Cidades

'MANÍACO DA CRUZ'

Religião pode ajudar reinserção social, dizem padre e pastor

Religião pode ajudar reinserção social, dizem padre e pastor

MICHELLE ROSSI

01/10/2011 - 00h00
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A reinserção social é possível para o jovem de 19 anos, conhecido por "Maníaco da Cruz". Ele ganhou esse apelido em 2008, depois de ter cometido três assassinatos em série na cidade de Rio Brilhante, interior de Mato Grosso do Sul. Prestes a ser colocado em liberdade, após três anos recolhido na Unidade Educacional de Internação (Unei) de Ponta Porã, ele ainda causa medo na população do município, que teme pela sua volta à localidade. A provável data de sua soltura é 8 de outubro.

Se de um lado, familiares das vítimas são contra o retorno do Maníaco da Cruz à Rio Brilhante, e profissionais como psiquiatra, advogado e a delegada que cuidou do caso defendem que antes da liberação ele seja submetido a uma avaliação psiquiátrica, do outro lado, alguns religiosos entrevistados pelo Correio do Estado acreditam que o jovem pode sim voltar ao convívio em sociedade, embora concordem que ele deva ser monitorado constantemente.

O pastor Marcos Ricci trabalha há 18 anos com presidiários e depois os acompanha quando são libertados. "Muitos presos são reabilitados, arrependem-se dos crimes que cometeram e passam a ter uma vida de trabalho, de amor, com uma família. E isso inclui presos que cumpriram penas por crimes hediondos, como os homicidas", ressaltou o religioso.

A religião, continua o pastor, é um dos fatores fundamentais para a recuperação do detento. "Ela preenche o vazio, ensina o perdão, mostra que é possível ter uma segunda chance", frisa.

O acompanhamento do preso solto, como poderá ser o caso do "Maníaco da Cruz", deve ser constante, aponta o pastor. Ele acrescenta que seria uma irresponsabilidade do Estado, enquanto instituição, colocá-lo em liberdade sem prover-lhe assistência. "Muitos têm perturbação psicológica, problema espiritual e precisam de suporte religioso, até porque a Constituição do Brasil prevê isso. E essa assistência deve começar quando a pessoa ainda estiver presa", pontua.

O pároco Nelson Bernardes Martins, da Igreja Católica Divino Espírito Santo, em Rio Brilhante, também acredita na reinserção do jovem. "Se não acreditasse nisso, não teria sentido ser cristão", pontou.

Todas as transformações são possíveis para o ser humano, ressalta o pároco, no entanto, seria uma negligência deixá-lo em liberdade sem acompanhamento algum. "A religião deve atuar também como suporte porque só nela é possível mudança de postura", diz o padre que está há dois anos na cidade onde ocorreram os crimes bárbaros.

 

RECORRENTE

Vìdeo: onça-pintada ataca e arrasta cachorro para mata em Corumbá

O ataque ocorreu na rodovia que dá acesso à Bolívia, nas proximidades do colégio CAIC

10/08/2026 12h00

Onça-pintada

Onça-pintada Matias Rebak

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Uma onça-pintada atacou um cachorro na noite de sábado (8), em Corumbá. Uma câmera de segurança registrou o momento que o animal dá o bote e, em seguida, arrasta o cão para uma área de mata, em uma chácara localizada na rodovia Ramão Gomes.

O ataque aconteceu às 22h40, poucos minutos depois de uma família que mora na propriedade retornar de uma festa da igreja. Cerca de cinco minutos após a chegada dos moradores, o felino se aproximou da área do quintal da chácara.

Câmeras de segurança registraram a onça-pintada passando por baixo de uma cerca e se aproximando do cachorro.

Mais dois cachorros que estavam no local conseguiram fugir do ataque do felino. Desde junho, este é o terceiro registro de onça-pintada perto das residências desta região em Corumbá, próximo das margens do rio Paraguai.

A rodovia Ramão Gomes dá acesso à fronteira com a Bolívia. Um posto da Polícia Rodoviária Federal e o quartel da Polícia Militar Ambiental e a escola municipal CAIC (Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente), também estão localizados naquela região. 

Voluntário

UEMS seleciona voluntários para ensinar português a migrantes em oito municípios

Programa da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (PROEC) atua em diversas cidades do Estado

10/08/2026 11h45

Curso de Português para Migrantes Internacionais será realizado em oito municípios de Mato Grosso do Sul

Curso de Português para Migrantes Internacionais será realizado em oito municípios de Mato Grosso do Sul Divulgação / UEMS

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A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), abriu as inscrições para selecionar voluntários para o Curso de Português para Migrantes Internacionais. A iniciativa faz parte do programa UEMS Acolher e é idealizada por meio da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (PROEC). 

A atuação é feita de forma 100 % voluntária e o voluntariado irá receber um certificado de participação, além disso os selecionados passaram por uma capacitação on-line obrigatória, para receber os conteúdos teóricos e práticos que serão aplicados nas aulas. 

O Curso de Português está estruturado para acontecer em cerca de oito municípios sul-mato-grossenses, Campo Grande, Cassilândia,Naviraí,  Sidrolândia, Ponta Porã, Nova Andradina, Dourados e Corumbá. Sendo que as quatro últimas cidades estão com uma urgência maior, devido a alta na demanda. 

A carga horária total é de 60 horas-aula, no programa é elaborado ações de ensino do idioma, mediação cultural e suporte comunitário voltados para os refugiados, apátridas e migrantes em situação de vulnerabilidade. 

Além das aulas de Português o projeto conta com colaboradores para ministrar outras disciplinas como Letras, Pedagogia, Enfermagem, Direito, Administração, Economia, Medicina Veterinária, Turismo, Geografia e História.

O programa foi criado em 2017 e desde então já foram atendidos mais mais de cinco mil migrantes atendidos em cursos de português, oficinas de integração, apoio humanitário, formação de agentes de acolhimento e ações binacionais, que incluem atividades realizadas na Bolívia.
 

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