Cidades

Trânsito

Após restrição a caminhões, protesto impede tráfico total na MS-040

Moradores, produtores rurais e transportadores bloquearam a rodovia nesta sexta-feira em Santa Rita do Pardo

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Moradores, produtores rurais e profissionais do transporte bloquearam nesta sexta-feira (18) o tráfego na MS-040, em Santa Rita do Pardo, em protesto contra a restrição à circulação de caminhões e outros veículos pesados nas pontes dos quilômetros 205 e 223. O bloqueio ocorre depois de quase duas semanas de impedimento ao trânsito de cargas e amplia os impactos provocados pelas obras realizadas no trecho.

O protesto começou nas primeiras horas da manhã, no trevo de acesso ao município, com uso de tratores e outros veículos. Durante a manifestação, a passagem de carros de passeio foi limitada, enquanto ambulâncias e outros veículos de emergência tiveram trânsito liberado. Os manifestantes cobram uma solução que permita a retomada do transporte de cargas pela rodovia.

De acordo com informações do Jornal Cenário MS, entre as reivindicações está a instalação de uma ponte metálica móvel que possibilite a passagem de carretas pelas áreas onde as estruturas estão em obras. Segundo os participantes do protesto, a restrição tem dificultado o transporte de gado, a chegada de insumos às propriedades rurais e o abastecimento do comércio local.

A mobilização ocorre após a Caminhos da Celulose, concessionária responsável pelo trecho, restringir a circulação de caminhões, carretas e ônibus nas duas pontes. A empresa afirma que a medida foi adotada de forma emergencial devido a problemas estruturais identificados durante as intervenções e que o bloqueio é necessário para garantir a segurança de usuários e trabalhadores.

Até o momento, porém, não há prazo definido para a retomada do tráfego de veículos pesados.

Restrição

O Correio do Estado acompanha desde o início do mês os efeitos da restrição na MS-040. Em reportagem publicada na segunda-feira (14), a publicação mostrou que a rodovia entrava na segunda semana sem tráfego de caminhões no trecho entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo. As intervenções começaram no início de setembro e mantiveram o trânsito de veículos leves no sistema de pare e siga.

Como não há uma rota alternativa próxima às pontes que comporte carretas, veículos pesados que seguem entre Campo Grande, Bataguassu e São Paulo precisam alterar o trajeto antes de chegar à MS-040. Uma das opções indicadas é seguir pela BR-163 até Nova Alvorada do Sul e, depois, acessar a BR-267.

A situação também já havia sido destacada pelo Correio no feriado de 7 de Setembro, quando a MS-040 passou a integrar uma lista de pelo menos cinco pontes de Mato Grosso do Sul com restrições de tráfego por causa de obras. Na ocasião, a reportagem apontou que a ausência de uma rota alternativa próxima fazia com que o tráfego de caminhões na MS-040 ficasse praticamente suspenso.

Além das duas pontes da MS-040, a relação inclui estruturas nas rodovias BR-163, BR-262 e MS-345. Na chamada “ponte-gangorra”, sobre o Rio Miranda, a recuperação também impôs restrições ao trânsito e teve o custo da obra elevado posteriormente para R$ 4,06 milhões.

 

ARQUIVAMENTO

Câmara arquiva projeto de construção de CAPS em praça de Campo Grande

Ministério Público Estadual já havia pedido a suspensão imediata das obras no local

18/09/2026 12h30

Praça no Guanandi cercada por tapumes apresentava estruturas de obras

Praça no Guanandi cercada por tapumes apresentava estruturas de obras Marcelo Victor / Correio do Estado

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A Câmara Municipal de Campo Grande arquivou o Projeto de Lei 12.490/26, enviada pelo Poder Executivo, que visava retirar a denominação da Praça Artemizia da Silva Lima e viabilizar a construção de um Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (CAPS IJ) no local. 

A Praça Artemizia da Silva Lima está situada entre as ruas Amiuté, Dona Neta e a Avenida Manoel da Costa Lima, no bairro Guanandi. O espaço foi oficialmente denominado como praça por meio da Lei Municipal nº 6.463/2020.

Durante a sessão ordinária realizada nesta quinta-feira (17), o representante da comunidade, Wagner Franco Abrão, utilizou a Tribuna para expor a insatisfação dos moradores da região. Em sua fala, ele ressaltou o impacto negativo da perda de uma área verde essencial para a qualidade de vida e lazer das famílias. O pleito foi formalizado por meio de um abaixo-assinado entregue com cerca de 400 assinaturas.

O vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), apoiou os moradores e destacou que a Administração Pública e o Legislativo precisam ter a sensibilidade de ouvir a população.

"Não é feio recuar. O feio é você insistir no erro. [...] Aquilo ali é um patrimônio da comunidade. Acho que tem que conversar com a comunidade. O CAPS é importante, mas tem outras áreas naquela região. A administração tem que recuar quando está errado. Conta com o nosso apoio."

Diante do posicionamento contrário dos parlamentares e da comunidade, o líder do Executivo na Casa, vereador Beto Avelar (PP), solicitou a retirada de tramitação da matéria, resultando no seu arquivamento definitivo.

Os vereadores sugeriram que a prefeitura busque imóveis ou prédios públicos abandonados na região para a instalação do serviço de saúde mental, preservando o espaço comunitário da praça.

MP exigiu suspensão

Em maio deste ano, o Correio do Estado publicou uma matéria informando que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou a suspensão imediata das obras do CAPS no bairro Guanandi. A medida apurava o possível uso irregular de um bem destinado originalmente ao lazer da população.

Como o espaço foi oficialmente denominado como praça por meio da Lei Municipal nº 6.463/2020, o MPMS caracterizou sua destinação como bem de uso comum do povo.

De acordo com a 34ª Promotoria de Justiça, a construção de um equipamento público de saúde no local pode representar mudança indevida da finalidade do espaço, de uso comum para uso especial, sem que tenha havido a necessária “desafetação” por lei específica.

O promotor de Justiça Luiz Antônio Freitas de Almeida destacou que, pela legislação vigente, uma área classificada como praça não pode ter sua destinação alterada por ato administrativo. “A desafetação só poderá ser feita por outra lei, devidamente fundamentada no interesse público”, aponta o documento.

A recomendação na época era para que o município suspendesse imediatamente qualquer intervenção que descaracterizasse a área como praça, incluindo a paralisação de licenças, alvarás e contratos relacionados à obra.

Além disso, estabeleceu prazo de dois meses para que a Prefeitura desfizesse as intervenções realizadas e promovesse a restauração do espaço.

A área já estava cercada por tapumes, com a construção de um muro em uma das extremidades. Não havia máquinas em funcionamento no momento, mas foram observados equipamentos e materiais de obra, como betoneira, tijolos, areia e pedras.

ELEIÇÃO 2026

Em MS, 20 candidatos já estão fora da disputa eleitoral

Balanço do TRE-MS aponta 16 renúncias, três registros indeferidos e um pedido não conhecido

18/09/2026 12h15

Justiça Eleitoral analisa os pedidos de registro dos candidatos que pretendem disputar as eleições de outubro; em Mato Grosso do Sul, três candidaturas foram indeferidas

Justiça Eleitoral analisa os pedidos de registro dos candidatos que pretendem disputar as eleições de outubro; em Mato Grosso do Sul, três candidaturas foram indeferidas Divulgação

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Vinte candidatos que apresentaram pedidos de registro para disputar as eleições deste ano em Mato Grosso do Sul já estão fora da corrida eleitoral. Conforme dados da Justiça Eleitoral, o Estado contabiliza 16 renúncias, três candidaturas com registro indeferido e um registro não conhecido.

Entre os três indeferimentos está o pedido de Urias Fonseca Rocha, rejeitado por ausência de quitação eleitoral e pelo não cumprimento das condições de registrabilidade. João Farias Alves também teve o registro indeferido por não atender às condições de registrabilidade.

O terceiro caso é o de Milena Fernandes da Silva, cujo pedido foi indeferido pelo mesmo motivo: não cumprimento das condições de registrabilidade.

Além dos três registros rejeitados, Mato Grosso do Sul soma 16 renúncias. Nesses casos, os próprios candidatos formalizaram a desistência de participar da eleição. 

Nacional

Os casos registrados em Mato Grosso do Sul fazem parte do processo de análise das candidaturas realizado pela Justiça Eleitoral em todo o País.

Segundo levantamento divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 1,2 mil registros de candidatura já foram indeferidos para as eleições gerais de outubro. Desse total, 335 estão indeferidos definitivamente e outros 869 ainda podem ser questionados por meio de recursos às instâncias superiores

O descumprimento de requisitos formais previstos na legislação eleitoral aparece como a principal causa dos indeferimentos no País. Em seguida estão a falta de condições de elegibilidade, irregularidades em convenções partidárias e a ausência de desincompatibilização de cargo público.

De acordo com o TSE, aproximadamente 99% dos 20,9 mil pedidos de registro apresentados em todo o Brasil já foram analisados pela Justiça Eleitoral. 

O primeiro turno das eleições gerais será realizado em 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. Caso seja necessário, o segundo turno para presidente e governador ocorrerá em 25 de outubro. 

 

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