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TRANSPORTE COLETIVO

Tarifa de ônibus: prefeita da Capital promete novidades nesta semana

Atraso na definição de nova tarifa já chega a cinco dias, quando comparado com a de 2023; valor do subsídio é empecilho

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Em Campo Grande, o novo valor da tarifa de transporte urbano cobrado à população deve ser anunciado nesta semana pela prefeita da Capital, Adriane Lopes (PP). Em comparação à definição do ano passado, quando a tarifa atual de R$ 4,65 passou a valer no dia 1º de março, já são cinco dias de atraso.

O município também demonstra não ter muita pressa em subir ou manter o preço da passagem depois da judicialização do processo de revisão tarifária.

Na decisão mais recente, cuja notificação ainda não chegou à prefeitura da Capital, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirma as decisões de primeira e de segunda instâncias, as quais determinaram que o município reajuste a tarifa imediatamente e que ainda promova neste ano eleitoral um processo de revisão tarifária contratual.

Ontem, em entrevista coletiva, Adriane Lopes informou que haverá novidades nesta semana e que a nova tarifa é objeto de estudos de sua equipe técnica. Ela evita dizer, porém, se haverá ou não um aumento.

O Correio do Estado apurou que a definição do subsídio do transporte é o maior empecilho para a definição do novo preço.

Em dezembro do ano passado, o município reajustou a tarifa técnica – que é o valor que o Consórcio Guaicurus recebe por viagem e que justifica o subsídio – de R$ 5,70 para R$ 5,95. O município, contudo, ainda não tem definidos nem o valor de seu subsídio nem o que receberá do governo do Estado.

Pelo lado do Executivo estadual, a espera seria inversa: primeiro uma definição da tarifa ao consumidor, para só então decidir qual valor teria de ser aportado aos cofres municipais. O governo de Mato Grosso do Sul paga pelos estudantes da Rede Estadual de Ensino (REE) que usam o transporte coletivo.

Procurado pela reportagem, o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Carlão (PSB), informou que os vereadores aguardam a definição do Poder Executivo referente ao valor do reajuste tarifário.

“A gente tem cobrado a definição disso [reajuste tarifário]. O transporte é público, porém, a definição está sendo tratada na Justiça, um problema político que está sendo tratado como jurídico. Eles [a prefeitura] não querem aumentar o valor da tarifa, porque é impopular, mas também não querem pagar a diferença da tarifa técnica para a tarifa que o usuário paga”, declarou Carlão.

De acordo com o vereador, em outros municípios, como Belo Horizonte (MG), o aporte financeiro aos concessionários de transporte coletivo já é praticado com valores elevados a um bom tempo, além de que algumas cidades já adotaram a tarifa zero.

“Aqui em Campo Grande a prefeitura e o governo do Estado têm ajudado [o Consórcio Guaicurus], têm pagado as gratuidades, mas não é o suficiente. A prefeitura tem que pagar essa diferença que falta”, acrescentou.

Subsídio?

Questionado sobre a definição do subsídio que a prefeitura deve aumentar neste ano, Carlão disse que não chegou na Câmara Municipal nenhum tipo de projeto da prefeitura referente ao tema. Entretanto, quando o assunto for levado para a Casa de Leis, será tratado como prioritário.

*Saiba
Pré-candidata, Adriane Lopes
anuncia tarifa-zero

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), disse ontem que a implantação da tarifa zero no sistema de transporte coletivo na cidade é uma possibilidade e que será objeto de estudo.
Pré-candidata à reeleição ao cargo, a atual chefe do Executivo acompanha o discurso de outros pré-candidatos. Camila Jara (PT) também tem encampado tal proposta.
Em janeiro, Adriane Lopes também pediu ajuda ao governo de MS para um novo plano de mobilidade urbana, visando uma remodelagem do sistema de transporte.

Durante a coletiva sobre o tema, Adriane Lopes disse que a equipe técnica da prefeitura vem definindo o valor da tarifa pública na tentativa de evitar um aumento elevado.

“Estamos trabalhando para onerar o quanto menos o usuário do transporte coletivo de Campo Grande. Desde que nós assumimos a gestão, nossa pauta é o impacto menor para os usuários, e a construção de um caminho novo”, declarou.

A prefeita se reuniu na semana passada para definir qual o caminho que a gestão tomaria referente ao transporte público, tendo em vista todo o processo judicial que a prefeitura e o Consórcio Guaicurus travam.

Sem declarar o valor final da tarifa pública, a prefeita assumiu que existe uma “possibilidade de aumento do porcentual tarifário. Mas estamos trabalhando para ver se a gente consegue diminuir esse porcentual com a Agereg [Agência de Regulação de Serviços Públicos] e a Agetran [Agência Municipal de Transporte e Trânsito], isto é, do cálculo que está sendo realizado”, adicionou Adriane Lopes.

Sem definição

Questionada na coletiva sobre a definição do subsídio, a prefeitura completou que este valor, com o do governo do Estado, que já confirmou a renovação do aporte financeiro, será definido dentro do valor final da tarifa pública.

Ao Correio do Estado, o governador do Estado, Eduardo Riedel (PSDB), confirmou que o governo renovará o subsídio para o transporte público da capital.

“O Estado sempre esteve a disposição de ajudar e apoiar o Município referente ao transporte público. Se o valor do subsídio vai aumentar ou não, depende do movimento, mas continuamos sendo parceiros dos municípios”, declarou.

No ano passado, a Prefeitura de Campo Grande foi que forneceu o maior subsídio ao Consórcio Guaicurus. O valor destinado foi de R$ 12 milhões, em pagamento às gratuidades dos estudantes da Rede Municipal de Ensino (Reme) e de pessoas com deficiência e com câncer. Já o governo do Estado contribuiu com R$ 10 milhões, referentes às passagens dos alunos da REE.

Disputa judicial

Batalha judicial entre o Consórcio Guaicurus e a Prefeitura de Campo Grande chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que decidiu, em fevereiro deste ano, por meio da presidente da Corte, ministra Maria Thereza de Assis Moura, a favor de manter a revisão tarifária que não foi realizada em 2019 – definição que, em pleno ano eleitoral, pode aumentar o valor da tarifa de ônibus para R$ 7,90.

A nova mudança de rumo dessa disputa judicial, que, anteriormente, em decisão do presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul (TJMS), Sérgio Martins, tinha suspendido a necessidade de revisão tarifária, coloca a prefeitura na busca por tentar impedir um aumento tarifário tão drástico para os passageiros do transporte coletivo.

Ao Correio do Estado, o procurador-geral do município, Alexandre Ávalo, explicou que o município vinha defendendo a não revisão, em razão do impacto a todas as famílias usuárias do transporte coletivo e a todo o comércio, buscando junto ao Judiciário todos os meios para a defesa dos interesses da população campo-grandense.

“A medida proposta ao TJMS teve como fundamento a segurança jurídica, a ordem e a economia pública. Além disso, conforme defendido pelo Município, em uma perícia solicitada pelo consórcio, houve 
a conclusão de que não há desequilíbrio econômico-financeiro no contrato, o que impede a concessão da revisão sem a análise de provas robustas sobre o pedido”, declarou.

Já o Consórcio Guaicurus defende, desde que ingressou com ação judicial, no dia 25 de outubro de 2023, a realização do reajuste da tarifa (atualização anual com base na inflação) e a revisão do contrato para garantir um suposto reequilíbrio econômico-financeiro.

 

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campo grande

Marcha para Jesus reúne milhares de fiéis e organização barra campanha política

Evento começou debaixo de chuva, mas precipatações deram uma trégua e público aumentou; politicos que levaram bandeiras foram orientados a guardá-las

26/08/2026 17h00

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam Foto: Paulo Ribas

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A tradicional Marcha para Jesus reuniu milhares de fieis na tarde desta quarta-feira (26), em Campo Grande. O evento começou com chuva, mas as precipitações deram uma trégua e o público aumentou ao longo da tarde. Políticos que tantaram usar o evento para campanha foram barrados pela organização.

A organização, Polícia Militar e Guarda Municipal não deram estimativa oficial do número de participantes, que passou da casa do milhar.

O evento começou às 13h, ainda sob chuva, na Praça do Rádio Clube, onde houve a concentração e show com a banda nacional Get Worship e outras três regionais. Com capas e guarda-chuvas, cerca de 400 pessoas acompanharam o início da Marcha.

O organizador do evento, presidente do Conselho Municipal de Pastores de Campo Grande (Consepacg), Apóstolo Gladiston Amorim, disse que a expectativa era reunir, ao todo, cerca de 40 mil pessoas, contando as que participaram da concentração, da marcha, e as que esperavam no Parque das Nações Indígenas, onde será o encerramento e que, segundo ele, é onde há a maior concentração de público.

No entanto, com a instabilidade do tempo, a expectativa de participação foi reduzida. "Com a mudança no tempo, provavelmente vai diminuir esse número, mas isso não é problema, não dá para saber", disse.

O evento reuniu ainda alguns políticos, como a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), na abertura, e o governador Eduardo Riedel (PP), no encerramento, além de alguns candidatos a deputados estaduais e federais.

Alguns chegaram a levar bandeiras e material de campanha, mas foram orientados pela organização a guardarem por não ser local para campanha. Não foi informado quais foram os candidatos advertidos, mas entre eles está Giselle Marques (PT), que concorre a deputada federal.

A prefeita disse a Marcha já é histórica e que neste ano, a chuva foi benção. "Campo Grande recebe não só uma palavra, mas recebe também homens e mulheres que oraram até aqui para que a cidade seja cada dia mais abençoada. Quero louvar a Deus pela vida de cada pessoa que se levantou em oração nesse período, em especial no dia de hoje, onde a marcha acontece mesmo com chuva, mas trazendo bençãos para as famílias da Capital e para a cidade", disse.

O pastor explicou que apesar de ser um movimento do segmento evangélico, a Marcha é aberta ao público em geral.

"Esse é um evento que a gente tem só uma vez por ano, é um evento que acontece não só no Brasil, mas em muitos lugares do mundo, milhares de cidades realizam a Marcha para Jesus, que é uma celebração da nossa fé, é um culto de adoração a Cristo Jesus. Cada igreja, seja evangélica ou católica, nós nos reunimos para cultuar o nosso Senhor, mas uma vez nós saímos da igreja para cultuar em ambiente público em unidade, então esse é um evento de união do corpo de Cristo, para adorar nosso Senhor", acrescentou.

Chuva não desanimou

A massoterapeuta Kelly Martins participou do evento e disse que os cristãos devem mostrar ao mundo a importância de louvar a Deus, além de também ir ao local para prestigiar a sua igreja, a Igreja Evangélica Irmãos Menonitas .

"A chuva não desanimou, tudo o que vem Deius é bem-vindo, se Ele quis assim, a gente tem que glorificar", disse.

A estudante Ana Clara Martins também enfrentou a chuva. Ela, que não conseguiu ir a Marcha para Jesus no ano passado por estar trabalhando, afirmou que sentiu no coração que deveria prestigiar a edição deste ano.

"Esse ano, mesmo com a chuva, eu senti no coração que eu devia estar aqui para louvar a Deus independente do tempo, por tudo o que Ele faz para a gente, não importa se está sol ou está chuva, Ele está sempre do nosso lado cuidando de nós, então nada mais justo do que estar aqui independente do tempo", afirmou.

Por volta das 16h, já sem chuva,  os fieis saíram da Praça do Rádio Clube e iniciaram a marcha, rumo ao Parque das Nações Indígenas, acompanhando trio elétrico, onde havia show e pregação ao longo do caminho. Com a trégua nas chuvas, o público aumentou.

Os fiéis seguiram pela Avenida Afonso Pena e pararam em frente ao Paço Municipal para fazer uma oração pela cidade e pela gestão municipal, continuando a marcha em seguida. 

No Parque das Nações Indígenas, foi montado um palco onde a programação segue até 21h. Estão previstos shows com John Dias e Maria Marçal e outras três regionais, além de uma palavra do Apóstolo Luiz Hermínio.

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam Foto: Evento começou com chuva, na Praça do Rádio Clube

Direitos autorais

Justiça barra repertório musical às vésperas do Festival de Inverno de Bonito

Por falta de pagamento de direitos autorais ao Ecad, decisão judicial proíbe músicas protegidas

26/08/2026 16h00

Seu Jorge está entre as principais atrações do evento neste ano

Seu Jorge está entre as principais atrações do evento neste ano Foto: Reprodução

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A Justiça determinou a proibição e a suspensão da execução pública de músicas e fonogramas protegidos por direitos autorais durante o 25º Festival de Inverno de Bonito 2026.

A decisão liminar, expedida pela 2ª Vara da Comarca de Bonito, atende a um pedido incidental de urgência do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

Apesar da restrição ao repertório musical, a organização do festival confirmou que a abertura oficial está mantida para as 20h desta quarta-feira (26).

De acordo com o magistrado Ronaldo Gonçalves Onofre, o município de Bonito e a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) devem se abster de promover ou viabilizar a execução de obras musicais e lítero-musicais enquanto não comprovarem o licenciamento junto ao Ecad.

A medida também autoriza a presença de fiscais técnicos do Ecad no evento para monitorar o cumprimento da ordem. Caso a regularização seja apresentada nos autos do processo, a proibição é derrubada automaticamente. O juiz manteve ainda uma multa cominatória em caso de descumprimento.

O próprio despacho do juiz esclarece que a decisão não cancela o Festival de Inverno de Bonito 2026. O evento pode prosseguir normalmente com todas as atividades que não envolvam o uso de músicas protegidas e sem autorização.

Na prática, palestras, peças teatrais sem trilha protegida, exposições de artes visuais e a gastronomia operam sem restrições.

A Fundação de Cultura de MS tentou argumentar no processo que estava em negociações administrativas com o órgão de arrecadação, incluindo mediações por meio da Câmara Administrativa de Solução de Conflitos (CASC/PGE-MS).

Apsar das alegações, o juiz Ronaldo Gonçalves Onofre destacou que tais providências revelam intenção de regularização, mas não equivalem ao licenciamento exigido pela legislação autoral. Oficiais de Justiça foram acionados para intimar os envolvidos com urgência devido ao início imediato do festival.

Programação 

A cerimônia oficial está prevista para as 20h, no Palco Sol. Antes, às 18h30, o Balé Municipal de Bonito e a Cia. Juvenil de Bonito apresentam o espetáculo “Luma”.

Depois da abertura, o Corpo de Dança Sesc MS apresenta “Te Amo”, às 20h30. No Palco Lua, DJ Mixxel toca a partir do mesmo horário e, às 21h, entra a Orquestra Jovem Sesc MS.

A programação segue com Karla Coronel, às 21h10, no Palco Sesc Estrela, e com a Cia. Selma Azambuja, que apresenta “Diálogo”, às 21h40, no Palco Sol.

Às 22h, o Grupo Municipal de Porto Murtinho apresenta o Touro Encantado. O show Canta Bonito começa às 22h30 e DJ Fred Canhão fecha a programação do Palco Lua, a partir das 23h30.

Shows principais

 Ferrugem está na programação de quinta-feira (27), com apresentação prevista para as 22h30, no Palco Lua.

Na sexta-feira (28), quem ocupa o mesmo palco e horário é Léo Foguete. A programação do dia também inclui atrações locais e regionais, apresentações de dança, teatro, DJs e atividades espalhadas por diferentes espaços de Bonito.

Seu Jorge é a principal atração musical de sábado (29). O cantor tem show previsto para começar às 22h30, também no Palco Lua.

O festival termina no domingo (30). Entre as atrações previstas para o último dia está a dupla Humberto e Ronaldo, com show das 21h30 às 23h.

Além dos shows, a programação dos cinco dias inclui atividades de gastronomia, artesanato, moda, literatura, cultura geek, dança, circo e artes visuais.

A identidade desta edição usa o udu-de-coroa-azul e o conceito “A Arte que Voa Alto, Pousa em Bonito”.

PROGRAMAÇÃO DE HOJE

  • 15h – Contação de história “Zeca Bigode e Tio Manoel”
  • 16h – Início das atividades do roteiro cultural
  • 17h – Live painting com Anelise Godoy
  • 17h30 – “Os Saltimbancos”, no Palco Sol
  • 17h30 – Cortejo de abertura, com saída da Prefeitura
  • 18h – Abertura do Lounge Geek-Literário e espaços de artesanato
  • 18h30 – Espetáculo “Luma”
  • 20h – Abertura oficial
  • 20h30 – Espetáculo “Te Amo” e DJ Mixxel
  • 21h – Orquestra Jovem Sesc MS
  • 21h10 – Karla Coronel
  • 21h40 – Espetáculo “Diálogo”
  • 22h – Touro Encantado
  • 22h30 – Canta Bonito
  • 23h30 – DJ Fred Canhão

 

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