Cidades

Conclave

Saiba quem são os favoritos a suceder o Papa Francisco

Entre os nomes, estão um brasileiro e o possível primeiro padre negro da história da Igreja Católica

Continue lendo...

A morte de um Papa leva a Igreja Católica a um novo processo de escolha de seu novo líder, o conclave.

138 cardeais com até 80 anos fazem parte do Colégio Cardinalício, responsável, por eleger o novo líder, que terá o papel de orientar a Igreja em um período marcado por grandes desafios globais. 

Especialistas em Vaticano sugerem alguns nomes que podem ser os cotados ao cargo. Veja abaixo:

Cardeal Pietro Parolin - Itália

Nascido em 1955, Pietro Parolin é o atual secretário de Estado do Vaticano, o segundo posto mais importante da hierarquia da Santa Sé desde 2013.

Entrou para o serviço diplomático da Santa Sé em 1986, aos 31 anos e serviu em diversos países, como Nigéria, Venezuela e México, além de participar de negociações sensíveis envolvendo China, Vietnã e Oriente Médio.

Formado em Direito Canônico na Pontifícia Universidade Gregoriana, foi ordenado sacerdote em 1980 e tem características reconhecidas como articulador discreto e eficaz, o que o torna uma figura influente no Vaticano. 

Parolin visitou o Brasil em 2024, ocasião onde se encontrou com o presidente Lula.

 

Cardeal Matteo Zuppi - Itália

Matteo Maria Zuppi nasceu em Roma em 1955 e é arcebispo de Bolonha desde 2015, também nomeado pelo Papa Francisco em 2019. Zuppi é presidente da Conferência Episcopal Italiana e membro da Comunidade de Sant'Egidio, um movimento católico dedicado à paz e ao diálogo inter-religioso.

É reconhecido por ter uma postura progressista. Foi enviado pelo Papa para o conflito na Ucrânia, visitou Kiev, Moscou, Washington e Pequin no objetivo de estabelecer diálogos em nome da Igreja. 

Se destaca por seu foco em questões sociais, como a inclusão dos marginalizados e o cuidado com os pobres. Defende a igreja como um lugar acolhedor e ativo, de reconciliação e diálogo, como com a comunidade LGBTQIA+. 

 

Cardeal Pierbattista Pizzaballa - Itália

Pizzaballa nasceu em 1965 em Cologno al Serio, Itália e foi nomeado cardeal pelo Papa Francisco em 2023. É o Patriarca Latino de Jerusalém e é frequentemente elogiado pelo trabalho que realiza em prol do diálogo inter-religioso entre judeus, cristãos e muçulmanos. Mesmo tendo laços curtos e estreitos com o povo judeu, tem sido um defensor dos palestinos durante o conflito de Gaza. 

Tem grande experiência pastoral e administrativa, tendo servido como Custódio da Terra Santa entre 2004 e 2016. 

 

Cardeal Jean-Marc Aveline - França

Aveline nasceu em 1958, em Sidi Bel Abbès, na Argélia. Arcebispo de Marselha, na França, é considerado por alguns especialistas como o "favorito" de Francisco para sucedê-lo, sendo considerado o mais "berbogliano" dos bispos do país. Nomeado cardeal pelo Pontífice em 2022, é reconhecido por sua dedicação em questões sobre imigração e diálogo inter-religioso. 

 

Cardeal Péter Erdo - Hungria

Com uma postura conservadora e formação acadêmica sólida, o cardeal de 72 anos foi, durante muito tempo, o cardeal mais jovem da Europa. Recebeu o título em 2003, pouco depois de completar 50 anos e, desde 2006, é presidente da Conferência Episcopal Europeia. 

Ativo no que chamam de nova evangelização - luta contra a secularização em defesa do diálogo interreligioso -, também é líder das relações católicas com as igrejas ortodoxas. 

 

Cardeal José Tolentino de Mendonça - Portugal

Poeta, teólogo e intelectual renomado nascido em 1965 em Portugal, José Tolentino é cardeal e atual prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, cargo que ocupa desde 2022. Também foi nomeado pelo Papa Francisco em 2019, é da ala "progressista" da Igreja com grande afinidade com o Pontífice. 

 

Cardeal Peter Turkson - Gana

Ocupando o centro das atenções, Turkson nasceu em Nsuta, Gana e tem grande prestígio dentro da Igreja Católica. Nomeado cardeal pelo Papa João Paulo II em 2003, ocupou cargos importantes no Vaticano, sendo reconhecido por seu empenho em áreas como justiça social, ecologia e desenvolvimento humano integral. 

Presidiu o Pontifício Conselho para Justiça e Paz entre 2009 e 2016. Depois, assumiu a liderança do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, um órgão criado pelo Papa Francisco em 2017 para lidar com temas sensíveis como a pobreza, meio ambiente e migração. 

Progressista, Turkson já foi cogitado como uma possível opção para o papado. Caso seja eleito, será o primeiro Papa negro da história da Igreja Católica. 

 

Cardeal Luis Antonio Tagle - Filipinas

Nascido em Manila, nas Filipinas em 1057, Luis Antonio também é um dos preferidos à sucessão ao Papado. Foi nomeado cardeal pelo Papa Bento XVI em 2012 e é reconhecido por seu compromisso com a justiça social, combate à pobreza e a defesa dos direitos humanos. Tem se destacado por sua habilidade em articular questões teológicas e sociais de forma acessível

 

Cardeal Wilton Gregory - EUA

Wilton Gregory é o atual arcebispo de Washington D.C. Nascido em Chicado, nos Estado Unidos em 1957, se tornou o primeiro cardeal afro-americano da Igreja, também nomeado por Francisco. 

Gregory é conhecido por seu compromisso com questões de justiça social, igualdade racial e esforços em combate ao abuso sexual clerical, além de defender formente ações contra as mudanças climáticas. 

 

Cardeal Sérgio da Rocha - Brasil 

Nascido em Dobrada, no interior de São Paulo, em 1959, o cardeal foi ordenado sacerdote em 1984 e é um dos nomes mais cotados no conclave sul-americano. Foi nomeado cardeal pelo Papa Francisco em 2016 e recebeu o título da Basílica de Santa Croce, uma das mais tradicionais de Roma. Desde 2023, integra o C9, grupo de cardeais que assessora o Papa no governo da Igreja. 

Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

Continue Lendo...

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

Assine o Correio do Estado

testemunha-chave

Chaveiro aponta que Bernal pode ter dado 'tiro de misericórdia' em fiscal

Em depoimento disse que ocorreu apenas um disparo assim que o ex-prefeito entrou no imóvel. O fiscal tributário, porém, morreu atingido por dois tiros

25/03/2026 18h28

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que  le deve permanecer na prisão

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que le deve permanecer na prisão Marcelo Victor

Continue Lendo...

O depoimento do chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, testemunha-chave do assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, 61 anos, contradiz as declarações de Alcides Bernal e pode comprometer a tese da legítima defesa, que é o principal argumento dos advogados para tentar tirar da prisão o ex-prefeito de Campo Grande. 

O crime ocorreu no  começo da tarde de terça-feira (24) e ao se apresentar à polícia, dizendo que acreditava estar sendo perseguido, o ex-prefeito afirmou que fez dois disparos contra o fiscal tributário, que acabou morrendo no interior da casa que motivou o assassinato. 

Bernal alegou que fez os disparos para se defender, pois teria se sentido ameaçado, já que os dois homens já haviam aberto o portão social que fica no muro do imóvel e estavam tentando abrir a porta que dá acesso à casa, localizado na Rua Antônio Maria Coelho, na região central de Campo Grande. 

O chaveiro, porém, dá outra versão em seu depoimento prestado horas depois do crime. Conforme o documento oficial da Polícia Civil, o chaveiro "afirmou, de forma veemente, ter presenciado um disparo efetuado contra o senhor Roberto, relatando que ficou extremamente abalado com a situação. Declarou recordar-se de apenas um disparo ocorrido enquanto ainda se encontrava no local, não podendo, contudo, informar se o autor realizou novos disparos após sua saída da residência."

Em outro trecho o documento que que ele "informou que, de forma cautelosa, afastou-se lentamente do autor, enquanto o autor ficou vidrado na vítima Roberto, até conseguir alcançar o portão, momento em que empreendeu fuga, pois temia por sua vida, acreditando que o autor poderia também atentar contra si, especialmente após ter sido ordenado que se deitasse de bruços. Acrescentou que, após deixar o local e alcançar uma distância segura, entrou em contato com seu filho, DIEGO, comunicando o ocorrido e solicitando que acionasse a polícia". 

Diego é Guarda Municipal e, segundo as informações prestadas pelo pai, também faz bico como chaveiro e no dia anterior seu filho teria sido contactado pelo fiscal tributário para prestar o serviço de abertura da casa. Porém, o guarda teria repassado o serviço para o pai. Os advogados de Bernal dizem, porém, que o guarda também teria participado daquil que chama de invasão da casa. 

O revólver calibre 38 entregue por Bernal à polícia estava com três projéteis intactos e dois deflagrados. No corpo do fiscal tributário havia três perfurações. E, segundo a perícia, um dos disparos entrou pela parte frontal das costelas e saiu pelas costas. O outro, atingiu a região da cintura. 

Pelo fato de os policiais terem indagado ao chaveiro se ele escutou um segundo disparo depois que fugiu do local, os investigadores deixam claro que suspeitam que Bernal tenha dado o que se chamam de "tiro de misericórdia" contra Roberto Mazzini depois que este já estava imobilizado e depois que a testemunha-chave havia deixado o imóvel.

E, caso isto se confirme, a tese de legítima defesa cairia por terra. As versões diferentes sobre o exato momento em que foram efetuados os disparos podem ser esclarecidas pelas imagens das câmeras internas da mansão.

Estas imagens, apesar de os advogados de defesa de Alcides Bernal garantirem que existem, não haviam chegado às mãos do juiz que nesta quarta-feira decidiu manter o ex-prefeito na cadeia. O magistrado entendeu que não estava claro se realmente ocorreu legítima defesa. 

Em seu despacho, o juiz diz que "a defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o  reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento".

Logo na sequência, diz o magistrado, "destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho". 

Além disso, ressalta o juiz, "o  custodiado (Bernal), ao ser informado de possível invasão, poderia ter acionado os órgãos de segurança pública, como Polícia Militar ou Polícia Civil, ao invés de dirigir-se ao local armado e efetuar disparos sem oportunizar esclarecimentos. A conduta, portanto, revela elevada gravidade concreta, tratando-se de crime doloso contra a vida, praticado com violência extrema."

MANSÃO

Com quase 680 metros quadrados de área construída e um terreno de 1,4 mil metros quadrados, a casa foi arrematada pelo fiscal tributário por pouco mais de R$ 2,4 milhões em novembro do ano passado. Desde então ele tentava tomar posse. Conforme advogados de Bernal, o fiscal já havia participado de pelo menos 25 leilões e conhecia as normativas para tomar posse destes imóveis. 

Segundo nota emitida por familiares de Roberto Mazzini na manhã desta quarta-feira (25), o fiscal chamou o chaveiro para abrir o imóvel porque o cartório responsável pelo registro havia informado que a casa estava vazia e por conta disso Roberto teria ido ao local para tomar posse, já que havia comprado a mansão em um leilão realizada pela Caixa Econômica Federal. 

CARREIRA POLÍTICA

Radialista, Alcides Bernal foi vereador em Campo Grande durante dois mandatos e em 2010 elegeu-se para deputado estadual, com 20.910 votos. Em 2012 candidatou-se a prefeito de Campo Grande e acabou derrotando o então deputado federal Edson Giroto, que tinha o apoio dos principais caciques políticos da época, como André Puccinelli e a família Trad.  

Mas, em março de 2014 acabou sendo cassado pela câmara de vereadores, sendo o primeiro prefeito a sofrer a punição na história de Campo Grande. Seu vice, Gilmar Olarte, foi um dos principais articuladores da cassação e acabou herdando o cargo. 

Em maio daquele ano, um juiz de primeira instância suspendeu a cassação e concedeu liminar para a volta de Bernal ao cargo. Horas após a concessão, aliados marcharam rumo à prefeitura e a ocuparam o prédio. No entanto, a decisão foi revertida pelo Tribunal de Justiça horas depois, reempossando Gilmar Olarte no cargo.

Bernal somente conseguiu voltar ao cargo em 25 de agosto de 2015 e permanceceu no cargo até o fim do mandato. Ele chegou a se candidatar à reeleição, mas nem mesmo chegou ao segundo turno. O pleito foi vencido por Marquinos Trad.  

Ele havia comprado a casa em 2016, já perto do fim do seu mandato como prefeito. Porém, por conta por conta de uma dívida da ordem de R$ 900 mil na Caixa, o imóvel acabou sendo levado a leilão. 

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).