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MEIO AMBIENTE

Saneamento: gargalo do desenvolvimento nacional

Saneamento: gargalo do desenvolvimento nacional

BRUNA LUCIANER

05/04/2011 - 10h27
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Mais de 13 milhões de brasileiros sem privada. Parece engraçado, mas não é. Enquanto o País alcança o status de sétima maior economia do mundo, permanece com o 9º pior sistema de saneamento do planeta. Hoje, o Brasil investe em média R$ 6 bilhões por ano em saneamento e, se continuar nesse ritmo, só alcançará a universalização do serviço daqui a longínquos 60 anos.

Que para cada R$ 1 investido em saneamento se economizam R$ 4 em saúde, você já deve saber. O que talvez você não saiba é que, só em 2009, o País amargou um prejuízo de aproximadamente R$ 240 milhões por conta de doenças transmitidas pelo esgoto. “Cerca de 217 mil trabalhadores se afastaram do trabalho, durante aquele ano, para se tratar ou tratar dos filhos, vítimas da falta de saneamento. Isso significou mais de 3,6 milhões de horas pagas e não trabalhadas”, calcula o engenheiro químico Édison Carlos, presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, organização, que trabalha para que o País possa atingir a universalização do acesso à coleta e ao tratamento de esgoto.

De acordo com Édison, a situação chegou a esse ponto graças à absoluta falta de prioridade política que o assunto teve nos últimos 20 anos, criando um vácuo no Governo federal quanto à responsabilidade pelo saneamento, sem falar na burocracia para investimentos no setor e a despreocupação com a agilidade na aplicação dos recursos. “Somente com a criação do Ministério das Cidades e da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental é que passamos a ter um endereço para falarmos sobre o assunto no governo”, pondera.

Os Programas de Aceleração do Crescimento (PACs) 1 e 2 trouxeram um pouco de esperança para o setor. Mas estão devagar, quase parando. Dos R$ 40 bilhões previstos no PAC 1, menos da metade foi executada. Já o PAC 2, que prevê mais R$ 21,2 bilhões, sequer saiu do lugar. 

O Trata Brasil faz um levantamento sobre o PAC 1 e descobriu que, das 101 obras de saneamento realizadas em municípios que têm mais de 500 mil habitantes, apenas 3% foram concluídas. Muito diferente do discurso do Governo federal de que 60% estariam prontas até o final de 2010.

Fato é que os investimentos precisam aumentar e o processo precisa ser desburocratizado, do projeto até a obra. “Seriam necessários R$ 270 bilhões para levar o serviço ao País todo. Se falamos em universalizar os serviços em 20 anos, que eu acho um bom prazo, seria necessário um investimento entre R$ 13 e 15 bilhões por ano”, alerta Édison. Número bem superior aos R$ 6 bilhões investidos hoje.

Copa “verde”

Reiterando: o Brasil ocupa o 9º lugar no “ranking mundial da vergonha”, ao lado de países como Etiópia e Nepal, com 13 milhões de habitantes sem acesso a banheiroS. Será que ele está pronto para realizar uma “Copa Verde” em 2014, como os governantes gostam de alardear?

Para Édison, isso não é possível. “Das 12 regiões das cidades-sede, algumas até têm a metrópole atendida por redes de esgoto, mas as periferias, as regiões metropolitanas, não estão. A cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, conta com um serviço razoavelmente bom de coleta e tratamento de esgoto, só que a baía de Guanabara recebe os efluentes de todos as cidades da baixada fluminense”, exemplifica. 

As cidades-sede precisam perceber que se trata de uma oportunidade única de receber investimentos e aplicá-los em projetos de saneamento. Senão, corre-se o risco de ter estádios belíssimos, de primeiro mundo, e o turista sair do estádio e pisar no esgoto. “A Copa do Mundo deveria deixar como legado a melhoria da saúde da população, tão importante quanto portos, aeroportos e estádios, é o problema dos esgotos. Eu acho muito difícil que a Copa seja “Verde” se você não olhar todos os aspectos da sustentabilidade. Se a Copa realmente quer ser sustentável, como o termo realmente significa, esgoto deveria ser o primeiro ponto a ser tratado”, reitera o engenheiro.

Bem-Estar

Campo Grande deve receber unidade de mega academia

Unidade ainda não teve endereço confirmado oficialmente, mas um dos locais cotados fica onde funcionava o antigo Hipermercado Extra

03/08/2026 17h28

Futuro centro de treinamento

Futuro centro de treinamento reprodução: projeto/render

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Com uma academia a cada esquina, Campo Grande vai ganhar mais um mega empreendimento do ramo. Nos últimos anos, o mercado fitness tem crescido na Capital e já tem gente brincando que as academias estão entrando na mesma disputa das farmácias: basta abrir uma rua para aparecer mais uma.

Uma nova mega academia deve entrar nesse cenário. A unidade, que ainda não teve o endereço confirmado oficialmente, será construída do zero e promete uma estrutura de alto padrão, com equipamentos modernos, funcionamento 24 horas, estacionamento e espaços voltados tanto para atletas quanto para quem busca melhorar a qualidade de vida.

O Correio do Estado apurou que um dos possíveis locais para receber o empreendimento é o terreno onde funcionava o antigo Hipermercado Extra, na Rua Maracaju. O prédio que existia no endereço foi demolido em abril e atualmente o espaço se transformou em um grande canteiro de obras.

A confirmação oficial do endereço e do cronograma de implantação ainda não foi divulgada pela empresa responsável pelo projeto.

A nova operação faz parte da expansão de uma marca já conhecida no segmento de treinamento de alta performance em outras cidades brasileiras. A proposta é trazer para Campo Grande um modelo diferente das academias tradicionais, com foco em estrutura, comunidade e experiência para os frequentadores.

Diferentemente de outras unidades, o projeto da Capital será construído desde o início, permitindo uma estrutura planejada especialmente para o funcionamento da academia. A expectativa é que a obra tenha um prazo maior justamente pela complexidade da implantação.

A escolha de Campo Grande acompanha um movimento de crescimento do setor fitness na cidade, que tem recebido novos empreendimentos voltados ao público que busca desde treinos convencionais até espaços mais especializados.

Sorte

Mega-Sena acumula em R$ 135 milhões; apostas podem ser feitas até amanhã

Aposta simples custa R$ 6 e pode ser feita em lotéricas ou pela internet

03/08/2026 16h45

Divulgação

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Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3.039 da Mega-Sena, sorteado neste domingo (2), e o prêmio principal acumulou para R$ 135 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 14 - 16 - 21 - 39 - 53 - 58.

O próximo sorteio acontece nesta terça-feira (4). Em Mato Grosso do Sul, as apostas podem ser feitas até as 18h (horário de MS) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa Econômica Federal. Também é possível apostar pela internet, no portal ou aplicativo Loterias Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Além do prêmio principal, o último concurso premiou 86 apostas que acertaram cinco dezenas, com prêmio de R$ 45.932,28 cada. Outras 6.332 apostas fizeram a quadra e receberão R$ 1.028,31.

Como apostar

Os jogos podem ser registrados em qualquer lotérica credenciada ou pelos canais digitais da Caixa. Para apostar pela internet, é necessário ser maior de 18 anos, realizar cadastro na plataforma e respeitar o valor mínimo exigido para compras online.

 

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