Cidades

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STJ ? Terceira Turma condena formalismo excessivo na interpretação de lei processual

STJ ? Terceira Turma condena formalismo excessivo na interpretação de lei processual

Redação

21/07/2010 - 01h30
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O advogado que junta documentos novos para instruir recurso de agravo de instrumento no tribunal de segunda instância não precisa apresentar as respectivas cópias ao juiz que proferiu a decisão agravada, basta informar sobre a existência de tais documentos. Para a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), esse entendimento é coerente com a ideia de que o processo não pode ser visto como um fim em si mesmo, mas como um caminho para a solução justa do litígio.

"O processo civil deve, na maior medida possível, exercer de forma efetiva sua função de instrumento criado para viabilizar que se chegue, com justiça e paridade de armas, a uma decisão de mérito", afirma a ministra Nancy Andrighi, relatora de recurso especial em que se alegava que a falta de apresentação de cópia dos documentos perante o juiz deveria levar o tribunal de segunda instância a nem sequer conhecer do agravo. O recurso especial foi desprovido pela Terceira Turma, em decisão unânime.

Essa condenação do STJ ao formalismo excessivo na interpretação das regras processuais foi provocada por uma mulher que havia obtido liminar judicial obrigando o ex-marido ao pagamento de pensão alimentícia. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, ao julgar agravo de instrumento do ex-marido, cassou a liminar, por entender que o casamento durou pouco tempo e que a mulher ? saudável, jovem e sem filhos ? não teria impedimento para trabalhar.

No recurso especial ao STJ, além de insistir na pensão, a mulher alegou que o ex-marido havia desrespeitado os procedimentos formais exigidos pelo Código de Processo Civil (artigo 526) para a apresentação do recurso de agravo de instrumento.

Segundo a ministra Nancy Andrighi, "o formalismo processual não pode ser interpretado de maneira desvinculada de sua finalidade, que é a garantia de um processo justo, célere e prático". Como a maneira de proceder do advogado do ex-marido não causou prejuízo algum à outra parte, a relatora não viu razão para que o tribunal gaúcho tivesse deixado de analisar seu apelo. "O juiz não está autorizado a interpretar a lei processual de maneira a dificultar que se atinja uma solução para o processo, se há, paralelamente, uma forma de interpretá-la de modo a se chegar a tal solução", acrescenta a relatora.

        Quanto à cassação da liminar que determinou o pagamento de pensão, ficou mantida a decisão do tribunal estadual, uma vez que a Terceira Turma entendeu que rever esse assunto no mérito exigiria um reexame das provas do processo, o que não é permitido em recurso especial.

         

        (Assessoria de Imprensa STJ)

HOMICÍDIO

Homem é perseguido e morto a tiros dentro de casa em Maracaju

Vítima tentou escapar dos atiradores ao correr para dentro da residência, mas foi perseguida e atingida por cerca de quatro disparos

16/08/2026 14h00

 Veimar foi perseguido por dois homens e atingido por disparos dentro de uma residência em Maracaju

Veimar foi perseguido por dois homens e atingido por disparos dentro de uma residência em Maracaju Divulgação/ MS Hoje

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Um homem identificado como Veimar Lopes do Nascimento Junior foi morto a tiros na noite deste sábado (16), em Maracaju. O ataque começou em frente a uma residência e terminou dentro do imóvel, após a vítima tentar fugir dos criminosos.

Conforme informações do portal MS Hoje, antes do homicídio, dois homens em uma motocicleta passaram pelo endereço e perguntaram por "Juninho". Ao serem informados de que ele não estava no local, os suspeitos foram embora.

Algum tempo depois, Veimar chegou à residência em um veículo. No momento em que desceu, a dupla retornou de motocicleta. Os dois ocupantes usavam capacetes e casacos e, segundo as informações iniciais, um deles estava armado com um revólver.

Ao perceber a aproximação dos suspeitos e que seria atacado, Veimar correu para dentro da casa na tentativa de escapar. Os criminosos, porém, o perseguiram e entraram no imóvel.

A vítima foi alcançada na sala da residência, onde foram efetuados cerca de quatro disparos. Após o ataque, os dois homens deixaram o local na motocicleta. 

O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência, mas, quando a equipe chegou ao endereço, Veimar já estava sem vida. 

A área foi isolada para os trabalhos periciais e a Polícia Civil iniciou os levantamentos sobre o caso. Até o fechamento desta matéria, os autores não haviam sido localizados.

A investigação deve apurar a identidade dos dois envolvidos e as circunstâncias e motivação do homicídio. 

 

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LOCALIZADOS

Suspeitos de executar jovem de 14 anos em MT são presos em MS

Dois homens e uma mulher estavam sendo procurados pela Justiça de Mato Grosso pelo suposto envolvimento no sequestro e homicídio de Cláudia Geovana Dourado de Oliveira

16/08/2026 12h30

Dois homens e uma mulher foram presos em Paranaíba por suspeita de envolvimento no sequestro e homicídio de uma adolescente de 14 anos, em MT

Dois homens e uma mulher foram presos em Paranaíba por suspeita de envolvimento no sequestro e homicídio de uma adolescente de 14 anos, em MT Foto: Divulgação/PRF

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, em Paranaíba, um trio suspeito de envolvimento no sequestro e homicídio de Cláudia Geovana Dourado de Oliveira, de 14 anos, ocorrido no município de Lucas do Rio Verde (MT).

Na última quinta-feira (13), a Polícia Civil da cidade mato-grossense localizou o corpo da jovem Cláudia Geovana enterrado em uma área de mata às margens da BR-163, na região de Sorriso (MT). Ela estava desaparecida desde o dia 6 e foi encontrada com as mãos amarradas e com uma corda ao redor do pescoço, além de sinais claros de agressão.

Desde o desaparecimento, apenas o suspeito de envolvimento no transporte da adolescente estava preso, do qual ainda contribuiu com a investigação e passou a informação aos agentes policiais da região onde teria levado o corpo da jovem, juntamente com outros envolvidos.

Na tarde deste sábado (15), os outros três suspeitos de integrarem o grupo que sequestrou e matou Cláudia Geovana foram presos no interior de Mato Grosso do Sul, a mais de mil quilômetros do local onde o corpo da menina foi encontrado.

De acordo com a nota da PRF, os três foram localizados durante uma fiscalização de rotina da instituição policial e estavam em fuga com destino ao estado do Rio de Janeiro. Após a abordagem e a confirmação da identidade dos envolvidos, os dois homens e a mulher foram detidos e encaminhados à polícia judiciária.

Imagens reveladoras

Poucas horas depois de Cláudia ser encontrada morta, imagens de câmeras de segurança vieram à tona com o registro do momento que a jovem foi retirada à força de seu quarto de hotel por um dos suspeitos. Segundos antes, é possível ver uma mulher indicando ao sequestrador o quarto onde está a adolescente, que tem a porta arrombada pelo criminoso depois de diversos chutes.

A Polícia Civil de Lucas do Rio Verde afirma ter a possibilidade do suspeito que retirou Cláudia do quarto ser integrante de uma facção criminosa que atua na região interiorana de Mato Grosso. Até o momento, a causa da morte, a dinâmica do crime e a motivação ainda segue sob investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF).

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