Cidades

BALANÇO | FISCALIZAÇÃO

Com tio de ex-secretário, 'Lista Suja' do trabalho escravo de MS têm 10 novos nomes

Cadastro atualizado de empregadores indica que 81 trabalhadores foram submetidos a condições análogas à escravidão em Mato Grosso do Sul entre as dez novas propriedades

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Para além da inclusão de grandes nomes, como Amado Batista e a BYD no cadastro cadastro de empregadores responsabilizados pela submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão, a chamada "Lista Suja" do Mato Grosso do Sul ganhou 10 novos nomes entre os quais aparecem agora até mesmo tio de ex-secretário municipal.

Atualizada semestralmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no início desta semana, após a conclusão dos devidos processos administrativos em duas instâncias com garantia de ampla defesa foram adicionados 169 novos casos. 

Desses números, que correspondem por ocorrências registradas no período entre 2020 e 2025, aparecem 102 pessoas físicas e 67 jurídicas na última atualização da "Lista Suja", que vão desde o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD em nível nacional, ambos com fiscalizações executadas em 2024. 

Como bem esclarece o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), a inclusão da BYD se dá por causa de uma operação realizada em dezembro de 2024, na construção de uma fábrica em Camaçari (BA). 

Nessa ocasião, trabalhadores estrangeiros foram flagrados por Auditores Fiscais do Trabalho em condições degradantes de alojamento e submetidos a restrições de liberdade e jornadas exaustivas.

No caso do cantor Amado Batista, a inclusão se deu em razão de duas autuações ocorridas em propriedades rurais localizadas em Goiás, em 2024, envolvendo trabalhadores encontrados em condições irregulares.

Pela última publicação do cadastro de empregadores, Mato Grosso do Sul soma atualmente um total de 28 nomes na Lista Suja do trabalho escravo, sendo 10 novos casos entre os quais aparecem até mesmo o tio do antigo titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) de Campo Grande. 

'Lista Suja' de MS

Como bem acompanha o Correio do Estado, até a última atualização, feita em outubro de 2025, Mato Grosso do Sul acumulava 25 fazendas na Lista Suja do trabalho escravo, com sete deixando a publicação mais recente para a entrada de outras 10. 

Ou seja, desde a publicação feita há seis meses, seguem na lista os nomes de: 

  • Airton de Araujo Gomes - Fazenda São José/Corumbá - 9 vítimas resgatadas;
  • Alberto Junior Pellin - Fazenda Sucuri II/Caracol - 5 vítimas resgatadas;
  • Altemar Estevam - Fazenda Represa/Ribas do Rio Pardo - 12 vítimas resgatadas;
  • Aparecido Christofolli - Fazenda São Cristovão I/Nova Andradina - 19 vítimas resgatadas;
  • Carlos Alberto Tavares Oliva - Fazenda Rebojo/Corumbá - 4 vítimas resgatadas;
  • Claudinei Leite de Queiroz - Fazendo Santo Antônio/Corumbá - 1 vítima resgatada;
  • Cláudio Martinho Rojas - Fazenda Bandeirantes/Porto Murtinho - 7 vítimas resgatadas;
  • Fazenda Cerradinho LTDA - Fazenda Formoso/Bonito - 8 vítimas resgatadas;
  • João Silva de Souza - Fazendo São Lourenço/Ponta Porã - 5 vítimas resgatadas; 
  • LLB Prestadora de Serviços LTDA - Fazenda Campo Alegre/Corumbá - 8 vítimas resgatadas;
  • Márcio Antônio de Carvalho - Fazenda Boa Sorte/Porto Murtinho - 7 vítimas resgatadas;
  • Márcio Antônio Nantes - Fazenda Vaca Branca/Nova Alvorada do Sul - 5 vítimas resgatadas;
  • Nilson Pereira Bento - Fazenda Invernada do Piri/Porto Murtinho - 1 vítima resgatada;
  • Nilton de Araújo Gomes - Fazenda São José/Corumbá - 7 vítimas resgatadas;
  • Sumaia Carvão Vegetal LTDA - Fazenda Piúva/Aquidauana - 9 vítimas resgatadas;
  • Valdinei Aparecido Roque - Fazenda Pedra Negra/Aparecida do Taboado - 20 vítimas resgatadas;
  • Virgilio Mettifogo - Fazenda Marreta/Dourados - 7 vítimas resgatadas;
  • Wanderlei Lopes - Fazenda Guarujá/Caracol - 11 vítimas resgatadas

Para além desses, a atualização periódica do Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão traz dez novos nomes, entre os quais se destacam o de Edmur Miglioli Junior. 

Tio do ex-chefe da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP), Ednei Marcelo Miglioli, o empregador aparece como titular do estabelecimento Fazenda Formosa. 

O nome de Edmur já esteve presente em meio aos noticiários no passado, já que um pedido de providências protocolado por ele junto à Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos, ainda em 2015, teria sido um dos estopins que levou, à época, à prisão do então deputado federal Edson Giroto.

Agora, localizada na zona rural de Anastácio, município distante aproximadamente 137 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, a propriedade do tio do ex-secretário aparece listada como tendo três trabalhadores envolvidos em atividades com condições análogas à escravidão, segundo o MTE. 

Dos 10 novos nomes, somam-se ao tio de Giroto ainda os seguintes nomes: 

  • AGROPECUARIA FORMOSA LTDA | Fazenda Formosa, Bonito - 07 trabalhadores envolvidos
  • AGROPECUARIA GMS LTDA | Fazenda Novo Futuro, Maracaju - 04 trabalhadores 
  • Haroldo Henrique Rapozo Luizari | Fazenda Retiro São José, Porto Murtinho - 22 trabalhadores
  • Jessica Aparecida dos Santos | Fazenda Progresso, Deodápolis - 11 trabalhadores
  • José Domingos Lot | Fazenda São João, Paraíso das Águas - 16 trabalhadores
  • Leonice Vilharga de Brito | Fazenda São Camilo, zona rural, Camapuã - 01 trabalhador
  • Luis Alberto de Souza | Fazenda Sobradinho, zona rural, Caracol - 03 trabalhadores
  • Marcelo Botassini Ambiental Ltda. | Fazenda Bertoncin, Coxim - 10 trabalhadores
  • Valdir Fernandes Pessoa | P.A Tamakavi, lote 118, zona rural, Itaquiraí - 07 trabalhadores

Somados, os novos nomes são listados por ocorrências registradas envolvendo 81 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em Mato Grosso do Sul no período. 

Lista suja

Criada em 2003, a “Lista Suja” foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 como uma medida de transparência ativa, já que é direito de todo cidadão o acesso à informação e dever dos órgãos públicos a divulgação de informações de interesse coletivo ou geral. 

Publicada semestralmente, a lista tem como objetivo dar transparência aos resultados das ações fiscais de combate ao trabalho escravo, que envolvem a atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT), Polícia Federal (PF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e, eventualmente, outras forças policiais.

A inclusão só ocorre após a conclusão de processos administrativos e os nomes permanecem publicados por dois anos.
**(Colaborou Karina Varjão)

 

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INADIMPLÊNCIA

Serasa oferece desconto de até 99% para negociação de dívidas

Ação dura até amanhã e oferece cupons extras de R$ 500 para as mais de 6,2 milhões de dívidas do Estado

08/09/2026 12h15

Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Para aqueles que estão inadimplentes, o Serasa está com a campanha "Todo Mundo Ama Cupom em Dobro" e oferecerá desconto de até 99%. Com mais de 124 mil ofertas com desconto máximo e cupons de até R$ 500, a ação durará até amanhã (09) às 23h59.

A iniciativa prevê mudar o cenário de inadimplência no Estado, que ultrapassa 6 milhões de dívidas. Com isso, os consumidores sul-mato-grossenses poderão negociar o saldo devedor e limparem o nome antes do final do ano.

A campanha é uma parceria da empresa com o Mercado Pago e outras 2 mil empresas.

Além da redução de dívidas e cupons extras de R$ 500, a ação também permite que os consumidores utilizem ofertas disponíveis no Serasa Limpa Nome e aproveitem os benefícios até o fim da campanha nesta quarta-feira.

Conforme levantamento da Serasa, são mais de 1,3 milhão de pessoas inadimplentes no Estado, que somam 6,2 milhões de dívidas e R$ 11,1 bilhões em débitos. Entre estes números, há 12,9 milhões de dívidas que podem utilizar cupons e serem negociadas à vista via Pix.

Os dados mais recentes da empresa apontam que o valor médio devedor de um sul-mato-grossense é de R$ 8.500,27, e os bancos e cartões concentram 28,26% das dívidas.

Além de bancos e cartões, pendências com concessionárias de energia elétrica, água, gás e telecomunicações estão entre os principais segmentos que concentram as dívidas em Mato Grosso do Sul. Confira os principais segmentos que concentram as dívidas:

  1. bancos e cartões, com 28,26%;
  2. financeiras, com 18,24%;
  3. utilities, com 17,58%;
  4. serviços, com 14,04%;
  5. e varejo, com 9,39%.

Os dados não são alheio ao restante do país, que em julho chegou a mais de 83 mil pessoas inadimplentes. Atualmente o Brasil soma 348.310.896 dívidas negativadas, que totalizam R$ 586,45 bilhões. O valor médio devido por pessoa é de R$ 6.987,23.

Por isso, a campanha aparece para auxiliar os devedores a quitarem suas dívidas antes do fim do ano. Segundo Aline Maciel, diretora da Serasa, a expectativa é ampliar as oportunidades e oferecer benefícios extras com a parceria.

“Na primeira edição do 09/09 da Serasa, realizado no ano passado, registramos mais de 224 mil acordos realizados apenas nesta data. Neste ano, buscamos ampliar as oportunidades e oferecer benefícios extras com o Mercado Pago, reforçando nosso propósito de tornar o recomeço financeiro mais simples e vantajoso para o brasileiro”.

A parceria com o banco digital prevê descontos extras e, neste ano, de janeiro a agosto foram 12.406 acordos fechados com o desconto de 99% em Mato Grosso do Sul. E mais de 680 mil negociações em todo o Brasil na mesma condição durante o período.

Quando o consumidor realiza o acordo à vista utilizando o cupom, o consumidor recebe além do desconto extra na negociação um segundo cupom de compras para ser utilizado no Mercado Livre, extensão do banco digital.

O benefício pode ser utilizado mediante pagamento com o saldo em conta no site/aplicativo ou via saldo do Cofrinho Mercado Pago.

Confira como negociar as dívidas com os cupons:

  1. Atualize, baixe o app ou acesse o site da Serasa
  2. Negocie sua dívida ativando o cupom de desconto disponível na oferta;
  3. Pague o acordo à vista;
  4. Receba por e-mail o aviso de que o seu cupom para compras no Mercado Livre já está disponível;
  5. Acesse o link recebido e conclua a ativação no ambiente do Mercado Pago;
  6. Acesse o saldo em conta ou o “Cofrinho Mercado Livre” para usar o cupom em sua próxima compra.

Confira o regulamento aqui.

Operação Última Chamada

Polícia Civil devolve às vítimas 55% dos celulares recuperados em MS

Dos 246 celulares recuperados, 136 foram devolvidos

08/09/2026 12h00

Vários celulares, de diversos modelos, foram recuperados em MS

Vários celulares, de diversos modelos, foram recuperados em MS DIVULGAÇÃO/PCMS

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Polícia Civil recuperou 246 celulares e devolveu 136 aparelhos às vítimas, até 31 de agosto de 2026, durante a Operação Nacional Última Chamada, em Mato Grosso do Sul.

Isto signfica que 55,3% dos aparelhos recuperados já foram devolvidos aos proprietários. Vários celulares, de diversos modelos, foram recuperados.

Apenas em Campo Grande, 43 aparelhos foram devolvidos aos donos.

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil iniciou um intenso trabalho de investigação destinado a identificação, localização e recuperação de aparelhos que foram roubados, furtados e receptados. Em seguida, identificou, localizou e contatou os proprietários dos aparelhos recuperados.

Confira o histórico do número de celulares recuperados e devolvidos:

  • Até 19 de agosto: 212 celulares foram recuperados e 75 aparelhos foram restituídos
  • De 20 e 31 de agosto: 61 aparelhos foram devolvidos às vítimas
  • De 20 e 31 de agosto (interior de MS): 34 celulares foram recuperados e 18 entregues às vítimas

Fonte: Polícia Civil

A Polícia Civil ressalta que o trabalho de recuperação e restituição de aparelhos continuará.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, no Brasil, 6.052 celulares foram recuperados, entre os dias 10 e 19 de agosto de 2026, durante a Operação Última Chamada.

Segundo o Ministério, a operação busca combater não apenas os roubos e furtos, mas também a cadeia de receptação e comercialização ilegal dos aparelhos. As autoridades utilizam informações como o número de identificação do celular (IMEI) para verificar se o dispositivo possui registro de roubo ou furto.

As polícias orientam que vítimas de roubo ou furto registrem a ocorrência e forneçam informações que possam ajudar na identificação do aparelho, como o número do IMEI. O registro facilita o trabalho de investigação e aumenta as chances de localização e restituição do celular.

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