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MEIO AMBIENTE

Resolução do Conama dá aval para construções próximas ao Parque do Prosa

Sancionado pela ministra Marina Silva em julho, novo artigo pode ser auxiliar de construtoras em "guerra" contra o MPMS

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“Novela” entre o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e construtoras, sobre novas obras na zona de amortecimento (ZA) do Parque Estadual do Prosa, pode ganhar um capítulo feliz para o lado dos novos empreendimentos, já que muitas incorporadoras devem usar uma determinação sancionada recentemente pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que dá aval para que construções sejam feitas no entorno do parque.

No dia 29 de julho deste ano, a atual ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, sancionou novas regras que alteram uma resolução de 2010 do conselho ambiental. Entre elas, o licenciamento de empreendimentos situados a até dois mil metros de unidades de conservação, quando não há zona de amortecimento estabelecida.

De acordo com o documento do Conama, a norma determina que o órgão licenciador deve dar ciência ao gestor da unidade – neste caso, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) –, que pode se manifestar sobre impactos e medidas de mitigação. 

Ao Correio do Estado, a advogada especialista em Direito Ambiental Vanessa Lopes destaca que a própria resolução deixa claro que este procedimento não se aplica a áreas urbanas consolidadas, como é o caso do entorno do Parque Estadual do Prosa.

“Na prática, isso significa que não há hoje um impedimento legal expresso para aprovação ou execução de empreendimentos imobiliários no entorno do parque, desde que observadas as normas municipais e demais exigências ambientais”, explica a especialista em Direito Ambiental.

Assim, de acordo com ela, a ausência de regulamentação da zona de amortecimento e a exceção prevista pela resolução do Conama reforçam que não há um impedimento normativo para o licenciamento ambiental de empreendimentos na região, desde que as legislações vigentes municipais sejam atendidas.

No dia 28 de julho, um acordo entre o MPMS, o governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande determinou a suspensão, por 240 dias, de novas emissões de autorizações para construções na zona de amortecimento do Parque Estadual do Prosa. 

Duas semanas depois, o MPMS recomendou que o Imasul realizasse o embargo imediato e a paralisação de obras de empreendimentos situados na zona de amortecimento sem a devida regularização e em que tivesse sido feito apenas até a fundação.

O executivo municipal expediu o guia de diretrizes urbanísticas (GDU) e licenças conforme a zona de influência delimitada no plano de manejo de 2011, com base nas suas normas de zoneamento, que consta no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA) de Campo Grande.

AÇÃO

Além dessas investidas do MPMS, o órgão também entrou com uma petição na ação civil pública que moviam desde junho para reafirmar o desejo de “parar tudo”, incluindo aqueles empreendimentos que já estão com os documentos emitidos e corretos do ponto de vista jurídico, mas que ainda não tiveram as obras iniciadas ou que não passaram da fundação, para que, após a criação de uma legislação específica para essa área, esses projetos sejam adequados às novas diretrizes.

Para Vanessa Lopes, uma revisão ou suspensão dos alvarás precisa passar por provas técnicas que comprovem que a construção resultará em prejuízos para o Parque Estadual do Prosa.

“As licenças urbanísticas e ambientais já expedidas, em tese, devem ser respeitadas, justamente para preservar a segurança jurídica e a livre iniciativa. No entanto, como se trata de um processo judicial em curso, e o direito ambiental não admite direito adquirido em face de dano comprovado a unidades de conservação, eventual revisão ou suspensão de licenças dependerá de provas técnicas que demonstrem efetivo prejuízo ao Parque Estadual do Prosa”, disse a advogada ambiental ao Correio do Estado.

Ela complementou afirmando que, a partir da regulamentação da zona de amortecimento, o mais provável é que as novas licenças já sejam expedidas observando as restrições específicas da norma. 
Aos empreendimentos que sejam atingidos por medidas retroativas (aquelas que se aplicam a situações e fatos que ocorreram antes da sua promulgação), Vanessa recomenda que busquem a proteção de seus direitos no Judiciário.

“Tais licenças gozam de presunção de legitimidade e eficácia, devendo ser respeitadas enquanto não houver prova concreta de irregularidade ou de dano ambiental efetivo. No direito ambiental, não existe direito adquirido a poluir, mas também não se pode ignorar atos administrativos válidos sem o devido processo legal”, completa a especialista.

No acordo firmado em julho, o governo do Estado teria 60 dias para apresentar norma regulamentadora da zona de amortecimento do Parque Estadual do Prosa, além de projetos de drenagem, esgoto e vias para a área. 

Depois deste período, a Prefeitura de Campo Grande terá 180 dias para elaborar estudos sinergéticos e cumulativos sobre os impactos de empreendimentos e atividades previstas para a região.

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No sábado

Bioparque terá sereia e atividades gratuitas para o Dia das Crianças

Programação em Campo Grande inclui oficina de dobradura e brincadeiras educativas para o público infantil

09/10/2026 17h15

Atividade será no sábado

Atividade será no sábado Reprodução/Bioparque Pantanal

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Uma sereia vai nadar entre os peixes do Bioparque Pantanal neste sábado (10), em Campo Grande, em uma programação especial para celebrar o Dia das Crianças. A apresentação será no tanque Neotrópico, às 10h. A entrada é gratuita, e os visitantes também poderão participar de atividades educativas durante a visita.

Além do mergulho da personagem, a programação inclui oficina de dobradura e brincadeiras organizadas pelo Núcleo de Educação Ambiental (NEA) do complexo. As atividades buscam aproximar o público infantil da biodiversidade aquática de forma lúdica.

A atração ocorre dois dias antes do Dia das Crianças, comemorado na segunda-feira (12), feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida. A proposta é reunir lazer e aprendizado em um dos principais pontos turísticos de Campo Grande.

Como visitar

O Bioparque Pantanal fica na Avenida Afonso Pena, 6.001, no bairro Chácara Cachoeira. A entrada é gratuita.

A visitação aos sábados ocorre das 8h30 às 12h, com check-in até as 11h, e das 13h30 às 17h30, com check-in até as 16h30, conforme as informações disponíveis no site oficial.

O complexo orienta os visitantes a consultar o portal do Bioparque para verificar as condições de agendamento e acesso.

Ação Policial

Quatro suspeitos morrem após serem baleados durante operação policial em MS

Ação ocorreu em Sidrolândia e mobilizou diferentes forças de segurança; Polícia Militar afirma que houve troca de tiros durante abordagem.

09/10/2026 16h53

Equipes do Batalhão de Choque participaram da operação policial que terminou com quatro suspeitos mortos em Sidrolândia, nesta sexta-feira (9).

Equipes do Batalhão de Choque participaram da operação policial que terminou com quatro suspeitos mortos em Sidrolândia, nesta sexta-feira (9). Foto: Divulgação/Região News

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Quatro suspeitos morreram após serem baleados durante uma operação policial realizada na tarde desta sexta-feira (9), no bairro Alto da Figueira, em Sidrolândia. A ação envolveu equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar e do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), da Polícia Civil, com apoio de outras unidades das forças de segurança.

A abordagem ocorreu em uma residência localizada na Rua Dolício Pereira da Silva, nas proximidades do número 200.

O imóvel estaria sendo monitorado após levantamentos de inteligência apontarem a possível presença de integrantes de uma organização criminosa envolvidos em episódios de violência registrados na região.

De acordo com a versão apresentada pelo Batalhão de Choque, os envolvidos teriam reagido à aproximação dos policiais e atentado contra a integridade física dos militares.

Ainda segundo a corporação, houve troca de tiros durante a abordagem, ocasião em que os quatro suspeitos foram atingidos.

Após os disparos, os feridos foram socorridos e encaminhados ao Hospital Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. Apesar do atendimento médico, nenhum deles resistiu aos ferimentos, e as mortes foram confirmadas na unidade hospitalar.

Durante a operação, os policiais apreenderam quatro armas de fogo, sendo dois revólveres calibre .38, um revólver calibre .32 e uma pistola calibre 7,65 mm.

Também foi recolhida uma motocicleta Honda Fan 125, apontada nas investigações como possivelmente utilizada em atentados criminosos na região.

No interior da residência, as equipes encontraram ainda latas de tinta spray vermelha. O material será analisado pelos investigadores para verificar uma possível relação com pichações associadas à atuação de organizações criminosas e à disputa por territórios no interior de Mato Grosso do Sul.

Equipes do Batalhão de Choque participaram da operação policial que terminou com quatro suspeitos mortos em Sidrolândia, nesta sexta-feira (9).Paredes de imóvel apresentam pichações com a sigla “CV”, cuja possível relação com a atuação de organizações criminosas é investigada pela polícia. Foto: Divulgação Policia Civil.

 

Entre os investigados estavam um jovem de 19 anos, identificado pelas iniciais J.G.S.S., contra quem havia um mandado de prisão, e um adolescente de 17 anos, identificado como M.F.S., que possuía mandado judicial de busca e apreensão.

As informações divulgadas não esclarecem se ambos estão entre os quatro mortos. As identidades dos demais envolvidos não foram oficialmente divulgadas.

Disputa entre facções

A operação ocorre em meio a uma sequência de episódios de violência associados à atuação de organizações criminosas em Sidrolândia, Maracaju e Rio Brilhante.

Conforme informações reunidas durante as investigações, os suspeitos estariam relacionados a atentados criminosos registrados nos três municípios, em um contexto de disputas territoriais envolvendo grupos ligados ao Comando Vermelho (CV).

As forças de segurança investigam a possível participação dos envolvidos em ataques praticados na região, além da utilização da motocicleta apreendida em ações criminosas anteriores.

A atuação conjunta do Garras e do Batalhão de Choque, com apoio das demais unidades envolvidas, integra as ações de enfrentamento às organizações criminosas em Mato Grosso do Sul. O trabalho inclui a localização de investigados, o cumprimento de decisões judiciais e a investigação de crimes violentos.

As circunstâncias da operação ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades, incluindo a dinâmica dos disparos e as condições em que ocorreu a abordagem.

A informação de que os suspeitos teriam reagido à ação policial corresponde à versão apresentada pelo Batalhão de Choque.

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