Cidades

ALTA DE 4,5%

Supermercados devem ter crescimento

Supermercados devem ter crescimento

INFOMONEY

28/12/2010 - 11h00
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As vendas do supermercados devem fechar o ano com crescimento de 4,5%. É o que aponta um levantamento realizado pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados) e divulgado nesta terça-feira (28).

O superintendente da entidade, Tiaraju Pires, comemora o resultado. Segundo ele, o faturamento do setor apresenta expansão ininterrupta há três anos.

“Isso mostra que mais gente, principalmente das classes D e E, está entrando no mercado de consumo. Sem dúvida nenhuma, o mercado interno brasileiro mostra-se cada vez mais competitivo. Esperamos que 2011 mantenha essa tendência”, acrescenta.

Até novembro
De acordo com os dados, até novembro, os supermercados brasileiros acumulam alta de 4,33%, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Somente no 11º mês do ano, as vendas reais do setor registraram crescimento de 1,10%, ante o mesmo mês do ano passado. Já na comparação com outubro, houve queda de 5,22%. Os dados já foram deflacionados pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Valores nominais e acumulado
Em valores nominais, o índice apresentou aumento de 6,80% em novembro, em relação ao mesmo mês de 2009, e queda de 4,43% sobre outubro deste ano. No acumulado do ano, houve crescimento de 9,48%, na comparação com 2009.
 

CORUMBÁ

Rumo Malha Oeste entra na mira do MPF por incêndio no Pantanal

Órgão instaurou inquérito civil contra a concessionária após ficar provado que fogaréu teve origem durante atividades de manutenção na ferrovia

26/04/2026 16h00

A revitalização da ferrovia Malha Oeste é uma demanda antiga da administração estadual

A revitalização da ferrovia Malha Oeste é uma demanda antiga da administração estadual Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A concessionária Rumo Malha Oeste S.A., responsável por gerir a ferrovia de quase dois mil quilômetros que percorre o interior de São Paulo até Corumbá, está sendo investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) por ser a suposta responsável por um incêndio de grandes proporções no Pantanal há quase um ano e meio.

De acordo com a portaria assinada pelo promotor Alexandre Jabur, o caso aconteceu em agosto de 2024, quando um incêndio florestal desmatou 17.817 hectares de vegetação nativa no bioma sul-mato-grossense, em área de especial proteção ambiental, mais especificamente na região de Porto Esperança, em Corumbá, conforme investigação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Foi apurado que o incêndio foi originado durante atividades de manutenção na linha férrea, que foram executadas pela terceirizada Trill Construtora Ltda, empresa especializada em infraestrutura, com foco principal no setor ferroviário, fundada em 2011 e com sede em Hortolândia (SP).

Também foi apontado que “há indícios de que o sinistro foi provocado por faíscas oriundas de equipamento de corte metálico (policorte), potencializado pela ausência de medidas preventivas adequadas, tais como a manutenção de aceiros e a remoção de material combustível ao longo da via férrea”.

Diante da gravidade e da extensão dos danos ambientais, que atingiram diversas propriedades rurais e demandaram prolongadas ações de combate ao incêndio, além do encerramento do prazo da fase preliminar e necessidade de prosseguimento na investigação, foi resolvido instaurar o inquérito civil.

Vale destacar que a Rumo Malha Oeste S.A. detém a concessão da ferrovia há quase três décadas, com vencimento do contrato previsto para o dia 1º de julho deste ano. Por isso, está sendo realizado um processo de relicitação em conjunto com o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Problemática

A Rumo Malha Oeste foi autuada 74 vezes em três anos, entre 2021 e 2024, por não cuidar da faixa de domínio, abandonar prédios e não trocar dormentes e trilhos nos 1.973 quilômetros da linha férrea entre Mairinque (SP) e Corumbá. Estas infrações, em sete casos, resultaram em autuações e multas que chegaram a R$ 7,5 milhões, de acordo com a ANTT.

Essa situação de abandono contrasta com a proposta do Ministério dos Transportes, que está preparando para fevereiro de 2026 uma nova modelagem de concessão para “salvar” a Malha Oeste, já que a proposta de uma solução consensual foi barrada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), ao constatar que a Rumo devolveria 1,6 mil km dos 1,9 mil km da linha férrea.

Este novo contrato foi confirmado pelo governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), ao Correio do Estado, após conversa com o ministro dos Transportes, Renan Filho, no ano passado.

“O ministro Renan Filho me garantiu que terá uma modelagem nova para a ferrovia”, afirmou Riedel, que ainda lembrou que o contrato de concessão da Rumo para o trecho vence em julho do próximo ano e que, por isso, o governo federal terá de licitar a ferrovia.

Enquanto essa proposta não é finalizada, a ANTT continua fiscalizando a gestão da Rumo na Malha Oeste, tanto que a última multa foi efetivada no dia 30 de setembro, quando a agência fez a notificação final da penalidade aplicada em 23 de setembro do ano passado, no valor de R$ 2,1 milhões.

Nova concessão

Com o contrato prestes a vencer, o Ministério dos Transportes já trabalha em uma nova modelagem de concessão da Malha Oeste. O plano é relançar a ferrovia sob novos parâmetros técnicos e financeiros, tentando atrair investidores e evitar a desativação definitiva do traçado.

A proposta de uma solução consensual entre governo e empresa chegou a ser discutida em 2023, mas foi barrada pelo TCU. O órgão entendeu que o acordo favorecia a Rumo, já que a empresa pretendia devolver 1,6 mil km dos 1,9 mil km da ferrovia, mantendo apenas o trecho mais rentável.

O TCU considerou o plano “incompatível com o interesse público” e determinou que o governo optasse pela relicitação integral do contrato – decisão revelada em reportagem anterior do Correio do Estado.

A degradação da via permanente compromete o potencial logístico de Mato Grosso do Sul. Sem ferrovia em operação eficiente, o escoamento de minérios e grãos continua dependente do transporte rodoviário, mais caro e poluente.

Relatórios da ANTT alertam que a falta de manutenção compromete a integridade física dos bens públicos e representa “risco à segurança operacional e às comunidades lindeiras”, sobretudo nos trechos urbanos de Campo Grande, Três Lagoas e Corumbá.

Saiba

Duante os anos à frente da ferrovia, a denominação da empresa mudou de nome diversas vezes. De 1996 a 2007, era chamada de Ferrovia Novoeste S.A. No ano seguinte, em 2008, a ANTT aprovou a alteração do Estatuto Social da empresa , que passou a ser América Latina Logística Malha Oeste S.A (ALL). A partir de 2015, após um processo de fusão com a Rumo Logística, a empresa passou a ser controlada pela Rumo, sendo chamada de Rumo Malha Oeste S.A.

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Imunização

Prefeitura de Dourados espera vacinar 43 mil contra chikungunya a partir desta segunda

Estado concentra 13 das 20 mortes causadas pela arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti

26/04/2026 15h30

Foto: Divulgação / Prefeitura de Dourados

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Com vacinação prevista já a partir da próxima segunda-feira (27), a Prefeitura de Dourados espera imunizar cerca de 43 mil moradores em campanha de vacinação contra a chikungunya. Com oito mortes, o município é considerado epicentro da arbovirose em Mato Grosso do Sul, que concentra 13 das 20 mortes em todo o país.  

A imunização seguirá critérios definidos pelo Ministério da Saúde e será destinada a pessoas entre 18 e 59 anos. A meta é imunizar ao menos 27% do público-alvo. Na última sexta, a administração municipal anunciou a contratação temporária de médicos e enfermeiros. 

O esquema vacinal foi anunciado na última segunda-feira (20) pelo secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, e faz parte das ações emergenciais diante da epidemia que levou à decretação de situação de calamidade em saúde pública no município.Os profissionais da linha de frente passaram por capacitação técnica nos dias 22 e 23 de abril.

Segundo o secretário, a preparação fez-se necessária devido às diversas contraindicações do imunizante, o que exigirá avaliação individual dos pacientes antes da aplicação. “Esse esquema vacinal será mais lento, já que o público-alvo precisa passar por triagem”, destacou.

As doses começaram a chegar ao município no último dia (17), e a distribuição para as unidades de saúde, incluindo a rede indígena, ocorreu nesta sexta-feira (24).  Cabe destacar que no feriado de 1º de maio, a prefeitura realizará uma ação especial em formato drive-thru, das 8h às 12h, no pátio da sede administrativa.

Regras

O imunizante foi desenvolvido pela farmacêutica Valneva em parceria com o Instituto Butantan e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025.

Um dos pontos que mais preocupa as autoridades de saúde é o número de óbitos registrados. Sete das vítimas eram moradores das Reserva Indígena Jaguapiru e Bororó. Os dados reforçam a gravidade da epidemia no município e evidenciam o impacto desproporcional sobre populações mais vulneráveis, além de pressionar ainda mais a rede de atendimento local.

A estratégia de vacinação em Dourados integra um plano nacional que contempla cerca de 20 municípios em seis estados, selecionados com base em critérios epidemiológicos e operacionais, como circulação do vírus e capacidade de implementação da campanha.

De acordo com o boletim mais recente do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), o município contabiliza 4.972 casos prováveis de chikungunya, sendo 2.074 confirmados, 1.212 descartados e 2.900 ainda em investigação.

Restrições 

Gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas, pacientes em tratamento contra o câncer, transplantados recentes, portadores de HIV/Aids e indivíduos com doenças autoimunes não podem se vacinar. Também estão fora do público pessoas que tiveram chikungunya nos últimos 30 dias, que estejam com febre grave ou que tenham recebido recentemente outras vacinas.

O avanço da doença, aliado à pressão provocada por outros agravos como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), levou o município a decretar estado de calamidade em saúde pública por 90 dias. A medida considera o risco de colapso da rede assistencial diante da alta demanda por atendimentos e internações.

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