Cidades

limite aos supersalários

Salário da cúpula do TJMS despenca 60% após determinação do STF

Em abril, o valor médio pago aos desembargadores e parte dos juízes foi da ordem de R$ 195 mil. Em maio, caiu para a casa dos 75 mil brutos

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O salário médio dos 37 desembargados ou dos magistrados que desempenham papel semelhante ao cargo deles  no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul despencou cerca de 60% na comparação entre abril e maio deste ano. Da média de R$ 195 mil, em abril, recuou para cerca de R$ 75 mil em maio, primeiro mês de vigência dos limites ao pagamento de supersalários imposto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 25 de março. 

Mas não foi somente o salário dos desembargadores que despencou. O rendimento dos demais juízes sofreu queda semelhante, conforme revelam os dados do site da transparência divulgados na tarde da última quinta-feira (11). 

Em abril, praticamente todos os 235 magistrados da ativa tiveram renda bruta acima de R$ 150 mil. Em maio, somente um magistrado atingiu os três dígitos, recebendo R$ 102.291,75. Deste montante, porém foram retidos pouco mais de R$ 8,4 mil por extrapolarem o teto consitutional, que no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul é de R$ 41.845,49 mil.

No mês anterior, o detentor deste salário de R$ 102 mil recebeu pouco mais de R$ 213 mil. E, neste ranking dos salários mais altos, o segundo colocado em maior faturou R$ 93.149,31. Quase R$ 6 mil deste montante ficaram retidos porque extrapolou o teto.  Então, o salário bruto do desembargador foi da ordem de R$ 87 mil. No mês passado, esse mesmo magistrato recebeu pouco mais de R$ 227 mil. Naquele mês, o descontro extrateto foi da ordem de R$ 13,8 mil.

Sendo assim, em maio, nenhum magistrado do TJMS recebeu acima de 100 mil reais, algo que não ocorria desde janeiro de 2017, primeiro mês em que os dados relativos à folha de pagamento estão disponíveis no site da transparência. 

Essa redução no salário de juízes ajudou a reduzir a folha de pagamento em mais de R$ 21 milhões. Em abril ela consumiu R$ 151,15 milhões. Em maio, caiu para R$ 130,63 milhões, conforme os dados disponíveis no site da transparência. Neste montante estão incluídos também os salários dos mais de cinco mil servidores da ativa e de todos os aposentados e pensionistas. 

Em abril o Tribunal de Justiça, sabendo que a partir de maio teria de cumprir a determinação do STF que  prevê que nenhum juiz ou promotor poderia receber acima de R$ 78,8 mil mil, já incluídos os chamados penduricalhos, fez uma espécie de "raspagem de tacho", pagando uma série de verbas retroativas de uma única vez. 

Nos próximos dois meses os salários de pelo menos 91 magistrados deve sofrer nova redução. Isso porque uma auditoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) constatou pagamentos a maior em abril que somam R$ 1,08 milhão. Os valores serão descontados dos salários de junho e julho.

E, além de reduzir os salários, o Tribunal de Justiça também mudou a metodologia divulgação destes valores. Até março eram publicadas cico ou seis tabelas diferentes incluíndo nomes e valores dos salários de juízes. Agora, todos os valores relativos a magistrados aparecem em uma única tabela.

PROMOTORIA

E não foi somente no Tribunal de Justiça que a a decisão do STF provocou impactos. No Ministério Público de Mato Grosso do SUl, o salário médio dos cerca de 230 promotores e procuradores da ativa caiu de R$ 230 mil para R$ 73 mil em decorrência na comparação entre abril e maio deste ano.

A folha de pagamento relativa a abril do MPMS somou R$ 52,92 milhões, conforme dados disponíveis no site da transparência da instituição.  Em maio, o valor recuou 68% e atingiu R$ 16,8 milhões.

No pagamento relativo a abril, teve promotor com rendimento bruto de até R$ 402. E isso não foi caso isolado. Cerca de 15 receberam acima de R$ 300 mil e outros 170, acima de R$ 200 mil. 

Em maio, porém, o valor máximo ficou em R$ 123,6 mil. O valor, pago a este procurador está  acima da média dos demais integrantes do Ministério Público pelo fato de ele poutros cinco terem recebido quase R$ 31 mil relativos ao abono de férias, que equivale a um acréscimo de 33% no salário quando o trabalhador tira férias.  

Se a comparação entre os salários relativos a maio for feita com os pagamento relativos a março, a disparidade é um pouco menor, com redução média de 41%. Ainda assim, o   cofres públicos estaduais tiveram uma economia da ordem de R$ 11,5 milhões em apenas um único mês em decorrência da decisão do Supremo Tribunal Federal. 

Em março, o total de rendimentos brutos informado no site da transparência foi de R$ 28,333 milhões, o que equivale a um salário médio da ordem de R$ 123,2 miil. No mês anterior, a soma do salário-base e dos penduricalhos ficou em R$ 27 milhões. Nestes casos, porém, nem todos os penduricalhos pagos aos promotores e procuradores apareciam nesta rubrica. 

O site da transparência trazia pelo menos duas tabelas com informações sobre os pagamentos . Após as decisões do STF e do Conselho Nacional do Ministério Público, a partir do pagamento de maio o MPMS publicou somente uma tabela, mas mesmo assim a coluna que informa o "total de rendimentos brutos" é sucedida com outras três colunas que informam rendimentos que não aparecem na coluna anterior. 

Nesta segunda parte da tabela aparecem ainda cinco pendicalhos. Um deles, por exemplo, destina R$ 8.369,10 por "Gratificação de Comissão Examinadora de Concurso Público". O valor é pago a 15 promotores e soma pouco mais de R$ 125 mil nos gastos de maio. 

Outro penduricalho, denominado como "Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira", do qual somente dois foram excluídos, varia de R$ 1,7 mil a R$ 14,6 mil, consumiu exatos R$ 2.171.314,48 milhões dos cofres públicos. 

Valor um pouco maior, de R$ 3 milhões, custou a indenização que recebeu o nome de "gratificação pelo exercício cumulativo de cargo, função, ofício ou atribuição". Somente seis promotores ficaram sem este acréscimo, que variou de R$ 3,8 a R$ 14,6 mil. 
 

Justiça

PGR repete pedido por acesso integral a dados de Vorcaro

Procuradoria reafirma que ministros devem conhecer íntegra do material

12/09/2026 19h00

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Divulgação

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) reiterou neste sábado (12) o pedido para que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham acesso integral aos dados extraídos pela Polícia Federal (PF) do celular do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A manifestação foi encaminhada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, em meio à disputa sobre quais documentos devem ser disponibilizados antes do julgamento marcado para terça-feira (15).

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que os integrantes do STF tenham conhecimento prévio de todo o material necessário para formar entendimento sobre as questões em análise.

“Parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos os ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados necessários para à formação de juízo sobre o tema posto em debate”, afirmou Gonet na manifestação deste sábado.

Dados do celular

Na sexta-feira (11), Fachin havia pedido a disponibilização integral das mensagens extraídas do aparelho de Vorcaro. O relator de parte do caso, ministro André Mendonça, afirmou, porém, que não estava com o celular e que os dados obtidos pela PF permaneciam em um envelope lacrado em seu gabinete.

Horas depois, Mendonça tornou públicas outras partes da investigação que ainda estavam sob sigilo, mas não liberou aos demais ministros o acesso às mensagens armazenadas no envelope.

Em nova manifestação, a PGR sustentou que a manutenção do conteúdo sob acesso restrito compromete a igualdade de condições entre os integrantes da Corte.

“Tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os Ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento, já que a subsistência de acesso assimétrico ao acervo informativo compromete a paridade entre os integrantes da Corte e, em última análise, a própria colegialidade que deve presidir o julgamento”, escreveu Gonet.

Disputa no STF

O pedido ocorre em meio a uma série de manifestações de ministros sobre o acesso aos documentos que serão considerados pelo Plenário. Na sexta-feira, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin também defenderam que os colegas tenham acesso integral ao material relacionado ao julgamento. Neste sábado, o ministro Gilmar Mendes reiterou a posição.

O pedido deste sábado é assinado, além de Gonet e do vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, pelos subprocuradores-gerais André de Carvalho Ramos e Antônio Edílio Magalhães Teixeira.

Julgamento na terça

Está marcada para terça-feira (15) uma sessão plenária extraordinária para analisar a Petição 16.662 e decidir sobre a abertura de uma possível investigação sobre supostas relações de Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Fachin também negou neste sábado o pedido de Moraes para que o processo relacionado a ele fosse julgado conjuntamente com outro procedimento que analisa a atuação de Mendonça como relator de parte do Caso Master.

Segundo o presidente do STF, o processo envolvendo Mendonça ainda está em fase preliminar de instrução e não reúne condições para ser levado ao plenário. A análise desse segundo caso foi marcada para 23 de setembro. 

Tempo

Campo Grande deve ter novo fim de semana de chuva e temporais

Instabilidade deve aumentar entre a noite deste sábado e o domingo, com possibilidade de chuva forte, ventos e trovoadas em quase todo o Estado

12/09/2026 18h30

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Campo Grande ainda contabiliza os estragos provocados pelo temporal de quinta-feira (10), mas o tempo instável deve continuar neste fim de semana. A previsão indica aumento das condições para chuva e tempestades entre a noite deste sábado (12) e o domingo (13), com possibilidade de trovoadas, rajadas de vento e chuva forte em pontos de Mato Grosso do Sul.

Para este sábado, o cenário permanece instável. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta a atuação de um sistema associado a um ciclone extratropical que mantém condições favoráveis à ocorrência de chuva e tempestades em partes do Centro-Oeste. O instituto também chama atenção para a possibilidade de granizo em áreas de MS.

Na Capital, a previsão indica muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas. O alerta da Defesa Civil reforça o risco justamente durante a noite, período em que podem ocorrer novas ocorrências relacionadas a vento, chuva intensa e descargas elétricas.

Domingo

Para domingo (13), o Inmet prevê em Campo Grande mínima de 18°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A combinação de calor e umidade mantém a possibilidade de instabilidade ao longo do dia.

No interior, a instabilidade também deve atingir diferentes regiões do Estado, mas com variação nas temperaturas. Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas, Corumbá e Aquidauana estão entre as cidades que devem ter mudança nas condições ao longo do domingo, com possibilidade de chuva associada à atuação da frente fria e das áreas de instabilidade.

Em Dourados, a estação meteorológica da Embrapa Agropecuária Oeste registrou 25 milímetros de chuva entre sexta-feira (11) e sábado, elevando o acumulado de setembro para mais de 72 milímetros.

 

 

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