Cidades

Investigação

Clã criminoso da família Razuk queria assumir domínio do jogo do bicho em Goiás

Um dos planos do grupo era derrubar a liderança local da jogatina com um financiamento de R$ 30 milhões

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Segundo a investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) o grupo criminoso liderado pela família Razu tinha plano de expansão da organização criminosa para o estado de Goiás. 

Segundo a averiguação dos fatos, o grupo realizava estudos com o apoio de organizações do estado goiano, como investidores e figuras influentes, para derrubar a liderança local da jogatina, que era comandado por Carlinhos Cachoeira, um bicheiro local.  

Com um financiamento de R$ 30 milhões de um investidor ainda não identificado, a missão era levar a uma “guerra pelo controle do jogo do bicho que atingiria ambos os Estados”, como consta na investigação. 

Os planos e hierarquia

De acordo com os desdobramentos das investigações, o Ministério Público de MS concluiu que a organização criminosa teria se reorganizado com o objetivo de ocupar vácuos de poder deixados pela dissolução de grupos rivais, como o liderado por Jamil Name Filho, após a Operação Omertá. 

Como uma estratégia para reforçar seu domínio, o clã teria recrutado membros da empresa paulista MTS, que se tornou responsável pelo jogo do bicho em Mato Grosso do Sul, travando uma “guerra urbana” com assaltos à luz do dia contra a concorrência. 

Foi identificado, ainda, o papel de cada um dos envolvidos no grupo, que era centrado na família Razuk. 

Roberto Razuk, ex-deputado e patriarca da família, é descrito como o “chefe dentro do núcleo de liderança”. Ele era o responsável por decisões estratégicas e financeiras por ter grande influência, capaz de proteger os negócios. Um exemplo disso era o financiamento de custos de processos judiciais, como era o caso da disputa da licitação bilionária da LOTESUL. 

Roberto Razuk Filho, o deputado Neno Razuk, era tido como o líder principal, responsável pelo controle operacional. Seu irmão, Rafael Godoy Razuk atuava como membro do núcleo principal e tinha poder de decisão. 

A investigação revelou que Rafael chegou a questionar certas decisões de Neno, chamando de “equivocadas e inoportunas”. 

Jorge Razuk Neto era o gerente e articulador, focado na modernização da jogatina, sendo responsável pela idealização e execução do site “apponline”, uma plataforma online para o jogo do bicho, expandindo o alcance do esquema para o nicho digital. 

Segundo apurado, Jorge também era sócio de Sérgio Donizete Balthazar na empresa de fachada Criativa Technology Ltda, usada para tentar participar da licitação da LOTESUL. Os sócios também atuavam juntos em atividades relacionadas à jogatina, sendo proprietários do domínio "betmaiss.com". 

Sérgio também atuava na função de transporte de máquinas caça-níqueis e depósito de quantias físicas sem indicação de irgem em uma conta bancária e solicitação de cobrança de devedores com "graves ameaças".

Rhiad Abdulahad, filho de José Eduardo Abdulahad, o Zeizo, exercia uma posição de articulação e comando, usando sua condição de advogado para comandar as atividades da organização, tomar decisões sobre a expansão da jogatina e a implementação de novas frentes de atuação. 

Flávio Henrique Espíndola Figueiredo era responsável por ceder residências e imóveis para o armazenamentos de máquinas equipadas para a abertura de um Cassino. As máquinas estavam vinculadas ao nome de Vanlir Queiroz e Jonathan Gimenez Grance. 

Flávio também era responsável pela lavagem de algumas quantias de dinheiro. 

Marco Aurélio Horta ocupava a função de assessor de gabinete parlamentar de Neno, devido a proximidade entre eles. 

Anderson Lima tinha a função de divulgar informações sigilosas disponíveis em sistemas de informação restritos à segurança pública, tendo acesso devido sua condição de sargento da polícia militar de Ponta Porã. 

Paulo Roberto Franco , conhecido como Paulinho da Banca do Jogo de Maracaju, tinha a função de apontador do jogo do bicho na cidade de Maracaju, ensinando sobre "boas práticas" no gerenciamento de pontos de venda, dinânimca do recolhimento dos valores arredadados pelos cambistas com as apostas e suas remunerações. 

A Juíza responsável pelo caso, May Melke Siravegna, ressaltou que as prisões foram decretadas devido a “gravidade concreta dos delitos”, além da necessidade de interrupção da atuação da organização criminosa, que continuou exercendo as práticas criminosas sem se ressabiar com as ações policiais deflagradas anteriormente. 

“A gravidade [...] se encontra consubstanciada [...] na extensão e gravidade das infrações praticadas pelo grupo criminosos, não apenas para se manterem no comando da exploração dos jogos de azar, como também para eliminarem a concorrência”, destacou a magistrada. 

Ela ainda ressaltou a prática do grupo de crimes que vão “desde simples contravenções do jogo do bicho até crimes de homicídio qualificado”. 

Confira abaixo a lista dos investigados e presos na quarta fase da Successione: 

  • Roberto Razuk;
  • Rafael Godoy Razuk;
  • Jorge Razuk Neto;
  • Sérgio Donizete Balthazar;
  • Flávio Henrique Espíndola Figueiredo;
  • Jonathan Gimenez Grance ("Cabeça");
  • Samuel Ozório Júnio;
  • Odair da Silva Machado ("Gaúcho");
  • Gerson Chahuan Tobji;
  • Marco Aurélio Horta;
  • Anderson Lima Gonçalves;
  • Paulo Roberto Franco Ferreira;
  • Anderson Alberto Gauna;
  • Willian Ribeiro de Oliveira
  • Marcelo Tadeu Cabral;
  • Franklin Gandra Belga;
  • Jean Cardoso Cavalini;
  • Paulo do Carmo Sgrinholi;
  • Willian Augusto Lopes Sgrinholi;
  • Rhiad Abdulaha.

Ao todo, foram cumpridos, nesta terça-feira (25), 20 mandados de prisão preventiva e 27 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados, Corumbá, Maracaju e Ponta Porã, além de endereços nos estados do Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul. 
 

ACESSO À CULTURA

Espaços culturais de Campo Grande terão novos horários

Ampliação do funcionamento é para garantir maior acesso da população durante e aos finais de semana, além de feriados

26/03/2026 10h40

Foto: Marcelo Victor

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A partir desta quinta-feira, as unidades culturais de Campo Grande irão ter novos horários de funcionamento. Com objetivo de equilibrar a oferta das atividades na Capital, os horários em sua maioria vão de segunda à sábado.

Por meio do Diário Oficial (Diogrande) de hoje, a Fundação Municipal de Cultura (FUNDAC) divulgou os novos horários de seis locais e busca atender o público em regime de escala com variações entre dias úteis e finais de semana.

Entre as unidades que atualizaram os horários estão a Casa de Cultura, o Memorial da Cultura Indígena, a Morada dos Baís, o Museu José Antônio Pereira, a Plataforma Cultural e a Praça Ary Coelho.

A novidade é com base no Decreto nº 16.556/2026, que estabelece diretrizes para adequação dos horários de funcionamento dos serviços públicos municipais. Além de alguns aderirem os sábados, outros ampliaram durante a semana, para que o público tenha mais opções de acesso e também para obter padronização das atividades culturais.

A proposta é manter o sistema regular dentro das diretrizes de economia e organização dos serviços municipais da categoria.

Confira os horários:

> Casa de Cultura

  • Segunda a sexta-feira: 9h às 18h
  • Sábado: 9h às 12h

> Memorial da Cultura Indígena

  • Segunda, quarta e sexta: 7h30 às 13h30
  • Terça e quinta: 7h30 às 17h30
  • Sábado: 8h às 12h

> Morada dos Baís

  • Terça a sexta-feira: 7h às 17h
  • Sábado: 8h às 12h

> Museu José Antônio Pereira

  • Terça a sexta-feira: 9h às 17h
  • Sábado e domingo: 13h às 17h

> Plataforma Cultural

  • Segunda a sexta-feira: 6h às 18h
  • Sábado: 14h às 18h

> Praça Ary Coelho

  • Segunda a sábado: 7h às 18h
  • Domingos e feriados: fechado

Os horários podem ser ajustados conforme a necessidade.

 

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Oportunidades

Funsat abre nesta quinta-feira 1.341 oportunidades de emprego

115 profissões distintas são ofertadas por 142 empresas diferentes

26/03/2026 10h35

Funsat oferece 1.341 vagas de empregos nesta quinta-feira

Funsat oferece 1.341 vagas de empregos nesta quinta-feira Arquivo / Agência Brasil

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Nesta quinta-feira (26) a Fundação Social do Trabalho (Funsat), abriu mais 1.341 vagas de emprego, para 115 funções diferentes, oferecidas por 142 empresas diferentes em Campo Grande. 

Das 1.341 vagas disponíveis, 913 são reservadas para o perfil aberto, ou seja, não necessita de experiência prévia. 

No quadro geral de vagas, estão a disposição almoxarife (5), analista de crédito (2), atendente de lojas e mercados (82), auxiliar de linha de produção (27), auxiliar operacional de logística (50), consultor de vendas (18), gerente de loja e supermercado (10), além de oportunidades para mecânico de automóvel e caminhão.

Para o perfil aberto tem funções como agente de saneamento (10), ajudante de carga e descarga (43), auxiliar de cozinha (18), repositor em supermercados (35), servente de pedreiro (9), pedreiro (3) e vendedor interno (2).

Já para o público PCD, foram disponibilizadas 17 vagas nas seguintes funções: repositor de mercadorias, auxiliar administrativo, auxiliar de linha de produção, empacotador à mão, motorista de caminhão, porteiro e auxiliar de limpeza.

Para estar apto à concorrer às vagas, tem que estar com o cadastro atualizado na Funsat. O atendimento acontece na Rua 14 de Julho, 992, na Vila Glória, das 7h às 16h, e no Polo Moreninhas, na Rua Anacá, 699, das 7h às 13h.
 

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