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Situação do Rio Miranda ainda continua alarmante em Mato Grosso do Sul

A cheia atual já é a 6ª maior nos últimos 57 anos, de acordo com o Imasul

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Embora o nível do Rio Miranda tenha diminuído nos últimos dias, a situação nas estações Estrada MT-738 (em Nioaque) e Miranda, ainda é crítica e continua sob alerta.

No último sábado (30), o nível de água da estação telemétrica Estrada MT-738 chegou a 6,93m.

Últimas Notícias

Já ontem (31), no mesmo local, a altura do rio atingiu os 6,86m. Hoje (1º), está em 4,81m.

Na estação telemétrica de Miranda, o Rio Miranda alcançou 7,63m no sábado. Já no domingo, atingiu 7,6m. Hoje, está em 7,46m.

Os dados são do Boletim Diário do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL).

O Rio Miranda transbordou no último dia 28, deixando 25 famílias desabrigadas. Edson Moraes, prefeito da cidade, decretou situação de emergência.

De acordo com Estação Meteorológica da Uniderp, em janeiro choveu cerca de 260mm na cidade, enquanto o esperado para o mês todo era de 197,7mm.

Outros rios

O Rio Taquari estava sob em alerta até ontem, quando registrou o nível de 4,05m. Hoje, sua situação está normal, em 3,96m.

A situação do Rio Aquidauana também estava alarmante. Na última segunda-feira (25), a estação telemétrica da cidade de Aquidauana registrava 6,41m.

No sábado, 4,47m e ontem 4,12m. Hoje está em 4,03m. Já o nível do rio no distrito de Palmeiras, hoje, está em 2,61m, normal. 

O Rio Paraguai está em situação de normalidade. Em Ládario, seu nível no sábado era de 1,36m. Ontem, 1,38m. E hoje também está em 1,38m.

A estação telemétrica de Porto Esperança no Rio Paraguai apontava em 30 de janeiro a altura de 1m. Ontem, 1,01m e hoje 1,03m.

Já na estação telemétrica de Porto Murtinho, hoje, o nível do Rio Paraguai atinge 2,96m. Ontem alcançou 2,98m e hoje está em 3,04m. 

O Rio Piquiri, na divisa com o estado de Mato Grosso, atinge hoje a altura de 4,04m. Ontem, alcançou 3,99m e anteontem 3,93m.

Previsão do tempo para os próximos dias 

De acordo com o merceologista Natálio Abrahão, hoje chove em Miranda e em Aquidauana e pelo menos até a próxima quarta feira (3), chuvas isoladas entre começo da tarde e noite devem ocorrer nessas regiões.

De acordo com o Climatempo, hoje (1), a mínima em Corumbá será de 25ºC, e a máxima de 35ºC e pode chover 6mm. Já na terça, a mínima será de 24ºC, e a máxima de 36ºC, com previsão de chuva de 5mm. 

Hoje, a mínima em Aquidauana será de 24ºC, e a máxima de 35ºC e pode chover 10mm. Já na terça, a mínima será de 23ºC, e a máxima de 36ºC e deve chover cerca de 5mm. 

Hoje, a mínima em Miranda será de 25ºC, e a máxima de 35ºC, com previsão de chuva de 6mm. Já na terça, a mínima será de 25ºC, e a máxima de 36ºC e pode chover 5mm.

Chuvarada

Em Miranda choveu cerca de 260mm em janeiro, sendo que o esperando para o mês era de 197,7mm.

Em Aquidauana, só no mês passado, choveu 305,4mm. O esperado era de 197,5 para janeiro todo.

Em Corumbá choveu 557,4mm só no primeiro mês do ano. O esperado para a cidade era de 145,4mm.

Verão

O verão é umas das quatro estações do ano. Compreende os meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março.

Suas principais características são chuvas recorrentes, tempo úmido, calor e dias mais longos. No Brasil, o verão começou em 21 de dezembro de 2020 e vai até 20 de março deste ano.

Deve-se tomar cuidados em casos de tempo adverso nesta época do ano por conta da chuva forte.

Recomendações em casos de tempo adverso, segundo o CEMTEC

  • Em caso de chuva: não enfrentar pontos de alagamento ou enxurradas; procurar rotas alternativas no trânsito e dirigir devagar;
  • Em caso de raio: evitar locais abertos; não ficar debaixo de árvores; não ficar próximo a cercas de metal; ficar calçado e desligar eletroeletrônicos da tomada;
  • Em caso de granizo: deve-se tomar cuidado no deslocamento após chuva de granizo, pois o chão fica escorregadio.

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SANEAMENTO BÁSICO

Mato Grosso do Sul deve atingir universalização de esgoto até dezembro

Desde 2021, cobertura de esgoto pulou de 46% para 75% nos 68 municípios do Estado atendidos pela Aegea

02/03/2026 08h00

Divulgação/Àguas Guariroba

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Sob o comando da Aegea Saneamento, o sistema de esgotamento sanitário de Mato Grosso do Sul caminha para atingir sua universalização ainda este ano, com expectativa da conquista acontecer em dezembro.
Em maio de 2021, a Aegea Saneamento assumiu a operação do esgotamento sanitário de 68 cidades do Estado, a partir da vitória em um leilão de parceria público-privada (PPP), por meio da concessionária Ambiental MS Pantanal, em parceria com a Empresa de Saneamento do Mato Grosso do Sul (Sanesul).

Na época, a média de cobertura sanitária somente nestes municípios da concessão era de apenas 46%, estatística que saltou para 75% em janeiro deste ano, depois de quase cinco anos de operação da empresa. 

Neste período, foram implantadas uma média de 687,9 quilômetros de novas redes de esgoto, beneficiando cerca de 145 mil pessoas somente com esta atuação, fruto de investimentos que ultrapassam a casa dos R$ 500 milhões.

“Do ponto de vista social, nós estamos reduzindo a exposição da população a doenças de veiculação hídrica, ampliando condições de saúde e bem-estar. Além disso, a expansão do esgotamento sanitário fortalece a segurança ambiental dos territórios, contribuindo para a melhoria da qualidade das águas, e a proteção de ecossistemas”, diz o diretor-presidente da Águas Guariroba e da Ambiental MS Pantanal, Gabriel Buim.

A estimativa para este ano é ainda melhor, com expectativa de atingir 86% a partir da PPP nas 68 cidades.

Considerando todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, há cinco anos a cobertura de esgoto estava em 60,19% e a expectativa é de superar os 90% em até 10 meses. Para o futuro, é esperado que o índice só aumente ano após ano e atinja 98% em 2031.

“Com a porcentagem de cobertura atual, mais a execução das obras de 2026, a expectativa é que no fim de dezembro o Estado esteja com o sistema de esgotamento sanitário universalizado”, pontua a empresa.

Duas das cidades que mais sentiram a diferença com a PPP foram Inocência e Figueirão, que apresentavam somente 13,69% e 11,59% de cobertura em 2021 e pularam para 99% e 96,48% no mês passado, respectivamente.

Contudo, há uma cidade que conseguiu conquistar a universalização partindo do zero: Novo Horizonte do Sul. O município de quase 5 mil habitantes não tinha cobertura sanitária em 2021, mas atualmente já conta com índice de 94,16%.

“Como operadora de um serviço público essencial à vida, entendemos que servir as pessoas é o nosso propósito. Essa transformação foi possível, principalmente, por planejamento técnico e logístico, aliado à execução contínua e ao compromisso das equipes com metas, prazos e padrões de qualidade”, destaca Buim.

CAMPO GRANDE

Desde 2010, a Aegea Saneamento administra a empresa Águas Guariroba, responsável pelos serviços de água e esgoto de Campo Grande. Desde então, foram investidos cerca de R$ 2,5 bilhões, que resultaram no avanço significativo no setor.

No início, a Capital tinha apenas 19,8% de cobertura sanitária e hoje já tem 94% da população coberta com coleta e tratamento de esgoto, além de 99% com acesso à água de qualidade.

Atualmente, Campo Grande possui uma rede de água tratada de mais de 4 mil km, duas estações de tratamento de água e mais de 150 poços profundos que compõem o sistema de abastecimento.

O esgoto é transportado para duas estações de tratamento de esgoto (ETE) por meio de uma rede com mais de 3 mil quilômetros, estações elevatórias de esgoto, sendo 100% do esgoto coletado tratado.

Uma das estações está localizada no Bairro Los Angeles, inaugurada em 2008 e tem a capacidade de tratar 1.080 litros por segundo. Quatro anos depois, foi entregue a ETE Imbirussu, com 2 mil metros quadrados de área construída e capacidade de tratar 120 litros por segundo.

Estação de tratamento de esgoto da região Imbirussu, uma das duas que Campo Grande tem - Foto: Divulgação/Àguas Guariroba

Contudo, em breve, uma nova estação de tratamento de esgoto está prestes a ser inaugurada em Campo Grande, localizada na região norte da Capital e chamada de Botas.

Em fase final das obras, deverá tratar mais de 600 milhões de litros de esgoto por ano quando concluída e vai beneficiar mais de 12 mil moradores dos Bairros Nova Lima, Jardim Colúmbia, Vida Nova e Jardim Anache.

Até o fim do ano, a expectativa de cobertura da Águas Guariroba na Capital atinja os 96%, se consolidando como uma das capitais brasileiras mais próximas da universalização total (100%) de esgoto, que é reflexo de Campo Grande ser a Capital que mais investe em saneamento por habitante, conforme o Ranking do Saneamento do Instituto Trata Brasil (ITB) 2025.

De 2019 a 2023, a média de investimento das capitais do Brasil em saneamento foi de R$ 130,05 por habitante. Campo Grande investiu um volume 50% maior, R$ 195,31 por habitante, um total de R$ 877 milhões.

“Nosso propósito é prestar um serviço sanitário em conformidade com requisitos legais e as melhores práticas de mercado, com eficiência econômica, respeito ao meio ambiente e as pessoas, contribuindo para qualidade de vida e saúde da população onde atuamos”, conclui o diretor-presidente.

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Impacto

Aquecimento já altera até a forma de definir El Niño

Durante 75 anos, meteorologistas determinavam a ocorrência dos fenômenos

01/03/2026 21h00

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A Agência de Atmosfera e Oceanos dos EUA, a NOAA, anunciou uma nova forma de determinar a ocorrência dos fenômenos El Niño e La Niña. A alteração foi necessária porque o aquecimento global tem provocado mudanças climáticas significativas e muito rápidas nos últimos anos, fazendo com que o método anterior deixasse de funcionar.

Durante 75 anos, meteorologistas determinavam a ocorrência dos fenômenos baseados na diferença das temperaturas aferidas em três regiões do Pacífico Tropical com a temperatura média considerada normal. Mas as temperaturas vêm aumentando tanto e tão rapidamente que a agência começou a atualizar o seu conceito de "normal" a cada cinco anos.

Mesmo assim, não estava funcionando. Por isso, a agência resolveu criar um novo índice El Niño/La Niña.

Para o novo índice, a temperatura média é comparada à de todas as regiões tropicais do Pacífico. A diferença de medição chega a meio grau, o que é bastante significativo.

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