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Soluções simples para transformar Campo Grande

Especialista defende medidas simples para melhorar drenagem, trânsito e ciclovias e para revitalizar o Centro sem depender de grandes obras ou investimentos vultosos

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Quando se trata de enxergar soluções simples para situações aparentemente complexas em Campo Grande, o nome que vem à mente é o do engenheiro civil e especialista em Projetos Urbanos Fernando Madeira.

O Correio do Estado procurou o especialista para tratar de algumas soluções que podem custar pouco, mas transformar em larga escala o cotidiano dos moradores da cidade.

“Hoje, temos de ser realistas. Se formos analisar o orçamento público, seja federal, estadual ou municipal, ele é muito apertado, o que significa que os governos hoje não têm sobra de dinheiro. Sempre há muito comprometimento da receita”, comenta Madeira.

Ele conta que, nas cidades, há sempre demandas de obras muito caras e muitos gargalos, mas que soluções básicas podem transformar o cotidiano da população. E, nessas horas, o planejamento contribui para uma solução eficiente, simples e mais barata.

No caso da drenagem, com reflexo direto na manutenção de ruas, Fernando Madeira ressalta que há uma solução simples que já poderia ter sido feita nas últimas décadas, quando o asfaltamento se expandiu em Campo Grande.

“Se em toda grande obra o Município exigisse, por exemplo, a instalação de uma aduela pré-fabricada nos cruzamentos, nos últimos 18 anos, já teríamos 18 mil dispositivos desses”, explica.

As aduelas pré-fabricadas são caixas e corredores de escoamento de água da chuva. A instalação desses equipamentos nos cruzamentos da cidade onde o sistema de drenagem é incompleto, segundo Madeira, teria um efeito prático visível, que teria impacto direto, melhorando a eficiência do escoamento da água da chuva e preservando o asfalto, ao evitar uma alta concentração de água sobre o pavimento.

“É um efeito formiguinha. Pode ser feito em bairros onde não há drenagem, como há muitos em Campo Grande, ou onde há drenagem, mas não há retenção da água da chuva”, ressalta.

Em meio ao problema crônico dos buracos no asfalto, que se espalham pelas ruas de Campo Grande em uma proporção muito maior do que são tampados, a solução pode significar economia para o Município e um problema a menos para o cidadão se queixar.

Engenheiro Fernando Madeira em seu escritório, em Campo Grande Engenheiro Fernando Madeira em seu escritório, em Campo Grande (Foto: Gerson Oliveira)

“Nos projetos novos de pavimentação, todos têm retenção de água. Mas nos projetos antigos, não, e todos deveriam ter. Eu vou te dar um exemplo: se há 18 anos tivéssemos implantado estas soluções de drenagem, o que nós já teríamos melhorado?”, questiona.

“Ao melhorar a drenagem e a retenção, na maioria das vezes, se consegue melhorar também a qualidade do pavimento, porque, em boa parte das situações, é por falta de uma drenagem correta que o pavimento se deteriora”, analisa.

Trânsito

Mas não é apenas para o problema da drenagem que Fernando Madeira tem sugestões de soluções simples. Ele também mostra que, na organização do trânsito, a cidade pode evitar problemas futuros, agindo preventivamente a partir de agora.

Ele dá o exemplo do escalonamento dos horários para beneficiar o trânsito, como mudanças no horário de funcionamento do comércio em certas regiões da cidade e nos horários de entrada nas escolas, ações que podem deixar o trânsito mais fluido, mas também melhorar o movimento em algumas regiões comerciais, como o centro da cidade.

“Se colocarmos a entrada da escola pública em um horário, das escolas particulares em outro, a abertura do comércio em outro, eu estratifico os gargalos do trânsito, e o efeito de uma solução como esta, que tem zero custo financeiro, é perceptível”, explica.

Uma ação como esta melhora até mesmo a qualidade do transporte público, segundo Madeira, pois garante o fluxo necessário durante todo o dia, e não apenas nos horários de pico, quando a demanda dos usuários é maior e, por isso, exige também uma frota maior. Com o escalonamento, a ociosidade da frota fora do horário de pico seria bem menor, por exemplo.

Ainda sobre o trânsito, para o especialista, a cidade deve utilizar melhor a tecnologia disponível, como a internet 5G e aplicativos de navegação, para gerenciar o tráfego em tempo real.

Ele sugere que a sinalização e os semáforos inteligentes podem ajudar a distribuir o fluxo para vias alternativas pouco exploradas pelos motoristas. “Muitas vezes, fornecer a informação ao cidadão sobre caminhos menos congestionados já ajuda a desafogar as vias principais”, diz.

Mais soluções

Além do escalonamento de horários, Fernando Madeira aponta outras intervenções de baixo custo e alto impacto para a mobilidade e o urbanismo de Campo Grande, baseadas na premissa de que o planejamento e a constância são mais eficazes que grandes obras isoladas.

Quanto à mobilidade alternativa, ele observa que o grande volume de motocicletas na Capital é um reflexo do crescimento “espalhado” da cidade, o que torna o transporte coletivo lento e ineficiente para longos trajetos, como o deslocamento entre as Moreninhas e o Centro, por exemplo.

Para ele, a solução para atrair o usuário de volta ao transporte público ou a outros modais passa pela viabilidade econômica e pela rapidez.

Mais ciclovias

Como Campo Grande é uma cidade plana, o especialista defende o investimento maciço em ciclovias conectadas, e não apenas ciclofaixas, para permitir que as pessoas utilizem a bicicleta de forma segura para o lazer e o trabalho.

Outra solução simples seria o aproveitamento da “caixa” de ruas em bairros antigos: muitas vias têm calçadas ou recuos largos que permitiriam a criação de uma pista adicional apenas com o remanejamento de postes e bocas de lobo, uma intervenção muito mais barata que uma grande desapropriação.

Centro

Sobre a pouca efetividade da revitalização do Centro, Madeira critica a visão de que apenas incentivos fiscais, como isenção de IPTU ou ISS, resolverão o esvaziamento da área. Ele defende que o Centro precisa de atrativos físicos e serviços que funcionem em horários estendidos.

Por exemplo, o fechamento precoce das lojas impede que o cidadão utilize o Centro para lazer ou serviços após o expediente. Também há a necessidade de polos de serviço, como a instalação de grandes hospitais ou centros administrativos na região, que poderia gerar um fluxo constante de pessoas e alimentar o comércio local.

feriadão

Três pessoas morrem em mais uma tragédia na BR-163 em MS

Informações iniciais apontam a morte de três pessoas na região norte do Estado, entre São Gabriel do Oeste e Rio Verde, na manhã desta segunda-feira (7)

07/09/2026 12h30

Vítimas estavam em uma caminhonte que foi atingida por uma carreta próximo da cidade de São Gabriel do Oeste

Vítimas estavam em uma caminhonte que foi atingida por uma carreta próximo da cidade de São Gabriel do Oeste

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Três pessoas morreram vítimas da colisão frontal de uma caminhonete Ford Ranger e uma carreta na BR-163, entre as cidades de São Gabriel do Oeste e Rio Verde de Mato Grosso, na manhã desta segunda-feira (7). Com mais este caso, foram pelo menos cinco mortes em rodovias de Mato Grosso do Sul em menos de 12 horas. 

A colisão com as três mortes aconteceu próximo da cooperativa Coamo, a cerca de 15 quilômetros da área urbana de São Gabriel, num trecho sem pista dupla da rodovia. Apesar da gravidade do impacto, o tráfego seguiu em meia pista ao longo de toda a manhã.

Conforme informações da concessionária Motiva Pantanal, uma das pessoas fo socorrida com vida e por conta disso a concessionária contabilizou duas mortes no acidente. 

De acordo com informações do site EdiçãoMS, as três vítimas ficaram presas às ferragens da caminhonete e até o fim da manhã os nomes não haviam sido divulgados. O condutor da carreta não sofreu ferimentos considerados graves, conforme as informações iniciais. 

Equipes de resgate da concessionária Motiva Pantanal foram acionadas para fazer o desencarceramento e prestar atendimento no local. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também foi mobilizada para acompanhar a ocorrência e orientar o tráfego.

As circunstâncias e causas do acidente ainda estavam sendo apuradas, mas a suspeita inicial é de que tenha ocorrido uma ultrapassagem indevida.

TRAGÉDIA RECENTE

No dia 16 de agosto, a colisão envolvendo duas carretas e três carros de passeio provocou a morte de cinco pessoas e ferimentos em outras quatro. A tragédia aconteceu em um trecho sem duplicação entre as cidades de Campo Grande e Bandeirantes. 

O motorista de um carro de passeio forçou uma ultrapassagem, foi atingido por uma carreta que seguia no sentido contrário e na sequência os outros veículos foram atingidos. Um deles transportava combustíveis e todos os veículos foram carbonizados. Quatro das vítimas morreram no local e a quinta, dias depois. 

Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre os dias 1° de janeiro e 20 de agosto, a BR-163 em Mato Grosso do Sul registrou 38 mortes, sendo oito a mais do que no mesmo período do ano anterior. 

As mortes ocorreram vítimas de 497 acidentes, sendo 130 considerados graves. Neste intervalo em 2025, foram 492 casos de acidentes na rodovia e os mesmos 130 de maneira mais grave.

MAIS BR-163

Em outro acidente neste feriadão, na região sul do Estado, a jovem Danieli Valdoino Spack, de 27 anos, morreu vítima de um capotamento que deixou outras três pessoas feridas. O acidente aconteceu por volta das 23h45 deste domingo (6), entre as cidades de Eldorado e Mundo Novo, na BR-163.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o veículo em que estavam as vítimas saiu da pista em uma curva, bateu contra uma placa e capotou diversas vezes. Os feridos, um deles considerado em estado gravíssimo, foram levados para atendimento em Eldorado. 

MS-141

Em outro acidente, também no sul do Estado, o motociclista José Carlos da Silva, de 51 anos, morreu vítima da colisão de sua moto com uma caminhonete Hilux na MS-141, entre as cidades de Ivinhema e Naviraí.

A colisão aconteceu de madrugada, por volta das 04:30 horas, e o condutor da caminhonete permaneceu no local e acionou o socorro, mas o motociclista, que estava a caminho do trabalho, teve morte instantânea.

Os socorristas informaram que o condutor da caminhonete saiu ileso mas não informaram as prováveis causas da colisão. Imagens do local do acidente revelam que a rodovia estadual está tomada por buracos e nas redes sociais dezenas de usuários da rodovia protestavam contra a má qualidade do asfalto e atribuíram o acidente à buraqueira da estrada.

Vítimas estavam em uma caminhonte que foi atingida por uma carreta próximo da cidade de São Gabriel do OesteMotociclista de 41 anos morreu na madrugada desta segunda-feira próximo a Ivinhema, na MS-141, que está tomada por buracos

 

CAMPO GRANDE

Civis e militares se unem e desfilam para 12 mil pessoas no 7 de Setembro

Atrações do desfile de 7 de Setembro na Cidade Morena mobilizaram entre cerca de dez até 12 mil pessoas no centro da Capital

07/09/2026 11h10

A chamada

A chamada "pira" foi acendida pelo 2° tenente Samuel Ramires Junior, do Corpo de Bombeiros.  Paulo Ribas/Correio do Estado

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Nem mesmo o frio foi capaz de espantar os ânimos do campo-grandense durante este 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, que reuniu cerca de 12 mil pessoas no Centro da Capital do Mato Grosso do Sul, reunidas para observar os desfiles dos militares e também de escolas que não puderam desfilar no 26 de agosto que marcou o aniversário da Cidade Morena. 

Vale lembrar que, devido às fortes chuvas que caíram sobre a Cidade Morena no aniversário da Capital, o desfile com cerca de 60 instituições teve de ser cancelado. Por esse motivo, algumas escolas aproveitaram para desfilar hoje junto do evento que costuma ser composto em sua maioria por militares. 

Com isso, as ruas foram tomadas por toda a sorte de pessoas, desde os civis e militares, até o próprio público presente e os familiares que buscam prestigiar aqueles que costumeiramente desfilam nas populares bandas marciais. 

Conforme informações repassadas pelo Exército Brasileiro, as atrações do desfile de 7 de Setembro em Campo Grande mobilizaram entre cerca de dez até 12 mil pessoas. A chamada "pira" foi acendida pelo 2° tenente Samuel Ramires Junior, do Corpo de Bombeiros. 

Entre as autoridades estiveram presentes o Governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, figuras políticas como os senadores Nelsinho Trad e Tereza Cristina; o presidente da Câmara Municipal, Epaminondas "Papy" Vicente Silva Neto; o deputado Federal Luiz Ovando; o vereador Professor Riverton, além de nomes como Reinaldo Azambuja e Ulisses Rocha

Com 150 alunos, a Associação Cidade dos Meninos de Campo Grande foi a instituição responsável por realizar a abertura do desfile, seguidos por: 

  • Juliano Varela;
  • Desbravadores e Aventureiros;
  • Demolay; 
  • Filhas de Jó;
  • Flores do Pantanal;
  • Sesc/Senac; 
  • Educandário Getúlio Vargas;
  • E.E Amando de Oliveira; 
  • E.E Vereador Cristóvão Silveira; 
  • E.E Tetônio Vilela; 
  • E.E Cívico-Militar Marçal de Souza Tupã-Y; 
  • E.E Prof. Silvio Oliveira dos Santos; 
  • E.E Profª Neyder Suelly C. Vieira; 
  • E.E Cívico-militar Prof. Alberto Elpídio Ferreira Dias (Prof.Tito); 
  • E.E José Maria Hugo Rodrigues 
  • E.E José Antônio Pereira 
  • Centro Estadual de Educação Profissional Profª Maria de Louders Widal Roma 
  • E.E Lino Vilachá 
  • E.E Sebastião Santana de Oliveira 
  • Colégio Militar (Lucação CMO) 
  • Exército Brasileiro - EB (Locução CMO) 
  • BACG (Locução BACG) 
  • PMMS+Cavalaria 
  • BMMS 

Além desses, houve também o desfile motorizado, que teve início por volta de 10h50, puxado pelo Comando Militar do Oeste, que contou com locução do CMO, seguidos pela Polícia Militar do Mato Grosso do Sul (PMMS), Corpo de Bombeiros (CBMS), polícias Penal e Científica, além da Delegacia-Geral de Polícia Civil que executou também um desfile a pé e com veículos.  

O desfile de 07 de Setembro em Campo Grande foi finalizado às 11h10. 

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