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mudanças com reforma

Saiba se vale a pena pedir
a aposentadoria neste ano ou esperar

Saiba se vale a pena pedir
a aposentadoria neste ano ou esperar

FOLHAPRESS

14/10/2017 - 10h37
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O segurado que está completando as condições para a aposentadoria começa a se perguntar se o melhor é garantir o benefício logo ou se há vantagem em passar mais um tempo abastecendo o cadastro no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Definir qual é o melhor momento de se aposentar é sempre muito pessoal, porque envolve fatores emocionais, econômicos, físicos e sociais.

Segundo as regras atuais da Previdência Social, no entanto, há quem obtenha vantagens pedindo o benefício ainda neste ano, como os segurados que sempre receberam o salário mínimo ou que começaram a contribuir mais tarde ao INSS.

Os trabalhadores que contribuem com valores baixos se beneficiam se agendarem a aposentadoria logo, especialmente porque, mesmo se adiarem o pedido, dificilmente ganharão mais e a tendência é que recebam o salário mínimo, que neste ano é de R$ 937.

Se o segurado já completou o tempo de contribuição mínimo e resolveu que vai pedir o benefício, então é melhor fazer o requerimento logo.

No dia 1º de dezembro, uma nova tabela do fator previdenciário entrará em vigor. Como é influenciada pela expectativa de vida da população, a tabela muda todos os anos e gera descontos maiores no benefício por tempo de contribuição.

Portanto, se decidiu se aposentar, agende antes de a nova tabela entrar em vigor. Se pedir a aposentadoria por tempo de contribuição até o dia 30 de novembro, o INSS usará a tabela atual do fator.

Se chegou ao 85/95, que dá aposentadoria sem desconto, também não há porque esperar mais.

DESISTÊNCIA

Qualquer que seja a decisão do segurado sobre pedir a aposentadoria neste ano ou deixar para depois, é importante ter em mente que é possível desistir do benefício.

O INSS permite esse cancelamento, mas o trabalhador não pode mexer nas verbas liberadas com a aposentadoria, como o FGTS (Fundo de Garantia), a cota do PIS e o próprio benefício. O segurado deve ir à agência que concedeu o benefício e entregar uma declaração de que não sacou nenhum valor. É preciso devolver o "kit concessão", com as cartas enviadas pelo INSS.

Avalie sua situação
- Antes de correr para o INSS para se aposentar, analise se terá vantagem
- Nem sempre adiar o pedido garante uma aposentadoria maior

Quem pode se dar bem se pedir a aposentadoria ainda neste ano

QUEM JÁ COMPLETOU O TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

O que o INSS exige de quem quer se aposentar:
- Homens precisam ter 35 anos de contribuição
- Mulheres precisam ter 30 anos de contribuição

O que considerar antes de fazer o pedido
1) O desconto do fator previdenciário
- Se agendar a aposentadoria até o dia 30 de novembro, o cálculo vai considerar a atual tabela do fator previdenciário
- A nova tabela, que entra em vigor em 1º de dezembro, costuma aumentar o desconto na aposentadoria

A reforma da Previdência
- É difícil que o governo consiga aprovar a reforma da Previdência nos próximos meses, mas aliados de Temer (PMDB) acreditam que ela será retomada
- Porém, até pelo menos o dia 26 deste mês o plenário da Câmara estará ocupado com a possibilidade de o presidente continuar sendo investigado e denunciado à Justiça

2) Quanto tempo falta para o fator 85/95
- Essa regra considera a soma da idade com o tempo de contribuição
- Quem completa essa soma deve pedir a aposentadoria
- O benefício será igual à média dos maiores salários

Exemplo
A segurada tem 30 anos de contribuição e 55 anos:
55 + 30 = 85 (Se a média salarial for R$ 1.500, ela ganhará uma aposentadoria de R$ 1.500)

O que pode mudar se a reforma for aprovada
- O INSS terá de pagar o cálculo mais vantajoso
- Para a maioria dos segurados, o novo cálculo será pior

Para quem ainda não tiver o tempo de contribuição

O segurado deve entrar em uma regra de transição, que deverá exigir mais tempo de contribuição

QUEM ESTÁ DESEMPREGADO E JÁ PODE SE APOSENTAR

- A situação de quem está desempregado é sempre delicada
- A decisão de pedir a aposentadoria é sempre pessoal e exige tranquilidade
- Porém, quem já tem condições de se aposentar pode ter vantagem com o pedido
- Esse segurado garante uma renda mensal e ainda libera o saldo do FGTS

Lembre-se
- Se a intenção for continuar trabalhando, lembre apenas que o STF (Supremo Tribunal Federal) barrou a troca de aposentadoria
- Portanto, novas contribuições recolhidas ao INSS não poderão ser aproveitadas

QUEM JÁ CHEGOU AO FATOR MAIOR DO QUE 1
- Esse segurado não deve esperar mais, pois já tem direito a um benefício maior do que sua média salarial
- O fator

Veja como fica o benefício previdenciário maior do que 1 só ocorre quando o segurado já passou dos 60 anos
- Quando se diz que o fator é maior do que 1, significa que o segurado terá um bônus no cálculo

Veja como fica o benefício
- Um segurado com 63 anos de idade e 38 anos de contribuição tem um fator igual a 1,035
- De uma média salarial de R$ 1.500, sua aposentadoria será de R$ 1.552,50
- Ou seja, em vez de desconto, ele garante um aumento
- Com a mudança da tabela do fator, em dezembro, o bônus pode ficar menor

QUEM SEMPRE RECEBEU O SALÁRIO MÍNIMO
- Esse segurado terá uma aposentadoria igual ao piso dos salários
- Mesmo que o cálculo dos benefícios seja alterado, essa regra não deve mudar

Porque pedir agora
- Nesses casos, adiar a aposentadoria ou esperar o 85/95 não dará aumento
- Neste ano, a aposentadoria será de R$ 937
- O reajuste anual do benefício será sempre igual ao do salário mínimo
- A fórmula de aumento considera a inflação do ano anterior e o crescimento do país dois anos antes
-Como o país não está crescendo e a inflação está baixa, o aumento será pequeno

QUEM COMEÇOU A CONTRIBUIR MAIS TARDE
- O segurado que foi para o mercado de trabalho formal mais tarde pode tentar a aposentadoria por idade, que exige menos tempo de contribuição
- Quem passou muito tempo na informalidade terá mais dificuldade em conseguir o benefício por tempo de contribuição
- A aposentadoria por idade, porém, exige uma idade mínima

Veja as regras
Para homens: 65 anos de idade
Para mulheres: 60 anos de idade

O tempo mínimo de contribuição é de 15 anos para homens e mulheres
Como é o cálculo
- O INSS define primeiro a média dos 80% maiores salários desde julho de 1994
- O valor do benefício é um percentual dessa média
- Quem se aposenta com 15 anos contribuição recebe 85% da média salarial
- Um média salarial de R$ 1.500 dá uma aposentadoria por idade de R$ 1.275

Fique atento
- Mesmo se o governo conseguir aprovar a reforma da Previdência, quem já tiver o tempo mínimo de contribuição não será prejudicado
- As condições, porém, também não vão melhorar
- O segurado não aumenta muito o valor do benefício com a espera

Exemplo
Se, em vez 15 anos de contribuição, a aposentadoria for calculada com 16 anos, o aumento anual é de R$ 15 para quem tem média salarial de R$ 1.500.


Fontes: INSS, reportagem, advogados previdenciários, Agência Câmara

Operação Abalo Sísmico

Garras investiga engenheiros em empresa de empreendimentos imobiliários na Capital

As investigações apontam que os crimes causaram um prejuízo aproximado de R$ 5 milhões à HVM Incorporadora

04/02/2026 18h00

São apurados os crimes de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais

São apurados os crimes de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais Reprodução

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Nesta terça-feira (3), a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS), deflagrou a Operação “Abalo Sísmico” e cumpriu mandados de busca domiciliar em Campo Grande e nos municípios paulistas de Sorocaba, Campinas e Votorantim.

O GARRAS investiga um esquema criminoso envolvendo engenheiros da HVM Incorporadora, grande empresa de empreendimentos imobiliários da Capital, contratados para a construção de edifícios de luxo, em conluio com prestadoras de serviço de transporte, perfuração de solo e instalação de fundações prediais.

São apurados os crimes de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais, que causaram um prejuízo aproximado de R$ 5 milhões à empresa vítima.

Nesta quarta-feira (4), a HVM se posicionou sobre as investigações em uma de suas obras. De acordo com a nota, a incorporadora tomou conhecimento dos fatos e comunicou às autoridades, colaborando com a operação. Ressalta, ainda, que foi parte prejudicada na situação.

São apurados os crimes de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais

Após juntar provas que apontavam para o envolvimento de engenheiros, almoxarife e responsáveis por empresas prestadoras de serviços no ramo de construções prediais, o GARRAS representou por medidas cautelares, que foram deferidas pelo Poder Judiciário.

Desta forma, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão domiciliar, sendo sete em Campo Grande, dois em Votorantim, um em Campinas e outro em Sorocaba.

A operação contou com apoio das Delegacias Especializadas de Repressão ao Narcotráfico (DENAR), de Roubos e Furtos (DERF), Furtos e Roubos de Veículos (DEFURV) e de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Apreensões

Durante as diligências, foi apreendida a quantia de aproximadamente R$700 mil em espécie na residência de um dos suspeitos, bem como aparelhos celulares dos envolvidos.

Ainda foi localizada, no imóvel de um dos suspeitos, uma arma de fogo calibre .22 e munições, sem qualquer documentação ou registro pertinente, motivo pelo qual o suspeito foi conduzido ao GARRAS, preso em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.

“Abalo Sísmico”

A nomenclatura da operação – “Abalo Sísmico” – se refere ao intuito da investigação: atuação de uma força no local onde foram realizadas as fundações do edifício – subterrâneo – com o objetivo de expôr as irregularidades cometidas durante sua realização e que causaram prejuízo milionário à HVM Incorpordora.

Com a deflagração da operação, que culminou na apreensão de valores, arma de fogo, munições e dispositivos telefônicos, as investigações prosseguem, com intuito de se apurar os referidos crimes em sua totalidade.

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Após chuvas

Buracos obrigam motoristas a "jogar xadrez" para tentar não cair em Campo Grande

Em cruzamento com mais de 10 buracos, o condutor precisa fazer "malabarismo" para desviar ou escolher qual buraco é menos prejudicial ao veículo

04/02/2026 17h33

Cruzamento entre a Avenida América com a rua Santos Dumont, neste trecho o

Cruzamento entre a Avenida América com a rua Santos Dumont, neste trecho o "jogo" é escapar da buraqueira Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Após a semana iniciar com chuvas, a situação dos buracos nas vias ficou mais crítica em Campo Grande, exigindo perícia dos condutores, que em alguns casos não têm muita escolha a não ser decidir qual deles será menos prejudicial ao veículo.

Durante a tarde desta quarta-feira (04), a reportagem circulou pela região central de Campo Grande em diversos pontos, entre eles a Rua Visconde de Taunay, quase esquina com a Avenida Afonso Pena, em frente à Casa de Ensaio.

Tanto os motoristas que seguem pela Avenida Afonso Pena quanto os que precisam fazer a conversão à direita devem redobrar a atenção para não serem pegos de surpresa por um buraco logo na faixa de pedestres.

 

 

Em outro ponto, na Avenida América com a Rua Santos Dumont, o desafio durante o fluxo é que muitos veículos acabam circulando na contramão para desviar da buraqueira. No local são cerca de 12 buracos.

 

 

Moradores da região, que preferiram não se identificar, comentaram que o problema é antigo. Segundo eles, começou com a temporada de chuvas de dezembro e, com as de janeiro, a situação foi se agravando.

 

 

Cruzamento entre a Avenida América com a rua Santos Dumont, neste trecho o "jogo" é escapar da buraqueiraCrédito: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Transtornos

Na Rua Cerro Corá, no bairro Jardim Paulista, a situação é diferente, uma vez que o buraco se abriu tomando quase toda a extensão da via, não restando outra alternativa a não ser atravessar o percalço.

O empresário do Bar em Bar Coquetelaria, Carlos Magno, enfrenta o problema diariamente, já que a cratera está localizada em frente ao estabelecimento. O que começou no fim de novembro como uma pequena fissura acabou se expandindo.

“Começou a minar água ali. Na verdade, isso começou a rachar por causa da mina d’água e, com o tempo, foi aumentando. A vizinha aqui do lado mandou mensagem, eu liguei para a concessionária de água, mas eles não atendiam”, explicou Carlos.

Tentando resolver a situação, o empresário enviou fotos e, em dezembro, abriu dois protocolos, acreditando que o problema tivesse sido causado por um vazamento.

A preocupação é com a velocidade dos veículos que trafegam pela via e que, muitas vezes, acabam atingindo o buraco.

“A galera passa aqui, desce estourando e bate ali o pneu, enfim”, relatou.

Segundo o empresário, também é comum que, na tentativa de desviar do buraco, motoristas entrem na contramão, colocando em risco o tráfego na região.

Moradora da rua, a aposentada Sueli Miranda reforçou que a situação não teve início com a chuva, mas sim devido a um vazamento de água, sendo que as precipitações apenas potencializaram o problema.

“Aqui tinha um buraco enorme. Minha filha ligou dez vezes até eles virem, porque estava jorrando água além do buraco. Eles vieram e arrumaram aqui. A minha filha falou: ‘tem mais quatro’, e o funcionário respondeu que só poderia resolver se outros moradores ligassem. A cidade inteira está tomada por buracos”, afirmou Sueli.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Prefeitura de Campo Grande para questionar quando o serviço de tapa-buracos na região central será realizado. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve resposta.

 

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