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CAMPO GRANDE

Reajuste de táxi entra em vigor, mas vai demorar um mês para começar a valer

Agereg reajustou a tarifa do táxi em 15% em Campo Grande, mas, novo valor ainda não está rodando

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Reajuste do serviço de táxi foi reajustado em Campo Grande, mas ainda não está valendo. Na teoria, o novo valor já está em vigor, mas, na prática, ainda não.

Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG), por meio da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), reajustou a tarifa do táxi, em 15%, na Capital. O valor não era reajustado desde 2022.

A portaria, atualizando o novo percentual, foi publicada em 12 de setembro em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

Confira os valores detalhados:

  • Bandeira I (quilômetro rodado): reajuste de 15%, passando a R$ 3,86
  • Bandeira II (quilômetro rodado): reajuste de 15%, passando a R$ 4,41
  • Volume transportado com dimensões superiores a 70 cm x 40 cm x 20 cm: reajuste de 15%, passando a R$ 0,46 (quarenta e seis centavos)
  • Reajuste de 11,11% para a bandeirada do Táxi Comum, fixada em R$ 5,00
  • Reajuste de 5,14% para a bandeirada do Táxi Aeroporto, fixada em R$ 9,00
  • Tarifa técnica da hora parada, perfaz o valor de R$ 30,91

Para os novos valores começarem a valer de fato, é necessário alguns trâmites burocráticos que podem demorar cerca de um mês:

  • Solicitar a nova memória à fábrica
  • Solicitar selo do Inmetro
  • Atualizar a memória dos taxímetros de cada alvará de táxi

Segundo o presidente do sindicato dos taxistas, Flávio Panissa, o novo preço vai começar a circular em um mês, após todos os taxímetros serem atualizados com o novo valor da bandeira.

Cor do táxi em Campo Grande (MS) é branco. Foto: Gerson Oliveira

“A tarifa, quando é modificada, tem vigor de imediato. No entanto, depois que entra em vigor, a gente pede a memória para a fábrica e a fábrica encaminha. Essa memória chegou na sexta-feira [19 de setembro], a gente precisa pedir selo do INMETRO, então é um pouco burocrático e demorado ainda. Vai um mês ainda mais ou menos para o valor novo passar a circular. Eu acho que não tem nem 10 carros que colocaram ainda o preço novo”, explicou Panissa ao Correio do Estado.

Taxista, Valdirene Alves, trabalha em um ponto na esquina das ruas 14 de Julho x Marechal Rondon e afirma que o reajuste foi necessário e justo.

“Concordo com o reajuste, foi justo e é o que estávamos pedindo. Pagamos vários impostos e precisamos que esse dinheiro retorne para nós em forma de valorização do nosso trabalho”, pontuou.

TÁXI x UBER

Táxi, automóvel destinado ao transporte de passageiros e provido de taxímetro, foi monopólio até março de 2015 em Campo Grande. Com a chegada do transporte por aplicativo, concorre com Uber, 99 POP, Indrive e Urban há 10 anos consecutivos.

Desde então, o número de alvarás e o movimento caíram proporcionalmente à chegada do transporte por aplicativo na Capital e interior.

Os municípios que possuem transporte por aplicativo em Mato Grosso do Sul são Campo Grande, Ponta Porã, Dourados, Rio Brilhante, Três Lagoas, Corumbá, Paranaíba, Costa Rica, Nova Andradina e Naviraí.

De acordo com Panissa, existem 400 alvarás de táxis ativos em Campo Grande no ano de 2025. Na Capital, é padronizado da cor branca.

Segundo o presidente da Aplic-MS, Paulo Pinheiro, existem 62 mil motoristas de aplicativo e 350 mil-500 mil usuários/passageiros em Mato Grosso do Sul. Qualquer veículo (com menos de 10 anos de fabricação), de qualquer cor, pode se tornar Uber.

Em Campo Grande, existia uma "rixa" - ou, talvez, ainda exista nos dias atuais - entre Uber x Táxi. Por ser mais barato, o transporte por aplicativo "tomou" os passageiros do táxi, o que provocou indignação e revolta entre os taxistas.

Por outro lado, em determinada época, o usuário começou a "pegar raiva" do Uber e migrou para o táxi, em razão dos diversos cancelamentos e preços dinâmicos da plataforma. Por fim, ambos têm, sua clientela e passageiros e perduram até os dias atuais.

Inquérito

Juiz diz que Bernal é "risco" e mantém ex-prefeito preso

Magistrado afirmou que ainda não havia provas para considerar o caso como legítima defesa

26/03/2026 08h15

Juiz diz que Bernal é considerado um

Juiz diz que Bernal é considerado um "risco" Álvaro Rezende

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O juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, que comandou a audiência de custódia do ex-prefeito Alcides Bernal, na manhã de ontem, manteve o advogado na cadeia. Entre as suas razões para mantê-lo preso está o fato de que o magistrado o considerou um “risco à segurança das pessoas envolvidas e à ordem pública”.

Alcides Bernal foi preso na tarde de terça-feira, após matar a tiros o fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, que havia entrada na sua casa, imóvel que havia sido arrematado pela vítima, mas que ainda não estava em sua posse.

A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pelo magistrado durante a audiência de custódia, realizada na manhã de ontem no Fórum da Comarca de Campo Grande. 

O magistrado derrubou todos os argumentos da defesa em sua deliberação. Sobre a tese de legítima defesa, principal linha dos advogados de Bernal, o juiz alegou falta de provas para subsidiá-la.

“A defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento. Ao contrário, os elementos constantes dos autos indicam versão distinta”, afirma Onofri.

“Destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho e efetuado disparos de imediato. Relatou, ainda, que nem ele nem a vítima estavam armados, tampouco houve discussão ou confronto prévio”, completou.

Em outro ponto, o juiz afirma que a alegação de que o ex-prefeito tem saúde fragilizada ainda não foi comprovada, por isso não viu necessidade de converter a prisão para outras medidas.

“No que tange às condições de saúde, deverá o custodiado ser submetido à avaliação médica, a fim de se aferir a real dimensão de eventuais necessidades clínicas. Todavia, até o presente momento, não há elementos que indiquem a impossibilidade de tratamento no âmbito da unidade prisional, tampouco prova de enfermidade grave que justifique a substituição da prisão preventiva por medida diversa. Assim, não se verifica, neste momento, a necessidade de conversão da prisão preventiva em outra medida, permanecendo adequada a custódia cautelar nos termos já delineados”, alega.

Por fim, Onofri alega que pelo fato de Alcides Bernal ter antecedentes criminais, já que foi condenado por crime de calúnia, em processo que já transitou em julgado, e pela gravidade do crime, a sua soltura representaria insegurança para pessoas ligadas ao fato.

“O custodiado é acusado da prática de crime doloso contra a vida, o que, por si só, evidencia elevada gravidade concreta. Soma-se a isso o contexto fático, no qual se verifica a existência de conflito patrimonial ainda em curso, o que potencializa o risco à segurança das pessoas envolvidas e à ordem pública, caso lhe seja concedida liberdade”, defende o magistrado.

“É certo que a prisão preventiva constitui medida excepcional. Contudo, no presente caso, estão presentes elementos concretos que evidenciam o perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado, revelando-se a medida extrema necessária e adequada, sendo insuficientes quaisquer medidas cautelares diversas da prisão para a preservação da ordem pública”, completa Onofri.

O CRIME

A vítima foi morta com dois tiros nas laterais da barriga. Um dos disparos transfixou e saiu nas costas, de acordo com o boletim de ocorrência.

Roberto Carlos e Bernal disputavam a posse de uma verdadeira mansão, localizada na Avenida Antônio Maria Coelho, no Bairro Jardim dos Estados. A propriedade havia sido arrematada pela vítima, em um leilão feito pela Caixa Econômica Federal, porém, o ex-prefeito continuava no imóvel e recusava-se a sair.

Segundo testemunhas disseram à polícia, Bernal havia, inclusive, trocado, por várias vezes, a fechadura da residência. Na terça-feira, no entanto, Roberto Carlos, acompanhado de um chaveiro, se dirigiu até a casa. O profissional abriu o portão e quando estava abrindo a porta da frente os dois foram surpreendidos pelo ex-prefeito.

Conforme depoimento do chaveiro, Maurilio da Silva Cardoso, o ex-prefeito teria apontado a arma para Roberto Carlos e perguntado o que ele estava fazendo no local.

A testemunha afirma que antes mesmo da vítima responder foi atingida por um tiro e caiu. Já Bernal garante que haviam três homens e que ele teria sido atacado, por isso respondeu com os tiros.

Por outro lado, o chaveiro garantiu, em depoimento, ter ouvido apenas um disparo, no entanto a vítima foi atingida por dois tiros. 

Após atirar, Bernal foi até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e confessou o crime, alegando legítima defesa. O caso segue em investigação.

* Saiba

O caso foi registrado como homicídio qualificado como traição e emboscada e pode ser levado ao Tribunal do Júri.

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Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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