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Trânsito teve 85 acidentes com vítimas em 10 dias do ano, menor número em 3 anos

Entre essas colisões, apenas 1 delas resultou em morte no período; a expectativa é de que redução siga até o fim do ano

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Nos primeiros 10 dias deste ano, Campo Grande registrou 85 acidentes com vítimas, o menor número dos últimos 3 anos. Os dados são do Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT), por meio da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

Conforme o levantamento, em 2022, foram 285 acidentes com vítimas durante todo o mês de janeiro (média de 95 a cada 10 dias), já no ano seguinte foram 302 (média de 100 a cada 10 dias).

Segundo o psicólogo do trânsito e chefe da Divisão de Estatísticas e Sinistros de Trânsito da Agetran, Renan da Cunha Soares Júnior, o ano passado já apresentou uma grande queda no número de acidentes com mortes, o menor desde o início da série histórica, em 2011. Neste ano, a expectativa é de que a redução continue, pois, até o dia 10, apenas um acidente resultou em uma morte no trânsito da Capital.

“Este é um movimento que vem desde o ano passado, quando nós tivemos o menor número de óbitos desde o começo da série histórica, e esperamos que isso continue”, afirmou o professor doutor.
De acordo com Cunha Júnior, não há apenas um motivo para a redução, percebida já desde o ano passado, vários fatores podem ter contribuído para esse resultado.

“Não há fatos separados, é um conjunto de ações. A gente só teve uma aceleração de acidentes e mortes quando os radares foram desligados, quando eles voltaram, caíram novamente. Temos também a expansão das ciclovias, que reduziu muito as mortes de ciclistas. Desde 2011, a gente desenvolve o programa Vida no Trânsito e a Agetran tem tido maior atuação desde então. Com esse programa, conseguimos chegar em espaços que não são tão comuns, como empresas. Acredito que esses sejam alguns dos conjuntos de fatores”, explicou.

Em Campo Grande, segundo a Agetran, os principais motivos para acidentes graves são velocidade, dirigir alcoolizado e o uso de motocicletas.

“Campo Grande é umas das cidades com o maior crescimento da frota de motocicletas, e isso é um fator de risco, não pelos motociclistas, mas pela vulnerabilidade desse meio de locomoção”, afirmou Cunha Júnior, que completou dizendo que, no ano passado, a maior parte das 58 mortes no trânsito envolveram pessoas que estavam em motos.

2023

No ano passado, segundo dados do GGIT, apesar de um leve aumento no número de acidentes com vítimas (passou de 4.368 para 4.487), as mortes no trânsito caíram 69%, de 84 para 58.

O número, segundo o chefe da Divisão de Estatísticas e Sinistros de Trânsito da Agetran, ainda é menor do que o projetado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para Campo Grande, que esperava 86 óbitos no ano passado.

“Estamos em integração com vários órgãos, temos aprimoramentos do Pnatrans [Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito] e estamos na segunda década de ação de segurança no trânsito. Na primeira, tivemos uma queda de 41,6% das mortes em Campo Grande, e a meta é reduzir 50% nesta segunda década”, explicou Cunha Júnior.

Além da queda do número de mortes em colisões de um ano para o outro, a quantidade de óbitos de 2023 é a menor desde 2011, quando começou a ser desenvolvido o programa Vida no Trânsito. No primeiro ano, foram 132 mortes registradas na Capital, o maior número desde que o programa começou.

Anteriormente, o menor número de mortes havia sido registrado em 2017, com 70 óbitos em acidentes de trânsito.

COLISÕES FRONTAIS

As colisões frontais estão entre os acidentes mais perigosos, por terem grande risco de produzirem vítimas graves, principalmente em rodovias.

Dentro da cidade, segundo dados do GGIT, no ano passado, foram registrados 260 acidentes do tipo, uma redução em comparação com 2022, quando foram registrados 273 sinistros por colisão frontal. 
Este ano, ainda segundo o GGIT, ainda não há informação sobre esse tipo de acidente.

Nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul, por outro lado, reportagem do Correio do Estado mostrou que 40% das mortes em acidentes eram fruto de colisões frontais. 

Ao todo, 184 pessoas morreram por causa de acidentes em rodovias federais no Estado no ano passado, 74 delas em decorrência de colisões frontais.

Nas rodovias, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), esse tipo de colisão é causado geralmente pela invasão da pista contrária pelo motorista por diversas causas, a mais comum é a ultrapassagem imprudente ou em local indevido.

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Marcha para Jesus reúne milhares de fiéis e organização barra campanha política

Evento começou debaixo de chuva, mas precipatações deram uma trégua e público aumentou; politicos que levaram bandeiras foram orientados a guardá-las

26/08/2026 17h00

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam Foto: Paulo Ribas

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A tradicional Marcha para Jesus reuniu milhares de fieis na tarde desta quarta-feira (26), em Campo Grande. O evento começou com chuva, mas as precipitações deram uma trégua e o público aumentou ao longo da tarde. Políticos que tantaram usar o evento para campanha foram barrados pela organização.

A organização, Polícia Militar e Guarda Municipal não deram estimativa oficial do número de participantes, que passou da casa do milhar.

O evento começou às 13h, ainda sob chuva, na Praça do Rádio Clube, onde houve a concentração e show com a banda nacional Get Worship e outras três regionais. Com capas e guarda-chuvas, cerca de 400 pessoas acompanharam o início da Marcha.

O organizador do evento, presidente do Conselho Municipal de Pastores de Campo Grande (Consepacg), Apóstolo Gladiston Amorim, disse que a expectativa era reunir, ao todo, cerca de 40 mil pessoas, contando as que participaram da concentração, da marcha, e as que esperavam no Parque das Nações Indígenas, onde será o encerramento e que, segundo ele, é onde há a maior concentração de público.

No entanto, com a instabilidade do tempo, a expectativa de participação foi reduzida. "Com a mudança no tempo, provavelmente vai diminuir esse número, mas isso não é problema, não dá para saber", disse.

O evento reuniu ainda alguns políticos, como a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), na abertura, e o governador Eduardo Riedel (PP), no encerramento, além de alguns candidatos a deputados estaduais e federais.

Alguns chegaram a levar bandeiras e material de campanha, mas foram orientados pela organização a guardarem por não ser local para campanha. Não foi informado quais foram os candidatos advertidos, mas entre eles está Giselle Marques (PT), que concorre a deputada federal.

A prefeita disse a Marcha já é histórica e que neste ano, a chuva foi benção. "Campo Grande recebe não só uma palavra, mas recebe também homens e mulheres que oraram até aqui para que a cidade seja cada dia mais abençoada. Quero louvar a Deus pela vida de cada pessoa que se levantou em oração nesse período, em especial no dia de hoje, onde a marcha acontece mesmo com chuva, mas trazendo bençãos para as famílias da Capital e para a cidade", disse.

O pastor explicou que apesar de ser um movimento do segmento evangélico, a Marcha é aberta ao público em geral.

"Esse é um evento que a gente tem só uma vez por ano, é um evento que acontece não só no Brasil, mas em muitos lugares do mundo, milhares de cidades realizam a Marcha para Jesus, que é uma celebração da nossa fé, é um culto de adoração a Cristo Jesus. Cada igreja, seja evangélica ou católica, nós nos reunimos para cultuar o nosso Senhor, mas uma vez nós saímos da igreja para cultuar em ambiente público em unidade, então esse é um evento de união do corpo de Cristo, para adorar nosso Senhor", acrescentou.

Chuva não desanimou

A massoterapeuta Kelly Martins participou do evento e disse que os cristãos devem mostrar ao mundo a importância de louvar a Deus, além de também ir ao local para prestigiar a sua igreja, a Igreja Evangélica Irmãos Menonitas .

"A chuva não desanimou, tudo o que vem Deius é bem-vindo, se Ele quis assim, a gente tem que glorificar", disse.

A estudante Ana Clara Martins também enfrentou a chuva. Ela, que não conseguiu ir a Marcha para Jesus no ano passado por estar trabalhando, afirmou que sentiu no coração que deveria prestigiar a edição deste ano.

"Esse ano, mesmo com a chuva, eu senti no coração que eu devia estar aqui para louvar a Deus independente do tempo, por tudo o que Ele faz para a gente, não importa se está sol ou está chuva, Ele está sempre do nosso lado cuidando de nós, então nada mais justo do que estar aqui independente do tempo", afirmou.

Por volta das 16h, já sem chuva,  os fieis saíram da Praça do Rádio Clube e iniciaram a marcha, rumo ao Parque das Nações Indígenas, acompanhando trio elétrico, onde havia show e pregação ao longo do caminho. Com a trégua nas chuvas, o público aumentou.

Os fiéis seguiram pela Avenida Afonso Pena e pararam em frente ao Paço Municipal para fazer uma oração pela cidade e pela gestão municipal, continuando a marcha em seguida. 

No Parque das Nações Indígenas, foi montado um palco onde a programação segue até 21h. Estão previstos shows com John Dias e Maria Marçal e outras três regionais, além de uma palavra do Apóstolo Luiz Hermínio.

Público acompanhou Marcha até o Parque das Nações, onde mais fiéis aguardavam Foto: Evento começou com chuva, na Praça do Rádio Clube

Direitos autorais

Justiça barra repertório musical às vésperas do Festival de Inverno de Bonito

Por falta de pagamento de direitos autorais ao Ecad, decisão judicial proíbe músicas protegidas

26/08/2026 16h00

Seu Jorge está entre as principais atrações do evento neste ano

Seu Jorge está entre as principais atrações do evento neste ano Foto: Reprodução

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A Justiça determinou a proibição e a suspensão da execução pública de músicas e fonogramas protegidos por direitos autorais durante o 25º Festival de Inverno de Bonito 2026.

A decisão liminar, expedida pela 2ª Vara da Comarca de Bonito, atende a um pedido incidental de urgência do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

Apesar da restrição ao repertório musical, a organização do festival confirmou que a abertura oficial está mantida para as 20h desta quarta-feira (26).

De acordo com o magistrado Ronaldo Gonçalves Onofre, o município de Bonito e a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) devem se abster de promover ou viabilizar a execução de obras musicais e lítero-musicais enquanto não comprovarem o licenciamento junto ao Ecad.

A medida também autoriza a presença de fiscais técnicos do Ecad no evento para monitorar o cumprimento da ordem. Caso a regularização seja apresentada nos autos do processo, a proibição é derrubada automaticamente. O juiz manteve ainda uma multa cominatória em caso de descumprimento.

O próprio despacho do juiz esclarece que a decisão não cancela o Festival de Inverno de Bonito 2026. O evento pode prosseguir normalmente com todas as atividades que não envolvam o uso de músicas protegidas e sem autorização.

Na prática, palestras, peças teatrais sem trilha protegida, exposições de artes visuais e a gastronomia operam sem restrições.

A Fundação de Cultura de MS tentou argumentar no processo que estava em negociações administrativas com o órgão de arrecadação, incluindo mediações por meio da Câmara Administrativa de Solução de Conflitos (CASC/PGE-MS).

Apsar das alegações, o juiz Ronaldo Gonçalves Onofre destacou que tais providências revelam intenção de regularização, mas não equivalem ao licenciamento exigido pela legislação autoral. Oficiais de Justiça foram acionados para intimar os envolvidos com urgência devido ao início imediato do festival.

Programação 

A cerimônia oficial está prevista para as 20h, no Palco Sol. Antes, às 18h30, o Balé Municipal de Bonito e a Cia. Juvenil de Bonito apresentam o espetáculo “Luma”.

Depois da abertura, o Corpo de Dança Sesc MS apresenta “Te Amo”, às 20h30. No Palco Lua, DJ Mixxel toca a partir do mesmo horário e, às 21h, entra a Orquestra Jovem Sesc MS.

A programação segue com Karla Coronel, às 21h10, no Palco Sesc Estrela, e com a Cia. Selma Azambuja, que apresenta “Diálogo”, às 21h40, no Palco Sol.

Às 22h, o Grupo Municipal de Porto Murtinho apresenta o Touro Encantado. O show Canta Bonito começa às 22h30 e DJ Fred Canhão fecha a programação do Palco Lua, a partir das 23h30.

Shows principais

 Ferrugem está na programação de quinta-feira (27), com apresentação prevista para as 22h30, no Palco Lua.

Na sexta-feira (28), quem ocupa o mesmo palco e horário é Léo Foguete. A programação do dia também inclui atrações locais e regionais, apresentações de dança, teatro, DJs e atividades espalhadas por diferentes espaços de Bonito.

Seu Jorge é a principal atração musical de sábado (29). O cantor tem show previsto para começar às 22h30, também no Palco Lua.

O festival termina no domingo (30). Entre as atrações previstas para o último dia está a dupla Humberto e Ronaldo, com show das 21h30 às 23h.

Além dos shows, a programação dos cinco dias inclui atividades de gastronomia, artesanato, moda, literatura, cultura geek, dança, circo e artes visuais.

A identidade desta edição usa o udu-de-coroa-azul e o conceito “A Arte que Voa Alto, Pousa em Bonito”.

PROGRAMAÇÃO DE HOJE

  • 15h – Contação de história “Zeca Bigode e Tio Manoel”
  • 16h – Início das atividades do roteiro cultural
  • 17h – Live painting com Anelise Godoy
  • 17h30 – “Os Saltimbancos”, no Palco Sol
  • 17h30 – Cortejo de abertura, com saída da Prefeitura
  • 18h – Abertura do Lounge Geek-Literário e espaços de artesanato
  • 18h30 – Espetáculo “Luma”
  • 20h – Abertura oficial
  • 20h30 – Espetáculo “Te Amo” e DJ Mixxel
  • 21h – Orquestra Jovem Sesc MS
  • 21h10 – Karla Coronel
  • 21h40 – Espetáculo “Diálogo”
  • 22h – Touro Encantado
  • 22h30 – Canta Bonito
  • 23h30 – DJ Fred Canhão

 

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