Cidades

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Soja chinesa virou brasileira e "invadiu" o Cerrado

Soja chinesa virou brasileira e "invadiu" o Cerrado

Redação

26/09/2009 - 21h05
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        Da redação

        As árvores de casca grossa, caules retorcidos, e o chão de terra poeirenta não deixam dúvidas: o cerrado não é lugar para qualquer plantinha. Durante seis meses do ano, entre maio e setembro, não cai uma gota de chuva nesse interiorzão brasileiro. E mesmo quando chove, o solo nativo é imprestável para a agricultura: ácido, cheio de alumínio tóxico e pobre em quase todos os nutrientes essenciais.

        Só mesmo um louco - ou um bando de cientistas destemidos - para achar que esse ambiente de biodiversidade riquíssima, porém aparentemente inóspito e improdutivo, poderia se tornar um dos canteiros mais férteis da agricultura mundial. Mas aconteceu. Foi obra da Embrapa. Trinta anos atrás, a recém-criada Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária lançou sua maior "insanidade" científica: pegou uma planta de origem chinesa, típica de climas temperados, e fez dela a rainha da agricultura tropical.

        A soja, que até os anos 70 só podia ser plantada do Paraná para baixo, onde o clima era mais parecido com o da China, virou-se para o norte e tomou conta do cerrado. Invadiu Mato Grosso do Sul, avançou pelas bordas do Sudeste, conquistou Goiás, criou raízes em Mato Grosso, subiu pelo Tocantins, embrenhou-se no Maranhão e foi bater na porta da Amazônia. "Hoje temos tecnologia para cultivar soja em qualquer lugar do País, em qualquer época do ano", diz o pesquisador Plínio Souza, da Embrapa Cerrados, um dos principais responsáveis pela invenção da soja tropical. "É uma tecnologia 100% brasileira."

        Em pouco mais de três décadas, turbinada pela nova genética verde-e-amarela, a oleaginosa chinesa transformou-se no maior produto do agronegócio brasileiro. Em 2007, a indústria da soja movimentou R$ 41,3 bilhões em grãos, máquinas, sementes, fertilizantes, pesticidas, logistica, mão-de-obra, refino de óleo, produção de ração animal e outros componentes da cadeia produtiva. Isso equivale a 6,4% do PIB agrícola e 1,6% do PIB total do País. Os cálculos foram feitos pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a pedido do Estado. Só as exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo) renderam R$ 26,2 bilhões no ano passado, e a expectativa é que passem dos R$ 32 bilhões em 2008.

        Apesar não ser vista tradicionalmente como um "alimento" - a exemplo do arroz, do feijão e do milho, que são consumidos diretamente no prato -, a soja está embutida, direta ou indiretamente, em boa parte da dieta brasileira. É ingrediente básico de muitos alimentos industrializados no supermercado, na forma de lecitina ou óleo, e principal fonte de proteína na ração de suínos e aves, na forma de farelo. Só fica fora do menu do boi, que come principalmente pastagem. "Quando você come frango e porco, está comendo proteína de soja", diz o secretário-geral da Abiove, Fabio Trigueirinho. Segundo ele, seria impossível o Brasil abrir mão dessa cultura. "Se deixássemos de produzir soja, teríamos de importar."

        No rastro da soja no cerrado vieram o milho, o feijão, o arroz, as máquinas, os fertilizantes, as estradas, a construção civil e os vilarejos transformados em metrópoles da noite para o dia com a riqueza do agronegócio. "Falar de soja é falar de muita coisa. Os benefícios sociais e econômicos, diretos e indiretos, são enormes", diz o ex-presidente da Embrapa, Silvio Crestana.

        De mera periferia agrícola, o cerrado virou o celeiro de quase metade dos alimentos brasileiros. Hoje, 40% dos 200 milhões de hectares do bioma estão ocupados com 61 milhões de hectares de pastagens e 17,5 milhões de hectares de plantações. Segundo cálculos da Embrapa e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), é desse território que saem 47% dos grãos (soja, milho, arroz, feijão, sorgo e algodão caroço), 40% da carne bovina e 36% do leite produzidos no País. "A incorporação do cerrado à agricultura foi a maior conquista do Brasil", afirma José Garcia Gasques, coordenador-geral de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

        No caso da soja, a contribuição do cerrado cresceu dez vezes entre as décadas de 70 e 80, passando de 2% para 20% da produção nacional do grão. No ano passado, chegou a 68,5%. De fato, a soja foi tão bem adaptada ao cerrado que hoje ela é muito mais produtiva no Centro-Oeste do que no Sul, onde foi originalmente introduzida. Em Mato Grosso, os melhores produtores chegam a ensacar 4,6 toneladas de soja por hectare (a maior produtividade do mundo), enquanto no Rio Grande do Sul a produtividade média é de 2 toneladas por hectare (a menor do Brasil). (informações do Estadão)

VÍTIMA FATAL

Homem morre após perder controle de veículo e colidir com muro

Outras duas pessoas estavam no carro no momento e saíram ilesas; acidente é o 4º caso que registra morte do condutor

07/08/2026 09h20

João Pedro Flores

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Um homem, de 27 anos, morreu no início da manhã desta sexta-feira (07) após perder o controle do carro e colidir contra um muro. O acidente aconteceu na Avenida Guiacurus, no bairro Jardim Monumento, por volta das 04h30 e haviam outros dois passageiros.

A vítima fatal foi identificada como Jonathan Pereira de Oliveira, responsável por conduzir o veículo Corsa Sedan.

Conforme apuração in loco do Correio do Estado, as outras duas pessoas eram uma menina de 17 anos, e um outro homem de 24 anos, ambos foram encaminhados à Santa Casa, mas sem gravidade.

Segundo os policiais foram encontradas latas de cervejas no carro e, supostamente, o grupo estava em uma conveniência anteriormente.

A vítima morreu no momento da colisão, e em imagens capturadas por câmera de segurança é possível ver o carro colidir com o muro e capotar.

O primo de Jonathan Pereira esteve no local e foi informado da morte por uma ligação de sua avó. O carro que a vítima conduzia estava com o licenciamento atrasado e não estava registrado em seu nome. Além disso, o homem não possuia habilitação para dirigir.

De acordo com os dados da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), que registra as estatísticas de mortes de condutores no trânsito por acidentes que aconteceram em Campo Grande, o caso de Jonathan foi o 4º registrado neste ano. 

Vítima não possuia habilitação e licenciamento do carro estava atrasado - Foto: João Pedro Flores

O total de vítimas fatais, incluindo motociclistas, ciclistas, pedrestes e condutores, durante o primeiro semestre de 2026 foram de 33 óbitos, todos em meio urbano.

Equipes da Polícia Militar e de socorro estiveram no local para realizar os procedimentos necessários, bem como a equipe de perícia para retirada do corpo. No momento, o tráfego na via segue normalmente.

Veja o vídeo do momento da batida capturado por câmera de segurança:

 

ENERGIA RENOVÁVEL

UEMS recebe R$ 5,2 milhões da Itaipu para projetos de energia solar

Recurso será aplicado em ações de geração fotovoltaica e integra programa de quase R$ 102 milhões que contempla instituições públicas

07/08/2026 09h00

Investimento da Itaipu prevê instalação de sistemas fotovoltaicos e melhorias na infraestrutura elétrica de instituições públicas de ensino

Investimento da Itaipu prevê instalação de sistemas fotovoltaicos e melhorias na infraestrutura elétrica de instituições públicas de ensino Divulgação

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A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) contará com R$ 5,2 milhões para implantação de projetos de geração de energia voltaica. O recurso publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (7), faz parte de uma iniciativa da Itaipu Binacional voltada à ampliação do uso de fontes renováveis em instituições públicas de ensino superior e técnico do Paraná e de MS. 

O repasse à UEMS é de R$ 5.211.899,52, conforme o extrato do Instrumento de Repasse. O documento foi assinado no dia 31 de julho pela universidade e pela Caixa Econômica Federal, que atua como representante da Itaipu.

Conforme o instrumento, os recursos serão destinados à implementação das ações previstas no plano aprovado pela Itaipu para apoiar projetos de geração fotovoltaica em instituições públicas de ensino.

O investimento destiado à UEMS integra um programa mais amplo da Itaipu, que prevê aplicação de quase R$ 102 milhões em projetos de energia renovável em instituições dfe ensino dos dois estados.

Ao todo, 15 instituições foram contempladas pelo edital IPES/2025. Os projetos alcançam 91 campi universitários e técnicos e incluem, além da instalação de sistemas fotovoltaicos, modernização da infraestrutura elétrica e estruturação de laboratórios destinados à pesquisa na área de energia.

Do montante total previsto pelo programa, aproximadamente R$ 20 milhões serão destinados a projetos em oito municípios de Mato Grosso do Sul.

Entre as instituições do Estado contempladas estão a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), que receberá R$ 10,6 milhões; a UEMS, com R$ 5,2 milhões; a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), com R$ 2 milhões; e o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), também com aproximadamente R$ 2 milhões.

O Paraná ficará com a maior parcela dos investimentos, aproximadamente R$ 82 milhões, distribuídos entre instituições localizadas em 39 municípios.

Considerando os dois estados, R$ 63,5 milhões serão destinados a universidades federais e outros R$ 38,5 milhões a instituições estaduais e uma universidade municipal.

Pesquisa e inovação

De acordo com o portal Canal Solar, a previsão é de instalação de aproximadamente 16,5 megawatts (MW) de potência em painéis fotovoltaicos. Segundo estimativa divulgada pela Itaipu, os módulos ocuparão, somados, uma área equivalente a cerca de oito campos de futebol.

Com a geração própria de energia, a expectativa é que as instituições beneficiadas reduzam conjuntamente suas despesas com eletricidade em aproximadamente R$ 10 milhões por ano.

A economia poderá liberar recursos dos orçamentos das universidades e institutos para outras áreas, entre elas assistência estudantil, expansão das atividades acadêmicas e desenvolvimento de pesquisas.

O programa também prevê investimentos na infraestrutura científica das instituições beneficiadas. Aproximadamente R$ 25,3 milhões serão destinados à aquisição de equipamentos para 39 laboratórios universitários ligados ao setor energético.

A proposta é ampliar a capacidade de pesquisa e desenvolvimento tecnológico em áreas relacionadas à energia renovável, transição energética, sustentabilidade e armazenamento de energia.

Com a assinatura dos planos de ação, as instituições contempladas ficam autorizadas a avançar nos procedimentos necessários para contratação dos serviços e implantação dos projetos.

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