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Após restrição a caminhões, protesto impede tráfego total na MS-040; veja o vídeo

Moradores, produtores rurais e transportadores bloquearam a rodovia nesta sexta-feira em Santa Rita do Pardo

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Moradores, produtores rurais e profissionais do transporte bloquearam nesta sexta-feira (18) o tráfego na MS-040, em Santa Rita do Pardo, em protesto contra a restrição à circulação de caminhões e outros veículos pesados nas pontes dos quilômetros 205 e 223. O bloqueio ocorre depois de quase duas semanas de impedimento ao trânsito de cargas e amplia os impactos provocados pelas obras realizadas no trecho.

Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMR), a manifestação começou nas primeiras horas da manhã, mas foi encerrada antes da chegada das equipes ao local. A concessionária responsável pela rodovia acionou o batalhão por volta das 8h, após identificar um princípio de bloqueio. Duas viaturas foram enviadas para verificar a situação, mas, quando chegaram, o protesto já havia terminado e o fluxo havia sido retomado.

Apesar do fim da manifestação, a ponte da MS-040 permanece funcionando em sistema de pare e siga, com controle da Polícia Militar Rodoviária, e a passagem segue liberada apenas para veículos de passeio. Caminhões carregados continuam impedidos de atravessar a estrutura. 

O protesto começou nas primeiras horas da manhã, no trevo de acesso ao município, com uso de tratores e outros veículos. Durante a manifestação, a passagem de carros de passeio foi limitada, enquanto ambulâncias e outros veículos de emergência tiveram trânsito liberado. Os manifestantes cobram uma solução que permita a retomada do transporte de cargas pela rodovia.

De acordo com informações do Jornal Cenário MS, entre as reivindicações está a instalação de uma ponte metálica móvel que possibilite a passagem de carretas pelas áreas onde as estruturas estão em obras. Segundo os participantes do protesto, a restrição tem dificultado o transporte de gado, a chegada de insumos às propriedades rurais e o abastecimento do comércio local.

A mobilização ocorre após a Caminhos da Celulose, concessionária responsável pelo trecho, restringir a circulação de caminhões, carretas e ônibus nas duas pontes. A empresa afirma que a medida foi adotada de forma emergencial devido a problemas estruturais identificados durante as intervenções e que o bloqueio é necessário para garantir a segurança de usuários e trabalhadores.

Em contato com a assessoria de comunicação, a concessionária informou que o bloqueio emergencial ocorre em dois pontos da MS-040, nos quilômetros 205 e 223, em razão das obras de revitalização das pontes e reforçou que as intervenções são necessárias para garantir a segurança dos usuários e das equipes envolvidas nos trabalhos. "A concessionária está trabalhando na construção da melhor solução para viabilizar a liberação, ainda que parcial, do trecho", reiterou a empresa.

Restrição

O Correio do Estado acompanha desde o início do mês os efeitos da restrição na MS-040. Em reportagem publicada na segunda-feira (14), a publicação mostrou que a rodovia entrava na segunda semana sem tráfego de caminhões no trecho entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo. As intervenções começaram no início de setembro e mantiveram o trânsito de veículos leves no sistema de pare e siga.

Como não há uma rota alternativa próxima às pontes que comporte carretas, veículos pesados que seguem entre Campo Grande, Bataguassu e São Paulo precisam alterar o trajeto antes de chegar à MS-040. Uma das opções indicadas é seguir pela BR-163 até Nova Alvorada do Sul e, depois, acessar a BR-267.

A situação também já havia sido destacada pelo Correio no feriado de 7 de Setembro, quando a MS-040 passou a integrar uma lista de pelo menos cinco pontes de Mato Grosso do Sul com restrições de tráfego por causa de obras. Na ocasião, a reportagem apontou que a ausência de uma rota alternativa próxima fazia com que o tráfego de caminhões na MS-040 ficasse praticamente suspenso.

Além das duas pontes da MS-040, a relação inclui estruturas nas rodovias BR-163, BR-262 e MS-345. Na chamada “ponte-gangorra”, sobre o Rio Miranda, a recuperação também impôs restrições ao trânsito e teve o custo da obra elevado posteriormente para R$ 4,06 milhões.

 

Educação

Estudantes de MS transformam impostos e dinheiro público em peças de teatro

Dez espetáculos de escolas estaduais chegam à final de festival nesta quinta-feira, em Campo Grande, após seleção entre 37 trabalhos inscritos

02/11/2026 17h32

Reprodução/GovMS

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De onde vem o dinheiro que mantém escolas, hospitais e outros serviços públicos? A pergunta será levada ao palco por estudantes da rede estadual de Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (5), em Campo Grande. Dez peças selecionadas entre 37 trabalhos inscritos disputam a final do primeiro Festival de Teatro das Escolas Estaduais MS In Cena, que aborda educação fiscal, cidadania e responsabilidade com os recursos públicos.

As apresentações começam às 17h, no Teatro Aracy Balabanian, no Centro Cultural José Octávio Guizzo. A entrada é gratuita.

O festival é uma iniciativa do Núcleo de Arte e Cultura da Secretaria de Estado de Educação (SED), em parceria com a Receita Federal em Campo Grande. Os próprios estudantes participaram da criação dos textos, da interpretação e dos ensaios, com orientação dos professores.

A seleção reúne produções de cinco municípios. Dourados concentra quatro dos dez espetáculos finalistas, seguido por Campo Grande, com três peças. Nova Andradina, Anastácio e Rio Verde de Mato Grosso também têm representantes.

Entre os trabalhos selecionados estão Divino Arquivo, Entre Ruínas e Desertos, Cidade dos Mortos e Retalhos, de escolas de Dourados; O Auto de Leonel, A Incrível Volta por Cima de Sarrapenha Tucandrada e Três Voos, Um Destino, de Campo Grande; além de O Menino que Virou Estrela, de Nova Andradina; O Tesouro do Sítio, de Anastácio; e O Casamento de Catarina, de Rio Verde de Mato Grosso.

Os roteiros e vídeos das produções foram avaliados por uma comissão no dia 9 de outubro. A competição prevê premiação para melhor espetáculo, com primeiro, segundo e terceiro lugares, além de melhor texto e melhor direção. Todos os grupos finalistas receberão troféus de participação.

Serviço

O Festival MS In Cena será realizado nesta quinta-feira (5), às 17h, no Teatro Aracy Balabanian, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, localizado na Rua 26 de Agosto, 453, região central de Campo Grande. A entrada é gratuita.

Transmissão Interrompida

Tentativa de furto de cabos deixa rádio de MS fora do ar

Desde sábado, emissora de Três Lagoas está com as transmissões interrompidas após uma tentativa de furto danificar a fiação elétrica; serviço ainda não foi restabelecido.

02/11/2026 17h22

Fachada da Rádio Caçula, em Três Lagoas, que está fora do ar desde sábado (31) após tentativa de furto de cabos elétricos.

Fachada da Rádio Caçula, em Três Lagoas, que está fora do ar desde sábado (31) após tentativa de furto de cabos elétricos. Foto: Foto: Google Street View

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Uma tentativa de furto de cabos elétricos interrompeu as transmissões da Rádio Caçula, em Três Lagoas, município localizado na região leste de Mato Grosso do Sul. A emissora saiu do ar no sábado (31), após a ação criminosa comprometer o sistema responsável pela transmissão do sinal. Até o momento, o serviço não foi restabelecido.

Segundo informações divulgadas pela própria rádio no domingo (1º), os danos atingiram as ligações elétricas que garantem o funcionamento dos equipamentos. Com isso, a programação precisou ser interrompida, deixando os ouvintes sem acesso à transmissão habitual.

Considerada uma das emissoras mais tradicionais e populares de Três Lagoas, a Rádio Caçula se destaca pela cobertura jornalística, especialmente de ocorrências policiais.

Entre suas atrações mais conhecidas está o programa Ronda Policial, que acompanha crimes, acidentes e operações policiais na cidade e na região.

A emissora informou que aguarda o restabelecimento do fornecimento de energia pela concessionária responsável para retomar as atividades. Até a divulgação do comunicado, não havia previsão para a normalização do serviço.

O episódio ocorre em meio a uma sequência de furtos de fiação elétrica registrados em Três Lagoas, onde criminosos têm provocado prejuízos a equipamentos públicos, redes de iluminação e estruturas utilizadas na prestação de serviços essenciais.

Emissora cobra providências das autoridades

A direção da Rádio Caçula manifestou indignação com a tentativa de furto e alertou para os prejuízos provocados por esse tipo de crime, que ultrapassam os danos materiais e podem comprometer serviços utilizados diariamente pela população.

Além de cobrar medidas das autoridades de segurança pública, a emissora defendeu o reforço da fiscalização sobre estabelecimentos que comercializam materiais de origem suspeita.

"Se furtam, é porque tem quem compra", destacou a rádio, ao chamar a atenção para a necessidade de combater a receptação de cabos e outros materiais furtados.

A preocupação está relacionada à possibilidade de que a comercialização irregular desses produtos estimule novas ocorrências, mantendo um ciclo de furtos e prejuízos para empresas, órgãos públicos e moradores.

A emissora agradeceu a compreensão dos ouvintes e informou que a programação será retomada assim que as ligações elétricas do sistema transmissor forem restabelecidas.

Três Lagoas registrou 61 furtos em estruturas de esgoto

O caso da Rádio Caçula não é isolado. Três Lagoas enfrenta uma sequência de furtos de cabos elétricos que prejudicam serviços públicos e provocam prejuízos à população.

Segundo a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), 61 furtos de fiação elétrica foram registrados em nove estações elevatórias de esgoto do município em apenas 60 dias. As ocorrências comprometem o bombeamento de resíduos e podem causar extravasamento de esgoto e problemas ambientais.

Os furtos também atingiram espaços públicos, como a Avenida Rosário Congro, o Parque Linear, a Lagoa Maior e o Balneário Municipal. Em alguns casos, a fiação subterrânea foi retirada após danos ao asfalto.

Além dos prejuízos financeiros, essas ações comprometem serviços essenciais. No caso da Rádio Caçula, as transmissões permanecem interrompidas enquanto a emissora aguarda a recuperação das ligações elétricas danificadas.

 

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