Cidades

Decisão

TJMS concede indenização à mulher que foi atropelada na faixa de pedestres

A motorista terá que pagar indenização por danos morais, estéticos e materiais no valor de R$ 15 mil

Continue lendo...

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul condenou uma motorista por danos morais e estéticos após atropelar uma pedestre que atravessava a rua na faixa de pedestres. 

A decisão, mantida por unanimidade pela 2ª Câmara Cível do TIJMS, foi proferida na última terça-feira (28), com relatoria do desembargador Nélio Stábile. 

O acidente aconteceu em Campo Grande, quando a moça atravessava a rua na faixa de pedestres. A motorista teria feito uma conversão em alta velocidade e a atropelou. A vítima foi arremessada e caiu com o rosto no asfalto, causando fraturas e contusões no corpo. 

Por causa dos ferimentos, a mulher precisou realizar várias cirurgias, além de ter sofrido danos estéticos por causa das cicatrizes e um dente quebrado. 

O juiz Marcus Vinicius de Oliveira Elias, da 14ª Vara Cível de Campo Grande, havia considerado que os danos morais e estéticos, bem como parte dos danos materiais, foram comprovados. Ele condenou a motorista ao pagamento de uma indenização no valor de R$ 15,8 mil. 

A defesa da motorista entrou com recurso, afirmando que o sinal estava verde no momento do atropelamento. Por isso, a culpa do acidente era exclusiva ou parcialmente da vítima. 

A motorista alegou que não era possível comprovar dano estético, já que a autora estaria em processo de tratamento, precisando comprovar que as sequelas ou deformidades criadas seriam permanentes. 

Do outro lado, a vítima argumentou que não havia prova de que o semáforo estava aberto e defendeu que o Código de Trânsito Brasileiro garante proteção especial ao pedestre. Dessa forma, o motorista deve reforçar a cautela. 

Sobre os danos estéticos, foram apresentados fotos e documentos no processo indicando claramente as lesões sofridas. 

Segundo o relator do processo, o atropelamento aconteceu quando a vítima estava no fim da travessia. Desse modo, mesmo que o sinal estivesse verde para os carros, a motorista deveria aguardar a finalização da travessia da pedestre. 

As provas processuais também foram consideradas suficientes para comprovar que houve dano estético e moral. 

Assim, o desembargador Stábile manteve o valor de indenização estabelecido em primeiro grau, de R$ 15.861, considerando as "condições pessoais e financeiras das duas partes, os critérios pedagógicos da indenização e a dimensão do dano causado". 
 

Defesa Aérea

FAB força pouso de avião suspeito vindo da Bolívia no Mato Grosso do Sul

Operação integrada entre FAB, Bope, Polícia Federal e Gefron terminou com o pouso forçado da aeronave, encontrada abandonada entre São Gabriel do Oeste e Camapuã.

31/07/2026 16h35

Aeronave suspeita interceptada pela Força Aérea Brasileira foi obrigada a pousar em uma pista improvisada entre São Gabriel do Oeste e Camapuã e acabou localizada abandonada pelas equipes da operação.

Aeronave suspeita interceptada pela Força Aérea Brasileira foi obrigada a pousar em uma pista improvisada entre São Gabriel do Oeste e Camapuã e acabou localizada abandonada pelas equipes da operação. Foto: Bope.

Continue Lendo...

Uma operação conjunta das forças de segurança mobilizou a manhã desta sexta-feira (31) em Mato Grosso do Sul e resultou na interceptação de uma aeronave suspeita de realizar voos clandestinos entre a Bolívia e o Brasil.

A ação envolveu a Força Aérea Brasileira (FAB), o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a Polícia Federal (PF) e o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), culminando no pouso forçado do avião, posteriormente localizado sem ocupantes.

Segundo informações da FAB, a aeronave ingressou no espaço aéreo brasileiro proveniente do sul da Bolívia sem apresentar plano de voo, sem manter comunicação com os órgãos de controle de tráfego aéreo e com matrícula não identificada.

Diante das irregularidades, o avião foi classificado como suspeito e passou a ser monitorado pelo sistema de defesa aeroespacial.

A operação teve início após o Bope receber informações de inteligência indicando que uma aeronave estaria realizando voos clandestinos em baixa altitude, utilizando rotas entre a Bolívia e o território brasileiro, com suspeita de envolvimento no transporte de cargas ilícitas.

Com base nesses dados, foi solicitado apoio da Força Aérea para realizar a interceptação e permitir a abordagem pelas equipes em solo.

O Comando de Operações Aeroespaciais (Comae) acionou dois caças A-29 Super Tucano, responsáveis pela execução das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), protocolo adotado em situações envolvendo aeronaves consideradas irregulares ou suspeitas.

Durante a interceptação, os pilotos militares seguiram todas as etapas previstas nos protocolos operacionais, incluindo procedimentos de identificação, comunicação e ordens para mudança de rota e pouso.

Conforme a FAB, a aeronave ignorou repetidamente as determinações da Defesa Aeroespacial, levando à adoção da medida extrema prevista na legislação.

Diante da resistência do piloto em cumprir as determinações, foi empregado o *Tiro de Detenção (TDE)*, recurso autorizado pelo Decreto Federal nº 5.144, de 2004.

O procedimento consiste em disparos de advertência com o objetivo de impedir a continuidade do voo e obrigar a aeronave a realizar o pouso, sendo considerado a última etapa das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo.

Após a intervenção da Força Aérea, a aeronave foi obrigada a realizar um pouso forçado em uma pista não preparada, situada em uma área rural entre os municípios de São Gabriel do Oeste e Camapuã, a cerca de 200 quilômetros ao norte de Campo Grande.

Um helicóptero da Polícia Militar foi mobilizado para dar apoio à ocorrência e transportar as equipes até o local, onde tiveram início as diligências.

Aeronave suspeita interceptada pela Força Aérea Brasileira foi obrigada a pousar em uma pista improvisada entre São Gabriel do Oeste e Camapuã e acabou localizada abandonada pelas equipes da operação.Helicóptero da Polícia Militar sobrevoou a área onde a aeronave realizou o pouso forçado durante a operação integrada entre FAB, BOPE, Gefron e Polícia Federal. Foto: Força Aérea Brasileira (FAB).

Ao chegarem à aeronave, os policiais constataram que o avião havia sido abandonado.

Nenhum tripulante foi localizado, e equipes do Bope, da Polícia Federal e do Gefron permaneceram na região realizando buscas e diligências para identificar os responsáveis, além de verificar se havia carga ilícita transportada pela aeronave.

Aeronave suspeita interceptada pela Força Aérea Brasileira foi obrigada a pousar em uma pista improvisada entre São Gabriel do Oeste e Camapuã e acabou localizada abandonada pelas equipes da operação.Equipes encontraram a aeronave abandonada em uma pista improvisada; o avião apresentava avarias após o pouso forçado. Foto: Força Aérea Brasileira (FAB).

Em nota, a Força Aérea Brasileira destacou que atua de forma permanente na vigilância do espaço aéreo nacional e reafirmou que operações integradas com as forças de segurança são fundamentais para combater crimes transnacionais, especialmente nas áreas de fronteira utilizadas por organizações criminosas para o tráfico de drogas, armas e outros ilícitos.

As investigações prosseguem para esclarecer a origem da aeronave, identificar os ocupantes que fugiram após o pouso forçado e apurar a possível ligação do voo com organizações criminosas que atuam na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia.

ccz

Campo Grande confirma 12º caso de raiva em morcego neste ano

Animal foi localizado na região do bairro Pioneiros; Número de morcegos com a doença neste ano já supera o registrado em todo o ano passado

31/07/2026 16h15

CCZ confirma 12º caso de raiva em morcego na Capital

CCZ confirma 12º caso de raiva em morcego na Capital Foto: Paulo Ribas / Arquivo

Continue Lendo...

A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), confirmou o 12º morcego diagnosticado com o vírus da raiva no ano de 2026 na Capital. O número já é superior ao registrado em todo o ano passado, quando foram 11 casos de morcegos infectados pela raiva.

O animal foi localizado no perímetro urbano, na região do bairro Pioneiros. Após o recolhimento, foi encaminhado para análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus, conforme protocolo sanitário.

Os outros morcegos infectados foram recolhidos nos bairros: Vivendas do Bosque, Centro (3), Santa Fé, Jardim Campo Alto, Pioneiros, São Franscisco, Jardim Bela Vista, Jardim Ouro Preto e Ouro Preto.

De acordo com o CCZ, além dos casos confirmados, neste ano já foram recolhidos 772 morcedos na cidade.

"Embora a maioria não esteja infectada, a confirmação do vírus em 12 deles liga o alerta: a vigilância precisa continuar diária, e o cuidado de todos é essencial para evitar o risco de transmissão", diz o CCZ em publicação nas redes sociais.

A principal medida de prevenção é a vacinação anual de cães e gatos.

Campo Grande possui espécies de morcegos que se alimentam de frutos e insetos e que, em seu habitat natural, não oferecem riscos à população. No entanto, esses animais podem, eventualmente, portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.

O último caso de raiva em humanos em Campo Grande ocorreu em 1968. No interior do Estado, porém, foi registrado um caso em 2015, em Corumbá.

 

O que fazer ao encontrar um morcego?

Caso encontre um morcego em situação atípica, como caído no chão, voando durante o dia ou pendurado em locais baixos, o CCZ orienta a população a tomar as seguintes medidas:

  • Não toque no animal: Nunca tente manuseá-lo, esteja ele vivo ou morto.
  • Isole o local: Cubra o animal com um balde, caixa ou mantenha-o em um cômodo fechado para evitar o contato com pessoas ou outros animais domésticos.
  • Acione o CCZ imediatamente: Nossas equipes realizarão o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
  • Vacine seus pets: Mantenha a vacinação antirrábica de cães e gatos atualizada anualmente. Eles são a nossa principal barreira de proteção.

Em caso de contato acidental com morcego em situação suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo de atendimento antirrábico humano pós-exposição. 

Como acionar o CCZ 

O atendimento para recolhimento de morcegos suspeitos funciona da seguinte forma:

  • Telefone Geral: (67) 3313-5000
  • Segunda a Sexta (das 7h às 17h): (67) 2020-1789 / (67) 2020-1801
  • Plantão (Noturno, finais de semana e feriados): (67) 2020-1794
  • Endereço: Av. Filinto Müller, 1601 - Vila Ipiranga, diariamente, das 07h às 21h

Caso o animal seja encontrado fora dos horários de atendimento, a orientação é isolá-lo com cuidado, utilizando balde, caixa ou pano, evitando qualquer contato direto, e acionar a GCZ assim que o serviço for retomado. 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).