Cidades

CASA DE LEIS

Regulação do transporte rodoviário terá leis específicas para fretamento turístico

Proposta foi aprovada em primeira votação; agora seguirá para segunda análise

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O projeto de lei que visa regulamentar o transporte rodoviário intermunicipal de passageiros em Mato Grosso do Sul terá duas emendas para que o fretamento de ônibus para fins turísticos tenha uma regulamentação especial, levando em consideração suas particularidades. 

A proposta, que foi retirada de pauta algumas vezes na Casa de Leis, passou pela primeira votação nesta quarta-feira (16) e foi aprovada por unanimidade. Agora, o projeto precisa ir para uma segunda votação e, assim, ser sancionado ou não pelo Poder Executivo Estadual.

De acordo com o parecer do relator, deputado estadual Barbosinha (PP), a emenda nº 12 visa conceituar o que é transporte turístico e, assim, acrescenta o artigo 7º da lei, o inciso XIX.

A emenda coloca como transporte turístico fretado, ônibus ou van que irá apenas fazer o deslocamento de passageiros para locais de hospedagem, pontos turísticos ou locais de eventos como congressos, feiras e exposições.

Definir o que é transporte turístico foi necessário para um maior esclarecimento da lei, já que na emenda 13, que também foi aprovada nesta primeira votação, prevê que esse sistema de transporte tenha uma regulamentação especial.

Ainda de acordo com o parecer do deputado, que o Poder Executivo pode negociar com os municípios regulamentações que visem a melhoria do serviço prestado, visando o desenvolvimento e estímulo do setor turístico.

A emenda também deixa claro que o fretamento para turismo só pode acontecer desde que o destino seja dentro dos limites de Mato Grosso do Sul.

“As emendas apresentadas visam estabelecer o conceito de transporte turístico,bem como,  inserir a possibilidade de o Estado editar regras específicas para atender as particularidade de cada região do Mato Grosso do Sul possibilitando ao Poder Executivo contratualizar essas regras diretamente com os municípios”, afirma o deputado no parecer.

O parlamentar ainda esclarece que as emendas não modificam o objetivo da lei, mas servem para atender as especificidades do setor turístico. 

PROJETO POLÊMICO

Embora tenha passado pela primeira votação, o projeto sofreu resistência dos setores de transporte rodoviário, especialmente por parte de empresas de fretamento e aplicativos de viagens como a Buser. 

Os empreendimentos afirmam que a aprovação da lei vai beneficiar as empresas que já operam o transporte rodoviário, já que visa o fechamento do mercado por 10 anos.

Ao Correio do Estado, o governador de MS, Reinaldo Azambuja (PSDB), disse que o projeto está sendo mal interpretado pelas empresas. A proposta é de autoria do Executivo estadual. 

“Existe uma grande confusão quando as empresas dizem que o projeto vai tirar a competitividade do mercado, mas, sim, regular o transporte porque não podemos criar uma concorrência desleal”, enfatizou o Chefe de Estado.

Prisão

MP-SP pede prisão preventiva do rapper Oruam, réu por disparo de arma de fogo

Em quatro meses, o rapper violou a tornozeleira 66 vezes, sendo 21 delas consideradas graves

20/05/2026 23h00

Cantor está detido desde fevereiro por sete crimes

Cantor está detido desde fevereiro por sete crimes Divulgação

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a prisão preventiva, ou seja, por tempo indeterminado, do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomucemo, conhecido como Oruam, que está foragido desde fevereiro. O pedido, divulgado no fim da tarde desta quarta-feira, 20, foi feito à Justiça no dia 5 de maio, informou a promotoria. O Estadão tenta contato com a defesa do rapper.

Nesse caso, Oruam é acusado de atirar com uma espingarda durante uma festa em Igaratá, na região de São José dos Campos, em 16 de dezembro de 2014. Segundo a denúncia, o disparo foi realizado na presença de diversas pessoas, além de ter sido filmado e postado em redes sociais.

No pedido de prisão, feito pelo promotor Alan Carlos Reis Silva, Oruam é citado como "pessoa de interesse em investigação por crimes de lavagem de dinheiro e envolvimento com o Comando Vermelho, além da tentativa de homicídio contra policiais civis fluminenses".

O promotor afirmou que o fato de o rapper estar foragido compromete o cumprimento de eventual condenação. "A permanência do réu em paradeiro desconhecido evidencia risco concreto e atual de frustração da aplicação da lei", informou o Ministério Público de São Paulo.

Além do processo em São Paulo, Oruam também responde a outras ações na Justiça do Rio de Janeiro, como uma tentativa de homicídio contra policiais em frente à casa dele, em Joá, bairro da região oeste fluminense. Em outro caso, ele foi denunciado junto com o pai, Marcinho VP, a mãe e outras nove pessoas por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho.

Oruam foi detido em julho do ano passado, após se entregar à polícia do Rio de Janeiro, acusado de tentar impedir uma operação policial em sua casa. Em setembro, o ministro do STJ Joel Ilan Paciornik revogou a prisão preventiva por entender que, naquele momento, não havia "fundamentação suficiente" e determinou medidas cautelares, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica.

O magistrado entendeu, no entanto, que Oruam descumpriu "reiteradamente" as medidas impostas e revogou o habeas corpus. No dia seguinte à revogação da prisão, em 3 de fevereiro, a juíza Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, expediu mandado de prisão contra o cantor.

Segundo a decisão, ele havia desligado o equipamento em 1º de fevereiro. Em quatro meses, o rapper violou a tornozeleira 66 vezes, sendo 21 delas consideradas graves - a maioria por falta de bateria. O passaporte do cantor foi apreendido e ele está proibido de deixar o País.

novo comunicado

Ypê orienta consumidores a não usar nem descartar produtos de lote 1

Recomendação é que os consumidores guardem os itens adequadamente até novas orientações da Anvisa; É possível solicitar reembolso dos produtos no site da empresa

20/05/2026 21h00

Anvisa determinou o recolhimento de produtos da Ypê após identificar falhas no controle de qualidade durante inspeção em fábrica de São Paulo.

Anvisa determinou o recolhimento de produtos da Ypê após identificar falhas no controle de qualidade durante inspeção em fábrica de São Paulo. Divulgação/ Ypê

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A empresa Ypê divulgou novo comunicado com orientações aos consumidores que têm em casa os produtos da marca com lote de final 1, recentemente envolvidos em episódio de contaminação. A recomendação é que os consumidores guardem os itens adequadamente, não os utilizem e nem os descartem até novas orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os produtos envolvidos são lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes. Caso o consumidor prefira, a Ypê seguirá realizando o ressarcimento dos produtos, conforme orientações disponíveis nos canais oficiais ou preenchimento do formulário no site.

“Em respeito às determinações da Agência e ao compromisso da empresa com a segurança de consumidores, clientes e parceiros comerciais, a Ypê já comunicou toda a sua cadeia de distribuição e varejo para que os produtos abrangidos sejam imediatamente segregados e armazenados em áreas específicas, sem exposição à venda ou comercialização ao consumidor”, diz a Ypê.

A empresa afirmou ainda que continua colaborando com as autoridades sanitárias, fornecendo informações técnicas, documentos e análises necessárias para esclarecer o caso. Além disso, informou que continuará adotando todas as medidas para demonstrar a conformidade dos produtos.

“A Ypê reitera, ainda, seu compromisso histórico e inegociável com a qualidade, a transparência, a segurança dos consumidores e a responsabilidade sanitária, valores que sempre orientaram sua atuação ao longo de décadas de relacionamento com a sociedade brasileira”, ressalta o comunicado.

Entenda o caso

No último dia 7, a Anvisa suspendeu a fabricação, a comercialização e a distribuição de lotes de produtos da marca Ypê com numeração final 1, por estarem contaminados com a bactéria Pseudomonas aeruginosa.

Essa bactéria é resistente a antibióticos e pode causar uma série de problemas em pessoas imunocomprometidas e pacientes com problemas crônicos.

Confira a lista de produtos contaminados com lotes que terminam em 1:

  • Lava Louças Ypê Clear Care
  • Lava Louças com enzimas ativas Ypê
  • Lava Louças Ypê
  • Lava Louças Ypê Clear Care
  • Lava Louças Ypê Toque Suave
  • Lava Louças concentrado Ypê Green
  • Lava Louças Ypê Clear
  • Lava Louças Ypê Green
  • Lava Roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green
  • Lava Roupas Líquido Ypê Express
  • Lava Roupas Líquido Ypê Power ACT
  • Lava Roupas Líquido Ypê Premium
  • Lava Roupas Tixan Maciez
  • Lava Roupas Tixan Primavera
  • Desinfetante Bak Ypê
  • Desinfetante de uso geral Atol
  • Desinfetante Perfumado Atol
  • Desinfetante Pinho Ypê
  • Lava roupas Tixan Power ACT

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