Cidades

REPRESSÃO AO CRIME ORGANIZADO

Relatório do Gaeco aponta 11 operações e 107 presos envolvidos em redes criminosas

Operações de combate a corrupção, narcotráfico, milícias e crimes virtuais registraram atuação do Gaeco em 2025

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Em 2025, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (Gaeco/MPMS) realizou 19 operações com foco no combate à especialidade do órgão. Com isso, ao todo foram mais de 100 presos envolvidos em redes criminosas.

De acordo com o relatório do MPMS, do número total de operações, 11 tiveram início a partir da própria investigação da equipe, e as demais foram em conjunto com outras ações do Ministério Público (MP) de outros estados.

As ações do grupo especializado também contaram ao longo do ano com o processo de ordens judiciais para que a investigação pudesse ter continuidade. Entre alguns crimes combatidos no ano passado estão:

  • tráfico de drogas;
  • corrupção de agentes de segurança pública;
  • lavagem de dinheiro com origem do tráfico;
  • No total, o grupo cumpriu 370 mandados de busca e apreensão com objetivo de coletar provas que responsabilizasse os investigados por essas, e outras infrações penais.

Ao longo do ano, foram 107 prisões para combater a criminalidade, que está “altamente estruturada” e reforça a finalidade do Gaeco, que é o papel estratégico na segurança pública.

Segundo o relatório, além das operações e presença física nas ruas, o Gaeco avançou significativamente no campo tecnológico e de inteligência. Em 2025, informações e dados obtidos também vieram a partir de apreensões, o que determinou o fluxo das investigações e a concretização de provas para o Poder Judiciário.

Dos resultados, foram 185 dispositivos de informação apreendidos, dos quais 108 eram aparelhos celulares. Com autorização judicial, 362 contas em plataformas digitais que faziam parte da investigação – incluindo redes sociais e outros serviços onlines –, tiveram o afastamento de sigilo, além de 294 linhas telefônicas interceptadas.

Não só em auxílio de outros MPs, o Gaeco e outras forças públicas fortaleceram o apoio entre si, e participou como apoio direto em 52 solicitações de combate a alguma infração.

Asfixia financeira

Uma das estratégias que o grupo buscou consolidar no ano passado foi a asfixia financeira. O plano é um pilar que vai além do encarceramento de infratores como forma de interferir no financiamento do crime.

Com isso, mais de R$ 10 milhões em recursos foram privados de retornar aos envolvidos. Entre veículos de luxo, imóveis e dinheiro em espécie, a estratégia buscou enfraquecer o poder bélico, logístico e de compra das facções.

Ainda entre as estratégias utilizadas durante o ano de 2025, o desmantelo da logística do tráfico de drogas visou neutralizar a lavagem de dinheiro feita por empresas de fachada e esquemas cibernéticos, que envolviam golpes. 

Investigações e operações

Com as 11 operações, algumas divididas em primeira, segunda ou até quarta fase, e originadas a partir de investigações próprias, as ações se destacam por terem diversas estruturas com focos diferentes.

Entre as 11, algumas operações foram nomeadas de Snow, Ad Blocker, Malebolge, Blindspot, Spotless, Copertura, Blindagem, Successione, Fachada, confira o âmbito de cada uma:

  • Narcotráfico

A Operação Snow (2ª fase), Blindspot (1ª e 2ª fase) e Blindagem concentraram esforços em Campo Grande e cidades da fronteira. A primeira aconteceu em janeiro, a segunda foi dividida em julho e agosto, e a terceira no mês de novembro.

Todas consistiram em esquemas que, com a participação de policiais e ordens vindas de dentro do presídio, utilizavam empresas de transporte para camuflar drogas em transporte de cargas de mercadorias lícitas.

  • Corrupção

Para combater a corrupção na administração pública, a Operação Malebolge (1ª e 2ª fase), Spotless miraram em prefeituras e órgãos públicos do interior do Estado.

Voltada à investigação de fraudes em licitações e pagamento de propinas a agentes públicos para favorecer empresas específicas em contratos de serviços essenciais, a primeira fase aconteceu em fevereiro e deu continuidade em julho.

  • Dinheiro Ilícito

Em outubro e dezembro, as operações Copertura e Fachada, respectivamente, revelaram o uso de comércios varejistas e empresas de serviços como locais que garantissem a aparência legal ao lucro do crime. O que transformava dinheiro ilícito em patrimônio aparentemente obtido de forma correta.

  • Milícias e Jogo do Bicho

Em novembro, a atuação do Gaeco deu seguimento à Operação Successione (4ª fase), com mapeamento da tentativa de novos grupos assumirem o vácuo de liderança deixado por prisões anteriores. Além de envolver extorsões e controle territorial violento.

  • Fraudes virtuais

No começo do ano de 2025, a Operação Ad Blocker destacou-se pela atuação em derrubar redes que utilizavam fraudes eletrônicas e criptomoedas para financiar atividades criminosas no estado.

As equipes cruzaram dados obtidos no ambiente virtual e em dispositivos eletrônicos apreendidos, e com o afastamento de sigilo, então conseguiram rastrear o fluxo de financiamento que alimenta o poder bélico das facções e transformou em provas judiciais.

*Confira a lista das operações do Gaeco em 2025 por ordem cronológica:

  • Operação Snow (2ª fase) – 15 de janeiro: Desdobramento de investigação focada na repressão ao tráfico de drogas e logística criminal;
     
  • Operação Ad Blocker – 28 de janeiro: Combate de esquemas de lavagem de dinheiro e crimes cibernéticos;
     
  • Operação Malebolge – 18 de fevereiro: Ação de repressão a crimes de corrupção e desvios de recursos públicos;
     
  • Operação Blindspot – 9 de julho: Investigação focada na identificação de pontos cegos em sistemas de segurança e monitoramento utilizados pelo crime;
     
  • Operação Malebolge (2ª fase) – 24 de julho: Continuidade das investigações sobre irregularidades na administração pública;
     
  • Operação Blindspot (2ª fase) – 6 de agosto: Nova etapa da ofensiva contra a rede de apoio logístico de facções criminosas;
     
  • Operação Spotless – 9 de setembro: Investigação realizada por delegação do Procurador-Geral de Justiça para apuração de ilícitos específicos;
     
  • Operação Copertura – 1º de outubro: Focada na desarticulação de empresas de fachada e esquemas de cobertura para atividades ilícitas;
     
  • Operação Blindagem – 7 de novembro: Fortalecimento da fiscalização e repressão ao crime organizado em regiões estratégicas;
     
  • Operação Successione (4ª fase) – 25 de novembro: Fase avançada da investigação sobre a sucessão e o comando de atividades ilícitas;
     
  • Operação Fachada – 3 de dezembro: Ação concentrada na repressão a negócios utilizados para ocultação de bens e lavagem de capitais.

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Dia 27

Após 8 mortes, prefeitura de Dourados espera vacinar 43 mil contra chikungunya

Imunização tem início já na próxima segunda-feira

20/04/2026 17h15

Imunização deve ser iniciada já na próxima segunda-feira (27)

Imunização deve ser iniciada já na próxima segunda-feira (27) Foto: Divulgação / Prefeitura de Dourados

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Com vacinação prevista já a partir da próxima segunda-feira (27), a Prefeitura de Dourados espera imunizar cerca de 43 mil moradores em campanha de vacinação contra a chikungunya. Com oito mortes, o município é considerado epicentro da arbovirose em Mato Grosso do Sul. 

A imunização seguirá critérios definidos pelo Ministério da Saúde e será destinada a pessoas entre 18 e 59 anos. A meta é imunizar ao menos 27% do público-alvo. 

O esquema vacinal foi anunciado nesta segunda-feira (20) pelo secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, e faz parte das ações emergenciais diante da epidemia que levou à decretação de situação de calamidade em saúde pública no município.

Antes do início da vacinação, os profissionais da linha de frente passarão por capacitação técnica nos dias 22 e 23 de abril. Segundo o secretário, a preparação é necessária devido às diversas contraindicações do imunizante, o que exigirá avaliação individual dos pacientes antes da aplicação. “Esse esquema vacinal será mais lento, já que o público-alvo precisa passar por triagem”, destacou.

As doses começaram a chegar ao município na última sexta-feira (17), e a distribuição para as unidades de saúde, incluindo a rede indígena, está prevista para ocorrer na sexta-feira (24). Já no feriado de 1º de maio, a prefeitura realizará uma ação especial em formato drive-thru, das 8h às 12h, no pátio da sede administrativa.

Regras

O imunizante foi desenvolvido pela farmacêutica Valneva em parceria com o Instituto Butantan e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025.

Um dos pontos que mais preocupa as autoridades de saúde é o número de óbitos registrados. Sete das vítimas eram moradores das Reserva Indígena Jaguapiru e Bororó. Os dados reforçam a gravidade da epidemia no município e evidenciam o impacto desproporcional sobre populações mais vulneráveis, além de pressionar ainda mais a rede de atendimento local.

A estratégia de vacinação em Dourados integra um plano nacional que contempla cerca de 20 municípios em seis estados, selecionados com base em critérios epidemiológicos e operacionais, como circulação do vírus e capacidade de implementação da campanha.

De acordo com o boletim mais recente do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), o município contabiliza 4.972 casos prováveis de chikungunya, sendo 2.074 confirmados, 1.212 descartados e 2.900 ainda em investigação.

Restrições 

Gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas, pacientes em tratamento contra o câncer, transplantados recentes, portadores de HIV/Aids e indivíduos com doenças autoimunes não podem se vacinar. Também estão fora do público pessoas que tiveram chikungunya nos últimos 30 dias, que estejam com febre grave ou que tenham recebido recentemente outras vacinas.

O avanço da doença, aliado à pressão provocada por outros agravos como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), levou o município a decretar estado de calamidade em saúde pública por 90 dias. A medida considera o risco de colapso da rede assistencial diante da alta demanda por atendimentos e internações.

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Descarte

Simone Tebet rechaça ser vice de Haddad em São Paulo

Segundo ela, nunca houve conversas sobre o tema, nem com Haddad nem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva

20/04/2026 16h15

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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), afirmou nesta segunda-feira (20) que não há qualquer possibilidade de integrar como vice a chapa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), na disputa pelo governo de São Paulo em 2026. Segundo ela, nunca houve conversas sobre o tema, nem com Haddad nem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eles sabem que sou candidata ao Senado ou a nada”, declarou Tebet ao portal Metrópoles, ao comentar informações de bastidores que apontavam seu nome como opção para vice-governadora.

A reação ocorre após a divulgação de um levantamento interno encomendado pela campanha de Haddad indicar Tebet como o nome com maior potencial eleitoral para compor a chapa.

De acordo com a apuração do jornalista Igor Gadelha, a ministra teria apresentado desempenho superior a outros nomes testados, como a pecuarista Teka Vendramini (PDT), o ex-ministro Márcio França (PSB), a ministra Marina Silva (Rede), a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e o ex-deputado Marcelo Barbieri (PDT).

Apesar do desempenho, Tebet minimizou a possibilidade e avaliou que seu nome pode ter sido incluído no levantamento por interesse do PT em compor uma chapa com uma mulher.

Mesmo fora da disputa pelo Executivo estadual, Tebet aparece bem posicionada na corrida ao Senado por São Paulo.

Pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada em março, aponta a ministra como favorita em cenários sem a presença de Haddad.

Nos cenários testados, Tebet lidera com intenções de voto que variam entre 16% e 22%, seguida por Marina Silva, com 15% a 19%, e pelo secretário de Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite (PP), com 15% a 18%.

Quando Haddad é incluído nas simulações, ele assume a liderança, com índices entre 22% e 24%. Nesse cenário, Tebet aparece com cerca de 16%, enquanto Marina e Derrite ficam na faixa dos 15%.

Outros nomes testados incluem Ricardo Salles (Novo), com 12% a 14%; Rodrigo Garcia, com 11% a 13%; e o coronel Mello Araújo (PL), com cerca de 11%.

O levantamento também indica maior indefinição do eleitorado na escolha do segundo voto para o Senado. Enquanto apenas 1% dos entrevistados dizem não saber em quem votar para a primeira vaga, esse número sobe para 22% no segundo voto. Já os votos brancos e nulos passam de 2% para 11% entre a primeira e a segunda escolha.

Os dados sugerem que mais de 30% do eleitorado ainda não definiu o segundo voto, mantendo a disputa aberta.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 6 e 7 de março de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O perfil dos entrevistados mostra maioria feminina (53%), com predominância de eleitores entre 35 e 59 anos (47%) e renda de dois a cinco salários-mínimos (39%).

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