Petróleo já rucuou para a cotação anterior ao início da guerra, mas a gasolina nos postos de Campo Grande segue 44 centavos acima do valor médio de 28 de fevereiro
Os ataques dos Estados Unidos contra o Irã acabaram faz quase um mês e o preço do petróleo no mercado mundial voltou aos patamares anteriores aos do início da guerra. Mesmo assim, o preço médio da gasolina nos postos de Campo Grande segue 44 centavos acima do valor divulgado pela pesquina da Agência Nacional do Petróleo (ANP) no dia em que começaram os ataques, em 28 de fevereiro.
Dados da pesquisa semanal divulgados neste sábado (4) revelam que o preço médio da gasolina comum em Campo Grande está em R$ 6,33, o que é dois centavos abaixo do valor praticado na semana anterior. No posto mais em conta o litro estava sendo vendido por R$ 6,17 e no mais caro, por R$ 6,49.
No final de fevereiro, conforme esta mesma pesquisa feita em 23 postos da Capital, o preço médio estava em R$ 5,89.
E, apesar de o preço do petróleo ter disparado no mercado internacional, ultrapassando os 100 dólares o barril, a Petrobras elevou em apenas 4 centavos o valor nas refinarias desde aquela data. Aumento de 48 centavos chegou a ser praticado, mas o Governo ofereceu subsídio de 40 centavos às distribuidoras para evitar que o reajuste chegasse aos consumidores.
Mesmo assim, as distribuidoras e donos de postos elevaram os preços sob a alegação de que o preço do petróleo havia disparado. Nas últimas semanas estes preços internacionais recuaram e o petróleo se fixou no patamar que tinha antes da guerra do Irã.
O barril Brent, referência mundial, fechou a US$ 71,57 na última quarta-feira (1°), marcando a primeira vez que a cotação ficou abaixo de US$ 72,48, preço de encerramento em 26 de fevereiro, dois dias antes do início dos ataques de EUA e Israel contra o Irã.
A cotação não fechou acima da marca de US$ 72 desde quarta. Nesta sexta-feira (3), a commodity encerrou cotada a US$ 71,94, com alta de 0,19%. No acumulado da semana, a commodity ficou perto da estabilidade, registrando queda de 0,07%.
Em 17 de junho, EUA e Irã anunciaram um acordo provisório que estabelecia cessar-fogo por 60 dias e a liberação da navegação pelo estreito de Hormuz. Desde então, o preço do Brent não ultrapassou a marca de US$ 83.
Até o final de feveriro, Campo Grande tinha o menor preço médio da gasolina comum entre todas as capitais. Agora, está em quarto lugar, ficando atrás de cidades como Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.
Esta tendência de altas sem justificativa no preço da gasolina ocorre desde o fim do ano passado. Na pesquisa fechada no dia 27 de dezembro de 2025, o preço médio do combustível em Campo Grande estava em R$ 5,78.
No começo do ano os estados elevaram em 10 centavos o ICMS sobre a gasolina. Mas, em tese, esta alta deveria ser sido anulada pelo redução de 14 centavos por litro que a Petrobras anunciou dias depois. Na prática, porém, os preços subiram após o aumento do imposto estadual e não recuaram quando a Petrobras ofereceu o desconto.
ETANOL
E apesar de a guerra no Irã ter sido pelo controle da exploração do combustível fóssil, o biocombustível tipicamente brasileiro também pegou carona na guerra que distribuidoras e donos de postos declararam contra o consumidor local. O preço do etanol produzido a partir do milho e da cana brasileiros subiu do valor médio de R$ 4,18 para R$ 4,31 logo depois do início da guerra.
Nas últimas semanas, por conta do aumento da oferta no mercado nacional, os preços recuaram e na pesquisa deste sábado o litro do etanos nos postos de Campo Grande é de R$ 3,92. O valor é um centavo abaixo da cotação da semana anterior. Na comparação com 28 de fevereiro, quando começo a guerra, o preço médio do etanol caiu 26 centavos.