Cidades

SAÚDE

Seis grupos demonstraram interesse em comandar o Hospital Regional

PPP promete investir cerca de R$ 1 bilhão, ao longo de 30 anos, em obras e equipamentos para a unidade de Campo Grande

Continue lendo...

Pelo menos seis grupos demonstraram interesse em gerir, pelos próximos 30 anos, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), que deve ser leiloado até o fim deste ano, conforme previsão do governo do Estado. Desde a semana passada, os grupos têm feito visitas técnicas à unidade de saúde localizada em Campo Grande. A última dessas visitas ocorre na tarde de hoje.

De acordo com o Escritório de Parcerias Estratégicas de Mato Grosso do Sul (EPE-MS), foram destinadas seis datas e horários para que representantes dos interessados pudessem conhecer o Hospital Regional, e todos os dias e horários foram preenchidos.

“Atualmente, todos os períodos oferecidos para as visitas técnicas foram preenchidos, totalizando seis grupos interessados que já realizaram a atividade. As visitas técnicas constituem extensão do Roadshow do Projeto, realizado nos dias 24 e 25 de julho, ocasião em que foi oportunizado aos grupos interessados o conhecimento da infraestrutura do hospital”, disse o EPE-MS ao Correio do Estado.

Ainda conforme o EPE-MS, as visitas técnicas são “oportunizadas a grupos interessados na futura licitação, para conhecimento da infraestrutura atual e da operação dos serviços”, porém, a pasta não quis detalhar quais grupos demonstraram o interesse no leilão.

PROJETO

A parceria público-privada (PPP) que vai conceder parte da operação do HRMS prevê que o grupo vencedor do leilão, que ainda não tem data para acontecer, deve investir quase R$ 1 bilhão (R$ 954,14 milhões) ao longo dos 30 anos de concessão, com a maior parte do valor, R$ 743 milhões, concentrada entre o primeiro e o quinto ano.

Além disso, o grupo vencedor ainda terá custo operacional de R$ 4,7 bilhões ao longo dos 30 anos de concessão, sendo R$ 158 milhões anuais. Com isso, o valor total da concessão é de R$ 5,6 bilhões.

Esse valor será gasto por meio da prestação de serviços não assistenciais, “precedidos da realização das obras e investimentos para a construção de nova edificação e reforma da edificação existente do Hospital Regional, com aquisição e instalação de equipamentos médico-hospitalares, mobiliário clínico e mobiliário”.

A empresa vencedora ficará responsável por todos os serviços que não sejam relacionados aos profissionais de saúde, o que continuará a cargo do governo do Estado, com isso, o grupo vencedor ficará a cargo da limpeza hospitalar, coleta e tratamento de resíduos sólidos, manutenção e conservação de jardins, recepção, vigilância, portaria, estacionamento, transporte de pacientes, necrotério, entre outros.

Conforme reportagem do Correio do Estado do mês passado mostrou, só em obra civil, dos R$ 743 milhões nos primeiros cinco anos, serão alocados R$ 508,4 milhões pela empresa vencedora. Outros R$ 185,5 milhões serão para a compra de maquinário novo para equipar as novas instalações, conforme dados do relatório de modelagem econômico-financeira. 

A área construída do Hospital Regional hoje é de 37.000 metros quadrados (m²) e, com a PPP, o projeto prevê que ela atinja 71.000 m². O relatório da modelagem econômico-financeira também informa que, para essas obras, a data de início prevista para a concessão é de 31 de dezembro deste ano.

Segundo o governo, “em dois anos, serão construídos dois novos blocos, que incluem a oferta do Centro de Imagem e Diagnóstico, UTI, UCO com 70 leitos, hemodinâmica, centro cirúrgico, central de material esterilizado e [área de] internações com 180 leitos”.

De acordo com o documento publicado pelo EPE, a distribuição dos investimentos na concessão está classificada em três etapas, e a segunda é a construção de um edifício no complexo hospitalar, que resultará em um aumento de 59% no número de leitos do hospital, ampliando a capacidade de atendimento de 362 leitos para 577 leitos.

“Os valores de investimento utilizados nesta modelagem referencial foram definidos com base no cronograma físico-financeiro elaborado pela equipe de engenharia e arquitetura”, diz trecho do documento. 

“Seguindo a proposta dos especialistas técnicos, os investimentos iniciais foram classificados com foco no cronograma financeiro do projeto, em três fases distintas, distribuídas ao longo de 56 meses: fase 0: serviços preliminares, incluindo projetos básicos e executivos, obtenção de licenças e alvarás; fase 1: construção do novo bloco; fase 2: retrofit [reforma interna] do edifício existente”, projeta.

Conforme o governo do Estado, o contrato determinará que todas essas intervenções deverão ser executadas sem alterar o andamento dos atendimentos nos 362 leitos existentes hoje na unidade hospitalar.

LEGISLATIVO

Antes mesmo de lançar essa PPP, o governo de Mato Grosso do Sul enviou um projeto de lei para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), que estabeleceu que até 20% do repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE) seja vinculado às garantias oferecidas aos parceiros.

A legislação que estava vigente previa que 10% do repasse constitucional que o Estado tem sobre a arrecadação federal sejam usados como garantia. A medida foi aprovada pelos deputados estaduais no mês passado.

Assine o Correio do Estado

Judiciário

Juiz que atuou em ônibus toma posse como desembargador nesta sexta

Após 23 anos na Justiça Itinerante de Campo Grande, magistrado assume cargo no TJMS

26/03/2026 12h45

O magistrado foi promovido ao cargo de desembargador por antiguidade durante sessão do Tribunal Pleno

O magistrado foi promovido ao cargo de desembargador por antiguidade durante sessão do Tribunal Pleno Divulgação TJMS

Continue Lendo...

O juiz Cezar Luiz Miozzo, conhecido por atuar durante 23 anos no ônibus da Justiça Itinerante de Campo Grande, toma posse como desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) nesta sexta-feira (27).

A sessão solene de posse e juramento está marcada para às 16 horas, no plenário do Tribunal Pleno, na Capital, e marca oficialmente o início da atuação do magistrado no segundo grau de jurisdição.

Miozzo foi promovido ao cargo no último dia 18 de março, por antiguidade, após decisão por aclamação dos integrantes do Tribunal Pleno. A escolha levou em consideração a longa trajetória do magistrado, marcada pela atuação próxima à população sul-mato-grossense.

“Chegar ao cargo de desembargador do nosso Tribunal de Justiça é uma sensação de profunda responsabilidade, mas, acima de tudo, um sentimento de dever cumprido nessa trajetória de 35 anos de magistratura.”

Segundo o magistrado, a chegada ao Tribunal representa o reconhecimento de uma trajetória pautada pelo esforço e pela ética, além do compromisso de contribuir com o trabalho da Corte, com foco no diálogo e no respeito à colegialidade.

Perfil

Natural de Verê (PR), ele ingressou na magistratura sul-mato-grossense em fevereiro de 1991, após ser aprovado no XIV Concurso para o cargo de juiz substituto do Estado, e atuou como juiz substituto em Dourados e Campo Grande.

Judicou nas comarcas de Miranda e Naviraí até ser promovido para a Capital, em novembro de 2001, onde atuou, desde abril de 2003, na 8ª Vara do Juizado Especial - Justiça Itinerante.

“Para ser sincero, nem no maior dos meus sonhos eu imaginava chegar a este honroso cargo. Para quem começa na magistratura, o tribunal parece um horizonte distante, quase inalcançável. Olhar para trás hoje e ver que agora passo a integrar esse tribunal não é apenas uma vitória na carreira, é o testemunho de que o esforço e a ética valem a pena”, contou.

Quase quatro décadas depois de optar pela magistratura, Miozzo é enfático ao afirmar que faria a mesma escolha.

Ele ressalta que é preciso ter vocação e, aos que buscam essa carreira, aconselha: é necessário pensar que, por trás de um processo, existem pessoas com suas angústias, na expectativa de que a demanda seja resolvida.

Questionado sobre o que se pode esperar dele ao assumir o novo desafio, Miozzo garantiu que está ciente da responsabilidade que a toga impõe e do impacto das decisões na vida do cidadão.

Assim, deve seguir comprometido com a celeridade, a imparcialidade e o fortalecimento do Estado de Direito, mantendo a humildade de quem sabe que o poder só faz sentido se for usado para servir.

“Chego ao Tribunal com o propósito de somar ao trabalho já realizado pelos desembargadores, pautando minha atuação no diálogo constante e no respeito à colegialidade. É verdadeiramente uma honra que ultrapassa qualquer ambição que eu tenha cultivado, ainda na infância ou na juventude. Agradeço a Deus, que me deu saúde e discernimento necessários para atravessar os momentos mais difíceis da carreira, e também à minha família, apoio de todas as horas”, completou.

Ao agradecer ainda aos colaboradores durante sua trajetória, assessores, estagiários e servidores do cartório, o agora desembargador lembrou que, no início da carreira, a estrutura de trabalho era menor e as demandas eram diferentes, já que o Judiciário não era tão procurado para solucionar os problemas da população.

“A era dos computadores estava começando, e trabalhávamos com máquina de escrever. Não havia celular nem internet de fácil acesso. Tínhamos um fax. Se hoje se reclama de estrutura deficiente, imagine naquela época.”

Dos lugares pelos quais passou, ele lembra com carinho de todas as comarcas, mas não esconde a paixão por comandar a 8ª Vara do Juizado Especial – Justiça Itinerante.

“Atuar na Itinerante, em contato direto com a população, com pessoas que necessitam da Justiça, é gratificante. Muitas vezes, os problemas são resolvidos de forma simples, e você abre a porta para a solução do que aflige aquela pessoa. Resolver processos e demandas é a profissão que escolhi, e há sempre um ser humano por trás de cada processo”, ressaltou.

*Colaborou Laura Brasil*

Assine o Correio do Estado

CAMPO GRANDE

Polícia prende mulher que decepou orelha de companheiro

A suspeita esteve foragida desde o crime e tinha histórico de tentativa de homicídio de 2023

26/03/2026 12h30

Divulgação PCMS

Continue Lendo...

Na última quarta-feira (25) a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Policiamento Interestadual e Capturas (Polinter), prendeu uma mulher, de 46 anos, em Campo Grande. Foragida desde o início deste mês, a mulher teria histórico de crimes violentos.

A motivação da prisão foi por tentativa de homicídio e lesão grave. O primeiro crime ocorreu em janeiro de 2023, quando a mulher tentou assassinar um homem com uma faca. A vítima foi atingida com facadas no ombro, costas e abdômen.

O segundo crime foi mais recente, em outubro de 2024, suspeita de agredir o companheiro. De acordo com as informações, na ocasião, ela atacou o homem e decepou a orelha dele. Posteriormente, ela descartou o membro no lixo comum.

A mulher estava foragida desde a investigação do segundo crime, e foi capturada ontem.

Devido a violência dos crimes e fuga da envolvida, foi decretada prisão preventiva pela Justiça. A equipe da Polinter a encaminhou para realizar os procedimentos legais e agora permanece à disposição do Judiciário.

Não foi divulgada a motivação dos crimes.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).