaz, de 22 anos, foi encontrado morto, na madrugada desta sexta-feira (5), no Bairro Lageado, na Capital. Alexsandro Barcelo do Carmo foi morto com um tiro nas costas. A polícia não tem pista do assassino.
Golpe do Falso Advogado
Criminoso alegou que pagamento era necessário para liberar valores de processo judicial; transferência foi contestada junto ao banco e caso será investigado pela Polícia Civil.
11/08/2026 17h31
Caso foi registrado na Depac de Dourados após vítima transferir R$ 250 mil via Pix para golpista que se passou por advogado. Foto: Divulgação.
Uma família de Dourados, na região sul de Mato Grosso do Sul, procurou a polícia após perder R$ 250 mil em um golpe aplicado por uma pessoa que se passou por advogado. O caso foi registrado na manhã desta terça-feira (11), na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), depois que a vítima realizou uma transferência via Pix acreditando que o pagamento seria necessário para liberar valores relacionados a um processo judicial.
Conforme o boletim de ocorrência, um homem de 29 anos compareceu à delegacia para relatar que o pai havia recebido uma mensagem de uma pessoa que se apresentou como sendo seu advogado.
Durante a conversa, o suposto profissional teria informado que existiam valores disponíveis em um processo judicial, mas que seria necessário realizar previamente um pagamento para que o dinheiro pudesse ser liberado.
A abordagem é semelhante à utilizada no chamado “golpe do falso advogado”, modalidade de fraude na qual criminosos entram em contato com vítimas e utilizam informações relacionadas a processos ou profissionais da advocacia para dar aparência de legitimidade à cobrança.
Ainda segundo o registro policial, durante a troca de mensagens, o golpista encaminhou uma chave Pix vinculada ao nome de uma propriedade rural e orientou a vítima a realizar uma transferência no valor de R$ 250 mil.
Acreditando que conversava com o advogado e que o procedimento estava relacionado à liberação de recursos judiciais, o homem efetuou a operação bancária.
Somente após a conclusão da transferência a família percebeu que se tratava de uma fraude.
Ao tomar conhecimento do ocorrido, o filho da vítima entrou imediatamente em contato com o gerente da instituição financeira para tentar impedir que o dinheiro fosse definitivamente perdido.
De acordo com o boletim de ocorrência, o banco realizou a contestação da transferência feita via Pix. O registro, porém, não informa se o valor chegou a ser bloqueado ou recuperado.
Após o contato com a instituição financeira, a família foi orientada a procurar a polícia e formalizar a denúncia.
A ocorrência foi registrada na Depac de Dourados como fraude eletrônica e será investigada pela Polícia Civil.
A apuração deverá buscar identificar quem entrou em contato com a vítima, a origem das mensagens e o responsável pela chave Pix utilizada para receber os R$ 250 mil.
O caso também deverá esclarecer de que maneira o autor teve acesso às informações utilizadas para convencer a vítima de que estava em contato com seu verdadeiro advogado.
Golpes desse tipo exploram principalmente a confiança entre clientes e profissionais da advocacia. Os criminosos costumam apresentar supostos pagamentos, taxas ou despesas como condição para a liberação de indenizações ou outros valores relacionados a ações judiciais.
Diante de contatos semelhantes, a orientação é não realizar transferências imediatamente e confirmar qualquer solicitação financeira diretamente com o advogado ou escritório responsável pelo processo, utilizando números de telefone e canais de comunicação já conhecidos pelo cliente.
No golpe do falso advogado, criminosos podem utilizar informações disponíveis em processos judiciais para identificar as partes envolvidas e tornar a abordagem mais convincente.
Em alguns casos, os golpistas também usam nomes, fotografias e outras informações de advogados encontradas na internet e nas redes sociais para se passar pelos profissionais que representam as vítimas.
A abordagem geralmente começa com uma notícia positiva. O criminoso afirma que houve uma decisão favorável em determinado processo e que existe uma quantia disponível para recebimento.
Logo depois, porém, solicita uma transferência para o pagamento de supostas custas, taxas, impostos ou despesas necessárias para a liberação do dinheiro.
Outra estratégia recorrente é criar um sensode urgência, alegando que o pagamento precisa ser realizado imediatamente para que a vítima não perda o direito de receber o valor. A pressão para realizar transferências em curto espaço de tempo deve ser encarada como sinal de alerta.
Diante de uma solicitação desse tipo, a recomendação é não fazer pagamentos nem fornecer dados bancários antes de confirmar a informação.
A vítima deve interromper a conversa e entrar em contato diretamente com o advogado ou escritório responsável pelo processo por meio de um telefone que já conheça, evitando utilizar números enviados durante a abordagem suspeita.
Mesmo fotografias, áudios ou chamadas de vídeo não devem ser considerados, isoladamente, como garantia de que o contato é verdadeiro.
Em caso de dúvida, especialmente quando houver pedido de transferência de valores, a confirmação diretamente com o profissional responsável pelo processo ou presencialmente no escritório é uma das formas de evitar cair na fraude.
Guardiões de fogo
Segunda fase da Operação Guardiões de Fogo foi deflagrada nesta terça-feira pela Polícia Federal
11/08/2026 17h15
Armas e munições foram apreendidas em Mato Grosso do Sul Foto: Divulgação / Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (11), a segunda fase da Operação Guardiões de Fogo, que tem como foco o combate à posse ilegal de armas de fogo obtidas mediante fraude no processo de concessão de registro de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs). Em Campo Grande, foi cumprido um mandado de busca e apreensão.
Durante o cumprimento da medida judicial, foram apreendidas armas de fogo, munições, documentos e outros materiais relacionados.
De acordo com a PF, investigações apontaram que o suspeito teria utilizado documentos inaptos durante a fase de concessão do registro, burlando os requisitos legais exigidos para a aquisição e para a manutenção de armas de fogo.
O registro de CAC exige o cumprimento de critérios rigorosos, como idoneidade, capacidade técnica e avaliação psicológica. O uso de documentos falsos, conforme a Polícia Federal, enfraquece o controle sobre armas e pode facilitar o acesso de criminosos a armamentos.
A primeira fase da Operação Guardiões de Fogo foi deflagrada no dia 9 de julho, em Campo Grande.
Na ocasião, a Policia Federal apreendeu cerca de 300 munições, duas pistolas calibre 9 mm e um fuzil .22 de um suspeito que estaria com documentos da concessão de CAC irregulares.
Segundo as investigações, o homem teria utilizado documentos não considerados aceitos para obter o registro, burlando os requisitos legais exigidos para a aquisição e a manutenção de armas de fogo.
Em fases anteriores da Operação, em Belo Horizonte, a Polícia Federal prendeu um homem em flagrante no dia 22 de junho. O suspeito também teria apresentado documentos falsos para conseguir a autorização para compra de armamentos.
Durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram duas pistolas, 130 munições e materiais relacionados a outros crimes.
O homem mantinha as armas em um endereço diferente do que consta no cadastro, o que configura irregularidade, segundo a polícia.
O Certificado de Registro da Polícia Federal dá o direito a Caçadores, Atiradores e Colecionadores à compra de munições facilitada, permissão para caçar legalmente o javali, transporte de armas e munições em todo o país, aquisição de um maior número de armas e a possibilidade de adquirir armas de calibres restritos.
Além disso, os detentores do registro também têm a possibilidade de adquirir armas diretamente das fábricas com preços vantajosos, podem importar armas e deslocar-se com suas armas para atividades de caça, tiro desportivo e competição. Também é autorizada a compra de munições e insumos em maiores quantidades.
Quem possui o registro não pode andar armado. É autorizado apenas a posse da arma, mantendo em casa ou no local de trabalho e o trânsito para locais de treino, abate ou exposição, com a arma obrigatoriamente sem munição e em maleta própria.
Entre os itens obrigatórios para se tornar CAC e obter o registro próprio, estão:
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