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Fogo destrói Casa de Reza Indígena em Caarapó e lideranças apontam 'incêndio criminoso'

O monumento visitado pela ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, seria inaugurado no dia 14 de junho de 2024, como símbolo histórico do povo Guarani Kaiowá

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Um incêndio destruiu uma casa de reza indígena em Caarapó nesta quinta-feira (22), municipio distante 280 quilômetros de Campo Grande. O local havia visitado pela ministra dos Povos Indígenas Sônia Guajajara em novembro de 2023, e depois de passar por uma reforma, teria suas obras inauguradas em junho próximo. 

O monumento, tratado como “símbolo imaterial do povo guarani-kaiowá” era alvo de ameaças de incêndio. A suspeita é de que o incêndio seja criminoso. 

O integrante da comissão de lideranças Tenõ’detá, Laurentino Garcia, relatou que o grupo planeja uma visita à Caarapó neste domingo (25), onde discutirão a situação do incêndio que atingiu a casa de reza em Cunhomi.

“Estamos em contato com o líder Simão, que está em Brasília, sobre o incidente. Teremos atualizações a partir do domingo à tarde. Mas, ficamos sabendo que essa casa de reza já estava ameaçada de ser queimada”, comenta.

Por meio das redes sociais, a Aty Guasu lamentou o ocorrido, descrevendo não apenas a perda material, mas também o impacto profundo nos corações e na identidade do povo Guarani Kaiowá.

Confira:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Nos comentários, a população se comoveu com a destruição causada pelo fogo e cobram das autoridades que uma investigação seja feita entre outras medidas de políticas públicas que protejam os direitos dos povos originários. "Quando o governo vai tomar atitudes sérias para defender os nossos indígenas?" questionou uma internauta, "Uma lástima! Força ao povo Guarani Kaiowa" lamentou outro. "Não sei até quando suportaremos isso", desabafou outro usuário.

Nossa equipe de reportagem procurou o Ministérios do Povos Indígenas, bem como a ministra Sônia Guajajara, mas até o fechamento desta matéria não tivemos retorno.

Sobre a casa de reza

A inauguração da casa de reza estava prevista para o dia 14 de junho, data que também marca o assassinato do agente de saúde Clodiodi Aquileu Rodrigues, em 2016. Conforme a Aty Guassu, o local sagrado deveria ser um símbolo de resistência e renovação para a comunidade, mas acabou sendo consumido pelas chamas antes mesmo de ser oficialmente aberto.

A área onde a casa de reza estava localizada, conhecida historicamente como Yvu e agora denominada tekoha kunumi, está no centro de uma longa luta pela demarcação de terras indígenas. 

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Cidades

Semana Santa: Quinta-feira é feriado? Veja quais os dias de folga

A Páscoa é celebrada no domingo, dia 5

30/03/2026 19h00

Crédito: Paulo Pinto / Agência Brasil

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Quinta-Feira Santa, dia 2 de abril, é feriado? A resposta é simples: não. O feriado nacional é válido apenas para a Sexta-Feira Santa, que ocorre este ano em 3 de abril.

A Páscoa é celebrada no domingo, dia 5. A data não é feriado, mas muitas categorias estabelecem acordos para folgar nessa data

A quinta-feira da Semana Santa é um dia normal de trabalho e não é designada como feriado nacional. Algumas escolas ligadas a instituições religiosas, no entanto, não têm aula.

Em alguns locais, a quinta-feira, 2, será ponto facultativo. São os casos do Ceará e de Tocantins, onde os governadores decretaram ponto facultativo em todo o Estado para órgãos públicos estaduais, exceto serviços essenciais.

A lei trabalhista determina que funcionários sob regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não podem trabalhar em feriados a não ser que recebam o valor da hora em dobro ou ganhem uma folga compensatória na semana seguinte ao feriado trabalhado.

Há exceção, no entanto, para profissionais que atuam em serviços considerados "essenciais", como médicos, enfermeiros, bombeiros, entre outros.

No caso do ponto facultativo, cada instituição de serviço não essencial pode determinar se abre ou não na data e, consequentemente, se seus funcionários trabalham ou não.

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INQUÉRITO CIVIL

MP investiga suposta fraude e superfaturamento em obras em município de MS

Ministério Público Estadual instaurou inquérito civil para apurar a possível ocorrência de desvio de finalidade ou dano ao erário, além de identificar a responsabilidade dos agentes públicos e da empresa contratada

30/03/2026 18h00

Obras na MS 338 em Camapua

Obras na MS 338 em Camapua Arquivo

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou inquérito civil para apurar supostas irregularidades e danos ao erário na execução de um contrato administrativo entre a Prefeitura de Camapuã com a empresa Trevo Engenharia Ltda. Trata-se de obras de reforma e adequação do Centro Poliesportivo Maria Inácia Bonfim.

A 1ª Promotoria de Justiça de Camapuã tomou conhecimento do caso por meio de representação dos vereadores Nilcilei Cavalheiro Pereira (PSD) e Luiz Gonzaga (MDB), no qual noticiaram que a Prefeitura de Camapuã estaria utilizando maquinário e servidores próprios para realizar serviços que são de responsabilidade contratual da Trevo Engenharia Ltda, como a demolição e retirada de entulhos.

De acordo com os relatos da representação, o ente público ainda efetuava pagamento integral à empresa como se esta tivesse executado tais obras, o que configura potencial fraude na execução contratual e superfaturamento dos cofres públicos.

A investigação verificará se houve fraude na medição de serviços, uso indevido de maquinário público e atos de improbidade administrativa no município de Camapuã, o que resulta em possível superfaturamento, desvio de finalidade ou dano ao erário do Poder Executivo.

Irregularidades

As condutas narradas podem configurar, em tese, atos de improbidade administrativa que importam em enriquecimento ilícito e que causam lesão ao erário, além de infrações previstas na Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei nº 14.133/21), especificamente quanto à modificação ou vantagem irregular em contrato (art. 337-H) e fraude em prejuízo da Administração Pública (art. 337- L);

Vistoria técnica

Ao Departamento Especial de Apoio às Atividades de Execução (DAEX/MPMS) foi solicitada vistoria técnica urgente in loco, com o objetivo de a) proceder à medição física da obra, confrontando-a com o cronograma físico-financeiro e as medições já pagas pela municipalidade. E b) verificar a consonância dos materiais aplicados com as especificações contidas no Memorial Descritivo (identificando possível reaproveitamento de materiais antigos ou uso de materiais de qualidade inferior aos faturados).

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