Na noite do último sábado, dia 4, um recém-nascido foi socorrido pela equipe da Guarda do Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, que agiu com rapidez e salvoua vida da criança.
A mãe da criança levou o recém-nascido de apenas 21 dias até o quartel, aparentemente sem sinais vitais, após o engasgo com uma fórmula infantil, porém com a realização dos procedimentos de primeiros socorros, os policiais militares conseguiram restabelecer a respiração do bebê.
ALERTA
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria a asfixia por engasgo é uma prática comum entre as crianças, dados apontam que mais de 50% das aspirações ocorrem em crianças com até quatro anos e mais de 94% antes dos setes.
O alto índice de asfixia por engasgo gera um alerta nos pais, que tem que ficar esperto principalmente na hora da alimentação e na hora de brincar, pois na faixa etária dos 0 as 4 anos, é quando a criança possui o costume de levar muito objeto à boca, que ao ingeridos podem se tornar um corpo estranho no sistema respiratório e ocasionar a dificuldade para respirar.
Na alimentação o alerta fica por parte de pequenos grãos, como feijão, pipoca, milho e amendoim, que por serem pequenos, costumam ser ingeridos sem ser mastigados e também pode causar um acidente por asfixia.
Alguns sinais devem ser alertas para uma suspeita de aspiração:
- Tosse persistente;
- Chiado no peito;
- Falta de ar súbita;
- Rouquidão;
- Lábios e unhas arroxeadas.
O QUE FAZER?
Inicialmente o protocolo visava começar diretamente com compressões abdominais, conhecida como manobra de Heimlich, porém com a alteração as recomendações mudaram um pouco.
Agora é recomendado tanto para bebês quanto para crianças e adultos, a manobra deve ser intercalada com leves pancadas nas costas.
Para bebês menores de um ano, é necessário alternar entre cinco pancadas nas costas e cinco compressões no peito, utilizando a base da palma da mão, até que o corpo estranho seja expulso ou até que o bebê perca a consciência.
Para crianças maiores e adultos, o ideal é começar verificando se há obstrução total, ausência de tosse, som ou respiração. Após essa verificação inicial, a pessoa deve se posicionar atrás da vítima, levemente inclinado para frente, e dar cinco pancadas firmes nas costas com a base da mão.

