O traficante Ricardo Jum Uemura foi condenado a quatro anos de reclusão pela prática de lavagem e ocultação de bens provenientes do tráfico de drogas. Conforme sentença do juiz federal Odilon de Oliveira, a pena será cumprida inicialmente em regime fechado e num estabelecimento penal de segurança média, porém, o condenado está foragido.
O magistrado também fixou multa no valor de R$ 35 mil e determinou o confisco de bens e valores apreendidos pela Polícia Federal em poder de parentes e pessoas próximas usadas como laranjas. Uma pistola calibre 380 com carregador e projéteis do mesmo calibre serão encaminhados ao Exército Brasileiro, enquanto uma caminhonete GM Silverado e um Fiat Marea devem ser leiloados. Aparelhos celulares e um computador serão levados para a Polícia Federal ou doados e a quantia de R$ 5,9 mil e US$ 150 dólares serão depositados em contas da União.
Denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal dava conta de que Uemura integrava uma quadrilha de narcotraficantes presa em 20 de julho de 2007 com 179 quilos de cocaína vindos da Bolívia. Na ocasião, foram presos também João Freitas de Carvalho – o João Jacaré – João Aguillar e Jairo Aguillar.
Conforme o MPF, Uemura ainda esteve envolvido no crime de tráfico em setembro de 2001, quando foram apreendidos 200 quilos de cocaína em Alto Araguaia, Mato Grosso. À época também foi preso Haroldo Peixoto Zatorre.
Estrutura
De acordo com denúncia, a quadrilha de Uemura contava com grande estrutura e operava em pistas de pouso de fazendas de Rio Negro e Coxim para reabastecimento e trocas de prefixo das aeronaves que seriam utilizadas no transporte de droga. A partir das prisões de Jairo e João Aguillar foi possível descobrir o patrimônio ilícito dos demais integrantes da organização.
Para ocultar os bens adquiridos com dinheiro do tráfico, Uemura registrou uma caminhonete Silverado em nome de sua empregada doméstica. Outros veículos também foram comprados em nomes de laranjas. Em 2000, ele se declarou isento diante da Receita Federal e desde então deixou de enviar suas declarações.
Já as altas quantias movimentadas em contas dos bancos BCN e Bradesco não eram provenientes de atividades rurais desenvolvidas na Fazenda das Águas, herdada de seu pai, conforme alegou o traficante. Consta nos altos que Uemura sequer administrava a propriedade e que os valores movimentados eram provenientes do tráfico.
Confisco
Em setembro deste ano, a Justiça Federal confiscou patrimônio milionário do traficante João Jacaré, condenado a cinco anos de prisão, em regime fechado. Ele era responsável por pilotar uma aeronave que fazia o transporte de droga da Bolívia para o Brasil. Dentre os bens confiscados estava uma mansão no Residencial Nasa Park, uma casa no Bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande, outras duas no Jardim Novos Estados, nove sobrados, jet- ski, automóveis de luxo e um avião.



