Cidades

CAMPO GRANDE

Suspeito de corrupção, ex-diretor da Agesul tinha R$ 183 mil em dinheiro vivo ao ser preso

Investigado por suposto esquema de fraudes em contratos de tapa-buraco em Campo Grande, Rudi Fioresi foi preso em operação do MPMS; ao todo, agentes apreenderam R$ 429 mil em espécie com os investigados

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Exonerado na manhã desta terça-feira (12) da direção da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Rudi Fioresi tinha R$ 183 mil em dinheiro vivo dentro de casa quando foi preso. As cédulas foram encontradas durante o cumprimento do mandado de prisão por policiais e oficiais do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Os crimes investigados pelo Grupo Especializado de Combate à Corrupção do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (Gecoc) envolvem suspeitas de corrupção nos contratos de tapa-buraco nas ruas da Capital.

Rudi Fioresi, antes de ser nomeado para a Agesul, em 2023, foi secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) da Prefeitura de Campo Grande nas administrações de Marquinhos Trad (PV) e Adriane Lopes (PP).

A prisão de Rudi Fioresi e dos outros envolvidos no esquema de corrupção é preventiva. Um dos fundamentos para a decretação da prisão preventiva é a continuidade delitiva. O diretor-presidente da Agesul foi exonerado horas após a operação pelo governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP).

Fioresi já foi alvo de outra investigação quando estava na Prefeitura de Campo Grande, durante a Operação Cascalhos de Areia. Na época, deixou o cargo, mas, meses depois, já sendo alvo da operação, foi nomeado para a Secretaria de Infraestrutura do Estado de Mato Grosso do Sul.

“Quem tem dezenas de milhares de reais em dinheiro vivo em casa? Ainda mais sendo servidor público?”, questionou ao Correio do Estado uma autoridade que pediu para não ter o nome revelado e que estava inteirada das investigações.

Durante o cumprimento dos mandados de prisão, foram encontrados, ao todo, R$ 429 mil em dinheiro vivo com os investigados. Foram R$ 186 mil na casa de Rudi Fioresi e R$ 233 mil em outro imóvel.

A operação desta terça-feira teve como alvo principal uma empresa que presta serviços de tapa-buracos e que, de acordo com a nota oficial do MPMS, faturou, entre 2018 e 2025, “contratos e aditivos que somam o montante de R$ 113.702.491,02”.

Ainda de acordo com o MPMS, “a investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas no Município de Campo Grande, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos”.

“As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais”, diz a nota do MPMS.

Estão presos, além de Rudi Fioresi, os servidores do município Mehdih Talayeh e Edivaldo Aquino Pereira (ambos exonerados por Adriane Lopes), Fernando de Souza Oliveira (servidor da Sisep, mas que não foi exonerado), Edik Antônio Valadão Ferreira de Paula (ex-servidor da Sisep) e os empresários Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa e Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, donos da Construtora Rial, pivô do esquema de desvio de dinheiro público em medições fraudadas do tapa-buraco em Campo Grande.
 

MATO GROSSO DO SUL

Concessionária dá início à revitalização de duas pontes da MS-040

Caminhos da Celulose dá rotas alternativas para caminhões e demais veículos pesados que terão a passagem temporariamente impedida enquanto durarem as obras

05/09/2026 14h04

É recomendado que empresas transportadoras e os motoristas programem com antecedência seus devidos itinerários. 

É recomendado que empresas transportadoras e os motoristas programem com antecedência seus devidos itinerários.  Reprodução/Divulgação

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Motoristas que trafegam pela MS-040 precisam redobrar a atenção nos próximos dias, pois foi confirmado pela concessionária responsável o início das obras de revitalização de duas pontes em quilômetros distintos da rodovia, o que coloca o trecho em pare e siga e estabelece ainda um impedimento temporário para outros veículos. 

Conforme repassado pela Caminhos da Celulose, as obras de revitalização estão previstas para os seguintes quilômetros da MS-040: 205 e 223. 

Ou seja, enquanto durar a execução dos trabalhos o tráfego no local será operado em sistema "Siga e Pare", sendo feita passagem alternada com a liberação de apenas um veículo leve por vez transitando sobre essas pontes. 

Em outras palavras, essas intervenções que têm objetivo de trazer melhoria para a infraestrutura rodoviária, como forma de ampliar as condições de segurança para todos os usuários da via, impede que caminhões e veículos pesados. 

Isso, segundo a concessionária Caminhos da Celulose, acontecerá nos dois pontos da MS-040, portanto, é recomendado que empresas transportadoras e os motoristas dessa categoria de veículos programem com antecedência seus devidos itinerários. 

Fique atento

Responsável por administrar a chamada Rota da Celulose, que possui aproximadamente 870 quilômetros de rodovias das regiões leste e central do Mato Grosso do Sul, "incluindo trechos das MS-040, MS-338, MS-395 e das federais BR-262 e BR-267", a concessionária alerta os motoristas sobre a melhor rota de desvio. 

Segundo a Caminhos da Celulose, esses veículos de grande porte que trafegam no trecho entre São Paulo, Bataguassu e Campo Grande a orientação como rota alternativa é utilizar desde já a BR-267. 

"A medida contribui para evitar retenções no trecho, atrasos nos deslocamentos e possíveis transtornos às operações logísticas. É importante atenção à sinalização e às orientações das equipes durante a passagem pelos pontos em obras, para garantir a segurança dos trabalhadores e dos usuários da rodovia", complementa a concessionária em nota. 

Luiz Fernando De Donno é presidente da Caminhos da Celulose, e destaca a iniciativa como um reforço ao compromisso com a segurança viária e qualidade da infraestrutura, no que ele chama de "importante frente de melhoria da MS-040". 

"As intervenções são necessárias para garantir melhores condições de conservação das pontes e mais segurança aos usuários. Contamos com a colaboração dos motoristas durante a execução dos serviços", completa o presidente. 

 

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NOVA FERRAMENTA

Site criado por Movimento contra violência sexual facilita denúncias

Plataforma fornece o passo-a-passo de como acionar o Conselho Tutelar

05/09/2026 13h30

Brasil atingiu, nos últimos anos, um patamar bastante elevado de crimes sexuais envolvendo crianças, adolescentes e o ambiente online

Brasil atingiu, nos últimos anos, um patamar bastante elevado de crimes sexuais envolvendo crianças, adolescentes e o ambiente online Marcelo Victor/Correio do Estado

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Lançado pelo Movimento Violência Sexual Zero, o Mapa Nacional dos Conselhos Tutelares nasce fruto de parceria 
entre o Grupo Mulheres do Brasil, a Childhood Brasil, o Instituto Liberta e a Vibra Energia, como uma plataforma que serve de atalho para os mais de 3,5 mil conselhos tutelares existentes pelo país, contendo informações de contato atualizadas.

Batizado de Violência Sexual Zero, esse site (que você acessa CLICANDO AQUI) têm, ainda, instruções sobre como formalizar uma denúncia relacionada a esse tipo de crime. Um dos canais sugeridos é o Disque 100, mantido pelo governo federal e que pode ser acionado para solicitar a apuração de situações suspeitas. A ligação é gratuita e o denunciante pode se manter em anonimato. 

Os telefones da Polícia Militar (190) e Polícia Federal Rodoviária (191) são indicados na plataforma para quando se presencia uma violação.

Outra circunstância possível, mencionada pela plataforma, é o abuso sexual infantil cometido com o auxílio da internet e que demanda o envio de denúncia a instituições como a SaferNet (denuncia.org.br). 

O Brasil atingiu, nos últimos anos, um patamar bastante elevado de crimes sexuais envolvendo crianças, adolescentes e o ambiente online.

Em balanço recente da rede internacional InHope, o país subiu da 27ª posição para a 5ª posição, no período de 2022 para 2024, no número de denúncias de páginas de distribuição de conteúdos de abuso sexual infantil. 

Empresas que desejem apoiar a causa e implementar ações e famílias e educadores que busquem materiais para saber conversar sobre o tema com crianças e adolescentes podem encontrar no site dicas de livros, ferramentas, materiais por escrito e visuais e séries de vídeos com essas finalidades. 

O Movimento Violência Sexual Zero também destaca dados estatísticos coletados por instituições de referência, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o DataSUS. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), outro da lista, traz um número importante: apenas 8,5% dos casos registrados no país são denunciados.

 

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