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JARDIM TV MORENA

Rua ganha nome de empresário morto em acidente de trânsito

Vítima não viu quebra-molas; placa estava encoberta e lombada estava mais alta que os padrões
15/01/2020 10:41 - RICARDO CAMPOS JR.


 

A Travessa Batatais, localizada no Jardim TV Morena, passará a se chamar Dalton Derzi Wasilewski a partir desta quarta-feira (15). Para quem não sabe a história por trás desse nome, a mudança aparenta ser apenas mais um procedimento administrativo do município. Contudo, ela carrega uma homenagem a uma das vítimas do trânsito de Campo Grande feita a pedido da família.

Dalton andava de moto pela região do Jardim São Bento durante a noite do dia 26 de setembro de 2013 e não viu o quebra-molas que havia na Rua Luiz Dódero. Ele caiu, sofreu traumatismo craniano e não resistiu ao ferimento. Deixou esposa e dois filhos, que na época tinham 14 e 10 anos.

A placa que deveria indicar a presença da lombada estava coberta por uma árvore. Não havia pintura no asfalto. Perícia extrajudicial apontou que a altura da ondulação estava 30% acima do permitido pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

O município tentou culpar o motociclista, alegando falta de atenção quanto ao quebra-molas e excesso de velocidade

Em maio de 2019, o juiz Zidiel Infantino Coutinho condenou a Prefeitura a pagar R$ 30 mil de indenização à família diante das provas apresentadas. Ele concordou que houve desatenção, mas a falta de sinalização adequada também contribuiu para a morte do empresário.

Ambas as partes recorreram. O caso está parado em segunda instância, na 2ª Câmara Cível. Enquanto aguarda o desfecho, a esposa da vítima, Graziela Derzi, pediu a mudança no nome da rua. A Batatais não foi escolhida à toa. Ali vive a mãe de Dalton, que hoje tem 69 anos.

“Foi uma perda repentina demais. Ele estava dando uma volta e depois iria para casa. Ele foi criado em Campo Grande. Casamos aqui, tivemos nossos filhos aqui”, disse a mulher ao Correio do Estado.

Dalton tinha uma empresa que fornecia estrutura para eventos. Graciela ficava em casa e se dedicava aos cuidados do lar e das crianças. Quando o marido morreu, a vida dela sofreu uma reviravolta. Ela teve que aprender a administrar a companhia erguida pelo marido, e conseguiu mantê-la em pé até hoje.

“Foi bastante difícil. Ele era uma pessoa do bem, extremamente extrovertida, leve, agradável. Ele era evangélico, nossa família foi bem construída e estruturada. Tinha muitos amigos. O velório dele teve mais de mil pessoas”, lembra Graciela.

Até hoje ela evita passar no local onde o acidente aconteceu. Ela recorda que a população do bairro, na época, vinha cobrando o poder público para resolver o problema que causou a morte de Dalton. Esses relatos contam no processo. Agora, Graciela ainda espera ser indenizada, mas até lá, “o nome dele ficará eternizado naquela rua”, completa.

Felpuda


Figurinha está trabalhando intensamente para tentar eleger a esposa como prefeita de município do interior.

Até aí, uma iniciativa elogiável. Uns e outros, porém, têm dito por aí que seria de bom tom ele não ensinar a ela, caso seja eleita, como tentar fraudar folha de frequência de servidores. 

Afinal, assim como ele foi flagrado em conversa a respeito com outro colega, não seria nada recomendável e poderia trazer sérias consequências. Só!