Cidades

Congestionado

Trio é preso depois de perseguição policial
e tiroteio no Centro de Campo Grande

Grupo é suspeito de integrar quadrilha de estelionatários que agia em MS

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Três pessoas, sendo duas mulheres e um homem, suspeitas de integrarem quadrilha especializada em estelionato, foram presas na tarde de hoje, depois de perseguição policial e tiroteio no centro de Campo Grande.

De acordo com o delegado Enilton Zalla, a informação preliminar é de que o grupo veio de Goiás e agia em Mato Grosso do Sul. A partir de uma denúncia feita em Dourados, quadrilha começou a ser monitarada por equipe do Grupo de Operações e Investigações (GOI), da Polícia Civil.

Na tarde de hoje, trio foi flagrado cometendo outro crime e policiais iniciaram perseguição pela Avenida Afonso Pena. Suspeitos estavam em um Chevrolet Cruze e viraram na contramão na rua 13 de Maio, momento em que os policiais efetuaram vários disparos contra o pneu do veículo.

Juliana Gomes, 33 anos, testemunhou o fato e disse ao Portal Correio do Estado que depois dos tiros, carro dos suspeitos bateu em um Fiat Palio, que estava no sentido certo da rua e motorista saiu correndo e tentou fugir a pé, mas foi novamente perseguido e preso próximo a Rua 14 de Julho. 

Comerciante de 49 anos, que preferiu não ser identificado, diss que houve desespero por parte das pessoas que passavam pelo local por conta dos tiros. "Foi um susto só", disse.  Trecho da rua 13 de Maio foi bloqueado para o trabalho da polícia, que está no local.

ACIDENTE FATAL

Motociclista morre em acidente com ônibus no interior do Estado

Vítima tinha 22 anos e morreu no local, com o impacto e ferimentos do acidente; vídeo mostra piloto saltando da moto

03/08/2026 11h45

Reprodução

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Durante a manhã desta segunda-feira (3) um motociclista, de 22 anos, morreu em um acidente envolvendo um ônibus. O caso aconteceu na Avenida Paraná, em Paranaíba, no interior do Estado a 407 quilômetros de Campo Grande.

Por meio de um vídeo de câmera de segurança do local é possível ver o momento do acidente que matou Pablo Henrique Oliveira de Souza. Segundo informações do site Paranaíba News, a vítima realizava o trajeto para levar as chaves de um imóvel para o tio que estava na cidade.

Nas imagens é possível ver o ônibus passando por uma espécie de grade no chão para escoamento de água, e conforme manifestações de moradores nas redes sociais, a grade estaria solta e quando um veículo pesado passa de um lado a ponta solta levanta.

Pablo Henrique teria então passado no local quando à última roda do veículo também pressionava a grade. O jovem saltou da moto, caiu entre as rodas do ônibus e foi atropelado pelo veículo que não conseguiu evitar o acidente a tempo.

O ônibus seria um veículo escolar anteriormente, mas está sob uso de uma empresa privada. Equipes do Corpo de Bombeiro estiveram no local para procedimentos da ocorrência e com a perícia para confirmar a morte da vítima. O motorista do ônibus também permaneceu no local para prestar socorro e esclarecimento.

Confira vídeo do momento do acidente. As imagens possuem conteúdo sensível.

Operação Gutenberg

Justiça aceita denúncia e 17 viram réus por esquema de corrupção milionário em MS

Esquema prometia vagas no SUS em troca de contratos fraudulentos e organização criminosa teria recebido cerca de R$ 27 milhões dos cofres públicos

03/08/2026 11h02

Operação Gutenberg foi desencadeada no dia 7 de julho

Operação Gutenberg foi desencadeada no dia 7 de julho Foto: Paulo Ribas

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O Juízo da 2ª Vara Criminal de Campo Grande aceitou denúncia e empresários e servidores investigados na Operação Gutenberg, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), viraram réus por por envolvimento em esquema de corrupção milionária através de contratos fraudulentos de livros.

Segundo o Ministério Público Estadual, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 27 milhões por meio de contratos suspeitos com o poder público.

A decisão que tornou os investigados réus foi publicada no Diário Oficial da Justiça desta segunda-feira (3), mas o processo corre em sigilo.

"Ficam as partes intimadas da decisão de f. 2282-2288: (...) Diante do exposto, RECEBO a denúncia", consta a publicação.

Eles irão responder pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva. 

Se tornaram réus:

  • Rossana Paroschi Jafar
  • Rhayane Souza Fanaia
  • Giovanni Paroschi Jafar
  • Olivia Paroschi Jafar
  • Felipe Paroschi Jafar
  • Heyder Bartz
  • Francisco Anizio dos Santos
  • Ed Carlo Brito Burgatt
  • Jéssyca Duarte Burgatt
  • Gabriel Taquino de Paula
  • Joatan Gomes Peixoto
  • Matheus Oliveira Peixoto
  • Valesca Thais Albuquerque Teixeira
  • Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior
  • Douglas Henrique Melo
  • Paulo Rogério de Melo
  • Inácio da Silva Espíndola

Esquema

Deflagrada em 7 de julho pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a Operação Gutenberg desmantelou um esquema de corrupção que, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, utilizava a estrutura da saúde pública para favorecer empresas privadas.

Conforme as investigações, vagas para consultas, exames, cirurgias e internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) eram direcionadas a municípios em troca da contratação da Editora Avante (Souza & Fanaia Comércio de Livros e Serviços Editoriais Ltda.) e da Gráfica Alvorada para o fornecimento de livros paradidáticos, mediante contratação direta, sem licitação, em contratos fraudulentos.

O esquema era centralizado na Editora Avante e utilizava empresas de fachada para ocultar os verdadeiros beneficiários: a família Jafar, que já havia sido alvo da Operação Lama Asfáltica por práticas semelhantes envolvendo a Gráfica Alvorada.

O esquema teria sido articulado por empresários, agentes públicos e intermediários, com movimentação financeira superior a R$ 27 milhões, levando ao cumprimento de 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás.

Conforme a denúncia, Rossana Paroschi Jafar atuava como a líder, coordenando a gestão e o destino do dinheiro. Rhayane Souza Fanaia figurava como proprietária laranja, sem qualquer autonomia financeira, servindo apenas para assinar documentos e realizar saques vultosos em espécie, que chegaram a 
R$ 9,2 milhões,para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Operadores estratégicos, como Heyder Bartz e Francisco Anízio dos Santos, gerenciavam a logística e os pagamentos, enquanto o advogado Gabriel Taquino atuava como o “vendedor” responsável por negociar as propinas com agentes públicos.

Os valores obtidos com as fraudes eram frequentemente pulverizados entre familiares para ocultar a origem ilícita. A filha de Ed Carlo, Jessyca Burgatt, recebeu mais de R$ 100 mil da Editora Avante sem qualquer justificativa de prestação de serviço, repassando parte dos valores via Pix para o pai. 

Outro envolvido citado nas negociações de propina é o ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, que até a deflagração da operação era agente da Polícia Civil cedido à Assembleia Legislativa. Ele recebia fatias iguais às de Ed Carlo para facilitar a entrada do grupo em prefeituras como Rio Negro e Rochedo.

A fraude ocorreu em Campo Grande e teve atuação em diversos municípios do Estado, com núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso. 

Os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam R$ 27 milhões, que eram divididos entre os integrantes, sendo servidores públicos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita.

A organização criminosa seguia operando até os dias atuais com contratos ativos em vários municípios.

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