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INTERIOR

Chuva encerra estiagem, mas temporal deixa rastro de estragos em Aquidauana

Após longo período de estiagem, chuva chegou com força e atingiu Aquidauana, na 'entrada' do Pantanal, assustando moradores

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Queda de árvores, destelhamentos e vários outros estragos foram registrados na noite de sábado (15) em Aquidauana, cidade localizada a 120 km de Campo Grande e que enfrentou um temporal marcado por ventos de até 100 km/h. Vídeos mostram os fortes ventos obrigando uma lanchonete a fechar e o temor de funcionários de um posto de combustíveis.

A forte chuva atingiu Aquidauana justamente na data de seu 128º aniversário, já que a cidade foi fundada em 15 de agosto de 1892 - já a emancipação da mesma do município de Miranda ocorreu na data de 18 de dezembro de 1906. A tempestade causou, inclusive, um incêndio em uma casa. O Corpo de Bombeiros teve bastante trabalho para combater a situação.

Aquidauana e a vizinha Anastácio são duas das 52 cidades alvo de alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para temporais marcados, além pela violência do vento, por chuva de granizo. A previsão é que ainda neste domingo (16) haja mais chuva na região.

Com umidade na casa dos 90%, a previsão é que Aquidauana registre mínima de 18°C hoje, com a máxima podendo ir até os 32°C, segundo previsão disponibilizada pelo Inmet. O céu deve continuar fechado na cidade, com pancadas de chuvas e trovoadas isoladas, mas não deve acontecer mais registros de vendavais como na noite de ontem.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil de Aquidauana estão fazendo um balanço dos estragos na cidade a ainda não há números fechados. Confira abaixo algumas imagens dos problemas causados pelo temporal na cidade.

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MUNDO

Forte terremoto deixa pelo menos 20 mortos na Colômbia

Serviço geológico do país revisou magnitude de 6,6 para 7,4

10/08/2026 15h00

A agência de gestão de desastres do país informou ter recebido relatos de nove departamentos e de todas as 32 capitais departamentais

A agência de gestão de desastres do país informou ter recebido relatos de nove departamentos e de todas as 32 capitais departamentais Reprodução: X

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Pelo menos 20 pessoas morreram no terremoto no oeste da Colômbia, nesta segunda-feira (10), que derrubou prédios e deixou pessoas presas nos escombros, segundo autoridades. 

Na cidade de Pereira, 18 pessoas morreram e outras ficaram soterradas em prédios que desabaram, afirmou o prefeito Mauricio Salazar à Rádio Caracol.

Duas pessoas morreram na cidade de Manizales, segundo o prefeito Jorge Eduardo Rojas em entrevista à Blu Radio, enquanto Alejandro Eder, prefeito de Cali, uma das maiores cidades da Colômbia, afirmou que relatos preliminares indicavam o desabamento de pelo menos 20 estruturas no local, com pessoas soterradas.

Segundo ele, Cali solicitou o envio de socorristas de Bogotá e Medellín para auxiliar nos esforços de resgate.

O epicentro do terremoto foi próximo a San José del Palmar, em Chocó, uma província pouco povoada na costa do Pacífico colombiano. A governadora de Chocó, Nubia Carolina Córdoba, relatou feridos e danos significativos em Quibdó, a capital da província, e alertou os moradores sobre possíveis réplicas.

Na província vizinha de Risaralda, o governador Juan Diego Patiño informou que Pereira, uma importante cidade da região cafeeira da Colômbia, também sofreu danos graves em algumas edificações.

A autoridade de aviação civil da Colômbia comunicou a suspensão de voos nos aeroportos de Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura, enquanto inspetores verificavam a existência de danos estruturais.

A agência de gestão de desastres do país informou ter recebido relatos de nove departamentos e de todas as 32 capitais departamentais onde o tremor foi sentido, provocando retiradas e os primeiros relatos de danos.

O serviço geológico da Colômbia revisou a magnitude do terremoto para 7,4 e informou que ele ocorreu a uma profundidade de 96 km. O sistema de alerta de tsunamis dos EUA afirmou que não havia ameaça de tsunami.

Testemunhas da Reuters no Estado fronteiriço venezuelano de Táchira e na cidade de Barquisimeto, no centro-oeste do país, relataram que o terremoto foi sentido nessas regiões.

A Venezuela foi atingida por dois terremotos devastadores em junho, que mataram mais de 6.000 pessoas, principalmente no litoral próximo à capital, Caracas.

decisão judicial

Fisco cassa distribuidora de combustíveis instalada no "ninho de cobras"

A distribuidora de combustíveis Velox funcionava em Iguatemi, junto com outras 23 do mesmo ramo e que já foram alvo de uma série de operações contra o crime organizado

10/08/2026 13h00

Agentes da ANP e do Fisco chegaram a interditar, há um ano, os depósitos da empresa que serve de

Agentes da ANP e do Fisco chegaram a interditar, há um ano, os depósitos da empresa que serve de "barriga de aluguel" de distribuidoras

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Quase quatro meses depois de ser obrigada por decisão judicial a reativar a inscrição estadual da distribuidora de combustíveis Velox, com sede em Iguatemi, a Secretaria de Estado de Fazenda conseguiu derrubar a liminar e nesta segunda-feira (10) publicou ato declaratório cancelando a inscrição da empresa que tem como endereçõ uma espécie de "ninho de cobras".

Pelo menos no papel, a Velox funciona no quilômetro 18 da chamada Estrada da Balsinha, que liga Naviraí a Iguatemi. Neste mesmo endereço estão instaladas pelo menos outras 23 distribuidoras de combustíveis.

Na prática, porém, somente a Ecológica Distribuidora de Combustíveis existe no local e em agosto do ano passado chegou a ser interditada pela Agência Nacional do Petróleo por conta de uma série de irregularidades ambientais e contáveis.

Em abril deste ano o Governo do Estado também chegou a cancelar a inscrição estadual da Ecológica Distribuidora. Em meados de junho, porém, uma decisão judicial determinou que fosse reativada e até agora segue ativa.

Em Iguatemi funciona o que os investigadores classificam como base fantasma nacional de distribuição de combustíveis e ao menos 24 empresas utilizavam o local como “barriga de aluguel“. Oito delas foram investigadas pela operação Carbono Oculto, desencadeada em 28 de agosto do ano passado.

A operação foi considerada a maior operação contra o crime organizado, incluindo o Primeiro Comando da Capital, da história policial brasileira. 

A distribuidora Velox, que teve a inscrição estadual cancelada nesta segunda-feira, não aparecena Carbono Oculto, mas conforme informações divulgadas no começo de setembro do ano passado, “ficou constatado que a base operava como “barriga de aluguel” para as demais empresas que funcionam no mesmo endereço.

A Ecológica Distribuidora era declarada à ANP como uma base compartilhada por diversas distribuidoras, de forma a comprovar que tinham espaço de armazenagem com um mínimo de 750 m³ cada, o que é um dos requisitos da ANP para conceder autorização para uma distribuidora”. 

Na prática, porém, as empresas não armazenam nem movimentavam combustível nessa base, o que contraria as normas da Agência. A fraude consiste em usar como matriz a empresa registrada em Iguatemi, onde é menos custoso adquirir propriedade em parte de uma base, para, na prática, comercializar combustível em São Paulo, por exemplo.

A atividade de distribuição de combustíveis é considerada de utilidade pública. A obrigação da comercialização da base própria ou compartilhada através da qual se obteve a autorização visa aumentar a concorrência e a disponibilidade de combustíveis para os consumidores daquela região.

Ao não comercializarem combustíveis na localidade, essas empresas lesam a sociedade e, ao atuarem efetivamente em outro estado, realizam concorrência desleal com agentes que possuem base na região, em conformidade com as normas.

A Velox, por exemplo, tem como sede o endereço de Iguatemi e sua filial é em Presidente Prudente, em São Paulo, onde possivelmente atua. 

MEGAFRAUDE

A Operação Carbono Oculto revelou como o Primeiro Comando da Capital (PCC) expandiu sua atuação, infiltrando-se de forma sistemática na economia formal, em especial no setor de combustíveis e no mercado financeiro paulista, com ramificações diretas na Faria Lima.

Segundo o Ministério Público e autoridades fiscais, o esquema teria gerado cerca de R$ 10 bilhões em importações ilícitas de combustíveis, R$ 52 bilhões em vendas no varejo por meio de mais de mil postos e R$ 46 bilhões em transações realizadas por fintechs clandestinas, que operavam como bancos paralelos entre 2020 e 2024.

A investigação também identificou dezenas de fundos de investimento fechados e outras estruturas financeiras que concentravam aproximadamente R$ 30 bilhões em ativos utilizados para lavar e reinserir recursos ilícitos na economia, incluindo usinas de etanol, terminal portuário, imóveis e uma gigantesca frota de caminhões.

A Operação Carbono Oculto alcançou mais de 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, investigados por crimes contra a ordem econômica, lavagem de dinheiro, fraude fiscal, adulteração de combustíveis e crimes ambientais.

Empresários apontados como centrais no esquema têm negociado acordos de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo, com potencial para atingir agentes públicos mediante a apresentação de provas de propinas e favorecimentos regulatórios no setor de combustíveis.

Também como resposta às revelações de fraudes e desvios no setor de combustíveis, especialmente o envolvimento da refinaria Refit com o Comando Vermelho, o Congresso Nacional, depois de anos de discussão, aprovou o PL do Devedor Contumaz.

FLUXO OCULTO

Mais recentemente, no dia 28 de maio, a Operação Fluxo Oculto, que investiga fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis cumpriu um mandado de busca e apreensão em Iguatemi.  

Os focos principais nessa operação foram seis fintechs (empresas de tecnologia que prestam serviços financeiros), as quais atuavam supostamente como bancos paralelos para movimentar os recursos financeiros do Primero Comando da Capital (PCC), e a adulteração de combustível com uso de nafta.

Segundo a Receita Federal, as seis fintechs movimentaram mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025. Houve a constatação de operações suspeitas, principalmente com depósitos realizados em espécie, procedimento estranho à natureza de uma instituição de pagamento, e contas abertas em outras instituições de pagamento, gerando uma dupla camada de ocultação. 

Em relação a adulteração de combustíveis, as investigações apontam que somente com o esquema do uso de nafta petroquímica, os prejuízos aos cofres públicos chegaram a R$ 200 milhões em tributos sonegados em dois anos.

DÍVIDAS

Entre as distribuidoras com sede no mesmo endereço estão duas que ocupam o topo do ranking dos maiores devedores de impostos. Juntas, a Alpes Comércio de Combustíveis e Vetor Comércio de Combustíveis, devem R$ 4,9 bilhões, conforme dados da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. 

A maior devedora do Fisco federal em Mato Grosso do Sul é a Alpes, R$ 2,93 bilhões. Ela foi alvo das duas operações da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério Público do Estado de São Paulo: a Carbono Oculto e a Fluxo Oculto.

A organização criminosa investigada é liderada por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo ou João, que atua como o epicentro de um esquema bilionário que abrange toda a cadeia produtiva de combustíveis, desde usinas sucroalcooleiras até redes de postos.

Ao lado dele está Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, identificado como o colíder do grupo, exercendo funções cruciais na gestão operacional de empresas centrais, como a formuladora Copape e a distribuidora Aster.

Juntos, eles comandam uma estrutura profissionalizada que utiliza fundos de investimento e centenas de empresas de fachada para ocultar a origem ilícita de recursos e realizar fraudes tributárias, apontam os investigadores.

A Alpes desempenha um papel fundamental nesse ecossistema, servindo como um dos principais canais para a distribuição de etanol produzido pelas usinas controladas pelo grupo, como a Itajobi e a Carolo.

A segunda maior devedora é a Vetor Comércio de Combustíveis, que deve R$ 2,04 bilhões ao Fisco federal. A empresa, cujo sócio-administrador que aparece em seu contrato social é Servio Tulio Fagotti Zaqueti, responde a vários processos de execução fiscal na Justiça Federal em Mato Grosso do Sul e nos estados de São Paulo e do Paraná.

 SIGNIFICADO

A expressão "ninho de cobras" significa, em sentido figurado, um lugar ou um grupo de pessoas onde reinam a falsidade, a maldade, a intriga e a traição. 

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