Cidades

CONCURSO PÚBLICO

UEMS homologa resultado final de concurso para professores

Com mais de 20 candidatos que atingiram a nota para aprovação, 11 vagas são preenchidas de 15 disponíveis

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A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) homologou o resultado final de aprovados no Concurso Público para professores de Ensino Superior, com vagas preenchidas nos polos universitários de Aquidauana, Dourados e Ponta Porã.

O processo seletivo buscava preencher 15 vagas destinadas a 12 áreas de conhecimento diferentes, em cinco unidades do Estado.

As listas dos nomes foram divulgadas por meio da edição do Diário Oficial do Estado (DOE) de hoje (24), com 11 vagas ocupadas. O preenchimento das vagas são baseados na classificação e nota final do candidato, e para qual concorrência a vaga estava destinada.

Do total de vagas disponíveis três não foram preenchidas por não haver candidatos, sendo uma no polo universitário de Aquidauana para a área de Sanidade animal, uso de animais em experimentação, nutrição e criação de cães e gatos, e outras duas na unidade de Nova Andradina para a área de Engenharia Civil.

Segundo o documento, as vagas preenchidas foram na:

Unidade universitária Aquidauana:

  • Produção de Não Ruminantes - uma vaga, com dois aprovados;
  • Pastagem e Forragicultura - uma vaga, com dois aprovados;
  • Ciências Sociais Aplicadas - duas vagas, com três aprovados;

Unidade universitária Dourados:

  • Teoria da Literatura, Literatura Infantojuvenil e Literatura Brasileira - uma vaga, com dois aprovados;
  • Língua Portuguesa - uma vaga, com quatro aprovados;
  • Língua Espanhola e Literaturas de Língua Espanhola - uma vaga, com dois aprovados;
  • Engenharias I ou Ciências Ambientais  - uma vaga, com quatro aprovados;
  • Ensino de Matemática - uma vaga, com um aprovado;

Unidade universitária Jardim:

  • Direito - duas vaga, com dois aprovados;

Unidade universitária Ponta Porã:

  • Ciências Econômicas - uma vaga, com três aprovados.

Do total de 25 candidatos aprovados, são 11 mulheres e sete homens. Todas as vagas possuem a carga-horária de 40 horas semanais, com o salário base de R$ 11.539,54 para aqueles que possuem doutorados.

Conforme o edital do Concurso Público, a jornada de trabalho poderá ser distribuída nos períodos diurno e noturno de acordo com a necessidade da Universidade e dos seus polos.

A homologação foi assinada pela Reitor da Universidade Laércio Carvalho e supre os cargos abertos pelo Edital nº 18/2026-RTR/UEMS. Para acessar a homologação clique aqui e para o edital acesse o site: https://www.uems.br/editais/detalhes/Edital-18-2026-RTR-UEMS

justiça

Influencer Eduardo Razuk e mais sete viram réus por esquema de rifas ilegais

Eduardo Razuk promoveu mais de 100 rifas sem autorização legal, com utilização de empresa de fachada para simular regularidade; Justiça aceitou denúncia contra os investigados

24/09/2026 11h46

Eduardo Razuk virou réu por esquema de fraudes em rifas ilegais de carros

Eduardo Razuk virou réu por esquema de fraudes em rifas ilegais de carros Foto: Reprodução / Instagram

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O juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, aceitou denúncia contra o influenciador e mais sete pessoas, que viraram réus pelos crimes de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens oriundos de corrupção. Os acusados participavam de esquema de rifas ilegais.

O processo corre em segredo de justiça, mas o recebimento da denúncia foi publicado no Diário Oficial da Justiça desta quinta-feira (24).

Conforme a publicação, os acusados têm o prazo de 10 dias para responder à acusação por escrito, onde deverão alegar tudo o que interesse à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas que pretende produzir e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua intimação.

Viraram réus: 

  • Eduardo Rezende da Silva Razuk
  • Rafael Rezende da Silva Razuk
  • Cicero Fabiano Melo Silva
  • Haneman Alves Mendes
  • Danuza Costa Rezende da Silva
  • Hyan Lucas Alves Fernandes
  • Camila Matos Alves Mendes
  • Joaquim Jose da Silva Neto

Esquema criminoso

O esquema criminoso foi revelado na Operação Rodas da Sorte, deflagrada no dia 18 de agosto, que mirou a realização de rifas ilegais. Na operação, foi preso o influenciador digital Eduardo Rezende da Silva Razuk, 32 anos, conhecido nas redes sociais por exibir carros de luxo e promover rifas de veículos.

A investigação apontou que, desde 2019, o grupo promoveu mais de cem sorteios sem autorização legal dos órgãos competentes, com utilização de empresa de fachada para simular regularidade.

Conforme a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc), a investigação começou na apuração da atuação de Razuk, que tem milhões de seguidores nas redes sociais e promovia as rifas com finalidade lucrativa, onde os prêmios eram veículos de luxo, com valores de mercado entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, além de aparelhos celulares e quantias transferidas por PIX. 

A partir de 2025, quando foram intensificadas operações sobre rifas ilegais em todo o País, o grupo passou a adotar mecanismo fraudulento destinado a conferir aparência de legalidade à atividade ilícita, bem como sofisticar a lavagem dos recursos obtidos por meio da contravenção penal.

Para tentar simular a regularidade, uma empresa paraibana, detentora de autorização para exploração lotérica do Estado da Paraíba, passou a figurar formalmente como organizadora dos sorteios, enquanto o influenciador passou a ser apresentado como mero divulgador.

Segundo a Polícia Civil, a investigação concluiu que essa estrutura não correspondia a realidade.

Ainda segundo a polícia, a empresa apontada como organizadora formal dos sorteios reúne características de empresa de fachada, utilizada para viabilizar que inúmeros influenciadores, em vários estados do País, continuem a promover rifas ilegais.

No caso investigado, os elementos colhidos apontaram que o real organizador das rifas era o influenciador Eduardo Razuk, que utilizava a fraude para burlar a legislação, dando continuidade à prática de contravenção e sofisticando o método de lavagem de dinheiro oriundo das irregularidades. 

Além disso, o esquema também tinha como objetivo se esquivar de eventuais fiscalizações e investigações e enganar o público-alvo, sob alegação de que os sorteios eram legalizados e fiscalizados, dando falsa credibilidade para atrair compradores.

A intermediação da fraude foi feita por um investigado do Rio de Janeiro, através de sua empresa, que divulgava uma suposta prestação de serviços de soluções para sorteios. No site, a empresa apresentava como clientes várias pessoas que foram alvos de recente operação federal por utilizarem rifas ilegais na internet para lavagem de dinheiro oriundo de tráfico de drogas e facções criminosas. 

O inquérito terminou com oito indiciados. Com base em condutas individualizadas, os indiciamentos foram pelos delitos de contravenção penal de loteria não autorizada e crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e publicidade enganosa.

Operação

Justiça bloqueia R$ 6 milhões e gado de propriedade investigada no Pantanal

Medidas foram autorizadas durante operação da Polícia Federal que apura incêndio em área superior a 4 mil hectares

24/09/2026 11h35

Polícia Federal realiza diligência no Pantanal durante a Operação Pecus Exploratio

Polícia Federal realiza diligência no Pantanal durante a Operação Pecus Exploratio Foto: Polícia Federal/Divulgação

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A Polícia Federal bloqueou cerca de R$ 6 milhões e tornou indisponível o gado de uma propriedade investigada por incêndio, grilagem de terras da União e falsificação de documentos públicos no Pantanal sul-mato-grossense. 

A medida foi determinada pela Justiça Federal em Corumbá durante a Operação Pecus Exploratio, deflagrada nesta quinta-feira (24).

A operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, sendo dois em Corumbá, dois em Campo Grande e um no Rio de Janeiro. 

A ação investiga a possível relação entre as queimadas, a ocupação irregular de áreas públicas e a falsificação de documentos.

A PF apreendeu documentos e aparelhos celulares, que serão analisados para esclarecer o vínculo entre os investigados e identificar outras pessoas que possam ter participado dos crimes.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou nomes de investigados nem informou a realização de prisões. A investigação continua em andamento.

A perícia identificou que mais de 4 mil hectares de uma fazenda alvo da operação foram atingidos pelo fogo. Segundo a PF, o dano ambiental estimado é de aproximadamente R$ 140 milhões.

As investigações começaram depois que diligências identificaram a propagação de queimadas no Pantanal sul-mato-grossense. 

A corporação apura se o incêndio esteve relacionado à ocupação e à exploração econômica irregular de terras pertencentes à União.

A Justiça Federal determinou a indisponibilidade do rebanho existente na propriedade investigada. Também foi determinado o sequestro de valores mantidos em contas bancárias dos alvos, em um montante aproximado de R$ 6 milhões.

As medidas são cautelares e não representam, por si só, condenação dos investigados. Os documentos e celulares apreendidos serão submetidos a perícia, e o resultado poderá orientar novas diligências e eventuais medidas judiciais.

O que a Operação investiga

A PF apura suspeitas de crimes de incêndio, grilagem de terras da União e falsidade de documentos públicos. 

A grilagem consiste na ocupação ou apropriação irregular de terras, muitas vezes acompanhada da criação de documentos para tentar dar aparência de legalidade à posse ou à exploração da área.

A operação é conduzida pela Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, com medidas autorizadas pela Justiça Federal em Corumbá. A PF informou que novas informações poderão ser divulgadas após a análise do material apreendido.

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