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Recadastramento da Emha reduz fila da casa própria de 112 mil para 8 mil

A partir do dia 1º de setembro novos cadastros já podem ser realizados pelos munícipes que desejam integrar o Cadastro Geral de Habitação na Capital

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Nesta quinta-feira (31), a Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) divulgou que cerca de 104 mil cadastros foram excluídos após o Revalida Habitação. Apenas 8,4 mil pessoas das 112 mil esperadas realizaram a atualização. 

O Revalida da Habitação ocorreu entre os dias 5 de julho e 20 de agosto. Posteriormente, entre os dias 21 e 31 de agosto o cadastramento ficou interrompido para a compilação dos dados. 

Agora, segunda a Emha, a partir do dia 1º de setembro novos cadastros já podem ser realizados pelos munícipes que desejam integrar o Cadastro Geral de Habitação na Capital. 

Logo, as demais cerca de 104 mil pessoas tiveram seus cadastros excluídos e devem procurar pelo atendimento da agência para abrir um novo cadastro do zero. 

Como já esperado, a atualização dos cadastros resultou em um limpa dos cadastros acumulados em cerca de 15 anos, considerando que muitos inscritos já podem ter falecido ou nem se enquadrarem mais nas regras dos programas de habitação. 

Revalida 

O Revalida de Habitação foi lançado, em julho deste ano, com a finalidade de refazer o cadastro geral da Agência. Com isso, cada pessoa cadastrada deveria atualizar suas informações até o dia 20 de agosto de 2023. 

Conforme a publicação dos nomes, no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), os cadastros revalidados terão vigência pelo período de 12 meses, a contar da última atualização.

Desse modo, as 8,4 mil pessoas que atualizaram as informações ficam aptas a participarem de processos seletivos dos programas promovidos pela Emha. 

De acordo com o diretor de Desenvolvimento Social e Contratos da Amhasf, Giovani Silverio, a atualização é voltada para aqueles que queiram participar dos próximos programas habitacionais do município e que já possuem cadastro no banco de dados da Agência.

“Desde 2008, não havia um programa como esse, que busca entender o perfil socioeconômico dessas famílias, com dados cadastrais primordiais a serem prestados, tais como renda, telefone e endereço. Assim, futuramente, elas poderão se habilitar aos processos seletivos e, posteriormente, participar dos sorteios de novas unidades habitacionais. Frisamos para que os cadastrados não deixem de participar do Revalida e se atentem ao prazo de vigência da convocação”, ressalta Giovani.

O diretor ainda reforça que, caso as pessoas não tenham acesso à internet, que busquem as unidades da Emha no Norte Sul Plaza ou no Pátio Central. 

BRIGA

Discussão em bairro de Campo Grande termina com mulher esfaqueada

Vítima foi encaminhada para Santa Casa e apresentava lesões na parte superior da cabeça, orelha e bochecha

15/08/2026 15h30

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol Divulgação/PCMS

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Uma discussão entre duas mulheres, na manhã deste sábado (15), por volta das 9h30, no bairro Vila Manoel Taveira, em Campo Grande, terminou com uma esfaqueada e a outra presa. A vítima teve um corte na região superior da cabeça e foi encaminhada para Santa Casa.

De acordo com os relatos colhidos no local, o fato começou com uma discussão em outro ponto do bairro. Em certo momento, as duas passaram a trocar golpes pela rua, ocasião em que a autora, de 43 anos, teria utilizado uma faca para atingir a outra, de 46.

Após ser ferida, a vítima se dirigiu até uma padaria nas proximidades, onde permaneceu aguardando atendimento médico. Aos policiais da 5ª Companhia Independente da Polícia Mílitar (CIPM), ela informou o sentido por onde a autora teria fugido. Diante disso, a equipe realizou rondas nas imediações e localizou a suspeita.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima apresentava corte na região superior da cabeça, outro ferimento próximo à orelha e uma lesão na bochecha. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizou o atendimento e encaminhou a mulher à Santa Casa de Campo Grande.

A Polícia Militar isolou o local para poder realizar os trabalhos periciais. Uma faca de aproximadamente 20 centímetros foi apreendida, mas os policiais não confirmaram se o objeto foi utilizado como arma do crime.

A conduzida foi presa e encaminhada a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol. A vítima permaneceu sob atendimento médico na Santa Casa. O caso foi registrado como tentativa de homicídio.

 

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO

Dourados tem mais de 5 mil casos confirmados de chikungunya em 2026

Mato Grosso do Sul já registrou 30 mortes causadas pelo vírus da picada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus

15/08/2026 14h15

A prefeitura do município está realizando mutirões para erradicar focos do mosquito causador da coença

A prefeitura do município está realizando mutirões para erradicar focos do mosquito causador da coença Divulgação/Prefeitura de Dourados

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O último boletim epidemiológico, publicado pela Secretaria de Estado de Saúde, revelou que Mato Grosso do Sul chegou a 30 óbitos por chikungunya em 2026. Este já é o ano com mais mortes causadas pelo vírus e é quase o dobro de 2025, quando teve 17 vítimas. Dourados é disparado o município com maior número de casos da doença, com 5.146 registros. Este numeral é 8 vezes maior que os registros em Fátima do Sul, o qual ocupa a segunda posição no ranking com 639 confirmados.

Em Mato Grosso do Sul são 12.520 casos prováveis, sendo que 9.961 foram confirmados. O levantamento é referente à 31ª semana epidemiológica.

Os municípios que tiveram mortes causadas pelo vírus da arbovirose são: Dourados (18), Bonito (2), Jardim (2), Fátima do Sul (1), Douradina (1), Guia Lopes da Laguna (1), Itaporã (1), Ponta Porã (2), Nioaque (1) e Corumbá (1). Um óbito permanece em investigação. O boletim também registra 114 casos confirmados da doença em gestantes.

Em Corumbá, uma mulher de 62 anos morreu no dia 28 de julho. Este foi o último registro de morte pela arbovirose em MS. No boletim epidemiológico consta que a vítima tinha hipertensão arterial sistêmica (HAS). Apesar do município fronteiriço estar em terceiro no ranking de cidades com mais casos confirmados (542), este foi o único óbito, asssim como Fátima do Sul, que também teve apenas um e está na segunda posição. 

O Estado bateu o recorde de mortes em 2026. Na série histórica, com os casos contabilizados desde 2015, o segundo período que mais teve óbitos por chikungunya foi em 2025, quando 17 pessoas morreram devido à doença.

A SES orienta que, em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação. A população também deve eliminar recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti.

Dengue

Em relação à dengue, o Estado contabiliza 4.551 casos prováveis, sendo 1.933 confirmados. Em 2026, foi confirmado um óbito pela doença, de um morador de Bonito, e um está em investigação.

Nos últimos 14 dias, Inocência, Santa Rita do Pardo, Sidrolândia, Amambai, Jardim, Itaporã, Paranhos, Maracaju, Nova Alvorada do Sul e Bataguassu registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.

Vacinação

Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e registra 223.322 doses aplicadas. Desse total, 201.349 foram administradas na população-alvo.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

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