Cidades

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Sem violência

Sem violência

Redação

25/01/2010 - 08h19
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As cenas de revolta de pacientes pela demora no atendimento em postos de saúde de Campo Grande, registradas com ma is frequência nos últimos dias, causamnos preocupação pelas consequências ainda mais desastrosas que podem provocar na rede de saúde pública da Capital. As deficiências no atendimento não são novidades para o Poder Público, para os médicos e muito menos para a população. Mas o pensamento deve estar voltado em como resolver estes problemas de forma sensata e sem partir para a barbárie, como fizeram cerca de 20 pessoas que invadiram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Almeida na noite da última quintafeira. Certamente, os familiares ou os próprios pacientes que estavam esperando pelo atendimento estavam revoltados – e com razão – com a demora no atendimento. No entanto, perdem toda a racionalidade quando partem para o ataque aos profissionais, que estavam simplesmente cumprindo seu dever. E temos de pensar que as reclamações poderiam partir de dois lados. Caso não fosse pela demora, seria, ao contrário, pela pressa com que o diagnóstico foi feito e acabaríamos esbarrando novamente na insatisfação dos pacientes. A Prefeitura de Campo Grande – com toda razão – precisa ser cobrada, mas também enfrenta obstáculos, diante do crescimento da demanda por atendimento nos postos de saúde. Paralelamente, o número de médicos que atendem nas unidades não acompanha este mesmo ritmo. Hoje, muitos profissionais recusam-se a atender nos postos. As cenas dos últimos dias tornam ainda mais distante este interesse. Um exemplo desta dificuldade é que, mesmo oferecendo aumento de quase 35% para os plantões, a prefeitura não conseguiu fechar as escalas durante o feriado de Natal e Ano-Novo. Atacar as causas do problema da saúde poderia ser uma das soluções para diminuir esta procura e, consequentemente, garantir que mais pessoas possam ter acesso ao atendimento. Por isso, torna-se cada vez mais fundamental o trabalho dos médicos de saúde da família – que não focam apenas no tratamento – mas orientam a população sobre prevenção. A questão é que os médicos não querem mais trabalhar inseguros. No tumulto recentemente registrado, havia apenas uma guarda municipal, que não teve como conter a fúria dos cerca de 20 homens que adentraram ao posto em busca de respostas. A Polícia Militar chegou a ser acionada por duas vezes e também precisa ser cobrada porque não compareceu ao local. Certamente, não podemos ser esperançosos ao ponto de acreditar que o atendimento nos postos deve melhorar por causa da construção de uma nova unidade ou contratação de alguns médicos. O problema está bem além. A certeza que devemos ter é a de que a solução não será alcançada com violência.

Inadimplência

Golpe do Limpa Nome "some" com mais de R$ 105 milhões em dívidas em MS

O esquema faz com que os débitos deixem de aparecer em consultas públicas, mesmo continuando ativo

15/06/2026 17h30

Golpe atinge mais de 780 devedores do Estado

Golpe atinge mais de 780 devedores do Estado FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Um levantamento dos Cartórios de Protesto mostrou que mais de R$ 105,5 milhões em dívidas deixaram de aparecer nas consultas públicas de crédito de Mato Grosso do Sul devido a atuação do "golpe do limpa nome". 

O esquema tem o objetivo de criar uma falsa aparência de irregularidade financeira para devedores.

No entanto, as dívidas continuam existindo e permanecem registradas normalmente nos cartórios, mas se tornam invisíveis para bancos, comerciantes, fornecedores e qualquer agente que precise avaliar o risco antes de conceder crédito ou fechar uma venda a prazo. 

Em Mato Grosso do Sul, foram identificados 11.483 protestos que deixaram de aparecer nas contas públicas do Estado, envolvendo 787 devedores, de acordo com a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL-MS). 

Como o esquema funciona

De forma simples, o mecanismo faz com que protestos sejam retirados dos sistemas nacionais de consulta usados pelo mercado. No entanto, as dívidas continuam válidas e ativas no cartório onde foram registradas. 

Assim, quem consulta um CNPJ ou CPF de um devedor recebe a informação de que não há pendências, quando na verdade, a dívida segue em aberto. 

Esse "apagão" dos dados faz com que lojistas, bancos e fornecedores sejam induzidos ao erro, abrindo caminho para vendas a prazo, financiamentos e contratos firmados com base em informações incompletas. 

O golpe não é exclusivo de Mato Grosso do Sul. Em todo o Brasil, pelo menos 2,9 milhões de dívidas desapareceram das consultas públicas nos últimos cinco anos, somando R$ 130 bilhões de mais de 66 mil credores brasileiros. 

Desse montando, R$ 20,8 bilhões correspondem a créditos públicos, afetando diretamente na arrecadação de Estados, municípios e da União. 

Com o aumento dos casos, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passou a monitorar decisões judiciais responsáveis pela retirada de protestos das bases de consulta, ampliando o acompanhamento do fenômeno em todo o País. 

O que fazer?

A recomendação da FCDL/MS é que o lojista não se baseie apenas em consultas rápidas aos birôs de crédito tradicionais. Antes de fechar negócios que envolvam prazo ou financiamento, a consulta direta e gratuita à base oficial dos Cartórios de Protesto se torna uma camada extra de segurança, capaz de revelar pendências que sistemas manipulados deixaram de exibir.

Para quem quer sair da inadimplência, de acordo com a FCDL, o caminho certo é a negociação direta com os credores e a busca por auxílio em plataformas confiáveis, como o SPC Brasil, um dos maiores sistemas de informações de crédito do País. 

A plataforma oferece ao consumidor consulta gratuita ao cadastro de inadimplência, orientações sobre negociação de dívidas e ferramentas para monitoramento do próprio nome. Para empresas e lojistas, disponibiliza análise de crédito, consulta de cadastro de clientes e soluções para gestão de risco e recuperação de crédito.

Prejuízo

Apreensão de 14 kg de drogas causa prejuízo de R$ 316 mil ao tráfico

Dupla é presa em flagrante na BR-158 durante abordagem entre Brasilândia e Três Lagoas; carga tinha como destino o interior de São Paulo

15/06/2026 17h17

Apreensão na BR-158

Apreensão na BR-158 Foto: Divulgação

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Uma ação de fiscalização do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) resultou na apreensão de mais de 14 quilos de entorpecentes na manhã de domingo (14), na BR-158, em Três Lagoas.

A ocorrência, registrada no quilômetro 319 da rodovia, no trecho entre Brasilândia e Três Lagoas, levou à prisão em flagrante de dois homens, de 30 e 31 anos.

De acordo com informações policiais, a equipe realizava patrulhamento ostensivo e preventivo quando identificou um veículo com comportamento considerado suspeito. Diante da situação, foi feita a abordagem e, durante a vistoria no automóvel, os militares localizaram drogas escondidas no porta-malas.

Após a pesagem, foram apreendidos 5,45 quilos de maconha, 5,20 quilos de pasta base de cocaína e 3,55 quilos de haxixe, totalizando mais de 14 quilos de entorpecentes.

O volume representa um prejuízo estimado em R$ 316,7 mil às organizações criminosas, conforme avaliação das autoridades.

Durante o interrogatório inicial, os suspeitos relataram que a carga teria saído de Campo Grande e seria levada até a cidade de Lins, no interior de São Paulo, onde ocorreria a entrega.

Diante do flagrante, os dois homens receberam voz de prisão e foram encaminhados, juntamente com o veículo e o material apreendido, à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Três Lagoas.

O caso segue sob investigação, e os envolvidos permanecem à disposição da Justiça.

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