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Segurança

Telas são instaladas para tentar evitar "arremesso de drogas" em presídio de Campo Grande

A previsão é que a muralha e o telamento do pavilhão 1 do presídio Jair Ferreira de Carvalho, localizado no bairro Jardim Noroeste, seja entregue em julho

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Em mais uma fase de obras, na tentativa de inibir lançamento de drogas e celulares, no presídio Jair Ferreira de Carvalho, popularmente conhecido como Máxima de Campo Grande, está recebendo a instalação de telas sobre pavilhões e solários.

A medida vem sendo tomada pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen), para tentar inibir a prática de entrada de drogas ou aparelhos celulares por cima dos muros, que são costumeiramente arremessados. 

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, as obras estão em andamento, seguindo uma diretriz nacional que iniciou com a construção do muro de contenção com altura estimada em 8 metros de altura em concreto usinado que servirá como base para a instalação das telas. 

Muro de contenção

A reforma na Máxima, que está localizada no Jardim Noroeste, iniciou no ponto mais próximo da rua, o prazo para finalizar o muro do pavilhão 1, juntamente com a cobertura está previsto para julho. 

As telas, segundo a Agepen, serão resistentes para que os detentos não consigam abrir brechas ou ilícitos entrarem no presídio. 

Serão quatro muros de contenção, o próximo passo será realizado no pavilhão 2. A reforma, que aumenta a segurança, faz parte das ações da Operação Mute, que faz parte de uma ação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) com a ideia de cortar comunicações e reforçar a segurança do sistema penitenciário do país.

Com a utilização da tecnologia por meio de drones, o telamento é uma maneira eficaz de prevenção de objetos proibidos dentro do sistema carcerário.

Medidas de segurança

A tecnologia será forte aliada da Agepen, para aumentar a segurança no estabelecimento penal, entre elas estão a instalação de câmeras com sensor de movimento que pode auxiliar os agentes a impedir eventuais tentativas de fuga. 

Outro ponto apontado foi a utilização de bloqueadores de sinal, que acabou não conseguindo ser totalmente eficaz. A Agepen informou que no presídio existem "pontos sombra" locais em que o sinal não é bloqueado. Além disso, como a Máxima fica próxima à vizinhança, o bloqueador interfere no sinal dos populares.

"Estamos comprometidos em garantir um sistema penitenciário mais controlado, reduzindo a influência da criminalidade e protegendo a sociedade", afirma o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini e completou:

"A meta é erradicar a comunicação ilegal em presídios, diminuindo os riscos associados à atividade criminosa organizada dentro e fora das prisões".

Presídios de MS

O padrão de segurança será seguido por todos os presídios do Mato Grosso do Sul, sendo que na Penitenciária Estadual de Dourados, está em início de instalação, enquanto a Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas, o telamento foi feito em três dos quatro pavilhões. 

Com isso, a prática criminosa de lançamento por drones que eram feitos mais de uma vez por semana diminuíram consideravelmente. Veja outras medidas de segurança adotadas: 

  • Revistar visitantes;
  • Policiais penais;
  • Profissionais terceirizados que entram nos presídios;

A tecnologia do raio-x tem sido uma aliada durante as inspeções tanto corporais quanto dos pertences de todas as pessoas que acessam o complexo de segurança. 

Mesmo com todas as medidas de segurança, os chamados "pentes finos" feitos nas celas resultaram na apreensão de  3.883 celulares no ano passado e o primeiro trimestre de 2024, o número fica mais robusto por levar em conta as interceptações de objetos arremessados. 

Por fim, para cortar toda a comunicação como medida de enfrentamento ao crime, estão isolando e transferindo criminosos de alto escalão em facções que possuem ramificações no estado, para o Complexo da Gameleira. 

"São várias as medidas que fazem parte de uma abordagem abrangente para fortalecer a segurança no sistema penitenciário", finaliza o diretor-presidente da Agepen.

A Operação Mute recebeu esse nome em referência à palavra "mudo" em inglês, refletindo a intenção de silenciar a comunicação externa dos internos, focalizando especialmente na apreensão de dispositivos de comunicação proibidos, como telefones celulares.

** Colaborou Alanis Netto

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CAMINHOS

Veja como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios

Assunto ganha importância durante o Setembro Verde, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante

20/09/2026 08h47

Cerca de 45 mil dos que aguardam um transplante de órgão esperam por um rim

Cerca de 45 mil dos que aguardam um transplante de órgão esperam por um rim Divulgação

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Desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024, mais de 32 mil brasileiros já usaram os cartórios para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos. 

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.

Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.

Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.

A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.

Oferta e demanda

Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa. 

São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.

Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.

Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.

Autorização familiar

Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.

Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.

É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão. 

“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.

No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.

 

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SAÚDE

Morre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no Brasil

Médico atuou na criação de políticas de prevenção e tratamento

19/09/2026 23h00

Paulo Roberto Teixeira

Paulo Roberto Teixeira EMI SHIMMA/DIVULGAÇÃO

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Morreu neste sábado (19), aos 77 anos, o médico Paulo Roberto Teixeira, uma das referências em saúde pública no Brasil. Ele foi protagonista na criação da primeira resposta de governo à aids no Brasil, em 1983, época em que a doença era ainda pouco conhecida e marcada pelo estigma.Paulo Roberto TeixeiraPaulo Roberto Teixeira

Quando os primeiros casos da doença foram confirmados em São Paulo, Teixeira estava à frente do programa de hanseníase do estado. A experiência com uma doença que também era marcada pela exclusão, ajudou a desenhar para a aids uma política pautada no direito à saúde e ao respeito, que passava pela prevenção e assistência, incluindo o acesso aos antirretrovirais, e o trabalho em parceria com sociedade civil.

Em 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira passou a denunciar que os preços dos medicamentos eram inviáveis para a manutenção do acesso universal ao tratamento de aids pelo SUS e passou a defender a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos.

Defendeu que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, limitou o acesso à saúde e organizou um programa internacional de transferência de tecnologia entre países do Sul global para a produção de antirretrovirais genéricos.

Esse movimento foi fundamental para que em 2001, a Organização Mundial do Comércio reconhecesse que o direito à saúde está acima das regras de propriedade intelectual e fortaleceu a luta dos países pobres pelo direito de acesso ao tratamento.

A luta pelo acesso universal ao tratamento seguiu na OMS, quando Paulo Roberto Teixeira, assumiu em 2003 o Departamento de HIV/Aids da OMS e integrou a estratégia 3 by 5 que estabeleceu a meta de 3 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento até o fim de 2005.

Em nota, o Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo que ele foi um dos "nomes fundamentais da resposta do país à epidemia" e que Paulo Teixeira "dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento".

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