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Suspeitos de matar jovem em bar morrem em confronto com o Bope em MS

Dupla apontada pela polícia como autora do assassinato de Jonatas Douglas da Silva Oliveira foi localizada durante bloqueio em Rio Verde; investigação apura ligação do homicídio com disputa entre facções

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Menos de três horas após a execução de Jonatas Douglas da Silva Oliveira, de 22 anos, dois homens apontados pela polícia como os principais suspeitos do crime morreram durante um confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), na noite deste sábado (27), em Rio Verde de Mato Grosso. A dupla não portava documentos e, até o momento, não foi identificada oficialmente.

Jonatas foi assassinado por volta das 21h30 em um bar localizado na Rua Campo Grande, em Coxim. No momento do ataque, o jovem segurava uma criança de colo quando foi surpreendido por um homem armado, que entrou no estabelecimento fingindo ser um cliente e efetuou diversos disparos contra a vítima.

Após a execução, o atirador fugiu na garupa de uma motocicleta conduzida por um comparsa que o aguardava do lado de fora. Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação e ajudaram a direcionar as investigações.

Nas gravações, o autor aparece usando capacete, calça escura com listras nas laterais e chinelos brancos. Ele entra no bar, aproxima-se de Jonatas e efetua os disparos à queima-roupa antes de fugir rapidamente.

Cerco terminou em confronto

Logo após o homicídio, informações levantadas pelas forças de segurança indicaram que os suspeitos abandonaram a motocicleta utilizada na fuga e seguiram viagem em um Fiat Uno em direção ao município de Rio Verde de Mato Grosso.

Equipes do Bope, que participavam da Operação Protetor de Divisas, receberam as informações sobre o veículo e montaram um bloqueio na rodovia para interceptar os ocupantes.

Segundo a ocorrência policial, o motorista desobedeceu à ordem de parada. Na sequência, os ocupantes desembarcaram do automóvel e passaram a atirar contra os policiais militares, que reagiram aos disparos.

Os dois suspeitos foram baleados durante o confronto. Eles chegaram a ser socorridos e encaminhados ao Hospital Municipal de Rio Verde, mas não resistiram aos ferimentos.

Armas e objetos foram apreendidos

Durante a vistoria no Fiat Uno, os policiais localizaram um capacete e roupas semelhantes às utilizadas pelo autor da execução registrada pelas câmeras de segurança, além de munições de calibres .38 e .22 e um aparelho celular.

Com os suspeitos também foram apreendidos um revólver calibre .22 e outro calibre .32, ambos contendo munições deflagradas e intactas. Conforme determina o protocolo em ocorrências com intervenção policial, as armas utilizadas pelos militares foram recolhidas para perícia.

O veículo e todo o material apreendido foram encaminhados à delegacia, onde passarão por análise durante a investigação.

Execução pode estar ligada ao tráfico

Durante o atendimento da ocorrência em Coxim, policiais civis recolheram o telefone celular de Jonatas e encontraram uma porção de maconha no bolso da vítima.

De acordo com informações preliminares obtidas durante a investigação, o jovem poderia manter ligação com o tráfico de drogas, hipótese que ainda será apurada pela Polícia Civil.

A principal linha investigativa é de que o homicídio tenha sido motivado por uma disputa entre grupos criminosos que atuam na região.

Terceiro envolvido é procurado

Apesar da morte dos dois suspeitos durante o confronto, as investigações continuam. A polícia busca localizar um terceiro homem que teria participado da execução de Jonatas e que ainda permanece foragido.

A Polícia Civil também trabalha para confirmar oficialmente a identidade dos dois mortos em Rio Verde e esclarecer a participação de cada um no homicídio registrado horas antes em Coxim.

A expectativa é que os laudos periciais, imagens de monitoramento e demais provas reunidas durante a investigação auxiliem na conclusão do inquérito.

Eleições 2026

Campo Grande concentra 65% denúncias eleitorais do 2° turno em MS

Levantamento estadual mais recente disponível aponta ocorrências em 27 municípios

16/10/2026 15h00

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Campo Grande contabiliza 65% das denúncias de possíveis irregularidades eleitorais registradas no 2° turno no Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral. 

Conforme o levantamento, a Capital concentra 27 das 41 denúncias registradas em todo o Estado. Três Lagoas (3), Aquidauana (2) e Corumbá (2) aparecem na sequência como as cidades com maor número de ocorrências.

Entre os tipos de possíveis irregularidades informadas pelos eleitores, a propaganda eleitoral na internet lidera, com 11 denúncias. Na sequência aparecem as ocorrências sobre bens públicos, com 8 casos, bem como emissoras de rádio e televisão, showmícios (5) e comícios (5). 

Também existem registros relacionados à distribuição de material gráfico, adesivos em veículos e envio de mensagens.

Cabe destacar que apesar dos sul-mato-grossenses votarem apenas para presidente no próximo dia 25, o registro de denúncias segue ativo para as demais candidaturas.  

Panorama 

No primeiro turno das Eleições 2026,  Mato Grosso do Sul contabilizou 288 denúncias de possíveis irregularidades eleitorais.

O levantamento apontou ocorrências em 27 municípios. Campo Grande liderou o quesito, com 148 denúncias, o equivalente a 51,3% de todos os registros feitos no Estado no primeiro turno.

Depois de Campo Grande, apareceram: Dourados, com 35 registros, e Paranaíba, com 23, enquanto Três Lagoas ocupa a quarta colocação entre os municípios com maior número de comunicações encaminhadas pelo Pardal. 

Naviraí, Bonito, Glória de Dourados, Ponta Porã, Corumbá e Rio Brilhante também apareceram entre as dez cidades com maior quantidade de denúncias.

Ocorrências no 1° turno

  • Campo Grande – 148
  • Dourados – 35
  • Paranaíba – 23
  • Três Lagoas – 21
  • Naviraí – 7
  • Glória de Dourados – 6
  • Ponta Porã – 6
  • Bonito – 5
  • Corumbá – 5
  • Rio Brilhante – 4
  • Aquidauana – 3
  • Chapadão do Sul – 3
  • Coxim – 3
  • Ribas do Rio Pardo – 3
  • Sonora – 3
  • Jardim – 2
  • Batayporã – 1
  • Bela Vista – 1
  • Caarapó – 1
  • Costa Rica – 1
  • Eldorado – 1
  • Ivinhema – 1
  • Miranda – 1
  • Nioaque – 1
  • Sete Quedas - 1
  • Sidrolândia - 1 
  • Vicentina - 1

Análise

A maior parte das denúncias deste segundo turno (36) já está peticionada no Processo Judicial Eletrônico (PJe). O balanço também aponta registros baixados do sistema e outros ainda em andamento, mas não apresenta o total de ocorrências em cada uma dessas duas situações.

O registro no Pardal, porém, não significa que uma irregularidade tenha sido comprovada nem representa condenação de candidato, partido ou responsável citado. 

A plataforma é um canal para comunicar fatos que podem contrariar a legislação eleitoral e que ainda dependem da análise dos órgãos competentes. O aplicativo foi regulamentado para as Eleições Gerais de 2026 pela Portaria nº 451 do TSE. 

A ferramenta permite o envio de informações sobre possíveis irregularidades na propaganda eleitoral aos Tribunais Regionais Eleitorais. O eleitor pode anexar fotografias, vídeos, áudios, links e outras informações capazes de auxiliar na apuração do fato denunciado. A identificação do denunciante é exigida para utilização da ferramenta, mas permanece sob sigilo.

O aplicativo continua disponível para o encaminhamento de denúncias nesta reta final. Dependendo da situação relatada, o próprio sistema também pode direcionar o cidadão para outros canais da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral.

Fiscalização

Creches irregulares são fechadas após denúncias em Campo Grande

MPMS investigou unidades sem autorização e com estrutura inadequada; um dos casos envolvia várias crianças cuidadas por uma única pessoa em uma residência

16/10/2026 14h31

Reprodução/MPMS

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Denúncias sobre falta de autorização para funcionamento e condições inadequadas de atendimento levaram ao fechamento de creches e pré-escolas em Campo Grande, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A investigação identificou problemas em estabelecimentos de educação infantil e acompanhou providências administrativas adotadas pelo poder público municipal.

O caso foi apurado pela 46ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, por meio de inquérito civil que investigou possíveis falhas na fiscalização de instituições destinadas ao cuidado e à educação de crianças.

Entre as situações relatadas, uma creche funcionava em uma residência onde várias crianças ficavam sob os cuidados de uma única pessoa. Conforme denúncia encaminhada pelo Conselho Tutelar, havia preocupação com a estrutura do imóvel, a segurança das crianças e a falta de informações sobre elas que pudessem ser utilizadas em situações de emergência.

O promotor de Justiça Oscar Bessa Filho destacou a necessidade de verificar não apenas a regularidade administrativa dos estabelecimentos, mas também as condições oferecidas para garantir a segurança e o cuidado adequado das crianças.

Durante a investigação, o MPMS solicitou informações à Secretaria Municipal de Educação (Semed) e analisou documentos de outros procedimentos que apontavam possíveis irregularidades em unidades de educação infantil da Capital.

Segundo o Ministério Público, as fiscalizações demonstraram que diversos estabelecimentos encerraram as atividades e que foram adotadas providências administrativas em relação às unidades que permaneceram em funcionamento.

A atuação envolveu diferentes órgãos municipais e instituições da rede de proteção, incluindo as secretarias de Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento, Fazenda, Saúde e Assistência Social, além do Conselho Municipal de Educação e dos Conselhos Tutelares.

Também foi instaurado um procedimento administrativo para acompanhar as medidas conjuntas relacionadas ao funcionamento desses serviços.

Fiscalização

A investigação teve como foco possíveis irregularidades administrativas e estruturais em estabelecimentos que atendem crianças na primeira infância, além de eventual omissão do poder público municipal na fiscalização.

O MPMS ressalta a importância da atuação integrada dos órgãos públicos para assegurar que creches e pré-escolas funcionem de acordo com as exigências legais e ofereçam ambientes seguros e adequados.

 

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