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Sotaque caipira teve origem na capital paulista, diz estudo

Sotaque caipira teve origem na capital paulista, diz estudo

R7 com informações do jornal O Estado de São Paulo

21/11/2010 - 15h41
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Puxar o "erre" ao falar palavras como "porta", a característica mais típica do sotaque do interior de Estado de São Paulo, já foi coisa também de paulistano. A pronúncia caipira (fala-se o "erre" como no inglês) teve seu berço na capital paulista e foi propagada para o interior do território nacional pelos bandeirantes.

Pesquisas ainda mostram que expressões imortalizadas em músicas de Adoniran Barbosa - como "frechada" - não se devem à imigração italiana: em São Paulo se falava assim muito antes da chegada dos italianos

Segundo o professor Manoel Mourivaldo Almeida, um dos coordenadores do Projeto Caipira, espécie de força-tarefa da FFLCH-USP (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo) para registrar o falar caipira paulista, quando as bandeiras seguiram a rota do Tietê foram deixando como "rastro" uma cultura própria e sua forma de falar, com a pronúncia do "erre" chamada pelos linguistas de retroflexa.

- Como eram comunidades mais isoladas que a capital, houve uma manutenção desse português.

De todas as características que marcam o dialeto caipira, é justamente o "erre" retroflexo a mais misteriosa e polêmica. Isso porque ele é a única "invenção" do dialeto - os demais traços são herança do português falado no norte de Portugal na época da colonização.

-Tem muito mito em torno da pronúncia do 'erre'. Ele só existe no Brasil e numa faixa específica.

Alguns linguistas defendem que a forma caipira de dizer o "erre" veio da influência do tupi no português. A língua dos índios tupinambá teria sido a influência mais óbvia, pois muitos bandeirantes falavam a língua geral, uma mistura de português e tupi. A hipótese, porém, é descartada por Almeida.

- Não há registro no tupi dessa pronúncia. Ela só existiu em uma outra língua indígena, pouco conhecida, o macro-gê.

Apesar de todos os estudos, até agora o processo exato que levou esse único som do macro-gê para dentro da língua portuguesa permanece desconhecido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONFRONTO

Jovem de 21 anos morre em confronto com a PM em distrito de Maracaju

Polícia apreendeu cerca de 22 quilos de maconha, revólver e tornozeleira eletrônica rompida em imóvel no distrito de Vista Alegre

01/11/2026 08h30

Polícia Militar apreendeu cerca de 22 quilos de maconha, revólver calibre .38 e tornozeleira eletrônica rompida durante ocorrência em Vista Alegre, distrito de Maracaju

Polícia Militar apreendeu cerca de 22 quilos de maconha, revólver calibre .38 e tornozeleira eletrônica rompida durante ocorrência em Vista Alegre, distrito de Maracaju Reprodução: Maracaju Speed

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Uma jovem de 21 anos morreu após ser baleado durante uma ação da Força Tática do 15° Batalhão da Polícia Militar, na tarde deste sábado (31), no distrito de Vista Alegre, em Maracaju, a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. Na ocorrência, os policiais apreenderam aproximadamente 22 quilos de maconha, uma arma de fogo e uma tornozeleira eletrônica danificada. 

Conforme divulgado no portal de notícia Maracaju Speed, o rapaz foi identificado como João G. G. Fleitas, ele foi atingido durante uma abordagem policial em uma residência localizada na Rua Vitória Alves Marcondes. João chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com informações policiais, a equipe realizava diligência após receber denúncias sobre o armazenamento e a comercialização de drogas na região. Durante o patrulhamento, os militares encontraram dois homens em frente a um imóvel.

Ao perceberem a aproximação da viatura, os suspeitos fugiram. Um deles correu pela rua e não foi localizado, enquanto João entrou na residência.

Segundo o relato da Polícia Militar, os agentes acompanharam o jovem até o imóvel e, durante a abordagem, ele teria apontado um revólver em direção à equipe. Os policiais efetuaram disparos, que atingiram o suspeito.

O rapaz foi encaminhado ao pronto-socorro da cidade, onde a morte foi constatada.

Conforme informações dos setores de inteligência policial, João possuía antecedentes criminais e seria ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Concurso

Terceira edição do CNU pode ter até 3 mil vagas

Edital depende da aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual

31/10/2026 21h00

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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Quem pretende fazer concurso público em 2027 pode se preparar. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), existe a expectativa de um novo Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) no próximo ano com até 3 mil vagas. 

A realização do certame, porém, depende da aprovação, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que permita espaço fiscal para preenchimento de novas vagas no serviço público.

Na nota enviada à Agencia Brasil, o MGI diz que considera o CNPU “uma política pública de renovação, modernização e democratização do acesso ao serviço público federal” e que a ideia é que ele se consolide como um processo permanente de seleção de servidores, com edições realizadas em ciclos regulares, idealmente a cada dois anos.

O CNPU foi criado em 2023 pelo governo federal e ficou conhecido como “Enem dos Concursos”. O objetivo foi centralizar os processos seletivos para contratação de servidores públicos em diversos órgãos do Poder Executivo federal e aumentar os locais de prova pelo país.

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