Três servidores das forças de segurança investigados na Operação Infiltrados, deflagrada nesta quinta-feira (24), já haviam sido presos anteriormente, e um dos alvos foi exonerado recentemente. A informação consta em nota divulgada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) após a ação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
A Sejusp não informou a identidade dos três servidores que já haviam sido presos, nem esclareceu qual deles foi exonerado ou quando ocorreram as prisões anteriores.
Segundo a Secretaria, os agentes alcançados pela operação já eram investigados pelas corregedorias das respectivas forças de segurança antes da ação desta quinta-feira.
A nota afirma também que a Sejusp não compactua com desvios de conduta ou práticas ilícitas cometidas por integrantes das instituições de segurança pública.
A Secretaria declarou ainda que eventuais irregularidades serão apuradas “com rigor”, respeitando a legislação, o devido processo legal e as garantias individuais dos investigados.
Por fim, a pasta afirmou manter o compromisso com a legalidade, a transparência e o fortalecimento dos mecanismos internos de fiscalização e correição das forças de segurança.
"Infiltrados"
A Operação Infiltrados foi deflagrada pelo Gaeco em conjunto com as corregedorias das polícias Civil e Militar. A investigação apura suspeitas de tráfico de drogas e outros crimes envolvendo integrantes das forças de segurança.
Ao todo, a Justiça expediu 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão para cumprimento em Campo Grande, Dourados e Terenos.
Conforme balanço divulgado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), até então haviam sido cumpridos mandados de prisão preventiva contra nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal.
As investigações tiveram início em outubro de 2025, após elementos relacionados ao caso serem encontrados durante as operações Traquetos e Blindspot, também conduzidas pelo Gaeco.
De acordo com o MPMS, o grupo é investigado por um esquema de desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais, especialmente cocaína.
Uma das suspeitas é de que parte dos entorpecentes apreendidos não fosse incluída nos registros oficiais. A investigação também apura a retirada de drogas armazenadas em depósitos de delegacias.
Os entorpecentes desviados seriam posteriormente repassados a traficantes ligados ao grupo e recolocados no mercado ilegal.



